Hal9000 aparece no filme "2001: Uma odisséia no espaço" de 1968, dirigido por Stanley Kubrick e co-escrito por Kubrick e Arthur C. Clarck.
2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey) é um filme de ficção científica de 1968 produzido e dirigido por Stanley Kubrick, co-escrito por Kubrick e Arthur C. Clarke baseado parcialmente no conto "The Sentinel" do próprio Clarke. Um romance de mesmo nome, escrito concomitantemente com o roteiro, foi publicado logo após o lançamento do filme.
Entre os temas presentes no filme estão a evolução humana, o existencialismo, a tecnologia, a inteligência artificial e a vida extraterrestre. Estéticamente, o filme é lembrado pelo seu realismo científico, pioneirismo em efeitos especiais, imagens ambíguas, próximas ao surrealismo.
A sonoplastia foge das técnicas narrativas, com poucos diálogos e cenas longas com música, entre as quais destacam-se as músicas clássicas, compostas por nomes como Richard Strauss, Johann Strauss II, Aram Khachaturian e György Ligeti.
O filme é memorável por sua trilha sonora, resultado da associação feita por Kubrick entre o movimento de satélites e os dançarinos de valsas, o que o levou a usar a valsa Danúbio Azul, de Johann Strauss II, e o famoso poema sinfônico de Richard Strauss, "Also sprach Zarathustra" (Assim falou Zarathustra), para mostrar a evolução filosófica do Homem, teorizado no trabalho de Friedrich Nietzsche de mesmo nome.
Apesar de ter sido recebido inicialmente de forma mista, "2001: A Space Odyssey" é atualmente considerado um dos melhores e mais influentes filmes já feitos no sec. XX. Foi indicado a quatro Oscars nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original (o filme foi indicado na categoria de roteiro original, apesar de ser adaptado do conto de Arthur C. Clarke), Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Visuais, ganhando nesta última. Em 1991, foi considerado "culturalmente, historicamente ou esteticamente significante" pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para ser preservado no National Film Registry. (WP)
As inúmeras analogias e metáforas existente no filme o torna essa película uma verdadeira obra de arte de primeira grandeza. (leadhead)
Enredo do Filme
A Aurora do Homem
Uma tribo de hominídeos está procurando por comida no deserto africano. Um leopardo mata um dos membros, e uma outra tribo de homens-macacos os afugenta de um poço de água. Derrotados, eles dormem em uma pequena cratera de pedra exposta, acordando para encontrar um monólito preto que apareceu na frente deles. Eles se aproximam grunhindo e pulando, eventualmente o tocando com cuidado. Pouco tempo depois, um dos macacos percebe que ele pode usar um osso tanto como uma ferramenta quanto como uma arma, o macaco usa para matar uma presa para come-la. Mais tarde eles conseguem o controle do poço de água ao matarem o líder da outra tribo utilizando-se para tal feito do osso-arma.
AMT-1
Um avião espacial da Pan Am leva o Dr. Heywood R. Floyd para uma estação espacial na órbita da Terra para um descanso de sua viagem a Base Clavius na Lua. Depois de videotelefonar para sua filha, ele encontra sua amiga Elena, uma cientista russa, e seu colega Dr. Smyslov, que pergunta à Floyd sobre "coisas estranhas" ocorrendo em Clavius e de um rumor sobre uma misteriosa epidemia se espalhando pela base. O norte-americano se recusa a responder qualquer pergunta sobre a epidemia.
Em Clavius, Floyd tem uma reunião com o pessoal da base, se desculpando pelo encobrimento da história da epidemia, mas salientando sigilo. Sua missão é investigar um artefato recém encontrado, Anomalia Magnética Tycho Um (AMT-1) "deliberadamente enterrada" há quatro milhões de anos. Floyd e outros vão de ônibus lunar até o artefato, um monólito preto idêntico àquele encontrado pelos macacos. Os visitantes examinam o monólito, e posam para uma fotografia na frente dele. Enquanto fazem isso, eles ouvem um sinal de rádio muito alto vindo do monólito.
