E.S.A.O.N.
Blog de Arte e História, Filosofia, Geometria, Astronomia, Ciências, Fotografia alternativa e Política! POR UMA VIDA NÃO FASCISTA.
30 novembro 2020
REVOLTA DE 1935
(O EXÉRCITO PRECISA FAZER UM ESAON URGENTEMENTE)
Estacione - Sente - Alimente-se - Oriente-se - Navegue
(Artigo: Cel da Reserva Marcelo Pimentel)
Vejam o tamanho da enrascada em que o Exército (se) meteu a si e ao país.
A leitura da matéria oficial sobre a comemoração (que os autores do texto chamam hipocritamente de 'rememoração') me dá pena, preocupação e vergonha.
Não só pelo nível primário de narração do fato historiográfico como, o que é bem mais grave, pela interpretação que dão ao evento 'intentona comunista', traçando paralelos anacrônicos, impróprios, mistificadores e ridículos com a conjuntura política atual e, ainda pior (se pior do que isso pode existir), auto-reconhecendo no Exército um papel regulador da sociedade brasileira, de suas disputas político-ideológicas, de sua própria existência, um verdadeiro poder 'santificado' e 'imaculado' a definir o que DEVE e o que NÃO DEVE pensar/fazer a sociedade e o povo.
Custaria muito analisar e criticar o texto e creio que as pessoas q o lerem saberão fazê-lo melhor q eu faria.
Mas faço questão de destacar a falta de tirocínio (de quem o concebeu, de quem o redigiu, de quem o aprovou e de quem o veiculou, ou seja, de vários militares, muitos deles até estão na foto e no texto, um eh a maior autoridade de Ensino no Exército) em perceber que tudo que apontam na 'intentona comunista' se deve à entrada da política nos quarteis e dos quartéis na política, por ação ou omissão dos generais de outrora.
Lamentam as mortes de brasileiros (fardados) em 1935, mas não compreendem que tudo se deu pela indevida intromissão dos quarteis na vida nacional, em funções q não devem ser próprias de militares. Que se entenda até natural em 1935, devido às características da sociedade brasileira, vá lá, mas que fique no âmbito acadêmico militar, jamais em posicionamento institucional, ainda que a título de comemoração disfarçada de 'rememoração'.
1889, 91, 93, 98, 1922, 24, 29, 30, 32, 35, 37, 38, 45, 54, 55, 58, 61, 64, 68, 69, 77, 81, 86-88, 2016, 18, 20..... todas essas quarteladas, putsch, golpes, intentonas, revoluções, contra-revoluções, pacotes etc. foram frutos, se não totalmente, ao menos em grande parte, da intromissão dos quarteis na política e/ou da política nos quarteis.
Foi necessário que minha geração construísse - ajudasse a construir com as lideranças civis e a sociedade - um MURO para separar MILITARES da POLÍTICA e FORÇAS ARMADAS do GOVERNO pra que o país passasse 30 anos sem quarteladas e similares, maior período de institucionalização democrática das forças armadas na história do Brasil.
Esse MURO começou a ruir quando, por motivos que cabem aos analistas esmiuçar (se quiser ajudo de bom grado), oficias da geração formada na AMAN nos anos de chumbo (70) chegaram ao generalato e escolheram um CAVALO DE TROIA, preparando-o com esmero e paciência desde o início da década, para voltarem ao poder, numa versão high tech da VOCAÇÃO INSTITUCIONAL do PARTIDO MILITAR (adormecido por 30 anos): SALVAR O BRASIL DE SI MESMO E SOB DIREÇÃO, RUMO E VELOCIDADE DE SEUS MILUTARES.
Os generais de hoje estão fazendo o mesmo que fizeram seus antecessores, agora por intermédio do quartel virtual que se tornou o celular/computador do militar. Sem armas nem tanques aparentes como espada de Dâmocles de outrora, mas com o click e o 'like' 24 horas por dia ao alcance das mãos.
De fato.... às vezes me dá a sensação que tem de parar tudo, revisar tudo...e começar de novo com a formação do oficial.
Como é nocivo a uma instituição ser chefiada/liderada por pessoas incultas!
(Artigo: Cel da Reserva Marcelo Pimentel)
Existem dois eventos de 1935, o real, porque histórico, no qual o Exército define, nos documentos oficiais da época (documentos primários), como Revolução Comunista reconhecendo o direito moderno dos povos à transformação revolucionária do poder político. Nesse contexto, o anti-comunismo não havia invadido à caserna.
Há também outra leitura institucional, tardia ao evento de 1935 (Estado Novo), na qual este é ressignificado chamado de "Intentona Comunista ", ou seja, evento impuro e monstruoso, com descrição sem qualquer documento comprobatório de assassinatos torpes praticados pelos militares de esquerda. Estranho tanta violência obscena ausente nos documentos oficiais no contexto da sublevação militar de 1935.
A Intentona Comunista de 1935, conspiração de natureza político-militar, inscreve-se, pelas suas reivindicações políticas imediatas (de protesto político-institucional contra um governo autoritário), dentro do quadro dos movimentos tenentistas realizados no Brasil desde a década de 1920.
No entanto, articularam-se estas reivindicações, sob influência comunista, à ideia de uma revolução "nacional-popular" contra as oligarquias, o imperialismo e o autoritarismo, possuindo, nas suas reivindicações menos imediatas, aspectos como a abolição da dívida externa, a reforma agrária e o estabelecimento de um governo de base popular, em outras palavras, uma revolução "nacional-libertadora", que, embora estabelecida por um movimento armado, não se propunha a ultrapassar o quadro da ordem social burguesa (como afirmado, à época, por um dos líderes do movimento, o capitão Agildo Barata (pai do humorista Agildo Ribeiro).
P.S.
Intentona Comunista, também conhecida como Revolta Vermelha de 35, Revolta Comunista de 35, Levante Comunista, foi uma tentativa de golpe contra o governo de Getúlio Vargas realizado entre 23 e 27 de novembro de 1935 por militares, em nome da Aliança Nacional Libertadora (A.N.L.), com apoio do Partido Comunista Brasileiro (PCB), na época denominado como Partido Comunista do Brasil, e do Comintern.
MONÓLOGOS INTERIORES
MONÓLOGOS COMIGO MESMO
Nunca nada é fácil para o trabalhador
Manter os pobres sempre na mesma posição e a classe média mandando imaginando q um dia será Elite
Manter os pobres sempre na mesma posição e a classe média mandando imaginando que um dia será Elite. Mas isso nunca acontecerá.
Pq vc acha q Hitler chegou ao poder ? Pela classe média. Pouco mais de 30% da população alemã elegeu Hitler como chanceler.
Claro que existia uma crise do capital nas primeiras décadas do século XX, que levou a quebra da bolsa de Nova Yorque. E essa crise levou a pobreza à massas enormes de trabalhadores pelo mundo...[Corta para 2020]
A classe média norte-americana elegeu Trump.
A classe média brasileira elegeu Bolsonaro
A classe média é o pior perigo para a democracia. Eles pensam que tendo o que comer e algum dinheiro para comprar eles já estão na classe da elite que manda no mundo. Eles são uns desgraçados, sem consciência de classe, sem empatia, acrítica, egoísta, fascista, cristofascista, discriminadora, racista, xenófoba, homofóbica, misógina, preconceituosa, apoiadora da necropolítica, apoiadora do neoliberalismo que só favorece os realmente ricos, aquele 1% que domina e manda e explora o mundo.
Quem tirou Trump do poder agora em 2020, foram os votos em massa dos pobres dos gays e dos negros, da massa empobrecida pelas crises produzidas pelo próprio capital para concentrar mais a riqueza na mão de cada vez menos pessoas. É um regime perverso que gera a tristeza a insatisfação, instaura o desejo de possuir cada vez mais e mais.
Aqui no Brasil se os negros, só os negros, se soubessem do poder q tem já teríamos saído da pobreza há muito tempo. Se somente os negros resolvessem TODOS votarem em candidatos negros e de esquerda não haveria pobreza, nem doença incurável, nem fome, nem tristeza. Somos uma nação grandiosa exatamente por causa dos negros e dos excluídos. Estes sim realmente trabalham todos os dias de sua vida até caírem numa vala comum sem nome e sem procedência, sem genealogia conhecida... Eles erigiram impérios que enriqueceram poucos.
Só negros no Brasil são 53% da população, com essa proporção eles elegeriam todos os presidente em todas as eleições. Mas essa massa empobrecida é mantida longe do conhecimento de sua real força.
Senão, vejamos, onde está o maior número de analfabetos, analfabetos funcionais, e iletrados em todas as áreas: são negros e trabalhadores pobres. E isso não por acaso. É um projeto. Um projeto de manutenção do status quo.
É UM PROJETO DE PODER
Foi pensado para manter negros, trabalhadores pobres, índios, mulheres, imigrantes, em posições subalternas, onde podem ser explorados para sempre.
Nesse lugar os senhores podem pagar menos pelo excelente trabalho que esses seres humanos produzem. Com o suor de seus corpos. Com o desejo de suas mentes...
Aí nesse lugar, os senhores de escravos podem explorar mais eficientemente a mão de obra barata.
E para quem eles vendem esses produtos que valem VIDAS? Para os negros e os trabalhadores e os pobres. Eles precisam q eles continuem nesse status. E contratam mais escravos especializados em propaganda e marketing para gerar mais desejos e mais vontade de possuírem bens...
Todos sabem que se pagassem os professores com salários que eles realmente merecem, salários melhores eles farão cursos e especializações, serão mais qualificados. E aí terão mais alunos críticos e fazendo perguntas que os senhores do mundo não querem ouvir nem querem responder. Ou pior.
Eles podem se unir, se organizar e colocar todos para correr (pois não a maior parte da população).
Então a educação fica assim, Como está. Em 200 anos só com as políticas de cotas (que só ocorreram por 13 anos no Brasil e que tantas pessoas são ainda contra) colocou muitos negros nas universidades. E mesmo assim só aumentou 15% o número de negros na universidades brasileiras.
Por isso, a classe média é contra cotas raciais. Para poder explorar os negros, mulheres, povos originários, imigrantes.
O RACISMO DA DINHEIRO. O RACISMO É LUCRATIVO.
O PAPEL CIVILIZATÓRIO DA ESQUERDA
(01/IX/2020)
A derrocada da experiência socialista somada à direitização dos partidos de esquerda tradicionais gerou um clima de perplexidade. Este momento de crise pode ser uma ótima oportunidade para a esquerda resgatar seu caráter civilizatório.
Francisco de Oliveira
O debate sobre a possibilidade de constituição de um projeto alternativo de esquerda para o Brasil deve começar por um ponto fundamental: em geral, quase todos nós nos declaramos em estado de perplexidade. É muito comum ouvir essa expressão nos debates sobre as alternativas da esquerda no mundo — e também no Brasil — e muitos comentaristas continuam a declarar-se em estado de perplexidade, em razão, sobretudo, do desabamento geral do sistema do Leste europeu, centrado e gravitando em torno da ex-União Soviética, e em razão, também, das mudanças, que não são superficiais, no próprio regime chinês, que continua a se dizer, entretanto, um regime político de tipo socialista.
Mesmo para os que não se comprometeram com aquilo que ficou conhecido como modelo soviético e socialismo real, mesmo para aqueles que tinham posições críticas a respeito da experiência soviética, não há dúvida alguma que ela ensinou muito ao movimento socialista mundial e que a tentativa de constituição de uma potência mundial, em alguns momentos, pôde até ajudar movimentos de descolonização, e de guerras de libertação nacional, sobretudo, nos países da África. Mesmo com todas as ressalvas, o legado da experiência socialista, comandada pela ex-União Soviética, não é de forma alguma completamente negativo. Contudo, a partir desse chamado estado de perplexidade, poucos se arriscam a desenhar, de forma talvez mais nítida, o que possa ser um projeto socialista alternativo.
