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04 dezembro 2019

A IMAGEM NO VÉU DE VERÔNICA


O VÉU DE VERÔNICA



Copy after van Eyck; Vera Icon, Oil on oak, 50cm x 37cm , 1439. Until 1817 in the Basilica of Saint Servatius in Maastricht; since 1827 in the Alte Pinakothek, Munich.


Vera Icon (or Head of Christ) is a lost oil-on panel portrait by the Early Netherlandish painter Jan van Eyck, which probably formed half of a since dismantled diptych. The original is known through three contemporary copies from his workshop. They were completed in 1438, 1439 and 1440; with the first and last in Bruges, and the 1439 version in Munich.
From these reproductions, we can deduce its small scale, and that the panel evidenced the master's usual unflinching approach to physiognomy. Of its origin or commission we know nothing. Unusually he presents an idealised and straightforward iconographic image of Christ. Although emotive, the panel follows a very traditional presentation of Christ in the hieratical manner, facing directly out of the space. The usual title, Vera Icon, refers to the Eastern tradition of icons in the "Without Hands" convention. Each of the canonical extant copies has a form of signature by van Eyck. The Berlin inscription reads "Johes de eyck me fecit et applevit anno 1438 3I Januarij". The version in Bruges reads "Johes de eyck . . annov 1438 3I Januarij".
And yet it differs in two manners from representation of the late 14th and early 15th centuries; in its physiological exactness, and illusionistic frames. Like many of his surviving works, the panel contains a heavily inscribed fictive frame painted around the portrait. In each contemporary copy, the background is composed from dark greens, and Christ is dressed in crimson robes, and has long, dark hair. The lettering on the neckline of his gown reads "REX REGNUM", a phrase that appears on the garment worn by God in the Ghent Altarpiece.



Não há dúvida que uma imagem estava abrigada em Roma nos séculos XIII, XIV e XV conhecida e venerada como "Véu de Verônica". Porém, a história desta imagem é bastante problemática. 
Geralmente se assume que a Verônica estava abrigada na antiga Basílica de São Pedro durante o papado de João VII (705-708), pois uma capela conhecida como "capela de Verônica" foi construída na época; autores posteriores também assumiam assim. Porém, não é possível ter certeza alguma disso, pois os mosaicos que decoravam a capela não fazem referência alguma à história de Verônica. Além disso, escritores contemporâneos não fazem referência à Verônica neste período. Porém, é provável que a relíquia estava ali por volta de 1011, quando um escriba foi identificado como sendo seu guardião. 
Porém, registros seguros sobre a Verônica só aparecem em 1199, quando dois peregrinos chamados Gerald de Barri (Giraldus Cambrensis) e Gervásio de Tilbury escreveram, em tempos diferentes, sobre suas visitas a Roma citando diretamente a relíquia. Logo depois, em 1207, o tecido ganhou importância depois de ser paradeado ao público pelo papa Inocêncio III, que também concedeu indulgências a quem rezasse diante dela. Esta procissão, entre a Basílica de São Pedro e o Hospital do Santo Spirito, tornou-se um evento anual e, num deles, em 1300 o papa Bonifácio VIII, que a transladou para a Basílica em 1297, teve a ideia de proclamar o primeiro Jubileu no mesmo ano. Durante o jubileu, a Verônica foi apresentada para os fieis e tornou-se uma das mirabilia urbis ("maravilhas da cidade") para os peregrinos que visitavam Roma. Pelos duzentos anos seguintes, a Verônica, abrigada em São Pedro, foi considerada a mais preciosa de todas as relíquias cristãs. Foi ali que Pedro Tafur, um visitante espanhol em 1436, escreveu:
Do lado direito está um pilar alto como uma pequena torre onde está depositada a santa Verônica. Quando ela precisa ser exibida, abre-se um buraco no telhado da igreja pelo qual uma arca ou berço de madeira com dois clérigos dentro é içado até ela; e, depois de descerem, a arca ou berço é puxado de volta e os dois, com a maior reverência, tiram a Verônica e a mostram para o povo, que lá se reuniu na data marcada. É frequente que os fieis corram risco de vida, pela quantidade e pela grande pressão que fazem ” (Pedro Tafur, Andanças e Viajes).

Depois do saque de Roma de 1527, alguns autores relatam que o véu teria sido destruído: Messer Unbano, escrevendo para a duquesa de Urbino, conta que a Verônica foi roubada e estava passando de mão em mão nas tavernas de Roma. Porém, outros afirmam que ela teria continuado no Vaticano e uma testemunha do saque afirma que ela não foi encontrada pelos saqueadores. 

Muitos artistas da época criaram reproduções da Verônica, o que também sugere que ela teria sobrevivido ao saque. Mas, em 1616, o papa Paulo V proibiu a criação de novas cópias, exceto se fossem produzidas por clérigos da Basílica de São Pedro. Em 1629, o papa Urbano VIII não apenas proibiu as reproduções como também ordenou a destruição de todas as cópias existentes. Seu édito declarou que todos os que tinham cópias deveriam levá-las para o Vaticano sob pena de excomunhão

Depois disso, a Verônica desapareceu completamente da vista dos fieis e sua história não foi preservada. Como não existem evidências conclusivas de que ela tenha deixado a Basílica de São Pedro, é provável que lá esteja até hoje, o que também é consistente com as poucas informações dadas pelo Vaticano nos séculos recentes.






Bibliografia






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