Missão Júpiter
Dezoito meses depois, a nave espacial Discovery One está a caminho de Júpiter. A bordo estão o Dr. David Bowman e o Dr. Frank Poole, e outros três cientistas em hibernação criogênica.. "Hal" é o computador HAL9000 que gerencia todas as funções da da nave, e que comanda a maioria das operações da Discovery. Enquanto Bowman e Poole assistem a Hal e eles mesmos serem entrevistados pela BBC, o computador afirma que ele é "infalível e incapaz de erro". Na realidade Hal9000 é a própria nave, e responsável por tudo que acontece nela, além de conhecer e prever tudo o que acontece dentro e fora dela.
Ele também fala de seu entusiasmo para a missão, e como ele gosta de trabalhar com humanos. Quando perguntado pelo entrevistador se Hal possui emoções genuínas, Bowman fala que ele parece ter, porém a verdade é desconhecida.
Hal pergunta a Bowman sobre o mistério e segredo não usuais em volta da missão, porém ele se auto interrompe para reportar uma falha no dispositivo que controla a antena principal da nave. Depois de recolher o componente por um casulo de atividade extraveicular, os astronautas não conseguem encontrar nenhum problema. HAL sugere reinstalar o componente e deixá-lo falhar para que o problema possa ser encontrado. O controle da missão concorda, porém eles avisam os astronautas que os resultados vindos do computador gêmeo HAL deles indica que o HAL da nave está em erro prevendo a falha (apresenta um bug). Quando consultado, Hal insiste que o problema, como todos os problemas com a série HAL, são devidos a "erro humano". Preocupados com o comportamento de Hal, Bowman e Poole entram em um dos casulos extra veiculares para conversarem sem o computador poder ouvi-los. Ambos têm um "mau pressentimento" sobre Hal, apesar da série HAL ter confiabilidade perfeita, porém decidem seguir as instruções do computador e substituir o equipamento. Enquanto os astronautas concordam em desativar o computador se ele estiver errado, ambos não sabem que Hal está lendo seus lábios através da janela e assim fica sabendo que os cientistas planejam desativá-lo.
Enquanto tentava substituir a unidade durante uma caminhada espacial, o casulo extra veicular de Poole, controlado por Hal, corta seu cabo de oxigênio e o deixa a deriva. Bowman, não percebendo que o responsável foi o computador, pega outro casulo e tenta resgatar Poole, deixando seu capacete para trás. Enquanto ele está fora, Hal termina as funções vitais dos tripulantes em animação suspensa. Quando Bowman retorna a nave com o corpo de Poole, Hal se recusa a deixá-lo entrar, afirmando que o plano do astronauta para desativá-lo põe em perigo toda a missão.
Bowman abre manualmente a trava espacial de emergência e, arriscando sua vida, consegue entrar na nave. Depois de vestir seu capacete, Bowman vai até o núcleo de memória de HAL 9000 com a intenção de desconectar o computador. Primeiramente Hal tenta tranquilizar Bowman, depois pede para que ele pare, e depois começa a demonstrar medo, tudo com uma voz monótona e constante.
O astronauta o ignora e desconecta cada um dos módulos de memória do computador. Hal eventualmente regride a sua programação mais antiga na memória, a canção "Daisy Bell", que ele canta para Bowman.
Deactivation of Hal9000
"Daisy Bell" canção que Hal9000 cantou no final enquanto estava sendo desativado.
Quando o computador é finalmente desconectado, um vídeo pré-gravado por Floyd se inicia. Nele, ele revela a existência de dois monólitos, um na lua e um em Júpiter, "sua origem e propósito, ainda um mistério total". Floyd adiciona que o monólito permaneceu completamente inerte, exceto por uma única, muito poderosa, emissão de rádio direcionada a Júpiter.
Júpiter e Além do Infinito
Em Júpiter, Bowman deixa a Discovery One em um casulo extraveicular e encontra um outro monólito em órbita do planeta. Ao se aproximar dele, o casulo é puxado para dentro de um túnel de luzes coloridas,[18] e um desorientado e aterrorizado Bowman se vê viajando em alta velocidade através de vastas distâncias do espaço, vendo imagens de bizarros efeitos cosmológicos e estranhas paisagens alienígenas de cores incomuns. Ele se vê, com meia idade e ainda em sua roupa espacial, em um quarto contendo uma decoração no estilo Luís XVI. Bowman vê progressivamente versões mais velhas dele próprio, seu ponto de vista muda em cada tempo, alternadamente aparecendo vestido a rigor e jantando, e finalmente como um homem muito velho deitado em uma cama.