A perplexidade da esquerda
Vale lembrar, também, nesse breve resgate da história mais recente, que partidos social-democratas na Europa, com uma tradição de esquerda bastante arraigada, têm praticado, ultimamente, uma certa abertura para o centro, nos casos típicos, sobretudo do Partido Trabalhista inglês e do Partido Social-Democrata alemão; de forma mais atenuada também do Partido Socialista francês; e sem esquecer a transformação do antigo Partido Comunista na Itália, que teve uma abertura mais para o centro, além de outros casos europeus, cujo alinhamento com as teses neoliberais foi flagrantemente uma heresia, digamos assim, em termos da tradição socialista. É o caso, principalmente, do Partido Socialista Operário Espanhol, cuja administração, sobre a liderança de Felipe Gonzalez, na verdade não se diferenciava em nada de qualquer governo neoliberal. Esse acúmulo, de um lado, de desastres; de outro, de relativa direitização de partidos de esquerda tradicionais é que instaurou a chamada perplexidade.
No Brasil, a tradição socialista, na verdade, esteve sempre gravitando em torno do Partido Comunista — inicialmente Partido Comunista do Brasil e, depois, Partido Comunista Brasileiro, que ao longo de um processo muito recente, praticamente dissolveu-se. Assim, do antigo Partido Comunista do Brasil resta pouquíssima coisa e, atualmente, vê-se que até o recente crescimento dessa sigla no Brasil é fruto de um comportamento nitidamente oportunista, e o PCB transformou-se quase numa sigla de aluguel. ou seja, também a herança socialista do Brasil foi duramente golpeada em razão da dissolução do seu núcleo, em torno do qual gravitaram outras organizações em diálogo e até em confronto, tudo isso levando a esse chamado estado de perplexidade, dentro do qual, de alguma maneira, o PT também está imerso — imerso numa certa perplexidade, sendo ele, no espectro político brasileiro, o partido de esquerda mais representativo e mais importante, sem desconsideração para com outras agremiações políticas.
Roubando o fogo dos céus
A primeira coisa sobre a qual precisamos refletir é: esse estado de perplexidade deveria ser bastante modificado se olhássemos a perspectiva da esquerda e do socialismo de forma muito mais ampla do que a temos olhado. A esquerda e as agremiações socialistas que estão na luta política há quase dois séculos, pelo menos, e de forma organizada há 150 anos, são muito mais do que partidos ou agremiações. O socialismo é muito mais do que, como a literatura clássica dizia, “um modo de produção, um novo regime político econômico e social”. Ele é muito mais do que isso. Na verdade, a esquerda, enquanto expressão da luta de trabalhadores e de outras faixas importantes da sociedade, tem um sentido muito maior do que aquele que nós próprios, militantes de esquerda, percebemos ou, muitas vezes, proclamamos. A verdade, o sentido do socialismo enquanto proposição, ao longo de toda a história da esquerda, tem sido muito mais amplo do que o significado de suas siglas; tem sido a de um caráter verdadeiramente civilizatório.
O mundo seria muito diferente se os trabalhadores não tivessem ousado, sobretudo desde o século XIX, constituir suas agremiações políticas a partir e na relação com seus apoios sindicais. Se eles não tivessem ousado, na verdade, fazer uma espécie de roubo do fogo dos céus e ousar propor um sistema alternativo ao capitalismo, o mundo seria outro hoje, com certeza. Mesmo vitórias que foram amplamente integradas no conjunto do funcionamento do próprio sistema capitalista são vitórias devidas à presença da esquerda e dessas formações sociais, ao ativo papel desempenhado pelos sindicatos ligados a agremiações políticas de esquerda e pela emergência do poder soviético a partir de 1917. Estes fatores levaram, em alguns dos principais países capitalistas do mundo, a reformas sociais importantes, aquelas reformas que constituíram, ao longo da história dos últimos 80 anos, aquilo que é conhecido como Estado do bem-estar social e que o neoliberalismo, hoje, procura abater com os seus golpes e pretensas reformas, tal como se diz no Brasil.
Um papel civilizatório
Toda essa longa história, todo esse aperfeiçoamento no sentido civilizatório, toda nova gama de direitos sociais que se integraram aos direitos da cidadania — tudo provavelmente seria outra coisa se não fossem, ao longo desse longo período, os militantes de esquerda e suas agremiações, seus programas políticos, sua intervenção ativa na política, suas tentativas revolucionárias, bem ou mal-sucedidas. O mundo seria realmente outra coisa muito diferente; o mundo se pareceria mais com essa tentativa neoliberal a que assistimos no presente, onde se imolam mulheres e homens no altar do novo deus soberano, no altar do mercado; o mundo não teria conhecido a revolução do direito político, econômico e social se não tivesse ocorrido a fecundação da esquerda, de suas agremiações políticas e de suas bases constituídas por trabalhadores e por outros setores da sociedade; se todos eles não tivessem, na verdade, inventado uma nova democracia, pois, a rigor, o sistema democrático é, a todos os títulos, uma construção da esquerda ao longo da história. Quando novas classes sociais ingressaram na arena política é que a democracia pôde começar a ser, começar a vislumbrar uma real perspectiva. Antes disso, tratava-se apenas de mudanças de guardas de plantão do comando dos principais Estados desenvolvidos do mundo capitalista.
É só a partir do século XIX, quando o operariado entra para valer na cena política, que se pode falar de um novo regime democrático, aquele que realmente oferece — se não assegura, pelo menos oferece a virtualidade da alternativa — a alternância de modelos políticos no poder dos Estados Nacionais. Portanto, eu diria: não temos por que nos envergonhar, absolutamente. Não temos por que aceitar as acusações, denúncias e pregações vindas da direita e mesmo do centro. O papel da esquerda tem sido civilizatório, para além mesmo de suas próprias pretensões políticas. Aliás, o papel da esquerda e de suas agremiações políticas tem sido, na verdade, nos últimos 150 anos, o da construção de uma nova humanidade, com toda a carga e todo o peso que esse nome contém. Uma nova humanidade, algo que algum filósofo poderia dizer para além do humano, para além de todas as misérias do mundo. Esse ponto é muito importante, porque muito da perplexidade e, também, do ataque vindo das formações de direita consiste em culpar a esquerda pelo terrorismo de Estado que esteve presente na União Soviética e que está presente, em algum grau ainda, na China, por exemplo. Não podemos nos recusar a discutir e debater esse tipo de questão, mas não podemos nos colocar, senão de forma orgulhosa, como fazendo parte de uma ampla formação histórica que redefiniu os contornos, redefiniu as formas e redefiniu mesmo o lugar do homem na história. Esse é um patrimônio que os militantes e os movimentos progressistas não podem desprezar nem ficar perplexos diante dele. E esse é um ponto de partida para qualquer reflexão que possa encaminhar o futuro.
A deslegitimação do trabalho
Creio que a perspectiva da esquerda, para o futuro, não apenas continua sendo tão ampla — se ligarmos a perspectiva do futuro à nossa história passada e à nossa história presente —, como foi nos últimos 150 anos — definidos, pelo menos, a partir da revolução de 1848 na França e na Alemanha —, mas se tornará ainda maior, mais ampla do que esse caminho já percorrido. E isso, exatamente porque tudo aquilo que, nos últimos 80 anos, pôde ser integrado ao funcionamento do próprio sistema capitalista e que hoje se encontra sob ataque dos neoliberais, está ameaçado de transformar-se no sonho liberal mais radical, aquele enunciado pela madame Thatcher, quando disse, certa vez, que não existem sociedades, mas sim indivíduos. E essa frase não é apenas uma frase ou apenas retórica, mas é uma frase que diz muito a respeito desse projeto, do projeto neoliberal.
O futuro está aberto agora a uma nova confrontação. Não se trata apenas de atenuar as perdas sociais, civis e políticas que estão no rastro da devastação neoliberal. Na verdade, é preciso radicalizá-las, para levar mais longe essas conquistas que foram já produtos da luta dos trabalhadores organizados em suas agremiações, levar mais longe no sentido de cumprir a promessa da modernidade, a promessa de seres humanos autônomos com capacidade de decidir sobre o seu próprio futuro, independentes e livres; enfim, porque o processo em curso, orquestrado pela hegemonia neoliberal, não apenas é um processo que exclui cidadãos do mercado de consumo, não apenas é excludente do ponto de vista do mercado e do mercado de trabalho, mas por algo que é muito mais grave, que tem como âncora essa exclusão do mundo de trabalho e portanto a deslegitimação do significado do trabalho para os trabalhadores e não do significado do trabalho para os capitalistas. Essa deslegitimação é a âncora a partir da qual o movimento da ampla hegemonia neoliberal busca outra coisa, na verdade: busca excluir trabalhadores de outros setores da sociedade, excluí-los da cidadania.
A conquista dos direitos
Um processo, portanto, inteiramente oposto ao processo clássico, que vem desde a Revolução Inglesa, passando pela Revolução Americana e desembocando de forma não só auspiciosa, mas de forma inteiramente revolucionária, na própria Revolução Francesa. Esse caminho, que desembocou nas chamadas revoluções gloriosas, era o caminho pelo qual a própria burguesia, enquanto nova classe dominante, buscava integrar o dominado no seu campo de significados como mecanismo de dominação e não como um mecanismo pensado de forma perversa, para que a exploração da força de trabalho, a exploração dos trabalhadores, pudesse ser consensual, pudesse parecer natural. Para que quem sai de casa às três horas da manhã para tomar um ônibus e entrar numa fábrica ou num escritório não considere isso como uma violência ao corpo, como uma violência à pessoa. Foi preciso integrar os dominados naquilo que o pensador italiano de primeira linha, Antonio Gramsci, chama de formação da hegemonia e de formação do consenso, para que a gente saia de casa todos os dias para ir ao trabalho e considere isso como natural. Foi preciso, portanto, integrar trabalhadores no campo de significados da própria burguesia, a partir dessa integração que não é passiva, mas é uma integração da qual os próprios trabalhadores foram os grandes atores, com as suas lutas, com suas organizações, com seus sindicatos, lutando pelo rebaixamento, pela redução da jornada de trabalho, e criando suas caixas de assistência mútua, que depois foram a base de construção de toda a previdência, de toda a seguridade social em todo mundo. No Brasil, essa experiência repetiu-se tal como em outros países do mundo, e foi a partir das caixas de socorro constituídas por frações de categorias de trabalhadores que Vargas montou os institutos de previdência, que depois se transformaram, sob a ditadura, no INSS.
Portanto, os trabalhadores não foram atores passivos desse processo de ressignificação dos direitos, de reconstrução, de redefinição da própria hegemonia. Eles foram atores ativos, não no sentido de subordinados, não no sentido que tivessem construído a cama onde a burguesia iria se deitar, mas no sentido precisamente de estabelecer os direitos dos trabalhadores como direitos e não como carências. O trabalhador tem direitos a partir dessas conquistas, e não carências. Ele não sofre de carência de habitação: a carência de habitação é o fundamento material do direito da habitação. O que está em jogo, nesse momento, é a destruição desse trabalho integrador ao longo de séculos, dos quais os trabalhadores foram atores ativos e, talvez, os mais importantes, muito mais importantes do que a literatura assinala.
