ASTRONOMIA E SIGNOS ZODIACAIS
Zodíaco, do latim zōdiacus, por sua vez do grego antigo ζωδιακός κύκλος, zōdiakós kýklos, círculo de animais, derivado de ζώδιον, zōdion, diminutivo de ζῶον, zōon, animal; é uma faixa imaginária do firmamento celeste que se estende aproximadamente a 8° ao norte e ao sul, medida em latitude celeste, da eclíptica, a qual inclui as órbitas aparentes do Sol, da Lua e dos planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. As divisões do zodíaco representam constelações na astronomia e signos na astrologia.
Na astrologia ocidental, e também na astronomia, o zodíaco é dividido em doze signos, cada um ocupando 30° de longitude celestial e correspondendo aproximadamente às constelações de: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.
Círculo zodiacal (Fonte: WP)
Moderno círculo zodiacal (WP)
Esses signos astrológicos formam um sistema de coordenadas celestes, ou mais especificamente um sistema de coordenadas eclípticas, que toma a eclíptica como origem da latitude e a posição do Sol no equinócio vernal como origem da longitude.
O zodíaco estava em uso na era romana, baseado em conceitos herdados pela astronomia helenística e pela astronomia babilônica do período caldeu (meados do primeiro milênio a.C.), que, por sua vez, derivava de um sistema anterior de listas de estrelas ao longo da eclíptica.
A construção do zodíaco é descrita na abrangente obra de Ptolemeu do século II d.C., o Almagesto.
Embora o zodíaco permaneça a base do sistema de coordenadas eclípticas em uso na astronomia, além do sistema equatorial, o termo e os nomes dos doze signos são hoje principalmente associados à astrologia horoscópica.
Na astronomia, o zodíaco de um determinado planeta é a faixa que contém o caminho desse corpo em particular; por exemplo, o "zodíaco da Lua" é a faixa de 5° acima e abaixo da eclíptica. Por extensão, o "zodíaco dos cometas" pode se referir à banda que abrange a maioria dos cometas de curto período.
Tem se afirmado, que a criação das 12 casas foi helenística e que sua invenção se deve a Hermes Trismegisto. Todavia não há evidência alguma que sustente essa hipótese, uma vez que os signos ja estavam estabelecidos pelos antigos babilônicos que herdaram se não toda, pelo menos parte das observações das constelações dos Caldeus.
A 13ª constelação zodiacal, Ofiucos.
Capricórnio: 20/1 a 16/2
Aquário: 16/2 a 11/3
Peixes: 11/3 a 18/4
Áries: 18/4 a 13/5
Touro: 13/5 a 21/6
Gêmeos: 21/6 a 20/7
Câncer: 20/7 a 10/8
Leão: 10/8 a 16/9
Virgem: 16/9 a 30/10
Libra: 30/10 a 23/11
Escorpião: 23/11 a 29/11
Ofiúco: 29/11 a 17/12
Sagitário: 17/12 a 20/1
As 12 casas zodiacais provém da observação do Sol, e a constelação antes do nascer do sol e a constelação que aparece logo depois do pôr do Sol, logo depois do ocaso.
A eclíptica, então, é o caminho percorrido pelo Sol ao longo de 12 meses, o ano na eclíptica.
Essas 12 casas, correspondem aproximadamente a 30 graus cada uma, embora nem todas as constelações zodiacais ocupem exatamente esse espaço de 30° no céu; por ex., a constelação de Scorpius, o escorpião, o Sol leva apenas 6 dias para atravessá-la, o q significa que não tem 30°.
Segundo Duarte s/d foi a partir de 1922, quando foi criada a União Astronômica Internacional (UAI), que o conceito de constelação começou a mudar.
Os astrônomos perceber-se que o Sol passava por mais uma constelação, a constelação de Ofiúco (Ophiucus), o serpentário. Assim, essa constelação deveria ser incluída na eclíptica já que o sol passa por ela. Então, temos uma 13a constelação zodiacal.
Durante a assembléia geral da UAI em 1925, em Cambridge, foi formafo um grupo de trabalho para estudar a questão das delimitações das constelações, surgindo daí uma proposta de criação de regiões na esfera celeste, tal como um país dividido em estados.
Assim, toda a esfera celeste foi dividida, por esse grupo de astrônomos, em 88 regiões, também chamadas constelações, com tamanhos variados e delimitações bem definidas e retilíneas.
Cada região recebeu o nome da principal constelação nela predominante e todas aquelas cortadas pela linha da eclíptica (linha que no céu, vista da Terra, representa o caminho percorrido pelo Sol durante o ano) passaram a ser consideradas constelações zodiacais.
