STREET ART E GRAFFITI
O que é Graffiti?
O Graffiti é uma forma de expressão artística que envolve a criação de imagens, palavras ou desenhos em superfícies públicas, como paredes, muros, trens e edifícios. É uma manifestação cultural que faz parte da arte urbana (street art) e pode variar desde simples tags (assinaturas estilizadas) até obras complexas e coloridas.
Origem e História
Antiguidade
O graffiti tem raízes antigas, com exemplos encontrados em Pompeia, onde pessoas escreviam mensagens nas paredes, e no Egito Antigo, com inscrições em monumentos.
Graffiti romanos
Os graffiti romanos estão entre os muitos exemplos de grafites na antiguidade. Mas, além disso, também podem ser interpretados como uma demonstração de cultura popular que permeava o Império Romano ao longo de sua história. Podem ser considerados grafites qualquer marca figura ou inscrição feita em uma superfície dura, geralmente paredes. O local onde a maior quantidade de grafites romanos foi preservado foi Pompeia, devido ao desastre que se abateu sobre a cidade, com aproximadamente 10,000 grafites tendo sido descobertos na cidade. Os conteúdos dos grafites romanos incluíam desde menções de coito sexual, caricaturas de políticos, criticas, xingamentos ou enaltecendo políticos, recados para uma pessoa em particular, recados amorosos, até poesias e trechos de obras clássicas romanas.
(Fonte WW)
Século 3 d.C.
Localizado na zona rural do condado de Northumberland (norte da Inglaterra), Vindolanda, com seu forte e assentamento, é um tesouro da vida cotidiana durante a ocupação romana da Grã-Bretanha e além. O que torna essa parte do Patrimônio Mundial da Muralha de Adriano tão excepcional é que alguns dos artefatos de quase 2 mil anos descobertos revelam emoções e sentimentos humanos. Talvez o exemplo mais famoso seja o convite de aniversário manuscrito em que uma mulher muito educadamente pede que sua “irmã mais querida” se junte a ela para comemorar seu aniversário.
A última descoberta feita em Vindolanda dá uma fascinante janela para as emoções de alguém do século 3 d.C., e desta vez não envolvem palavras tão educadas. Dylan Herbert, um bioquímico aposentado do sul do País de Gales, fez a descoberta em 19 de maio, no final de sua segunda semana de voluntariado nas escavações. Dylan comentou: “Eu estava removendo muitos entulhos durante toda a semana e, para ser honesto, essa pedra estava atrapalhando meu caminho. Fiquei feliz quando me disseram que eu poderia tirá-la da trincheira. De trás parecia como todas as outras, uma pedra muito comum, mas quando a virei, fiquei surpreso ao ver algumas letras claras. Só depois que retiramos a lama percebi toda a extensão do que havia descoberto e fiquei absolutamente encantado”.
Secundinus cacor, pedra com Graffite descoberta no norte da Inglaterra com 1700 anos.(1)
Além do óbvio e explícito falo esculpido, a face da pedra, que mede 40 centímetros de largura por 15 cm de altura, está gravada com as palavras SECVNDINVS CACOR, uma gravura (graffiti) que torna esse grafite um insulto muito pessoal. Especialistas em epigrafia romana, os doutores Alexander Meyer, Alex Mullen e Roger Tomlin reconheceram-no como uma versão mutilada de Secundinus cacator, Secundinus, o filho da p., com a imagem aumentando a força do insulto escrito.
Sentimento intenso. O dr. Andrew Birley, diretor de Escavações e CEO da Vindolanda Trust, comentou: “A recuperação de uma inscrição, uma mensagem direta do passado, é sempre um grande evento em uma escavação romana, mas esta realmente ergueu nossas sobrancelhas quando deciframos a mensagem na pedra. Seu autor claramente tinha um grande problema com Secundinus e estava confiante o suficiente para anunciar seus pensamentos publicamente em uma pedra. Não tenho dúvidas de que Secundinus não teria se divertido ao ver isso quando estava vagando pelo local há mais de 1.700 anos”.