Um monólito preto aparece ao lado da cama, e enquanto Bowman se aproxima, ele é transformado em um ser parecido com um feto humano, cercado por uma orbe transparente de luz. O novo ser flutua no espaço ao lado da Terra, contemplando-a.
Aqueles que assistiram 2001: Uma Odisseia no Espaço certamente devem se lembrar da personagem HAL 9000. A sigla significa Heuristically programmed ALgorithmic, indicando que ele é um computador algorítmico programado heuristicamente (um nome chique para a época equivalente ao que hoje conhecemos como a mistura de inteligência artificial com machine learning).
A personagem em questão controlava os sistemas da espaçonave Discovery One, e uma das temáticas do filme era justamente sobre o poder dado às máquinas e os perigos desta atitude.
Agora, eis que a Master Replicas Group, uma equipe que projeta, desenvolve e fabrica réplicas especiais de itens relacionados à ficção científica, revela por meio de uma publicação oficial em seu blog que eles irão lançar uma réplica chamada HAL Computer Interactive 2001. Nenhuma informação sobre preços foi divulgada até então, mas especula-se que o objeto vai custar uma quantia relativamente salgada.
Isto porque a réplica do HAL9000 não é apenas uma reprodução que não faz nada além de ficar bonita quando alocada em um canto da estante do usuário. Ao invés disto, a luz vermelha que se assemelha a um olho brilhará, e a máquina também deverá exibir um display em movimento, além de trazer reconhecimento funcional de voz. Por conta disso, será possível conversar e interagir com o computador, recriando até mesmo algumas citações de seu longa-metragem de origem.
A réplica poderá ser montada na parede e virá equipada com a Alexa, da Amazon, para ajudar o usuário a verificar o clima, ligar e desligar as luzes, ou até para somente pedir para abrir as portas da residência quando HAL 9000 se recusar.
Em sua publicação, a Master Replicas Group apenas atiçou os usuários e entusiastas com o anúncio, sem entrar em detalhes do que a réplica é capaz de fazer ou não. Portanto, mais novidades devem surgir em breve. Por enquanto, a equipe de desenvolvedores disponibilizou a possibilidade de reservar uma cópia do produto.
Recentemente, foi divulgado que a Alexa será capaz de opinar e expressar seus gostos pessoais, de modo a torná-la mais companheira ao invés de uma simples assistente inteligente. Na última semana, porém, a smart speaker foi flagrada soltando repentinas e assustadoras risadas. E com o HAL 9000 recebendo suporte a algumas funcionalidades do gadget da Amazon, só resta esperar pela famigerada revolução das máquinas. Ou não.
Jogada na qual Hal9000 diz ser xeque-mate em David
HAL 9000 cantou-nos Daisy Bell, tema que nasceu da inspiração de um britânico dos idos de novecentos. O compositor Harry Dacre, pseudónimo de Frank Dean, compunha em 1882 a melodia que popularmente ficaria conhecida como a "bicycle built for two" (bicicleta construída para dois). Composição que vogou nas décadas posteriores nas vozes, entre outros, dos norte-americanos Bing Crosby e Nat King Cole ou da banda inglesa Blur.
Primeiro computar construído para sintetizar o som
da voz humana e o som de instrumentos.
Não foi, contudo, à voz humana que HAL angariou inspiração para cantar Daisy Bell. A máquina que, insistia no filme, "I'm sorry, Dave, I'm afraid I can't do that", homenageava naquele 2001 ficcionado, uma anterior interpretação de um seu par.
Há 60 anos, em 1961, o computador IBM instalado no Bell Telephone Laboratories, centro de pesquisa em Nova Jersey, Estados Unidos, reivindicava o seu quinhão de um atributo até então exclusivo do ser humano. Na aurora da década de 1960, John Kelly e Carol Lochbaum programaram o IBM 704 para inaugurar uma nova era na computação, a sintetização da fala. Com o apoio de Max Mathews, pioneiro da música computorizada, a dupla de programadores encostou os ouvidos do mundo a uma versão de fala sintetizada de Daisy Bell.
Um ano depois, em 1962, Arthur C. Clarke maravilhava-se perante os dotes vocais do IBM 704. Seis anos volvidos, Clarke coautor do argumento de 2001: Odisseia no Espaço, incluía Daisy Bell na trilha sonora do filme onde protagonizava a par da valsa de naves espaciais ao som do Danúbio Azul de Johann Strauss II.
