A paz das rochas
Quero a paz das rochas
e todo o seu caos,
sua paciência da espera
e a confiança nos processos universais.
Desejo a paz do caos de seu interior
que se agita na velocidade da luz
Sem no entanto se moverem
E permanecem ali, em silêncio,
testemunhando e sofrendo as transformações
a cada segundo,
cada minuto,
cada hora do dia de todas as eras geológicas.
Elas são em si mesmas a verdade absoluta do universo.
Assim como minhas células e todos as suas moléculas ininterruptamente ocupadas em executar funções.
Todos os meus átomos que surgiram no fogo arquetípico
e são ao mesmo tempo testemunhas e produtos
desse vasto paraíso que é o universo se acalme.
Universo
Me conceda a energia dos elétrons invisíveis
corpúsculos-ondas que vivendo seus lampejos de probabilidade
permitem todas as reações químicas e bioquímicas.
E quando o frio derradeiro chegar
que o centro de minha alma aceite aquela calma
e que meu corpo se decomponha
e seus compostos voltem felizes para a natureza de onde saíram.
Que sono da matéria seja povoado de sonhos,
de doce esperança e de luta como todo trabalhador
que levanta todo dia de manhã cedo antes da estrela,
emblema do fogo primordial, aparece no céu e de onde tudo nasce
e onde tudo se resolve.
The night has a thousand eyes,
And the day but one:
Yet the light of the bright world dies
With the dying sun.
The mind has a thousand eyes,
And the heart but one;
Yet the light of a whole life dies
When love is done.