Convém explicar que o zodíaco, ou círculo zodiacal, é um círculo ou faixa de 17 graus no céu, que abrange toda a esfera celeste e que tem no centro a linha da eclíptica.
Foi desta forma, então, que o zodíaco acabou por ser apresentar 13 regiões ou constelações, que são: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Ofiúco, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.
Devemos salientar que para ser considerada uma constelação zodiacal a constelação deve ser atravessada pela linha da eclíptica, ou seja, o sol deve cruzá-la ao longo do ano.
Acontece que depois de passar por Libra e Escorpião, o sol cruza Ofiúco de 30 de novembro a 17 de dezembro, antes de entrar em Sagitário, devendo, por isso, ser incluída como uma constelação zodiacal.
Todavia, esta passagem do sol por Ofiúco não é considerada pela astrologia. Do modo como foi organizado o céu pela UAI, todas as treze constelações ocupam espaços diferentes ao longo da linha da eclíptica, o que significa dizer que a divisão do zodíaco em doze signos de trinta graus cada um é puramente arbitrária e segue apenas a tradição dos povos antigos.
OFIUCO
O poeta romano Ovídio, Publius Ovidius Naso (20 março 43 BC – AD 17/18), deixou um relato sobre sua história em suas Metamorfoses. Segundo a narrativa, não havia donzela mais formosa em toda Tessália do que Corônis. Apolo estava apaixonado por ela e se tornaram amantes, mas o corvo do deus descobriu que ela havia se deitado com o jovem Ischys, filho de Elatus, e voou até seu mestre para relatar o fato. Enfurecido, Apolo tirou uma flecha da aljava e disparou contra o peito daquela que ele tantas vezes havia abraçado, beijado e acariciado.
Arrancando a seta ensanguentada, Corônis bradou: “Oh Febo Apolo, decerto eu mereci esta punição, mas por que não esperaste até que eu desse à luz ao nosso filho? Agora ambos morreremos!” E assim dizendo, expirou. Arrependido do que fizera, Apolo sentiu ódio de si mesmo, e o corvo que levara tão nefasta notícia, que era branco, foi amaldiçoado e suas penas se tornaram negras.
Então Apolo desceu dos céus e foi para seu lado, tomou o corpo sem vida em seus braços, mas seus poderes não bastaram para devolvê-la ao mundo dos vivos. Quando ela foi posta sobre uma pira para ser cremada, Apolo, tomado pela dor, derramou perfumes sobre seu peito e iniciou a celebração dos ritos fúnebres.
Mas antes que as chamas consumissem o corpo de Corônis, retirou o filho ainda vivo do ventre materno e o levou para Quíron, o sábio centauro que havia educado vários heróis, para que o criasse.
A filha de Quíron, Ocirroé, que podia prever o futuro, ao chegar à caverna de seu pai, viu a criança e disse: “Menino, tu que trazes a saúde para todo o mundo, que possas crescer e florescer! Os mortais muitas vezes deverão suas vidas a ti, e te será concedido o poder de trazer de novo à vida os que morreram. Mas um dia deixarás os deuses zangados por tamanha ousadia, e o raio de teu avô impedirá que o repitas, e de um deus imortal serás reduzido a um cadáver inerte. Mas depois, deste cadáver mais uma vez serás tornado um deus, e por uma segunda vez, renovarás o teu destino.”
Além de sua ligação direta com a Medicina, Esculápio teve sua imagem transformada e magnificada, assumindo outros significados. Os neoplatônicos acreditavam que Esculápio era a alma do mundo, através da qual a criação era mantida coesa e organizada com simetria e equilíbrio. Élio Aristides disse que ele era o guia e regente de todas as coisas, o salvador do universo e o guardião dos imortais.
Juliano declarou que ele era o curador dos corpos e, com a ajuda das Musas, de Hermes e de Apolo, era o educador das almas. Sua figura foi assimilada sincreticamente à de Imhotep no Egito, a Eshmun na Fenícia, a Zeus em Pérgamo, e a Júpiter em Roma, onde era chamado de Aesculapius Optimus Maximus.
(Fonte: querobolsa)
Ele é representado usualmente como um homem maduro, vestido de uma túnica que lhe descobre o ombro direito, e apoiado a um cajado onde se enrola uma serpente. Às vezes aparece a seu lado um menino, símbolo da recuperação da saúde, ou a de Telésforo, uma espécie de elemental da terra encapuzado que levava o processo de cura a bom termo, e que algumas fontes dizem ser seu filho. Também pode ser mostrado junto de algum de seus outros filhos, especialmente Higeia, que se tornou uma figura importante em seu culto e chegou a ter templos próprios.