A repressão aos petroleiros
Por isso, a tentativa de deslegitimação do estatuto do trabalho aparece como uma ponta de lança desse movimento neoliberal. Não é que não exista mais trabalho. Mesmo com todas as modificações tecnológicas, todas as pessoas, mesmo aquelas que estão nisso que a literatura, de forma infame, chamou de setor informal — os que saem para tentar na rua alguma subsistência —, continuam a sair todos os dias para tentar dar uma significação ao que quer dizer trabalho. O que quer dizer trabalho transformou-se em um significado no campo dos direitos humanos mais amplos, pavimentando e sustentando, na verdade, a criação de novos direitos. Essa é a batalha maior que está em curso.
Quando o governo Fernando Henrique Cardoso reprimiu a greve dos petroleiros com toda a violência, indo mais além do que a própria ditadura foi em seus períodos mais duros, prendendo trabalhadores, mandando o Exército vigiar refinarias, ali não estava em jogo apenas a discussão dos salários dos petroleiros, ali estava em jogo o papel ativo de uma categoria sindical importante, pois devemos nos lembrar que foi na mesma época em que estava no Congresso, em discussão, a reforma constitucional para extinção do monopólio estatal do petróleo. Quer dizer, a greve dos petroleiros foi reprimida com aquela fúria porque o que estava em jogo era a reforma sobre o petróleo e não os salários dos petroleiros. Evidentemente, o salário dos petroleiros e o desabastecimento — que foi inteiramente fictício e fajuto como todo mundo sabe — impregnaram outros setores da sociedade, retirando apoio à greve de uma categoria que, sem o apoio social, não pode se sustentar. O que estava em jogo era o significado do que quer dizer trabalho e o que quer dizer trabalho para uma categoria importante como aquela, na estrutura do movimento sindical brasileiro e, especialmente, na estruturação particular da CUT.
A exclusão do mercado
Repetiu-se, mais uma vez, como Marx gostava de dizer, “repetiu-se como farsa aquilo que foi uma tragédia”. Repetiu-se como farsa porque é na periferia do capitalismo que se passou isso, inteiramente similar à ação do governo Thatcher na destruição do movimento sindical dos mineiros ingleses. A estratégia de aniquilamento foi a mesma. Hoje na Inglaterra, restam apenas peças para o Museu da História do Trabalho e Museu da História Sindical. É assim que Margareth Thatcher pôde fazer as privatizações, porque uma categoria importante havia sido posta numa espécie de ilegitimidade social.
Essa é a batalha que está sendo travada e para a qual a esquerda é de novo convocada. Para continuar a operar essa mudança, essa metamorfose do significado dos direitos ao longo da história. Agora, trata-se não apenas de combater o desemprego. É importante combater o desemprego, posto que sem a base material qualquer idéia torna-se apenas imaginação, qualquer ação perde a sua efetividade. É importante lutar com relação à exclusão do mercado, que é quase uma coisa impossível, porque, do mercado, enquanto lugar onde você reproduz a sua existência, ninguém escapa. Nem mesmo o mais humilde dos mendigos deixa de estar no mercado, porque alguma coisa ele compra com o pouco da esmola que consegue das pessoas. O problema mais grave é que se trava uma batalha, na verdade, pela destituição dos direitos e pela deslegitimação do trabalho do ponto de vista dos trabalhadores e por um movimento reversível do processo de construção da cidadania em cada um dos países e da cidadania numa espécie de cidadania mundial. É isso que está em jogo: o projeto neoliberal. Lembrando a frase de Thatcher, eu ousaria dizer uma frase de significado ideológico e teórico mais profundo: “Onde não há sociedades, só há indivíduos, existem átomos de força de trabalho que podem ser utilizados ao bel prazer das forças do capital”.
A vanguarda ideológica neoliberal
Porque, sem nenhuma organização, voltaremos ao estado em que o trabalho e os trabalhadores eram pura mercadoria, mercadoria tal como a experiência até muito recente do Brasil ensinou, no caso, por exemplo dos bóias-frias, trabalhadores das grandes culturas do interior de São Paulo, onde reproduziu-se o mercado de mercadorias em toda sua dimensão: diariamente, trabalhadores e sua força de trabalho eram leiloados por aquilo que a literatura especializada e que o movimento de trabalhadores chamou de gatos, que eram os intermediários entre usinas, laranjais, plantações de soja e de trigo que utilizam trabalhadores temporários. É para voltar a esse estágio em que o trabalhador era pura mercadoria — e a mercadoria, portanto, não tem direitos —, é para voltar ao estágio da escravidão, no qual os africanos, trazidos pelo comércio negreiro, eram leiloados em uma praça. E, nas estatísticas do Ministério da Fazenda, desde o Império até a República, constavam como peças — peça era a denominação usada para designar os escravos nas guias de importação: o navio de nome tal aportou no porto do Rio de Janeiro trazendo uma leva de 50 peças masculinas e 50 peças femininas…
É para voltar a esse estágio de mercadoria que existe o trabalho ideológico da vanguarda neoliberal. Na verdade, para desqualificar o trabalho, desde que os trabalhadores foram capazes de ressignificar o que quer dizer trabalho: trabalho quer dizer direito, trabalho quer dizer chegar a co-dirigir as empresas do sistema, para um dia dar um salto qualitativo e superar o próprio sistema.
A reconstrução do socialismo
Mas qual a perspectiva concreta que existe no Brasil? Pode a esquerda apresentar um projeto alternativo para o Brasil neste quadro mundial?
Não podemos esquecer o quadro mundial por duas razões importantes: em primeiro lugar, porque está em curso esse processo que a literatura e a imprensa chamam de globalização, o qual não é uma fantasia, não é um processo homogeneizador nem é equalizador, mas é um processo fortemente estruturado, fortemente hierarquizado e fortemente segmentado. Um processo muito mais do lado do capital, evidentemente, e que nós precisamos levar a sério. E, do outro lado, em segundo lugar, não só como corolário da globalização, mas também na onda de ascensão da ideologia neoliberal, existe, evidentemente, um processo que é também global, de desqualificação do trabalho, de desmontagem das instituições que foram duramente construídas. Porque, na história, tudo aparece como feito por milagre. A grande construção da previdência social do Brasil, na maior parte dos livros de história, aparece como sendo uma doação de Vargas, o que é uma imensa falsificação da história brasileira, da história dos trabalhadores brasileiros. Quer dizer, tendo em conta isso, e tendo em conta a experiência socialista que foi debatida por toda a esquerda, principalmente nos anos 20 e 30, sob o tema da construção do socialismo num só país — e toda ala à esquerda advertiu constantemente para o risco de tal construção —, temos que estar imersos num amplo movimento, em escala mundial, de reconstrução do socialismo, das opções de alternativas de esquerda. É preciso estar atento ao movimento em escala mundial das outras formações de esquerda, porque não poderá haver socialismo como alternativa no Brasil, repetindo a experiência do socialismo num só país. Não terá viabilidade; não porque os trabalhadores não tenham a capacidade e a inventividade necessária, mas não terá viabilidade porque as forças contrárias se abaterão com toda a ferocidade sobre uma nova experiência, como continuam a se abater e a se direcionar contra Cuba, que resistiu esses anos todos ao bloqueio norte-americano.
Invenções da esquerda avançam
É por isso que temos que prestar atenção. Do ponto de vista mais concreto, é preciso combinar todas as frentes de luta. Nenhuma frente de luta pode ser desprezada, nenhuma forma da luta deve ser desconsiderada ou subordinada a qualquer outra. Quer dizer, temos a luta institucional, através dos mecanismos da democracia representativa, e devemos ter, criar e recriar as formas de ação direta, de democracia direta, porque a democracia representativa, na periferia do capitalismo, é um fracasso completo, é um simulacro da representação social. Mas nosso objetivo não é destruí-la, senão de novo dar-lhe um novo significado, o que significa não apenas eleger representantes para o Congresso, eleger o presidente da República etc. Dar novo significado quer dizer recriar e criar as ações de base, as formas de democratização direta na base da sociedade, sem o que, como nos advertiu de novo Gramsci, “tudo não passará de uma ilusão perigosa”. Ou seja, sem o trabalho sistemático de conquista e de enfrentamento em todos os pontos de luta, ganhar uma eleição não terá significado algum. Mas é preciso preparar uma espécie de longa marcha.
Os partidos de esquerda já têm experiência sobre isso. As inovações mais importantes, no âmbito da política institucional no Brasil, são invenções da esquerda, não da direita. A invenção do orçamento participativo em Porto Alegre é uma invenção da esquerda, é uma invenção sobretudo do PT e suas alianças regionais e locais. As várias administrações de prefeituras que têm recebido prêmios internacionais, desde o Ceará até Rio Grande do Sul, desde pequenas cidades pobres com orçamento fraco, são invenções da esquerda brasileira, não são invenções da direita. Até o Banco Mundial está perguntando, hoje, o que quer dizer orçamento participativo. E há várias invenções, como a Fundação Perseu Abramo, que está presente hoje no mercado editorial brasileiro. Isso é lutar dentro do próprio terreno construído pelo sistema capitalista, oferecer livros de boa qualidade, livros que são atuais, isso pertence ao debate atual; isto é, ir ao coração dos problemas. Essas pequenas coisas constituem a longa marcha, sem a qual nenhuma perspectiva eleitoral poderá ser viável, nenhuma perspectiva eleitoral se sustentará. É preciso aprender esse processo de luta em todos os fronts, de todas as formas, combinando ação institucional com ação direta, combinando eleição de presidente — ou tentativa de eleição de presidente da República — com a eleição do vereador; combinando organização de conselhos em todos o
Francisco de Oliveira é professor emérito da FFLCH-USP; membro do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania; ex-presidente do Cebrap (1993-1995). Publicou, entre outros: Crítica à razão dualista/ Ornitorrinco (Boitempo, 2003), Classes e identidade de classe na Bahia (Perseu Abramo, 2003), A noiva da Revolução/ Elegia para uma re(li)gião, (Boitempo, 2008).
Fonte
CÁLICE ENVENENADO
CÁLICE ENVENENADO
I
Eu vejo muitas coisas
Vejo roupas que não posso comprar
vejo carros que nunca poderei ter
vejo casas que não poderei entrar,
restaurantes que não poderei frequentar.
II
Bebi o veneno desse cálice
a vida me foi dada
onde estava voce?
só hoje o vi disse o corpo à luz
III
As sombras de alongam
uma luz velha se instaura sobre a realidade
pessoas comemoram sua vitória
elas trabalham para viabilizar a exploração.
IV
Eu olho a tarde
a luz está caindo como uma cachoeira
na velocidade da luz tudo ruma ao aniquilamento
minhas células infectadas morrem
no afã de manterem-se vivas
V
mais um segundo,
mais um instante,
mais um dia
mais célere viajem
uma mariposa faz ao redor da luz
mais um ano por favor.
VI
Por que tem que ser tão difícil
por que abrir a porta para a luz
dá tanto medo?
acaso simulacros preferem?
VII
Eu fui convidado para um banquete
mas não me disseram onde
nem quando
com que roupa eu vou?
(30/XI/2020)
28 novembro 2020
BISSEXUALIDADE MASCULINA
SEXUALIDADE HUMANA
A bissexualidade masculina é real? De a corpo com uma nova revisão, a resposta é um definitivo “SIM”.
Is male bisexuality real? According to a new review, the answer is a definitive "yes." (Alan Mozes)
"The current study found very strong and consistent evidence that bisexual men do in fact tend to have bisexual arousal patterns," noted study author J. Michael Bailey. "There is no longer reasonable doubt."