O falo romano é muitas vezes visto como um amuleto de boa sorte ou símbolo de fertilidade, um símbolo positivo. No entanto, neste caso, o autor habilmente pegou seu significado e o subverteu para seus próprios objetivos. Cada letra foi cuidadosamente esculpida, o que levaria um tempo, deixando poucas dúvidas sobre a profundidade do sentimento. Esse fabuloso comentário social do passado antigo divertirá os visitantes por muitos anos. Isso nos lembra que, embora o exército romano pudesse ser extremamente brutal, especialmente para a população nativa, eles não eram imunes a insultar uns aos outros. Séculos antes de os jornais impressos ou as mídias sociais estarem disponíveis, essa teria sido uma das melhores maneiras de fazer com que muitas pessoas percebessem um ponto de vista.
Idade média
Os padres desse tempo também recorriam à pichação como forma de protesto. No intuito de expor uma ideologia, criticar doutrinas contrárias às suas ou mesmo difamar governantes, invadiam os conventos “rivais” para deixar seu recado.
(Fonte: Norfolk Medieval Graffiti Survey)
Década de 1960-1970
O graffiti moderno, como conhecemos hoje, surgiu em Nova York (EUA), especialmente no bairro do Bronx. Jovens começaram a marcar seus nomes em trens e paredes como uma forma de expressão e afirmação de identidade, além de passar mensagens criticando o stutus quo.
As historiografias do graffiti afirmam frequentemente que o adolescente grego Taki 183 foi o primeiro grafiteiro de Nova Iorque e que foi o seu exemplo que desencadeou o nascimento do movimento. Esta é, no entanto, uma simplificação grosseira. É verdade que Taki foi o tema do artigo do New York Times de 1971 que desencadeou a explosão inicial do graffiti, mas ele estava longe de ser um pioneiro solitário. Ele foi uma das muitas crianças e adolescentes que naqueles anos começaram a moldar a prática do graffiti. E esta prática, aliás, não carecia de antecedentes históricos.
De acordo com Joe Austin em seu livro essencial, Taking the Train, Taki estrelou o influente artigo por uma curiosa série de razões:
Taki trabalhava como mensageiro, o que lhe deu a oportunidade de escrever ao longo de suas rotas de entrega, em áreas onde seu nome era altamente visível para a elite da cidade.
[…]. Taki concentrou seu trabalho no Upper East Side e nas áreas empresariais de Manhattan, território de romancistas, jornalistas, executivos de televisão e outros profissionais da mídia, que puderam ver sua assinatura e mencioná-la em alguns meios de comunicação.
Cultura Hip-Hop
O graffiti se tornou um dos quatro pilares da cultura hip-hop, ao lado do rap, do breakdance e do DJing. Artistas como TAKI 183 e Cornbread ganharam notoriedade por suas tags.
Expansão Global
Nas décadas de 1980 e 1990, o graffiti se espalhou pelo mundo, influenciando cidades como Berlim, São Paulo e Tóquio. Tornou-se uma forma de arte reconhecida, com exposições em galerias e museus.
Estilos de Graffiti
1. Tag
A forma mais básica, geralmente uma assinatura estilizada.
2. Throw-up
Letras rápidas e simples, preenchidas com cores.
3. Piece (Masterpiece)
Obras mais elaboradas, com cores vibrantes e detalhes complexos.
4. Wildstyle
Letras entrelaçadas e de difícil leitura, focadas na estética.
5. Stencil
Uso de moldes para criar imagens repetidas.
Artistas Famosos
Banksy
Artista britânico conhecido por suas obras satíricas e políticas.
Jean-Michel Basquiat
Começou como grafiteiro em Nova York antes de se tornar um artista renomado.
Os Gêmeos
Dupla brasileira famosa por seus murais coloridos e cheios de significado.
Outros grafiteiros
Kobra,
Fonte
Bibliografia
1. Subway Art. (1984) - Martha Cooper e Henry Chalfant: Um clássico que documenta o graffiti nos trens de Nova York.
2. The Faith of Graffiti. (1974) - Norman Mailer: Explora a filosofia por trás do graffiti.
3. Graffiti World: Street Art from Five Continents. (2004) - Nicholas Ganz: Um panorama global do graffiti e da street art.
4. Wall and Piece. (2005) - Banksy: Compilação de obras e pensamentos do artista anônimo.
5. Style Wars. (1983) - Filme documentário dirigido por Tony Silver: Um retrato da cultura do graffiti e do hip-hop em Nova York.