Não obstante Arthur C. Clarke tê-lo negado, houve quem encontrasse no acrónimo HAL (Heuristically programmed ALgorithmic computer), similitude com um outro acrónimo, o da IBM (International Business Machines) e com esta a relação entre o computador considerado marco inicial da inteligência artificial no cinema. Cada letra de HAL antecede na ordem alfabética as letras de IBM.
Uma vez mais, em 2009, a letra da canção "Daisy Bell" viajava no tempo e na tecnologia desta feita à boleia do projeto bipartido entre Aaron Koblin e Daniel Massey. Com a dupla de artistas norte-americanos, a bicicleta para dois de Harry Dacre granjeava lugar para mais de dois mil passageiros. Partindo da sobreposição digital de 2088 vozes coligidas online, Koblin e Massey apresentavam na internet a peça "Bicycle Built For Two Thousand".
Os participantes, provenientes de mais de 70 países, desconheciam que participavam num projeto colaborativo.
Na década de 1860, Harry Dacre também não poderia supor que o tema levemente satírico que engendrara após uma viagem aos Estados Unidos, viajaria até século XXI no argumento do filme de 2014, A Teoria de Tudo.
Na película, o ator Eddie Redmayne interpreta a figura de Stephen Hawking, o físico e cosmólogo britânico, popularizado em livros como "Uma Breve História do Tempo".
No filme assinado pelo realizador James Marsh, o personagem de Hawking, sozinho no escritório, testa o primeiro computador que lhe permitirá comunicar com o mundo através de fala sintetizada. Padecendo de doença neurodegenerativa, o físico digita num dispositivo de mão algumas palavras. O ecrã do computador ilumina-se com "Daisy, Daisy/Give me your answer, do!" e soletra as palavras a Stephen Hawking (2)
Statuette of winged Eros-Harpokrates standing; from Myrina. He has his weight on his right leg; with his left hand he holds a cornucopia and in his right hand he has a patera decorated with an incised five-petalled flower. He wears a panther skin (nebris) on his shoulders tied in a reef knot on his left breast and a piece of drapery over his right arm, left shoulder and down his left side. His hair is curled at the back of his neck and rolled up on the top of his forehead with the ends brushed downwards; upon the roll there is an oval ornament between two horns and a disk at its base; behind that, on Eros's head, lies a wreath with vine-leaves and fruit and over that a thick wreath bound with a broad fillet the ends of which fall on his shoulders. He wears bracelets and anklets and a band round his left thigh. He has wings with individual feathers incised and also a disk on his right shoulder at the base of the wing. The cornucopia is ribbed at the lower part, however the upper part is in relief, showing a Nike (Victory) standing under a hanging garland upon a palmette, between curling leaves. (1)
There is no apparent flesh colour; some traces of pink on drapery and nipples; yellow with gilding on patera, on disks, on head and shoulder; brown on hair; red inside the cornucopia and black on relief. Missing, end of drapery over right arm, piece of fillet on left shoulder, tips of horns, one foot of nebris and fruit on wreath. The right ear is omitted.
Light red clay.
Provenance
Said to have been found in Myrina, Turkey [see note 1]. By 1892, A. Frontrier, Smyrna [see note 2]; by 1900, sold by Frontrier to Edward Perry Warren (b. 1860 - d. 1928), London; 1900, sold by Warren to the MFA. (Accession date: February 1, 1900).
NOTES
[1] According to Warren’s records, this was found together with MFA accession no. 00.321.
[2] Published as such in Bulletin de correspondance hellénique 17 (1893), pp. 182-183.
Harsiese
Horus, Son of Isis
This week’s post is inspired by a friend of this blog who was inquiring about how to distinguish the various Horus Gods. (Hint: It ain’t easy.) He was asking about two of Them specifically, as he wished to develop a devotion to Them.
Horus is one of ancient Egypt’s oldest and most important Gods. In fact, many places had their own local form of Horus and there were also other Falcon Gods throughout Egypt Who eventually came to be subsumed in, or at least called by the name of, Horus.
In the earliest texts that have come down to us, there doesn’t seem to have been much of an attempt (or perhaps need?) to separate the Horus Gods. But by the time of the Coffin Texts (beginning around 2100 BCE or so), we have separate funerary formulae for “Becoming Horus the Elder” and for “Becoming Horus.”