"O estudo atual encontrou evidências muito fortes e consistentes de que homens bissexuais de fato tendem a ter padrões de excitação bissexuais", observou o autor do estudo, J. Michael Bailey. "Não há mais dúvida razoável."
Bandeira da Bissexualidade
Bailey is a psychology professor at Northwestern University in Evanston, Ill. He and his colleagues came to their conclusion after poring over the findings of eight sexual orientation studies conducted between 2000 and 2019 at four different American, Canadian and British sites.
"There has long been a controversy whether men who identify as bisexual are actually bisexual. The bisexual men and many others believe that they are," Bailey explained.
"However, some others -- including some scientists and lay persons -- have doubted this," he noted. The reason: a belief that men who claim to be bisexual "are actually either heterosexual or homosexual, and that their claim to be bisexual is based on self-misunderstanding, perhaps due to social pressure not to admit exclusive homosexuality."
Skepticism of female bisexuality -- though not the focus of the latest investigation -- has largely been more muted, Bailey noted.
But Caitlin Ryan, director of the Family Acceptance Project at San Francisco State University, suggests that the controversy surrounding male bisexuality has proved problematic for those who identify as such. (A 2016 study led by Bailey indicated that about 5% of men say they have "at least some attraction to both sexes.")
"People who identify as bisexual -- especially men -- are often viewed with suspicion, and this includes a perception that they won't commit to being gay," she said. "They are often discriminated against and stigmatized."
Against that backdrop, Bailey and his team decided to review sexual orientation research that had been completed at Northwestern University; the Centre for Addiction and Mental Health in Toronto; the University of Essex in Colchester, U.K.; and Cornell University in Ithaca, N.Y.
All told, the studies enlisted just over 600 men, with an average age of about 29. Two-thirds were white, 12% were Black and nearly 6% were Hispanic. All were genetically male at birth.
From the start, 178 of the men described themselves as “exclusively heterosexual”, while 102 said they were “mostly” straight, 139 said they were “exclusively homosexual,” and 70 said they were “mostly” gay.
The remaining 117 men said they were bisexual: 46 said they were bisexual but leaned straight; 37 said they were bisexual but leaned gay; and 34 said they were simply bisexual.
Escala Kinsey
Those 117 men were therefore classified as falling in the "bisexual range" of the seven-point Kinsey scale, an orientation measure developed by the renowned 20th century biologist Alfred Kinsey. That meant they registered as a 2, 3 or 4, with 0 meaning exclusively straight and 6 meaning exclusively gay.
All enrollees then participated in a genital arousal test. It involves placing a circumference gauge around the penis. This allows researchers to measure arousal patterns as participants view erotic video clips or still images involving either men or women. None of the studies involved mixed-gender stimulation.
In the end, Bailey and his colleagues excluded from their analysis about 100 participants who weren't aroused by any of the erotic videos or photos.
But nearly 500 men were aroused. And when it came to being aroused, those who said they were bisexual did in fact register as 2, 3 and 4 on the Kinsey scale.
That did not necessarily mean that such men were equally attracted to both men and women. In fact, "our results suggest that even most men who say they are equally attracted to men and women have some preference for one or the other sex," said Bailey.
But it did mean that bisexual men were more aroused by men than straight men, more aroused by women than gay men, and more evenly attracted to both genders than either straight or gay men.
Ryan was not involved in the review. But she suggested that the findings could be helpful in paving the way towards broader acceptance of bisexuality as a whole and bisexual men in particular.
"These findings are important, since research routinely shows higher mental health risks and experiences of rejection for bisexual youth and adults related to stigma," she said.
Bailey and his colleagues reported their findings in the July 20 issue of the Proceedings of the National Academy of Sciences.
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There's more on the challenges faced by the LGBTQ community at Family Acceptance Project.
Fonte
Tradução
Bailey é professor de psicologia na Northwestern University em Evanston, Illinois. Ele e seus colegas chegaram a essa conclusão depois de examinar as descobertas de oito estudos de orientação sexual conduzidos entre 2000 e 2019 em quatro diferentes sites americanos, canadenses e britânicos.
"Há muito tempo existe uma controvérsia sobre se os homens que se identificam como bissexuais são realmente bissexuais. Os homens bissexuais e muitos outros acreditam que são", explicou Bailey.
“No entanto, alguns outros, incluindo alguns cientistas e leigos, duvidavam disso", observou ele. O motivo: a crença de que os homens que afirmam ser bissexuais "são na verdade heterossexuais ou homossexuais, e que sua afirmação de ser bissexual é baseada na autocompreensão, talvez devido à pressão social para não admitir a homossexualidade exclusiva”.
O ceticismo em relação à bissexualidade feminina, embora não seja o foco da última investigação, tem sido bastante mais contido, observou Bailey.
Mas Caitlin Ryan, diretora do Family Acceptance Project na San Francisco State University, sugere que a controvérsia em torno da bissexualidade masculina tem se mostrado problemática para aqueles que se identificam como tal. (Um estudo de 2016 liderado por Bailey indicou que cerca de 5% dos homens dizem ter “pelo menos alguma atração por ambos os sexos”.)
“As pessoas que se identificam como bissexuais, especialmente os homens, são muitas vezes vistas com desconfiança, e isso inclui a percepção de que eles não se comprometerão a ser gays”, disse ela. “Eles são muitas vezes discriminados e estigmatizados.”
Diante desse cenário, Bailey e sua equipe decidiram revisar a pesquisa sobre orientação sexual que havia sido concluída na Northwestern University; o Centro de Dependência e Saúde Mental em Toronto; a Universidade de Essex em Colchester, Reino Unido; e a Cornell University em Ithaca, N.Y.
Ao todo, os estudos recrutaram pouco mais de 600 homens, com idade média de cerca de 29 anos. Dois terços eram brancos, 12% eram negros e quase 6% eram hispânicos. Todos eram geneticamente masculinos no nascimento.
Desde o início, 178 dos homens se descreveram como “exclusivamente heterossexuais”, enquanto 102 disseram que eram “principalmente” heterossexuais, 139 disseram que eram “exclusivamente homossexuais” e 70 disseram que eram “principalmente” gays.
The remaining 117 men said they were bisexual: 46 said they were bisexual but leaned straight; 37 said they were bisexual but leaned gay; and 34 said they were simply bisexual.
Os 117 homens restantes disseram que eram bissexuais: 46 disseram que eram bissexuais, mas tendiam a ser heyeros; 37 disseram que eram bissexuais, mas tendiam a ser gays; e 34 disseram que eram simplesmente bissexuais.
Those 117 men were therefore classified as falling in the "bisexual range" of the seven-point Kinsey scale, an orientation measure developed by the renowned 20th century biologist Alfred Kinsey. That meant they registered as a 2, 3 or 4, with 0 meaning exclusively straight and 6 meaning exclusively gay.
Aqueles 117 homens foram, portanto, classificados como pertencentes à “faixa bissexual” da escala Kinsey de sete pontos, uma medida de orientação desenvolvida pelo renomado biólogo do século XX, Alfred Kinsey. Isso significa que eles se registraram como 2, 3 ou 4, com 0 significando exclusivamente hétero e 6 significando exclusivamente gay.
All enrollees then participated in a genital arousal test. It involves placing a circumference gauge around the penis. This allows researchers to measure arousal patterns as participants view erotic video clips or still images involving either men or women. None of the studies involved mixed-gender stimulation.
In the end, Bailey and his colleagues excluded from their analysis about 100 participants who weren't aroused by any of the erotic videos or photos.
Todos os inscritos participaram de um teste de excitação genital. Este envolve a colocação de um medidor de circunferência ao redor do pênis. Isso permite que os pesquisadores meçam os padrões de excitação enquanto os participantes assistem a videoclipes eróticos ou imagens estáticas envolvendo homens ou mulheres. Nenhum dos estudos envolveu estimulação de mistura de gênero.
No final, Bailey e seus colegas excluíram de sua análise cerca de 100 participantes que não ficaram excitados com nenhum dos vídeos ou fotos eróticas.
Mas quase 500 homens se excitaram. E quando se trata de ficar excitado, aqueles que se dizem bissexuais de fato se registram como 2, 3 e 4 na escala de Kinsey.
Isso não significava necessariamente que tais homens eram igualmente atraídos por homens e mulheres. Na verdade, “nossos resultados sugerem que mesmo a maioria dos homens que se dizem igualmente atraídos por homens e mulheres tem alguma preferência por um ou outro sexo”, disse Bailey.
Mas isso significava que os homens bissexuais eram mais excitados por homens do que por homens heterossexuais, mais excitados por mulheres do que por homens gays e mais atraídos por ambos os gêneros do que homens heterossexuais ou gays.
Ryan não estava envolvido na revisão dos estudos. Mas ela sugeriu que as descobertas podem ser úteis para abrir caminho para uma aceitação mais ampla da bissexualidade como um todo e dos homens bissexuais em particular.
“Essas descobertas são importantes, uma vez que a pesquisa rotineiramente mostra maiores riscos de saúde mental e experiências de rejeição para jovens bissexuais e adultos relacionados ao estigma”, disse ela.
Bailey e seus colegas relataram suas descobertas na edição de 20 de julho da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
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Uma recente pesquisa feita com 24 mil estudantes de graduação em universidades dos Estados Unidos e publicada no Archives of Sexual Behavior, constatou que um em cada quatro homens heterossexuais já fez sexo com outros homens, mas nem por isso se declara como gay ou bissexual, e prefere justificar o fato como uma experimentação ou até mesmo encara como “bissexualidade performática”.
OS SONHADORES Dreamers (Bernardo Bertolucci) Matthew (Michael Pitt) é um jovem que, em 1968, vai estudar em Paris. Lá ele conhece os irmãos gêmeos Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel). Os três logo se tornam amigos, dividindo experiências e relacionamentos enquanto Paris vive a efervescência da revolução estudantil.
O termo foi utilizado por alguns dos entrevistados para justificar o ato de prazer com pessoas do mesmo sexo. Segundo eles, o envolvimento sexual causa excitação nas pessoas que estão observando, o que explica o uso da expressão “performática”.
Cartaz do filme The dreamers (2003) Bertolucci
O estudo tem a assinatura dos pesquisadores Arielle Kuperberg e Alicia Walker, que acreditam haver o medo da reação externa sobre o fato. Por isso, revelam ainda não ter muita conexão entre o que as pessoas fazem e o que elas assumem fazer.
O arco-íris da sexualidade humana tem muito mais do que sete cores. Entre a heterossexualidade e a homossexualidade, existem tantos nuances quanto desejos. No meio desse caminho, estão os HSH (homens que fazem sexo com homens). São homens que gostam de transar com outros, porém não se consideram gays.
“Nunca consegui me imaginar de mãos dadas ou trocando carinhos. Sexo com homem é grosseiro, por isso é só sexo”, diz Antônio* (nome fictício), 40, corretor de seguros, que se identifica como hétero. Pai de um menino de cinco anos, ele já foi casado e namora apenas mulheres. “Nunca conseguiria me relacionar afetivamente com um homem, tenho 101% de certeza, curto apenas a putaria na cama”, fala, negando qualquer hipótese de que poderia ser um homossexual enrustido.
A ideia de negação da verdadeira orientação sexual sempre surge quando alguém coloca em prática uma fantasia que não corresponde à sexualidade assumida. Porém, para o sociólogo Felipe Padilha, membro do grupo Quereres – Núcleo de Pesquisa em Diferenças, Gênero e Sexualidade da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), não há essa relação. “O contato erótico entre homens não leva necessariamente a uma identidade.”