QSobrevivem da Antiguidade várias de suas estátuas e imagens em moedas e camafeus. A estátua de seu principal templo, em Epidauro, fora feita, segundo Pausânias, de ouro e marfim, tinha cerca de seis metros de altura, e ele aparecia sentado em um trono, pousando sua mão direita sobre uma serpente, enquanto que com a esquerda segurava um cajado. Tinha um cão ao seu lado. Esculápio foi representado em moedas cunhadas por 46 imperadores e imperatrizes romanos, e essas moedas circulavam em todo o Império Romano.
Bastão de Esculápio
O principal símbolo de Esculápio é um bastão ou cajado com uma serpente enrolada, que muitas vezes tem sido confundido erroneamente com o caduceu, que possui duas serpentes.
Esculápio ou Asklepius
A ORIGEM DO SÍMBOLO
A origem do símbolo é muito antiga, anterior aos gregos. Mais de 5 mil anos atrás os mesopotâmios usavam um bastão com uma serpente como emblema de Ningizzida, o deus da fertilidade, do matrimônio e das pragas. (WP)
A serpente também esta associada ao conhecimento
A serpente é uma antiga divindade da sabedoria no Médio Oriente e na região do mar Egeu, sendo, intuitivamente, um símbolo telúrico. Mesmo Moisés, aconselhado por Deus erigiu uma serpente de bronze para salvar o povo pecador que havia sido picado por serpentes reais.
No Egito, Rá e Áton ("aquele que termina ou aperfeiçoa") eram o mesmo deus. Áton o "oposto a Rá," foi associado com os animais da terra, incluindo a serpente. Nehebkau ("aquele que se aproveita das almas") era o deus da serpente que guardava a entrada do mundo subterrâneo.
A grande Deusa mãe minoica, Potnia Theron pode manusear uma serpente em uma das mãos, talvez evocando o papel como a fonte da sabedoria, melhor que o papel como a senhora dos animais (Potnia theron), com um leopardo sob cada braço. Não por acaso mais tarde o infante Héracles, um herói limítrofe entre o velho e o mundo novo de Olympia, também manuseara duas serpentes que "o ameaçaram" no berço. Os gregos clássicos não perceberam que a ameaça era meramente a ameaça da sabedoria. Mas o gesto é o mesmo que aquele da divindade de Creta. (WP)
A haste que Moisés carrega é uma serpente. Quando a joga para a terra, ao comando de Yahweh, ela toma a forma de serpente.
As serpentes são figuras proeminente em mitos gregos muito arcaicos: o mito de Laocoonte, a antiga Hidra de Lerna, que lutou com Hércules, a serpente do mais velho oráculo de Delfos, entre outras (WP).
A imagem da serpente como a incorporação da sabedoria transmitida pela deusa Sophia é um emblema usado pelo gnosticismo, especialmente as seitas mais ortodoxas caracterizadas como Ofídeas, ("Homens Serpente").
Para os gregos e romanos a serpente estava associada a Apolo por ele ter matado a Píton de Delfos, e era um símbolo da cura porque periodicamente abandona sua pele velha e aparentemente renasce, da mesma forma que os médicos removem a doença dos corpos e rejuvenescem os homens, e também porque a serpente era um símbolo de atenção concentrada, o que era requerido dos curadores.
Era conhecido também dos judeus antes de Cristo, como se lê no relato bíblico de Moisés erguendo um poste com uma serpente de bronze para livrar o seu povo de uma praga de serpentes. Ao longo do desenvolvimento do Cristianismo este símbolo foi transformado, e o poste se tornou um Tau.
A ligação de Esculápio com a serpente deriva de uma das lendas associadas ao seu mito. Chamado para socorrer Glauco, que havia sido morto por um raio, viu uma serpente penetrar no aposento onde estava, e a matou com seu bastão. Logo uma segunda serpente entrou, carregando ervas em sua boca, que depositou sobre a boca da outra morta, fazendo-a voltar à vida. Tomando dessas ervas, Esculápio colocou-as na boca de Glauco, que também ressuscitou, e desde então fez da serpente seu animal tutelar. Seu bastão se tornou o símbolo da Medicina na contemporaneidade em grande número de países do mundo e está presente na bandeira da Organização Mundial da Saúde. O outro animal a ele associado era o cão, presente em uma das versões de seu mito como o animal que lhe trouxe comida ao ser abandonado ainda bebê nas montanhas, e por ser capaz de seguir uma trilha invisível com seu olfato, o que simbolizava a capacidade do médico de identificar a doença através de sintomas invisíveis para os leigos. Finalmente o galo, que era amiúde sacrificado em sua honra, era o símbolo do raiar do sol, o astro regido por Apolo, o seu pai divino, conhecedor de todas as coisas e todas as artes (WP).