Horus as a falcon at His great temple at Edfu
Scholars don’t know in what part of Egypt Horus’ worship originated. Behdet, a town in the western delta of Lower Egypt, and Nekhen (Hierakonpolis), in Upper Egypt near Luxor, both claimed to be His first cult centers. Interestingly, when His great temple at Edfu in Upper Egypt was built, it was often called by the sacred name of Behdet, though that was not its secular name. The site at Edfu was associated with Horus by the 5th dynasty.
Behdet was so important that Horus is sometimes known as Horus the Behdetite (Hor Behdety). In this aspect, He is usually a protective and powerful warrior—battling the enemies of Re and, of course, the king. Horus the Behdetite may be yet another Horus God that got mixed in with the general Horus blend.
Isis with Her Holy Child
(Another note of interest: the name of the nomarch, that is, the governor of the nome, when Horus is first found at Edfu is Isi; and he served under king Isesi. I wonder if this name connection with Horus’ mother could have led to the king’s and the nomarch’s honoring of Her son at Edfu?)
Whatever the case, let’s focus on this Horus Who is so intimate with Isis. The Greek rendition is Harsiese(HAR-see-AY-say), which is how you will often see it in scholarly works. In Egyptian it is Hor-sa-Iset, “Horus, son of Isis.”
Horus was not originally a part of the same pantheon or ennead (nine Deities) as were Isis and Osiris. The creation story that was told in Heliopolis (near what is now Cairo and called Iunu in Egyptian) consists of Atum—and later, Atum-Re—Who begets Shu and Tefnut, Who beget Nuet and Geb, Who beget Isis and Osiris, Set and Nephthys.
Horus makes the henu gesture of praise
But Horus was too important and too ancient to be left out of the Isis-Osiris myth cycle, which by that time was becoming central to much of Egyptian religion as well as to the kingship. So they found a place for Horus in the Heliopolitan cycle; in fact, they found two places.
Horus, perhaps as Hor Wer, “Horus the Elder” or “Horus the Great,” became the second-born of the Isis-Osiris generation, while Hor-sa-Iset became the Holy Child of Isis and Osiris. I’ve seen this described as a “secondary ennead” at Heliopolis, and the combination may have happened as early as the 4th dynasty (2613-2494 BCE).
The pharaoh continued to be the living embodiment of Horus and to be especially protected by the God, but now he was Horus, Son of Isis, while the deceased pharaoh was Osiris, Beloved of Isis.
Horus in His solar aspect
And while it may have originally been Hor Wer Who battled with Set, now the son of Isis and Osiris opposes Him because of Set’s murder of Horus’ father Osiris and because of Set’s attempt to usurp the throne that rightly belongs to Horus.
It seems that Horus is called Hor-sa-Iset much more often than He is called Hor-sa-Usir (Osiris). Why? It may be because He so strongly takes after His Divine mother.
Like Her, He is a protective and fierce warrior (see more on Fierce Isis here). He fights for His fathers, both Osiris and Re, and He fights for the king. He is a ruler Himself, as is Isis when She rules during Osiris’ civilizing mission throughout the world. As Hor-pa-khred, “Horus the Child,” He is not only protective, but He is also a magical healer—just like His mother Isis.
A cippi of Horus
Hor-pa-khred (Harpokrates in Greek) is particularly connected with a protective amulet known as the Cippus or Stele of Horus. These amulets appear to have been most used during the late dynastic period through the Roman. They were intended to protect the home and depicted Horus the Child subduing dangerous creatures such as crocodiles, snakes, lions, and scorpions with His bare hands.
They were also intended to be used for healing from the bites of poisonous creatures. The most famous example is the Metternich Stele, on which we find the tale of Isis and the Seven Scorpions, as well as numerous formulae for the cure of poisoning. This stele also seems to have been one of the magical images over which the sufferer would pour water to absorb the power of the magic words, then drink as a medicine.
One of the formulae on the Metternich Stele has Horus the Child commanding the poison:
Flow out, poison, approach, come forth on earth. It is Horus Who exorcises you, He cuts you to pieces, He spits you out so that you cannot mount up on high but fall to earth. You are weak, you have no strength, you are miserable and cannot fight, you are blind and cannot see, your head is turned upside down and you cannot raise your face. You wander without being able to find your way, you grieve and cannot rejoice, you wander and cannot open your eyes—in accordance with the speech of Horus, Potent of Magic.