By ACP
Para Flávio* (nome fictício), 25, analista de sistemas, tanto a homossexualidade quanto a bissexualidade estão mais ligadas aos sentimentos por alguém do mesmo sexo. Por essa razão, ele se considera hétero, apesar de transar com homens desde os 15 anos. Flávio tem prazer em ser penetrado, mas, assim como Antônio, não se imagina namorando outro homem. “Meu desejo é apenas para sexo. É só tesão, talvez uma fantasia ou um prazer que a mulher não pode me dar.”

Nem todos os HSH desfrutam do sexo anal. “Não gosto de ser penetrado, apesar de já ter sido, fico desconfortável, mas curto umas carícias, o que é mais fácil ter entre homens”, conta Márcio* (nome fictício), 27, professor de história, que fez sexo com um amigo pela primeira vez há três anos, por curiosidade.
Márcio tem uma parceira sexual há quase dois anos e prefere fugir dos rótulos. “Poderia dizer que sou bissexual, mas acho tais nomenclaturas desinteressantes. Minha orientação sexual é a de permitir entrar em contato e experimentar o mundo como aventura.”
Muitas vezes, as relações sexuais entre os HSH são mantidas em segredo por causa do preconceito em relação a esse tipo de comportamento. “Diferentemente dos homens, que adoram quando duas mulheres ficam, muitas mulheres não ficariam com um homem que já transou com outro. Acham que o cara é gay e não serve para elas”, afirma Flávio, que prefere não contar sobre esse aspecto da sua vida para as namoradas até sentir abertura para isso.
Márcio fala que já revelou para algumas parceiras que sente atração por homens e até participou de uma transa a três com uma namorada. Apesar dos preconceitos, tabus e do machismo, o professor diz acreditar que cada vez mais pessoas estão dispostas a viver os relacionamentos e a sexualidade de outras formas, além dos modelos tradicionais. “Hoje em dia é mais fácil encontrar quem lide bem com essas questões, ainda mais em grupos de poliamor.”
Antônio diz que, quando começou a ter experiências com outros homens, chegou a se questionar se era gay. Contudo, percebeu que seu desejo não estava relacionado à sua orientação. Hoje, ele não se preocupa tanto com julgamentos morais. “Sou muito homem no dia a dia, mas se quiser sentir outro pênis serei 'bicha' por minutos, horas e depois minha vida volta ao normal, o que importa é o meu prazer".
Eae galera o que vocês acham sobre o assunto?
Ilustruação de Caio Borges
"Estou casada há 16 anos e temos um filho de 12 anos. Vivíamos uma vida quase perfeita em termos amorosos, até que, no ano passado, um amigo de infância de meu marido voltou de Berlim, onde estudava. Ele é bissexual e está separado da mulher, que ficou na Europa. Ele e meu marido convivem muito bem. Ele é muito legal e gosta de mim, mas senti que meu marido está mudado desde a volta do amigo. Conversamos outro dia e soube que meu marido está transando com um amigo desse amigo. Ele diz que me ama e que nada mudará entre nós, mas que ele não está fechado a novas experiências amorosas. Será que ele é gay ou está indeciso se gosta de mulher ou de homem?" (Fonte: Universa)
Ilustruação de Caio Borges
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Kinsey scale (1)
TEXTE SUA SEXUALIDADE
https://www.idrlabs.com/pt/orientacao-sexual/test.php
https://twitter.com/sentimentogay_/status/1193881186638143490
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https://filmow.com/noticias/19383/top-10-filmes-com-triangulos-amorosos/
https://papodehomem.com.br/bissexualidade-masculina-minha-experiencia/
RELATOS
https://papodehomem.com.br/bissexualidade-masculina-minha-experiencia/
https://blogdoamstalden.com/2014/02/03/coluna-do-evandro-bissexualidade-por-evandro-mangueira/
The Dreamers (2003) Bertolucci
Coluna do Evandro
Bissexualidade
Guloso, indeciso, promíscuo, em cima do muro, gilete são só alguns dos muitos adjetivos que já ouvi acerca da bissexualidade. Esse, tão incompreendido, comportamento sexual é um dos mais relevantes comportamentos sexuais existente, isso porque ele é a força motriz de diversos outros comportamentos humanos.
A bissexualidade é incompreendida tanto entre os LGBTTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) como entre os heteros. Algumas diretrizes da militância LGBTT não aceitam a bissexualidade como sendo uma orientação, uma vez que o bissexual no momento em que se relaciona com alguém do mesmo gênero está vivendo uma relação homoafetiva e no momento que se relaciona com o gênero oposto está vivendo uma relação heteroafetiva. Isso é uma grosseria sem tamanho porque nessa afirmativa teríamos que aceitar a monogamia como sendo a única forma de relação afetiva existente, e isso é uma mentira social, muitas pessoas vivenciam casamentos duplos, triplos e até mesmo uniões com dois ou três membros convivendo pacificamente, e não é uma característica da bissexualidade, estou referindo-me à heterossexualidade e todas as demais formas de amar e praticar-se sexo.
A bissexualidade entre mulheres é mais comum e aceita socialmente, isso devido ao vasto incentivo do comércio pornográfico e erótico para o público masculino hetero, até por fazer parte da fantasia de muitos homens, enquanto a bissexualidade entre os homens é negada, repudiada e criticada até entre os gays. A diferença da aceitação social se dá justamente mediante um pensamento machista e nivelador, onde o homem que vivência uma experiência homo, imediatamente é considerado como um gay, entre outras coisas.
O que se é completamente ignorado nessa relação é a existência da bissexualidade ser tão comum e presente como a conduta homo e a conduta hetero, veja, por exemplo, essa escala:
É óbvio que se existe o homo convicto, também existe o hetero convicto e estes estão nos extremos do gráfico, mas existe uma lacuna enorme entre uma ponta e outra que deverá ser preenchida com todas as tonalidades possíveis da bissexualidade.
É importante entender esse gráfico para entendermos outras condutas sociais, como por exemplo, a tão proclamada “cura gay”: As igrejas que a promovem (e alguns centros ditos “centros médicos”) usam testemunhas que juram terem mudado suas condutas sexuais, creio que entre a bissexualidade isso é altamente possível, em suas diversas tonalidades de tendência homo ou hetero. Desta forma a cura gay é nada mais que uma escolha bissexual, seja tendenciosa, religiosa, psíquica ou social.
Às vezes a própria pessoa não sabe da sua bissexualidade, é comum relatos de práticas sexuais com o mesmo gênero quando adolescentes, relato dado até mesmo por Pelé, nosso rei do futebol, no entanto também é comum ouvir-se de gays sobre suas experiências heteros. Entre pessoas mais velhas (adultas), sejam gays ou heteros, essas experiências bissexuais são ocultadas, por medo, vergonha ou não aceitação. Conheço bissexuais que não se assumem gays por vergonha de dizerem que sente atração por mulheres, e conheço bissexuais que assumem saírem com pessoas do mesmo gênero, mas diz que isso é apenas um apimentamento na vida sexual e não uma orientação sexual.
O que ocorre é uma exigência social de posicionamento, meio no ensinamento bíblico: “Assim, porque és MORNO e não és frio nem quente, VOMITAR-TE-EI” (Apocalipse 3:16). Uma regra bilateral que criou outras ideias como céu e inferno, o bem e o mal, colocando tudo e todos em um lado, sem direito de transitar entre as partes.
Uma sexualidade mal resolvida, seja hetero, bi ou homo provoca fenômenos perigosos, pois os que tendem a se aventurarem, na maioria das vezes, na prostituição com michês (garotos de programa), travestis, prostitutas ou aquela gata (gato) que conheceu na balada, no barzinho, levados pelo momento, pelas drogas e álcoois, praticam sexo sem proteção e espalham para suas famílias e para a sociedade doenças infectocontagiosas. Percebam que falei de sexo sem proteção, não é a conduta sexual, o gênero, a orientação sexual ou mesmo a periodicidade da prática sexual que conduz a doenças infectocontagiosas, mas sim a prática de sexo sem a devida proteção, o que é muito comum quando o sexo torna-se algo clandestino.
É importante entendermos e aceitarmos a bissexualidade, para entendermos outros fenômenos sociais, principalmente porque creio que a maior parte da sociedade é bissexual, em dada escala e em dado momento, e que a bissexualidade quando for completamente aceita socialmente, será uma prática tão comum como a conduta hétero ou homo.
Venho observando um crescente avanço nesse campo, entre os mais jovens já ouço de suas bocas as vivências bissexuais. A heterossexualidade e a homossexualidade são vastamente discutidas, mas a crescente bissexualidade é quase completamente ignorada. A sociedade é, em boa parte, bissexual, o que torna essa parcela bissexual em hétero ou homo convictos são as condutas sociais.
Assistiremos, ainda em vida, uma mudança social gigantesca com relação à bissexualidade, veremos casais se formando, se deformando, se modificando e acrescentando nas mais variadas tonalidades bissexuais. Não serei profeta dessa prática, mas aconselho que se acostume com ela, porque vem uma geração que não tem medo de assumir sua bissexualidade!
DIVERSIDADE
Hugh Sheridan, ator australiano da famosa série “Packed to the Rafters” falou publicamente sobre sua sexualidade pela primeira vez. “Acredito que as marcas são para roupas, não para pessoas” (hum, achamos esse close meio errado).
Em um ensaio para a Stellar Magazine, o ator disse que se sentiu obrigado a abordar sua sexualidade para jovens LGBTQ+ que estão lutando para “se descobrir”. Durante a escola e a adolescência, Sheridan disse que era considerado gay por seus colegas, o que ele considerou um rótulo “extraviado” porque ele só se sentia atraído pelo sexo oposto na época.
“Depois de me mudar para Sydney para participar do NIDA, finalmente conheci um cara com quem me conectei emocionalmente, mentalmente e fisicamente”, explicou ele. “Eu estava na lua, eu poderia finalmente ser o que as pessoas sempre quiseram que eu fosse, então eu disse a todos. Em troca, disseram-me que, se eu fosse qualquer coisa menos hetero, nunca encontraria trabalho e que precisava esconder meu amor”.
“Para aumentar a confusão, os dois mentores que me disseram isso eram abertamente gays; eles estavam sinceramente tentando me proteger e realmente queriam o melhor para mim. Essa era apenas a realidade”, explica Hugh Sheridan na entrevista.
Sheridan revelou que enquanto ele começou a trabalhar em Packed to the Rafters, ele estava em um relacionamento com um homem, mas manteve isso escondido para fazer seu relacionamento parecer “mais sagrado”.
Quando o relacionamento chegou ao fim e ele se apaixonou por uma mulher, ele se sentiu “envergonhado” de tornar o romance público, pois seus entes queridos sabiam que seu relacionamento anterior era com um homem.
Embora ele tenha defendido em “silêncio” a igualdade LGBTQ+ por vários anos, Sheridan agora está falando sobre sua sexualidade porque se ele “mantivesse um protesto silencioso, as pessoas sempre pensariam que eu tinha algo a esconder ou estava negando aos outros essa expressão”.
Ele continuou: “De muitas maneiras, gostaria de não ter que escrever isso, mas sinto uma responsabilidade para com os outros que podem vir depois de mim. Ao compartilhar minha história agora e me tornar mais transparente, talvez eu possa ajudar a dar uma pausa aos que têm privacidade. Podemos viver e deixá-los viver como quiserem. Acredito que as marcas são para roupas, não para pessoas”.
Hugh Sheridan fez reflexões sobre sua sexualidade
Sheridan disse que as medidas de bloqueio causadas pela pandemia do coronavírus “deram a ele tempo para refletir” sobre como sua sexualidade tem sido especulada na mídia convencional.
