INÍCIO

20 dezembro 2022

2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO

2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO
Stanley Kubrick e Arthur C. Clarck
(Filme de 1968)
HAL9000







Hal9000 aparece no filme "2001: Uma odisséia no espaço" de 1968, dirigido por Stanley Kubrick e co-escrito por Kubrick e Arthur C. Clarck.

2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey) é um filme de ficção científica de 1968 produzido e dirigido por Stanley Kubrick, co-escrito por Kubrick e Arthur C. Clarke baseado parcialmente no conto "The Sentinel" do próprio Clarke. Um romance de mesmo nome, escrito concomitantemente com o roteiro, foi publicado logo após o lançamento do filme.

Entre os temas presentes no filme estão a evolução humana, o existencialismo, a tecnologia, a inteligência artificial e a vida extraterrestre. Estéticamente, o filme é lembrado pelo seu realismo científico, pioneirismo em efeitos especiais, imagens ambíguas, próximas ao surrealismo.

A sonoplastia foge das técnicas narrativas, com poucos diálogos e cenas longas com música, entre as quais destacam-se as músicas clássicas, compostas por nomes como Richard Strauss, Johann Strauss II, Aram Khachaturian e György Ligeti.

O filme é memorável por sua trilha sonora, resultado da associação feita por Kubrick entre o movimento de satélites e os dançarinos de valsas, o que o levou a usar a valsa Danúbio Azul, de Johann Strauss II, e o famoso poema sinfônico de Richard Strauss, "Also sprach Zarathustra" (Assim falou Zarathustra), para mostrar a evolução filosófica do Homem, teorizado no trabalho de Friedrich Nietzsche de mesmo nome.

Apesar de ter sido recebido inicialmente de forma mista, "2001: A Space Odyssey" é atualmente considerado um dos melhores e mais influentes filmes já feitos no sec. XX. Foi indicado a quatro Oscars nas categorias de Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original (o filme foi indicado na categoria de roteiro original, apesar de ser adaptado do conto de Arthur C. Clarke), Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Visuais, ganhando nesta última. Em 1991, foi considerado "culturalmente, historicamente ou esteticamente significante" pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para ser preservado no National Film Registry. (WP)

A meu ver a melhor análise do filme


As inúmeras analogias e metáforas existente no filme o torna essa película uma verdadeira obra de arte de primeira grandeza. (leadhead)


Enredo do Filme

A Aurora do Homem

Uma tribo de hominídeos está procurando por comida no deserto africano. Um leopardo mata um dos membros, e uma outra tribo de homens-macacos os afugenta de um poço de água. Derrotados, eles dormem em uma pequena cratera de pedra exposta, acordando para encontrar um monólito preto que apareceu na frente deles. Eles se aproximam grunhindo e pulando, eventualmente o tocando com cuidado. Pouco tempo depois, um dos macacos percebe que ele pode usar um osso tanto como uma ferramenta quanto como uma arma, o macaco usa para matar uma presa para come-la. Mais tarde eles conseguem o controle do poço de água ao matarem o líder da outra tribo utilizando-se para tal feito do osso-arma.

AMT-1

Um avião espacial da Pan Am leva o Dr. Heywood R. Floyd para uma estação espacial na órbita da Terra para um descanso de sua viagem a Base Clavius na Lua. Depois de videotelefonar para sua filha, ele encontra sua amiga Elena, uma cientista russa, e seu colega Dr. Smyslov, que pergunta à Floyd sobre "coisas estranhas" ocorrendo em Clavius e de um rumor sobre uma misteriosa epidemia se espalhando pela base. O norte-americano se recusa a responder qualquer pergunta sobre a epidemia.

Em Clavius, Floyd tem uma reunião com o pessoal da base, se desculpando pelo encobrimento da história da epidemia, mas salientando sigilo. Sua missão é investigar um artefato recém encontrado, Anomalia Magnética Tycho Um (AMT-1) "deliberadamente enterrada" há quatro milhões de anos. Floyd e outros vão de ônibus lunar até o artefato, um monólito preto idêntico àquele encontrado pelos macacos. Os visitantes examinam o monólito, e posam para uma fotografia na frente dele. Enquanto fazem isso, eles ouvem um sinal de rádio muito alto vindo do monólito.

Missão Júpiter

Dezoito meses depois, a nave espacial Discovery One está a caminho de Júpiter. A bordo estão o Dr. David Bowman e o Dr. Frank Poole, e outros três cientistas em hibernação criogênica.. "Hal" é o computador HAL9000 que gerencia todas as funções da  da nave, e que comanda a maioria das operações da Discovery. Enquanto Bowman e Poole assistem a Hal e eles mesmos serem entrevistados pela BBC, o computador afirma que ele é "infalível e incapaz de erro". Na realidade Hal9000 é a própria nave, e responsável por tudo que acontece nela, além de conhecer e prever tudo o que acontece dentro e fora dela.  
Ele também fala de seu entusiasmo para a missão, e como ele gosta de trabalhar com humanos. Quando perguntado pelo entrevistador se Hal possui emoções genuínas, Bowman fala que ele parece ter, porém a verdade é desconhecida.