In other statues Harpocrates was represented like a child, with his finger to his lips.
Again, like Isis Herself, Horus the Child is Potent of Magic and a magical healer.With His connection to His widely worshipped mother, as well as His own magic, Harpokrates became one of the most popular Deities of the common people during the Græco-Roman period. Images showing the Child God with His finger to His lips (which is merely a representation of the Egyptian hieroglyph for “child”) led Græco-Roman worshippers to interpret Horus as a God of the Mysteries—surely those of His Divine Mother—and urging the initiate to Holy Silence.
As origens da música Bella Ciao não são claras, embora a hipótese seja que "Bella Ciao" foi originalmente cantada como "Alla mattina appena alzata" ("De manhã assim que acordei") por trabalhadores sazonais dos arrozais, especialmente no Vale do Pó, na Itália, do final do século XIX até a primeira metade do século XX, com letras diferentes.
Os trabalhadores dos arrozais trabalhavam em mondas (limpeza, capina dos das plantações) nos campos de arroz no norte da Itália, o que promove o crescimento saudável das plantas jovens de arroz, evitando a competição com plantas invasoras ou daninhas.
Este trabalho era realizado durante a inundação dos campos, período que vai de final de abril ao início de junho de cada ano. Nesse período, nos primeiros estágios de seu desenvolvimento, as delicadas plântulas de arroz precisavam ser protegidas da diferença de temperatura entre o dia e a noite. A atividade consistia em duas fases: transplantar as plantas jovens e capinar (arrancar ou cortar com a enxada) as ervas daninhas que competiam com as plantinhas novas de arroz.
Mondare (limpar) era uma tarefa extremamente cansativa, extenuante, realizada sobretudo por mulheres conhecidas como mondina, mondinas, das classes sociais mais pobres. Elas passavam os dias de trabalho com os pés descalços na água até os joelhos e as costas dobradas continuamente.
As péssimas condições de trabalho, longas jornadas diárias sob o Sol, sendo fustigados por insetos e os baixíssimos salários levavam a constantes descontentamentos e, por vezes, a movimentos rebeldes e motins nos primeiros anos do século XX.
As lutas contra os capatazes supervisores foram ainda mais duras, com muitos trabalhadores clandestinos dispostos a comprometer ainda mais os já baixos salários apenas para conseguir trabalho. Além de "Bella ciao", canções semelhantes das mulheres mondina incluíam "Sciur padrun da li beli braghi bianchi e "Se otto ore vi sembran poche" ambas italianas.
Outras versões dos antecedentes de "Bella ciao" apareceram ao longo dos anos, indicando que "Alla mattina appena alzata" deve ter sido composta na segunda metade do século XIX. A versão escrita mais antiga data de 1906 e vem de perto de Vercelli, Piemonte italiano.
A música se inicia com essa estrofe se referindo à invasão nazi-fascista no período da Segunda Guerra Mundial e aos homens da resistência tendo que dar adeus às suas amadas para lutar contra a ascensão fascista, extrema-direita italiana.
Nesta estrofe, os partigianos já são mencionados. Como sabemos, partigiano era o nome em italiano dado para os membro da resistência ao fascismo no país (Itália) nessa época.
Eles faziam oposição ao fascismo italiano de Benito Mussolini, de extrema direita e à ocupação nazista da Alemanha através de um movimento armado que durou até o final da guerra, em 1945, quando as tropas alemãs se renderam e a guerra foi vencida pelos soviéticos e aliados.
E quest’è il fiore del partigiano
E essa será a flor da Resistência
Morto per la libertà
Daquele que morreu pela liberdade
Ao final da música, é possível perceber que os partigianos estavam dispostos a tudo para lutar pela liberdade de seu povo na Itália, mesmo que essa luta lhes custasse a própria vida, pois o governo da extrema direita, que governava para o capital (na Itália e em qualquer lugar do mundo), deixa toda a polução tanto a classe média (capacho da elite) e pequenos burgueses na pobresa e os trabalhadores e pobres na miséria absoluta.