“Ocorreu-me que ninguém nunca defende pessoas que não escolhem um rótulo”, disse ele antes de perguntar como ele se identifica, ao que ele respondeu: “Como ser humano”. Ele explicou ainda: “As pessoas vão ler isso e dizer: Ele não vai sair. Ele é bissexual. Ele é assexual. Ou não binário. Ou fluido. Estas são todas essas palavras que não existiam quando eu era mais jovem e talvez se existissem, teriam ajudado”.
“Mas o fato de que esses rótulos continuam surgindo indica que deve haver muito mais pessoas por aí que sentem como eu me sinto – como se as palavras ainda não se encaixassem. Talvez essa também seja a minha maneira de deixar as pessoas saberem que ainda estou solteiro e que todos estão na miscelânea.”
Hugh Sheridan repetirá seu papel como Ben Rafter em um retorno especial da série no Amazon Prime, intitulada Back to the Rafters, que deve estrear em 2021.

Robust evidence for bisexual orientation among men
Jeremy Jabbour, Luke Holmes, David Sylva, Kevin J. Hsu, Theodore L. Semon, A. M. Rosenthal, Adam Safron, Erlend Slettevold, Tuesday M. Watts-Overall, Ritch C. Savin-Williams, John Sylla, Gerulf Rieger, and J. Michael Bailey.
PNAS August 4, 2020 117 (31) 18369-18377; first published July 20, 2020; https://doi.org/10.1073/pnas.2003631117
https://www.pnas.org/content/117/31/18369
Significance
There has long been skepticism among both scientists and laypersons that male bisexual orientation exists. Skeptics have claimed that men who self-identify as bisexual are actually homosexual or heterosexual. (The existence of female bisexuality has been less controversial.) This controversy can be resolved using objective, genital responses of men to male and female erotic stimuli. We combined nearly all available data (from eight previous American, British, and Canadian studies) to form a dataset of more than 500 men, much larger than any previous individual study, and conducted rigorous statistical tests. Results provided compelling evidence that bisexual-identified men tend to show bisexual genital and subjective arousal patterns. Male sexual orientation is expressed on a continuum rather than dichotomously.
Abstract
The question whether some men have a bisexual orientation—that is, whether they are substantially sexually aroused and attracted to both sexes—has remained controversial among both scientists and laypersons. Skeptics believe that male sexual orientation can only be homosexual or heterosexual, and that bisexual identification reflects nonsexual concerns, such as a desire to deemphasize homosexuality. Although most bisexual-identified men report that they are attracted to both men and women, self-report data cannot refute these claims. Patterns of physiological (genital) arousal to male and female erotic stimuli can provide compelling evidence for male sexual orientation. (In contrast, most women provide similar physiological responses to male and female stimuli.) We investigated whether men who self-report bisexual feelings tend to produce bisexual arousal patterns. Prior studies of this issue have been small, used potentially invalid statistical tests, and produced inconsistent findings. We combined nearly all previously published data (from eight previous studies in the United States, United Kingdom, and Canada), yielding a sample of 474 to 588 men (depending on analysis). All participants were cisgender males. Highly robust results showed that bisexual-identified men’s genital and subjective arousal patterns were more bisexual than were those who identified as exclusively heterosexual or homosexual. These findings support the view that male sexual orientation contains a range, from heterosexuality, to bisexuality, to homosexuality.
The status of male bisexuality as a sexual orientation—that is, the idea that some men are sexually aroused and attracted to both sexes—has a controversial history (1). Although some men identify as bisexual and have sexual experiences with men and women, the extent to which this reflects an underlying bisexual orientation has been questioned. Early sex researchers Krafft-Ebing (2) and Hirschfeld (3) believed that bisexual behavior and identification occurred primarily among monosexual (i.e., either heterosexual or homosexual) men for reasons other than a bisexual orientation. For example, some homosexual men identify as bisexual, or engage in sex with women, due to social pressures that favor heterosexuality. In response to those who doubted the existence of a bisexual orientation, Kinsey proposed a quasi-continuous scale of sexual orientation, proclaiming: “Males do not represent two discrete populations, heterosexual and homosexual. The world is not to be divided into sheep and goats. Not all things are black nor all things white” (ref. 4, pp. 638–639). With his scale, Kinsey demonstrated that self-reported bisexual attraction and behavior are not rare. However, because the scale relied on self-reports, results could not provide definitive evidence for bisexual orientation. For example, surveys have shown that a large proportion of men who identify as gay or homosexual had gone through a previous and transient phase of bisexual identification (5, 6).
Other reasons why bisexual men’s self-reported sexual feelings have sometimes been questioned likely include cognitive and emotional biases of the questioners. Some heterosexual and homosexual men may find it relatively easy to understand each other’s monosexuality because both have strong sexual attraction to one sex and virtually none to the other. For this reason, these men may have more difficulty accepting bisexuality as it challenges their binary conceptualizations of sexual orientation (7). Furthermore, bisexual individuals may be mistrusted and stigmatized by both heterosexual and homosexual people, and perceived as untrustworthy, promiscuous, and unable to commit (8⇓–10).
Self-reported measures of sexual attraction, interest, and arousal are useful and ubiquitous in sex research. When self-reports are questioned, however, other valid measures are desirable. One promising approach to empirical verification of self-reported male bisexuality as an orientation uses penile plethysmography (i.e., a strain gauge around the penis) to study genital sexual arousal patterns to erotic stimuli featuring men or women (but not both). Examples of stimuli used in these studies include videos of sexual interactions between actors or of solitary actors masturbating (11, 12). Such an approach has several advantages: It relies on physiological processes rather than self-report; it is difficult to consciously manipulate (13); and, for men, sexual arousal to attractive women or men is arguably equivalent to sexual orientation (1). This approach has been used in a handful of studies focusing on male bisexuality with mixed results. Some studies failed to provide evidence that bisexual-identified men had bisexual arousal patterns (11, 14). One other study with stringent recruitment criteria (i.e., minimum criteria for both sexual and romantic experience across sexes) found evidence for bisexual arousal (12). A recent study using less stringent recruitment criteria also found evidence that bisexual-identified men had bisexual physiological arousal patterns (15). All existing studies have been of small to modest size; the largest had 114 participants. Notably, across these studies, bisexual-identified men self-reported subjective arousal to both male and female stimuli, even in samples where their genital arousal did not reflect such a pattern.
Previous research may have not employed sufficiently rigorous statistical tests, further complicating the question of whether bisexual-identified men show bisexual physiological arousal patterns. Crucial predictions regarding bisexual orientation concern U-shaped (or inverted U-shaped) distributions, which previous studies tested via quadratic regression. However, this test may be insufficient to reliably detect U-shaped distributions (16). This is because significant quadratic regressions can occur if a linear regression changes slope over the range of the predictor, even if the sign of the slope does not change. Demonstrating U-shaped distributions without the threat of incorrect interpretation requires showing slope sign reversal from low to high values of the predictor. For example, if the left arm of the estimated regression slope is significantly positive, then the other arm needs to be significantly negative in order to result in a valid, inverse U-shaped estimate.
With the limitations of previous work in mind, the aim of this study was to examine the extent to which men who self-report bisexual orientation exhibit bisexual genital and self-reported arousal patterns. Our study is unique with respect to its large sample and its employment of a version of Simonsohn’s (16) “two-lines” test of U-shaped (or inverted U-shaped) distributions. Data included 606 male participants (with 474 remaining for genital analyses and 588 remaining for self-reported analyses following exclusions) (Materials and Methods) from American, Canadian, and British studies that collected data on men’s self-reported Kinsey scores and their genital and self-reported arousal to male and female erotic stimuli and to neutral stimuli (e.g., footage of landscapes and wildlife). These studies were conducted over the course of approximately two decades, from the years 2000 to 2019. Kinsey scores range from 0 (exclusively heterosexual) to 3 (equal attraction to both sexes) to 6 (exclusively homosexual). Scores of 0 and 6 are usually considered monosexual, and 1 to 5 nonmonosexual. Scores of 2 to 4 are generally accepted to comprise the bisexual range of the Kinsey scale (17).
This study focuses only on male sexual orientation, despite the equal scientific importance of understanding female sexual orientation, for several related reasons. The question of whether bisexual arousal patterns exist has been less controversial about women than men (1). Historically, there was no parallel debate about female sexual orientation to that between skeptics [e.g., Krafft-Ebing (2) and Hirschfeld (3)] and proponents (e.g., Kinsey) (4) of the validity of male bisexuality. Recent scientific developments have supported important and potentially relevant differences in the expression of male and female sexual orientation. In laboratory research, the large majority of women exhibit similar subjective and physiological sexual arousal to both male and female stimuli, despite heterosexual identification (18, 19). Furthermore, the idea that female sexuality is especially “fluid” with respect to gender, with some women situationally attracted to men or women depending on circumstances, has been well-established (20). Male, but not female, self-reported sexual orientation shows a bimodal distribution (21), supporting the idea that male bisexuality is relatively uncommon whereas female bisexuality is less so. Thus, converging lines of evidence suggest that there are important differences in the expression of male and female sexual orientation, perhaps especially bisexuality. Consequently, research exploring the validity of bisexual identification–and especially research comparing the genital response of bisexual and monosexual persons–has been pursued more vigorously for male than for female sexual orientation. The men cumulatively studied in the research on male sexual orientation have been aggregated to comprise the large sample used in the present study.
RESULTS
Fig. 1.
Mean standardized genital (Left) and self-reported (Right) arousal to female and male stimuli (±95% CI) for men of different Kinsey scores, after subtracting response to neutral stimuli. The y axis is measured in units of within-subjects z-scores.
Exclusively heterosexual and homosexual men (who have Kinsey scores of 0 and 6, respectively) showed larger mean differences in their arousal to male and female stimuli compared with men who have intermediate Kinsey scores (i.e., scores of 1 to 5). Although this pattern is consistent with the possibility that intermediate Kinsey scores are associated with relatively bisexual arousal patterns, it is also consistent with an alternative explanation. It would be possible to create the mean arousal scores of men with Kinsey scores 1 to 5 (which appear relatively bisexual) by mixing men with arousal patterns similar to the means for Kinsey 0 (exclusively heterosexual) with those similar to Kinsey 6 (exclusively homosexual). Therefore, simply averaging each Kinsey group’s responses to male and to female stimuli can in principle produce misleading results. Thus, results depicted in Fig. 1 by themselves cannot provide conclusive evidence that men who report bisexual attractions have a more bisexual arousal pattern than monosexual men.
Two alternative analyses can provide more definitive evidence (11, 12). Both rely on variables depicted or derived from those in Fig. 2: responses to the more-arousing sex and responses to the less-arousing sex. These variables were determined empirically for each individual. Men have relatively bisexual arousal patterns if 1) their responses to their less arousing sex exceeds that of other men, and 2) the difference between their responses to their more and to their less arousing sex is less than that of other men.
Fig. 2.
Mean standardized genital (Left) and self-reported (Right) arousal (±95% CI) to the more and less arousing sex for men of different Kinsey scores, after subtracting response to neutral stimuli. The y axis is measured in units of within-subjects z-scores. Values for arousal to the less arousing sex should show an inverted U-shaped distribution if men with Kinsey scores in the bisexual range show bisexual arousal patterns, and a flat distribution if they do not.
he first criterion for bisexual arousal patterns is demonstrated by considering that men with a bisexual arousal pattern should show more arousal to male stimuli compared with heterosexual men and more arousal to female stimuli compared with homosexual men. Heterosexual men’s less-arousing sex will usually be “male” and homosexual men’s “female.” (Measurement error may prevent this generalization from always being true.) Thus, the first criterion is that bisexual men should show more arousal to erotic stimuli depicting their (empirically defined) less-arousing sex, compared with homosexual and heterosexual men. The second criterion is demonstrated by considering that men with a bisexual arousal pattern should show an especially small unsigned difference between their arousal to male and female stimuli, compared with heterosexual and homosexual men. This difference is equivalent to that between responses to the more arousing sex minus responses to the less arousing sex.