Hal pergunta a Bowman sobre o mistério e segredo não usuais em volta da missão, porém ele se auto interrompe para reportar uma falha no dispositivo que controla a antena principal da nave. Depois de recolher o componente por um casulo de atividade extraveicular, os astronautas não conseguem encontrar nenhum problema. HAL sugere reinstalar o componente e deixá-lo falhar para que o problema possa ser encontrado. O controle da missão concorda, porém eles avisam os astronautas que os resultados vindos do computador gêmeo HAL deles indica que o HAL da nave está em erro prevendo a falha (apresenta um bug). Quando consultado, Hal insiste que o problema, como todos os problemas com a série HAL, são devidos a "erro humano". Preocupados com o comportamento de Hal, Bowman e Poole entram em um dos casulos extra veiculares para conversarem sem o computador poder ouvi-los. Ambos têm um "mau pressentimento" sobre Hal, apesar da série HAL ter confiabilidade perfeita, porém decidem seguir as instruções do computador e substituir o equipamento. Enquanto os astronautas concordam em desativar o computador se ele estiver errado, ambos não sabem que Hal está lendo seus lábios através da janela e assim fica sabendo que os cientistas planejam desativá-lo.

Enquanto tentava substituir a unidade durante uma caminhada espacial, o casulo extra veicular de Poole, controlado por Hal, corta seu cabo de oxigênio e o deixa a deriva. Bowman, não percebendo que o responsável foi o computador, pega outro casulo e tenta resgatar Poole, deixando seu capacete para trás. Enquanto ele está fora, Hal termina as funções vitais dos tripulantes em animação suspensa. Quando Bowman retorna a nave com o corpo de Poole, Hal se recusa a deixá-lo entrar, afirmando que o plano do astronauta para desativá-lo põe em perigo toda a missão. 

Bowman abre manualmente a trava espacial de emergência e, arriscando sua vida, consegue entrar na nave. Depois de vestir seu capacete, Bowman vai até o núcleo de memória de HAL 9000 com a intenção de desconectar o computador. Primeiramente Hal tenta tranquilizar Bowman, depois pede para que ele pare, e depois começa a demonstrar medo, tudo com uma voz monótona e constante. 

O astronauta o ignora e desconecta cada um dos módulos de memória do computador. Hal eventualmente regride a sua programação mais antiga na memória, a canção "Daisy Bell", que ele canta para Bowman.

Deactivation of Hal9000

"Daisy Bell" canção que Hal9000 cantou no final enquanto estava sendo desativado.

Quando o computador é finalmente desconectado, um vídeo pré-gravado por Floyd se inicia. Nele, ele revela a existência de dois monólitos, um na lua e um em Júpiter, "sua origem e propósito, ainda um mistério total". Floyd adiciona que o monólito permaneceu completamente inerte, exceto por uma única, muito poderosa, emissão de rádio direcionada a Júpiter.

Júpiter e Além do Infinito

Em Júpiter, Bowman deixa a Discovery One em um casulo extraveicular e encontra um outro monólito em órbita do planeta. Ao se aproximar dele, o casulo é puxado para dentro de um túnel de luzes coloridas,[18] e um desorientado e aterrorizado Bowman se vê viajando em alta velocidade através de vastas distâncias do espaço, vendo imagens de bizarros efeitos cosmológicos e estranhas paisagens alienígenas de cores incomuns. Ele se vê, com meia idade e ainda em sua roupa espacial, em um quarto contendo uma decoração no estilo Luís XVI. Bowman vê progressivamente versões mais velhas dele próprio, seu ponto de vista muda em cada tempo, alternadamente aparecendo vestido a rigor e jantando, e finalmente como um homem muito velho deitado em uma cama. 
Um monólito preto aparece ao lado da cama, e enquanto Bowman se aproxima, ele é transformado em um ser parecido com um feto humano, cercado por uma orbe transparente de luz. O novo ser flutua no espaço ao lado da Terra, contemplando-a.


Réplica de Hal9000 (e Alexa)


UMA RÉPLICA DO HAL9000 ESTA CHEGRANDO PARA CONTROLAR SUA CASA
(1)

Aqueles que assistiram 2001: Uma Odisseia no Espaço certamente devem se lembrar da personagem HAL 9000. A sigla significa Heuristically programmed ALgorithmic, indicando que ele é um computador algorítmico programado heuristicamente (um nome chique para a época equivalente ao que hoje conhecemos como a mistura de inteligência artificial com machine learning). 

A personagem em questão controlava os sistemas da espaçonave Discovery One, e uma das temáticas do filme era justamente sobre o poder dado às máquinas e os perigos desta atitude.

Agora, eis que a Master Replicas Group, uma equipe que projeta, desenvolve e fabrica réplicas especiais de itens relacionados à ficção científica, revela por meio de uma publicação oficial em seu blog que eles irão lançar uma réplica chamada HAL Computer Interactive 2001. Nenhuma informação sobre preços foi divulgada até então, mas especula-se que o objeto vai custar uma quantia relativamente salgada.