Ofiúco é uma constelação um tanto extensa, sendo conhecida também por Serpentário. Na mitologia grega, este agrupamento de estrelas estava associado a Esculápio, deus da medicina. Segundo a lenda, Esculápio passou a dedicar-se à arte da cura após ver uma serpente ressuscitar outra com algumas ervas que trazia em sua boca. Esta é, inclusive, a origem do símbolo das ciências médicas: a serpentes enrolada no bastão.
Ainda sobre esta constelação, diz-nos o saudoso professor Amaro Seixas Netto:
“Em realidade, o Zodíaco atual tem treze constelações. Desde 1952, temos adotado esta Constelação Zodiacal em nossos estudos, criando assim o Zodíaco perfeito e exato sobre a Eclíptica. Esta descoberta decorreu duma análise profunda do curso do Sol zodiacal, e deste modo propusemos a sua notação na Faixa Zodiacal bem como criamos o seu signo, publicado na Imprensa para registro. Pode observar-se que o Sol, no Zodíaco, percorre pequena parte do Escorpião e logo entra no Ofiuco, para depois ingressar em Sagitário.” SEIXAS NETTO, A. O zodíaco. São Paulo : Editora do Escritor, [19–]. p. 60.
Hoje, devido à precessão dos equinócios, foi necessário acrescentar mais uma constelação por onde o Sol passa, mesmo que por um curto espaço (18 dias).
Esta 13ª casa é Ophiucus, Ofiúco, o serpentário. Ophiucus ou Serpentário, é cruzada pelo sol entre os períodos de 30 de novembro e 17 de dezembro dominando boa parte da passagem por Escorpião, antes de chegar em Sagitário.
Em janeiro de 1995, Jacqueline Mitton, da Real Sociedade de Astronomia britânica, anunciou em uma série de divulgação da BBC que os 12 signos do zodíaco não só estavam erroneamente adiantados, pelos efeitos da precessão sofrida pela Terra, como eram, na realidade, 13. Mitton explicou que a eclíptica (a trajetória aparente anual do Sol pelos céus) atravessa uma décima-terceira constelação: Ofiúco, versão latina de Esculápio, o deus grego da medicina. Na verdade, a eclíptica sempre atravessou essa constelação, as datas mudam de acordo com os séculos. Se imaginarmos o Sol como um círculo, em 2015 seu centro saiu de Escorpião e entrou em Ofiúco em 30 de novembro, às 10h UT (Tempo Universal), e sairá de Ofiúco para entrar em Sagitário em 18 de dezembro, às 17h30 UT.
Se você ficou curioso(a) para saber se o seu signo teria alguma alteração, confira aqui como ficaria o seu astral:
Capricórnio: 21/01 – 16/02
Aquário: 17/02 – 11/03
Peixes: 12/03 – 18/04
Áries: 19/04 – 13/05
Touro: 14/05 – 21/06
Gêmeos: 22/06 – 20/07
Câncer: 21/07 – 10/08
Leão: 11/08 – 16/09
Virgem: 17/09 – 30/10
Libra: 31/10 – 23/11
Escorpião: 24/11 – 29/11
(seis dias, pois é uma pequena área que o Sol percorre)
Serpentário: 30/11 – 17/12
Sagitário: 18/12 – 20/01
Referências
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/constelacoes-zodiacais.htm#:~:text=O%20Sol%20em%20seu%20movimento,N%C3%A3o%20pare%20agora…
ESCÓLIOS
Octótropos, cerquilha, cancela, antífen, cardinal, ou octótropo (símbolo: #), é um sinal de pontuação utilizado para indicar várias diferentes funções. O que é tecla de cerquilha? A cerquilha (a “hashtag” das redes sociais), conhecida também como jogo da velha, é um sinal universalmente usado como representação de número, sobretudo na língua inglesa (também chamado de “hash”).
Como usar cerquilha? O correto é separar as hashtags do seu sexto, sempre as utilizando no final, depois de ter escrito a ideia principal que deseja passar. Se a palavra que deseja usar a hashtag estiver no meio da frase, a leitura não fica tão difícil de se compreender. Mas lembre-se: use com moderação e em termos que fazem sentido.



























































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