We henceforth refer to the two key dependent variables as Minimum Arousal (i.e., responses to the less arousing sex) and Absolute Arousal Difference (i.e., the unsigned value of the difference between arousal to female stimuli and arousal to male stimuli). The two dependent variables derived from Fig. 2 were almost perfectly negatively correlated with each other: for genital arousal, r = −0.976 and for self-reported arousal, r = −0.944. This strong correspondence is partly an artifact of standardizing within participants using only three scores (i.e., average arousal to male, to female, and to neutral stimuli), especially when two of the scores tend to be similar to each other and different from the third score. Because Minimum Arousal and the Absolute Arousal Difference are not generally so highly correlated (for example, for the unstandardized data we analyzed subsequently, their correlation for genital arousal was r[474] = −0.028), and because they are conceptually distinct, we have retained both variables in our main analyses.
In addition, we created a composite variable using Minimum Arousal and Absolute Arousal Difference, by standardizing both across participants, changing the sign of the Absolute Arousal Difference and then taking their average. We refer to this variable as the Bisexual Arousal Composite, and men with a relatively bisexual arousal pattern should have high scores on it. Although the composite was almost entirely redundant with Minimum Arousal and Absolute Arousal Difference—as the latter are with each other—for the ipsatized data, we retained all three variables because in some subsequent analyses using untransformed data, they were much less highly correlated.
If men who self-report Kinsey scores in the bisexual range indeed have relatively bisexual arousal patterns, then both Minimum Arousal and the Bisexual Arousal Composite should show an inverted U-shaped distribution across the Kinsey range (i.e., men who self-identify as 0 [exclusively heterosexual] and 6 [exclusively homosexual] should have the lowest scores for these variables; men in intermediate groups should have greater values, with the peak resting at a Kinsey score of 3); the Absolute Arousal Difference should show a U-shaped distribution (i.e., exclusively heterosexual and exclusively homosexual men should have lower values than bisexual-identified men). Conversely, if men who indicate that they are relatively bisexual have monosexual arousal patterns in actuality, then the values for these three variables should be evenly distributed across the Kinsey scale, and we should have a flat, horizontal line, rather than a U-shaped distribution. A rigorous demonstration that bisexual men have relatively bisexual arousal patterns requires a change of sign of regression slopes across the Kinsey scale. The method proposed by Simonsohn (16), the two-lines test, requires establishing that, for some break point on the predictor variable, if one conducts separate regression analyses using data on either side of the point, both regression slopes are statistically significant but of opposite sign.
We modified this method as follows. Instead of using Simonsohn’s algorithm for locating one optimal break point, we conducted two sets of analyses using two different break points: 2.5 and 3.5. Our modification was motivated by both necessity and a desire to explore robustness. The middle of the Kinsey distribution is 3, and a Kinsey score of 3 signifies the greatest degree of bisexuality. As such, that score is the best guess for the inversion point of the hypothesized U-shaped and inverted U-shaped distributions. However, the Kinsey score 3 is unavailable as a break point because the break point should not include scores that actually exist in the data. The analysis with 2.5 as the break point compares the correlations between the Kinsey scores and the dependent variables in the range of Kinsey 0 to 2 with the respective correlations in the range of Kinsey 3 to 6. (Note that, because our Kinsey score variable includes only whole numbers, any break point between 2 and 3 is equivalent to a break point of 2.5; all provide exactly the same separation of points.) The analysis using the break point 3.5 compares the correlations in the Kinsey range 0 to 3 with those in the Kinsey range of 4 to 6. Examining results using two different break points in separate analyses allowed us to examine the robustness of results across them. Fig. 3 presents the regression lines comprising the two lines tests for both sets of break points, for both Standardized Minimum Genital Arousal (Fig. 3, Left) and Standardized Absolute Genital Arousal Difference (Fig. 3, Right).
Fig. 3.
Regression lines whose slopes comprise the “two-lines” analysis for Standardized Minimum Genital Arousal (Left) and Standardized Absolute Genital Arousal Difference (Right). Evidence for bisexual orientation requires that Minimum Arousal have an inverted U-shaped distribution and that Absolute Arousal Difference be U-shaped. The alternative hypothesis is that values will be evenly distributed across the Kinsey scale. Each variable has four associated regression lines: two using a break point of Kinsey Score = 2.5 (in red) and two using a break point of Kinsey Score = 3.5 (in blue). (Analyses using both break points were conducted to evaluate robustness with respect to break point choice.) For each break point and variable, there were two crucial tests: the slope of the regression lines to the left (a) and to the right (b) of the break point should be consistent with the predicted distribution, should be of opposite sign, and should be statistically significant. These predictions were confirmed. (See Table 1.)
Table 1 includes results of the two-lines analyses for both break points. For analyses of genital arousal, we included data from 474 men with sufficient genital responses. For analyses of self-reported arousal, we included data from 588 men who provided adequate self-reported arousal data. We present standardized correlations because the scale of the variables is more intuitively interpretable than unstandardized coefficients. All correlations were in directions consistent with more bisexual arousal tending to occur toward the middle of the Kinsey scale. The 95% CIs for all correlations excluded zero, usually by a large margin.
We conducted additional analyses to examine the degree to which our results depended on data analytic decisions. At least two such decisions for Table 1 could have influenced our results even though we had scientific justification for making those decisions and have consistently made them in past research: analyzing standardized rather than unstandardized arousal data and excluding participants with low genital responses. Neither of these decisions was required to test our hypotheses, however, and some other researchers have not made them (e.g., ref. 22). Seemingly innocuous decisions such as these can hide a lack of robustness of results had other analytic paths been taken (23).
One way to explore the robustness of results across different data analytic decisions is to conduct “multiverse analyses” in which data are analyzed with respect to all combinations of relevant decisions (24). In our case, this required three additional sets of analyses. Each used the two-lines approach, but each used different data: unstandardized arousal data for men who met our inclusion criteria for sexual response; standardized arousal data for all men regardless of degree of response; or unstandardized arousal data for all men regardless of degree of response. Each set of analyses was conducted for each of the dependent variables: Minimum Arousal, Absolute Arousal Difference, and Bisexual Arousal Composite. Furthermore, each analysis was conducted for both break points (i.e., 2.5 and 3.5), and tests with unstandardized data were repeated for the analyses of self-reported arousal. Because each analysis yielded two separate tests (for points left of the break point and for points right of it), this resulted in a total of 48 tests.
SI Appendix, Table S1 provides the results for these multiverse analyses. All results were in the direction consistent with increased bisexual arousal for more bisexual Kinsey scores. SI Appendix, Fig. S1 also presents the frequency distribution of the 36 exact probabilities for the additional analyses of genital data. Only one P value, 0.0503, exceeded the conventional statistical significance threshold, and most of the other 35 P values were much smaller. Results for the analyses of self-reported arousal were also consistent, with all P values less than 10−8. Thus, our general findings persisted regardless of the data analytic decisions we reconsidered.
Which Kinsey score was associated with the greatest degree of bisexual arousal? To answer this question, we focused on the standardized genital and self-report arousal composites, which correlated r(470) = 0.507, 95% CI (0.437, 0.572), P < 0.0001. Fig. 4 shows the mean genital and self-report bisexual composites for all Kinsey scores. Higher scores represent greater bisexuality. With respect to the genital composite, Kinsey 2’s showed the strongest evidence for bisexual arousal patterns. With respect to the self-report composite, Kinsey 3′s provided the most bisexual responses. Notably, both contrasts increased steadily to the maximum and then decreased steadily, consistent with a gradation model of sexual orientation.
Fig. 4.
Box plots for the mean standardized genital (Left) and self-report (Right) Bisexual Composites for men of different Kinsey scores, and a curved line of fit in blue showing the U-shaped trend. The y axis is measured in units of within-subjects z-scores. The center line of the box plots represents the median value; the box limits represent the upper and lower quartiles; the whiskers represent the 1.5× interquartile range; individual points represent outliers. Values for the Composites should show an inverted U-shaped distribution if men with Kinsey scores in the bisexual range show bisexual arousal patterns, and a flat distribution if they do not.
How bisexual were the arousal patterns of men with bisexual Kinsey scores, compared with other men? It is possible, for example, that bisexual men’s sexual responses are only slightly (albeit statistically significantly) more bisexual than the responses of monosexual men. Or alternatively, the two groups could differ substantially. Answering this question requires a direct comparison of magnitudes of indicators of bisexual response. Two of the main dependent variables we have examined—Minimum Arousal and Absolute Arousal Difference—could be especially informative. Ratios of their means comparing men with bisexual Kinsey scores to men with monosexual scores could helpfully express the answer. To be meaningfully interpreted, ratios require ratio-level measurement, with a true value of zero and interval scaling (25). For example, six inches is twice the length of three inches, but a rating of six on a seven-point Likert scale of current happiness is not meaningfully interpreted as twice a rating of three. Because the data we have primarily focused on so far have been standardized within subjects, it is unsuited to provide meaningful ratios for two reasons. First, the standardized data do not have true zeros, with zero indicating an absence of a quantity. More importantly, standardizing within subjects induces a nonlinear between-subjects transformation of the raw scores, and so the ipsatized data do not have interval-level measurement.
Fortunately, the raw genital arousal data have a ratio scale, and so we focus on these data for our final analyses. Fig. 5 presents men’s raw genital responses to their more and to their less arousing sex, by Kinsey score. The figure demonstrates that increased bisexuality toward the middle of the Kinsey range is primarily due to increased responding to the less arousing sex. (Neither a two-lines analysis nor a quadratic regression reveals significant evidence for an inverted U effect for the more arousing sex.) Kinsey scores of 0 and 6 were associated with especially low (though not zero) responding to the less arousing sex, which was one of our main indicators of bisexual response. Men with Kinsey scores in the bisexual range (i.e., 2 to 4) produced 3.30 times more response to their less arousing sex compared with the (unweighted) average of men with monosexual Kinsey scores (i.e., 0 and 6). The difference between responses to the more and less arousing sex should be smaller for men with more bisexual Kinsey scores if those scores reflect men’s sexual orientations. Consistent with this prediction, men with Kinsey scores in the bisexual range produced an average difference that was 0.59 times the difference of men with monosexual scores. Both ratios were markedly different from 1. Still, men with Kinsey scores in the bisexual range produced, on average, penile circumference changes that were notably larger to one sex than to the other. The ratio of bisexual men’s genital arousal to their more arousing sex to genital arousal to their less arousing sex averaged 2.62; for monosexual men, it was 10.13. Note that these numbers comprise the ratio of each group’s mean arousal to the more arousing sex divided by their mean arousal to the less arousing sex. They are not the averages of each individual men’s ratios. Some individual ratios are extreme because the denominator is near zero.
Fig. 5.
Mean raw (unstandardized) genital response to the more and less arousing sex after subtracting response to neutral stimuli (±95% CI) for men of different Kinsey scores. Units are in millimeters and denote increases in the circumference of the penis. Values for arousal to the less arousing sex should show an inverted U-shaped distribution if men with Kinsey scores in the bisexual range show bisexual arousal patterns, and a flat distribution if they do not.