O graffiti continua a evoluir, desafiando normas sociais e questionando o espaço público como um lugar de expressão e diálogo.
WORLD STICKERS ART
Stickers arte, ou sticker art, é uma forma de expressão artística que utiliza adesivos (stickers) como meio principal. Esses adesivos são frequentemente colados em espaços públicos, como paredes, postes, sinalizações e outros locais visíveis, fazendo parte da cultura urbana e do movimento de arte de rua (street art) e graffiti.
Origem e História
Década de 1980
O sticker art surgiu como uma extensão do graffiti e da cultura hip-hop, principalmente nos Estados Unidos. Artistas começaram a usar adesivos como uma maneira rápida e discreta de marcar seu nome ou arte em locais públicos.
Cultura DIY (Do It Yourself)
A produção de adesivos era acessível e fácil de reproduzir, o que permitiu que muitos artistas criassem e distribuíssem seu trabalho de forma independente.
Expansão Global
Com o tempo, o sticker art se espalhou pelo mundo, ganhando popularidade em cidades como Nova York, São Francisco, Berlim e Tóquio. Tornou-se uma forma de arte democrática, já que qualquer pessoa poderia criar e compartilhar seus adesivos, em qualquer local, especialmente naqueles de grande circulação, como paradas de ônibus, estações de trem, portos, banheiros públicos etc.
Características
Tamanho e Formato
Os adesivos geralmente são pequenos, mas podem variar em tamanho e forma.
Temas
Podem incluir desde logos e personagens até mensagens políticas, humorísticas ou artísticas.
Distribuição
Muitos artistas trocam ou espalham seus adesivos em eventos, festivais de arte ou simplesmente nas ruas.
Artistas Notáveis
Shepard Fairey
Conhecido pelo adesivo "Obey Giant", que se tornou um ícone da cultura pop.
Space Invader
Artista francês que usa adesivos e mosaicos inspirados no jogo "Space Invaders".
Hoje, o sticker art continua a ser uma forma popular de expressão, combinando arte, ativismo e intervenção urbana.
ARTE ENGAJADA: GRAFFITE E STICKER ART
“Capitalism is destroying your mind and the planet”
Health Warning: Capitalism is destroying your mind and the planet”
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Sticker seen on the London Underground
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“Health Warning: Capitalism is destroying your mind and the planet”.
Stencils seen in Iran featuring the names and faces of women murdered by cops during the ongoing protests following the death of Jina Mahsa Amini, a 22 year old Kurdish woman who was murdered by the morality police after being arrested and beaten for supposedly incorrectly wearing a hijab.
For Mehsa, Nika, Sarina, Mino, Hadith, Hajar, Hadida, Hanana, Aisan and every other woman whose life was stolen these days, because she cried out for freedom.
#graffiti #graff #vandalism #stencils #stencil art #stencilart #mahsa amini #mahsaamini
***
Putting up graffiti & posters in Iran that says "Mahsa Amini" the name of a 22 year old Kurdish woman who was murdered by police in Tehran this week, after being arrested for allegedly failing to wear a hijab.
Since her death the country has exploded in rebellion with riotous protests breaking out in cities around Iran, especially in the South East Kurdish region.
"Let's write #Mehsa_Amini's name on the walls of the city. Place Mahsa's photo on our cars. Let's also place photos of the other innocents killed next to her photo and ask for what sin the children of this land were killed and covered in blood.
Mahsa is not just another name or victim, but the "code name and symbol" of the people, youth and women of this land. We shout it in our national mourning. We shout our "code name" in every gathering we get the chance, we make it a symbol of the petition of all the dead as we speak of totalitarianism and the overthrow of the government.
Let's close the shops and the markets in coordinated strikes as a movement of sympathetic and harmonious mourners.
Wherever we are, with whatever facilities we have, on the streets, in the city squares, on the boulevards, on the rooftops and intersections, in the name and memory Dear Mahsa, let's show our anger and turn it into a protest.
Let's not keep our tears, hatred and anger in the house, let's bring it to the street. The street is our right, it is our property, it is our house of protest"
#graffiti #graff #mahsa_amini #mahsaamini #mahsa






































































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