25 DE ABRIL
Todos os anos, no dia 25 de abril, os italianos se reúnem em torno de mesas e churrascos lotados e cantam “Bella Ciao” pelo menos meia dúzia de vezes, com a mão direita no coração. Foi cantada como uma canção de resistência antifascista durante a segunda guerra mundial e cantá-la tornou-se parte do ritual anual que celebra o Dia da Libertação, aniversário do fim do regime fascista de Mussolini, e da ocupação nazista em 1945.
Em março e abril de 2020, sob o primeiro bloqueio estrito da Itália, “Bella Ciao” podia ser ouvido constantemente, vindo dos telhados, janelas e varandas com vista para as ruas vazias de Roma, Milão e Bolonha, como um mantra coletivo tranquilizador.
Mas “Bella Ciao” não nasceu como um hino partidário. Seus primeiros autores, como sabemos, foram as mondines do século XIX (literalmente “arrancadoras de ervas daninhas”), trabalhadoras dos arrozais do Vale do Pó, no nordeste do país, que cantavam músicas tristes, lamentando suas duras condições de trabalho.
A letra original descreve “insetos e mosquitos”, a “bengala” do patrão, as costas “curvadas” do mondine, o “tormento” de desperdiçar a juventude trabalhando duro e ganhado pouco.
Seu quádruplo repetitivo parece pensado para marcar as longas jornadas de trabalho e fazer o tempo passar mais rápido. Como na adaptação do tempo de guerra, as palavras “bella ciao” (“adeus linda”) foram cantadas três vezes na segunda linha de cada verso, mas a identidade da bella que os mondine estão dando adeus permanece incerta. Pode ser sua bela juventude, sua liberdade ou até eles mesmos.
Na década de 1940, um autor desconhecido adaptou a canção de protesto de Mondine para o movimento de resistência italiano, contando a história de um jovem que deixa a namorada para ingressar na milícia guerrilheira e, provavelmente pela última vez, se despede. Esta versão oferece uma narrativa muito mais sombria: “Leve-me”, pede o narrador ao guerrilheiro, “porque sinto a morte se aproximando”.
“Se eu morrer como guerrilheiro”, continua ele, “você deve me enterrar / no alto da montanha / à sombra de uma bela flor / e todos os que passarem / dirão “Que bela flor / Esta é a flor do guerrilheiro / que morreu pela liberdade'”.
A repetição de “bella ciao” nessa última história de despedida parece transmitir tanto o perigo iminente da aproximação do invasor fascista quanto a incapacidade do narrador de se despedir apropriadamente pela última vez.
Hoje, “Bella Ciao” ainda é uma canção característica proeminente no cenário político da Itália e no mundo. Mais recentemente adotada pelo movimento de protesto Sardinhas durante os protestos anti-Salvini de 2019, a música se tornou um assunto polêmico quando um político do partido da Liga foi repreendido por postar nas redes sociais um cartoon em que homens armados miram em pessoas cantando “Bella Ciao” no Dia da Libertação.
Todavia, foi o ator franco-italiano Yves Montand, nascido Ivo Livi, quem primeiro trouxe “Bella Ciao” para uma audiência global. O artista nascido na Toscana, cuja família fugiu para o sul da França durante o fascismo, supostamente a apresentou a canção pela primeira vez fora da Itália em 1964, iniciando sua jornada do folclore partidário ao triunfo antifascista internacional.
Fora da Itália, foi cantada durante os protestos de Gezi Park em 2013 contra o governo de Erdogan em Istambul. François Hollande usou uma adaptação dela durante sua campanha presidencial francesa de 2012 e, no mesmo ano, foi transformada em uma canção de ativista ambiental (“Do it now”) exigindo ação contra o aquecimento global. Na América do Sul, os ativistas anti-Bolsonaro #EleNão do Brasil e dos colombianos que protestavam contra seu governo fizeram suas próprias versões e cantaram para marchar.
Suas adaptações artísticas vão ainda mais longe. A cantora folk argentina Mercedes Sosa, que se opôs e fugiu da ditadura peronista, cantou “Bella Ciao” como um hino do exílio na Europa, impressionando o público milanês em 1983.
Manu Chao, cuja família fugiu da ditadura de Franco na Espanha, costuma apresentar seu latim A versão americana da música partidária e, para o cantor e compositor bósnio Goran Bregovic, “Bella Ciao” é uma característica regular de seus shows.(ig)