Isto porque a réplica do HAL9000 não é apenas uma reprodução que não faz nada além de ficar bonita quando alocada em um canto da estante do usuário. Ao invés disto, a luz vermelha que se assemelha a um olho brilhará, e a máquina também deverá exibir um display em movimento, além de trazer reconhecimento funcional de voz. Por conta disso, será possível conversar e interagir com o computador, recriando até mesmo algumas citações de seu longa-metragem de origem.

A réplica poderá ser montada na parede e virá equipada com a Alexa, da Amazon, para ajudar o usuário a verificar o clima, ligar e desligar as luzes, ou até para somente pedir para abrir as portas da residência quando HAL 9000 se recusar.
Em sua publicação, a Master Replicas Group apenas atiçou os usuários e entusiastas com o anúncio, sem entrar em detalhes do que a réplica é capaz de fazer ou não. Portanto, mais novidades devem surgir em breve. Por enquanto, a equipe de desenvolvedores disponibilizou a possibilidade de reservar uma cópia do produto.

Recentemente, foi divulgado que a Alexa será capaz de opinar e expressar seus gostos pessoais, de modo a torná-la mais companheira ao invés de uma simples assistente inteligente. Na última semana, porém, a smart speaker foi flagrada soltando repentinas e assustadoras risadas. E com o HAL 9000 recebendo suporte a algumas funcionalidades do gadget da Amazon, só resta esperar pela famigerada revolução das máquinas. Ou não.



















Hal9000 joga xadrez com David

Jogada na qual Hal9000 diz ser xeque-mate em David





HAL 9000 cantou-nos Daisy Bell, tema que nasceu da inspiração de um britânico dos idos de novecentos. O compositor Harry Dacre, pseudónimo de Frank Dean, compunha em 1882 a melodia que popularmente ficaria conhecida como a "bicycle built for two" (bicicleta construída para dois). Composição que vogou nas décadas posteriores nas vozes, entre outros, dos norte-americanos Bing Crosby e Nat King Cole ou da banda inglesa Blur.


Primeiro computar construído para sintetizar o som  
da voz humana e o som de instrumentos.


Não foi, contudo, à voz humana que HAL angariou inspiração para cantar Daisy Bell. A máquina que, insistia no filme, "I'm sorry, Dave, I'm afraid I can't do that", homenageava naquele 2001 ficcionado, uma anterior interpretação de um seu par. 

Há 60 anos, em 1961, o computador IBM instalado no Bell Telephone Laboratories, centro de pesquisa em Nova Jersey, Estados Unidos, reivindicava o seu quinhão de um atributo até então exclusivo do ser humano. Na aurora da década de 1960, John Kelly e Carol Lochbaum programaram o IBM 704 para inaugurar uma nova era na computação, a sintetização da fala. Com o apoio de Max Mathews, pioneiro da música computorizada, a dupla de programadores encostou os ouvidos do mundo a uma versão de fala sintetizada de Daisy Bell.

Um ano depois, em 1962, Arthur C. Clarke maravilhava-se perante os dotes vocais do IBM 704. Seis anos volvidos, Clarke coautor do argumento de 2001: Odisseia no Espaço, incluía Daisy Bell na trilha sonora do filme onde protagonizava a par da valsa de naves espaciais ao som do Danúbio Azul de Johann Strauss II.

Não obstante Arthur C. Clarke tê-lo negado, houve quem encontrasse no acrónimo HAL (Heuristically programmed ALgorithmic computer), similitude com um outro acrónimo, o da IBM (International Business Machines) e com esta a relação entre o computador considerado marco inicial da inteligência artificial no cinema. Cada letra de HAL antecede na ordem alfabética as letras de IBM.

Uma vez mais, em 2009, a letra da canção "Daisy Bell" viajava no tempo e na tecnologia desta feita à boleia do projeto bipartido entre Aaron Koblin e Daniel Massey. Com a dupla de artistas norte-americanos, a bicicleta para dois de Harry Dacre granjeava lugar para mais de dois mil passageiros. Partindo da sobreposição digital de 2088 vozes coligidas online, Koblin e Massey apresentavam na internet a peça "Bicycle Built For Two Thousand". 
Os participantes, provenientes de mais de 70 países, desconheciam que participavam num projeto colaborativo.

Na década de 1860, Harry Dacre também não poderia supor que o tema levemente satírico que engendrara após uma viagem aos Estados Unidos, viajaria até século XXI no argumento do filme de 2014, A Teoria de Tudo. 

Na película, o ator Eddie Redmayne interpreta a figura de Stephen Hawking, o físico e cosmólogo britânico, popularizado em livros como "Uma Breve História do Tempo".

No filme assinado pelo realizador James Marsh, o personagem de Hawking, sozinho no escritório, testa o primeiro computador que lhe permitirá comunicar com o mundo através de fala sintetizada. Padecendo de doença neurodegenerativa, o físico digita num dispositivo de mão algumas palavras. O ecrã do computador ilumina-se com "Daisy, Daisy/Give me your answer, do!" e soletra as palavras a Stephen Hawking  (2)




Fonte






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