In general, results suggested that bisexual men’s arousal patterns were markedly more bisexual than monosexual men’s, and that bisexual men were typically more aroused by one sex than by the other. The combination of our results and the fact that male sexual orientation is bimodally distributed (21) suggests that men with similar high degrees of sexual arousal to both men and women may be especially uncommon.
Discussion
The primary question motivating this research is whether men who identify as bisexual have sexual arousal patterns that are also relatively bisexual. Results strongly confirmed that men who report attraction to both sexes are more genitally and subjectively aroused by both sexes compared with men who report that they are attracted only to one sex.
The highly consistent evidence for bisexual arousal and orientation from the present study contrasts with inconsistent findings of the past (e.g., ref. 11 [not finding bisexual arousal] and ref. 12 [finding bisexual arousal]). For example, applying the two-lines methodology to the eight individual studies and focusing on the ipsatized genital Bisexual Arousal Composite yielded 29 relevant correlations (i.e., correlations for values on one side of either a 2.5 or 3.5 Kinsey break point, which should be statistically significant for a successful test). Only 12 of these were statistically significant, the median probability equal to 0.073. (SI Appendix, Table S2). The comparison of the inconsistent study-level results with the robust results using combined data from all studies demonstrates the increased statistical power of the latter approach.
A second factor that may have contributed to inconsistent results across individual studies is systematic differences between samples of bisexual men. Men who describe themselves as bisexual likely comprise a diverse set of men, some of whom have a bisexual arousal pattern and others who do not. Examples of the latter likely include transitional bisexual men (5, 6) and some paraphilic men who have sexual fantasies involving men but who are not sexually attracted to them (26). Past studies that did not show correspondence between bisexual self-report and bisexual genital arousal had far fewer subjects than the present analyses, and some may have included a higher proportion of men whose bisexual identification was due to reasons other than bisexual arousal. For example, it is possible that the sample of Rieger et al. (11) contained a higher proportion of transitional bisexual men than other samples. Recruitment of participants for that study included advertisements in both alternative and gay-oriented publications, and the bisexual-identified participants may have responded to the advertisement in the gay-oriented publications.
The present research represents the most systematic and extensive assessment of bisexual men’s arousal patterns to date. The data we analyzed comprise all relevant data that the coauthors had collected as of January 2019, and nearly all relevant data of which we are aware. Although we were unable to obtain data from two other studies with relevant data, their inclusion would not have altered our general conclusions even if we assume that those subsamples would not have shown significant bisexual arousal patterns (SI Appendix, Supplementary Text).
The primary limitation of this study is that participants were necessarily volunteers. Thus, the degree to which they are representative of men across the Kinsey scale is unknown. This limits confident generalization about the magnitude of our results. However, it is unclear how the basic pattern of results—greater bisexual response for men with more bisexual Kinsey scores—could be entirely an artifact of volunteer bias. Additionally, the fact that participants were volunteers sampled exclusively from a few Western countries prevents us from knowing how general the patterns we have observed are. However, we are unaware of promising theories specifying how these patterns might vary cross-culturally.
In a recent highly publicized article on genetic determinants of same-sex versus opposite-sex sex partners, there was no clear genetic gradient distinguishing persons with a high proportion of same-sex partners from those with opposite-sex partners (27). The authors asserted that, because of their negative findings, the validity of the Kinsey scale should be reconsidered. Our findings support the opposite conclusion, and we believe they are more relevant with respect to the validity of self-reported sexual orientations. When we ask men to assess themselves on the Kinsey scale, we do not mean for them to guess their underlying genotypes. Rather, we are asking them about their relative sexual feelings for women and men. Sexual arousal patterns are closely related to these feelings in men; indeed, they are detectable and likely lead to the subjective experience of attraction and desire (1). We have demonstrated that both genital and self-reported sexual arousal to male and female erotic stimuli form a gradient over the Kinsey scale, regardless of their underlying causes.
Materials and Methods
Participants
Participants comprised those of available studies known to us that included genital measures of sexual arousal in men who also reported their Kinsey scores, with four exceptions. Two studies focused on men with paraphilias (26, 28), and those data were intentionally excluded. Two other studies containing relevant data could not be included because the authors did not respond to our requests for data (14, 23). The unavailable studies comprised genital assessment data of a total of 89 men, including 23 who identified as bisexual.
Participants for the constituent studies were recruited by researchers at four sites: Northwestern University in Evanston, IL (6, 11, 12, 29), the Centre for Addiction and Mental Health in Toronto, Ontario, Canada (18), the University of Essex in Colchester, UK (15, 30), and Cornell University in Ithaca, NY (17). Individual sample sizes and methodological differences between the studies are reported in Table 2.
Across the constituent studies, data for 606 participants were available. All participants were cisgender (i.e., no participants were transgender). Of these, 474 participants were included in our main genital arousal analyses. Of the 132 excluded participants, 96 participants were excluded for exhibiting insufficient genital arousal for meaningful analysis. In any given study of male sexual arousal, there is a proportion of low-responding participants who do not become substantially aroused to any of the stimuli (among the constituent studies, this proportion ranges between 4.95% and 26.73%): Typical self-reported reasons for low response include discomfort and disinterest in the actors or actions featured in the stimuli. We counted as low responders (and excluded from initial analyses) participants who either 1) did not exhibit an average change of at least 2 mm in penile circumference to male or female stimuli compared to a baseline value; or 2) did not produce standardized mean genital arousal to at least one erotic stimulus category that exceeded that to neutral stimuli by more than half of an SD. These criteria have been used in most of the studies included herein (6, 11, 12, 15, 17, 29). Another 36 participants were excluded from genital analyses because their data were incomplete or of poor quality (e.g., impossible values because of technical difficulties when running those participants). Regarding the self-report analyses, 12 participants were excluded from self-reported arousal analyses due to not providing self-reported data, and an additional six participants were excluded for reporting arousal scores of 0 for all stimuli. This resulted in a sample size of 588 men for self-report analyses.
Within the total sample of 606 men, 178 participants self-identified as exclusively heterosexual, 102 identified as mostly heterosexual, 46 as bisexual leaning heterosexual, 34 as bisexual, 37 as bisexual leaning homosexual, 70 as mostly homosexual, and 139 as exclusively homosexual. Note that this distribution of sexual identities is not representative of the overall population. Homosexual- and bisexual-identified men were over-sampled because the focus of the component studies was typically on sexual orientation variation. This nonrepresentative sampling increased statistical power to detect differences in arousal patterns in different regions of the Kinsey scale. The average age was 28.63 y (SD = 9.03). Data for educational attainment were available for 359 participants and were coded as 1 (no high school), 2 (some high school), 3 (high school diploma), 4 (some college), 5 (college graduate), and 6 (postgraduate student or degree). The average level of educational attainment was 4.76 (SD = 0.85), and the most common response was “college graduate” (n = 133). Data for ethnicity were available for 502 participants. Of these, 326 (64.94%) were White/Caucasian, 60 (11.95%) were Black, 42 (8.37%) were Asian, 29 (5.78%) were Hispanic/Latino, and 45 (8.96%) reported other. Distributions of age, ethnicity, and educational attainment by sexual orientation are reported in Table 3.
Measures
Sexual orientation.
Participants reported their sexual orientation using the seven-point Kinsey scale (4) ranging from 0 (exclusive heterosexual orientation) to 6 (exclusive homosexual orientation), with 3 representing bisexual orientation with equal attraction to men and women. In most studies, the prompt for the scale was worded such that it framed sexual orientation as one’s relative attraction to men versus women. However, two of the included studies (11, 12) (n = 203, or 33% of the overall sample) framed sexual orientation as one’s relative frequency of sexually fantasizing about men versus women.
Genital arousal
Each study assessed changes in the penile circumference of participants when viewing erotic stimuli, with increases in circumference denoting increased genital arousal (31). The majority of the data were collected using an indium/gallium strain gauge connected to either an MP150 or an MP100 data acquisition unit alongside AcqKnowledge software. Data from Rieger et al. (11) were collected using a mercury-in-rubber strain gauge. Chivers et al. (18) used the Limestone hardware and software and a mercury-in-rubber strain gauge.
Subjective arousal
Participants subjectively reported their arousal to male and female erotic stimuli and to neutral stimuli following each stimulus. The particular range of each study’s subjective arousal measure varied (e.g., an 11-point scale was used in Jabbour et al. (29) whereas a seven-point scale was used in Rieger et al. (11)). Thus, all subjective ratings for arousal to male stimuli and arousal to female stimuli were rescaled as proportions of the maximum possible response.
Procedure
In each constituent study, participants privately viewed various erotic video clips while a penile strain gauge was used to measure changes in the circumference of the penis. Most of the studies utilized 3-min clips; Rieger et al. (11) used 2-min clips, and Chivers et al. (18) used 90-s clips. Neutral stimuli (e.g., footage of landscapes and wildlife) were included in each paradigm to assess a baseline level of arousal. Erotic stimuli were presented in random order; these included either a male stimulus (depending on the study, either male–male sexual acts or one male masturbating) or female stimulus (female–female sexual acts or one female masturbating). During or after each stimulus, participants provided a subjective arousal rating. If participants were still aroused before the presentation of the next sexual stimulus (e.g., if their penile circumference exceeded the previously assessed baseline by 2 mm), they were instructed via intercom to perform a distracting task (e.g., “in your head, count all of the multiples of 9”) until they returned to their baseline level and the next stimulus began. After each session, participants were debriefed and compensated for their time.
Data Analysis.
Each individual’s raw genital responses to appropriate stimuli were averaged to provide three values: average arousal (i.e., penile circumference) to neutral stimuli, to male stimuli, and to female stimuli. Raw genital measures were in units of millimeters. Analogously, self-reported ratings were averaged to provide the same three values, in units of proportion of maximum possible ratings. These values were used to produce all subsequent metrics.
For the main analyses, genital and self-reported arousal scores were standardized within participants, using each participant’s average arousal scores for male, female, and neutral erotic stimuli. This practice, also called ipsatizing, is useful to remove unwanted sources of variation, including those attributable to penis size and general responsiveness (32). Each man’s standardized arousal to male and to female stimuli was then transformed by subtracting arousal to neutral stimuli.
The primary analyses in Table 1 comprised a version of the two-lines test (16). The rationale of the test is that, if the relation between two variables is U-shaped (or inverted U-shaped), there must be a point on the predictor range, xC, such that the regression line using values below xC has an opposite sign of the regression line using values above xC. Our analysis diverged from that outlined by Simonsohn in two ways. First, we presented Pearson correlations rather than unstandardized regression coefficients to make it easier for the reader to assess the magnitude of line slopes. Second, instead of allowing Simonsohn’s algorithm to find the ideal break point, xC, we present results for two different break points, one on either side of the midpoint of the Kinsey scale. (One must not use a value for xC that exists in the data, and thus 3 could not be used.) This meant that, for both tests, the middle of the Kinsey scale provided the most bisexual scores on the dependent variables as well as an examination of the robustness of results.
Data Availability.
All data analyzed in the present study are available at the Open Science Framework website at the following web address: https://osf.io/qcmgp/. Formulae used to derive the variables used in the present study are also available at said web address, both in the provided data files and a Word document labeled “Explanation of variables in the data file” that has been deposited alongside the data.
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Se uma garota em um bar diz a um cara que ela é bissexual, há uma chance significativa de sua reação ser uma sobrancelha levantada e uma série de cenários de filmes pornográficos passando em sua mente. Se um cara diz a seus amigos que ele é bi, a reação tende a ser um “ah, então você é gay”. Numa época em que a compreensão e aceitação da homossexualidade está lentamente se tornando conhecimento geral, muitas pessoas ainda pensam que a bissexualidade é apenas um hobby sexy ou coisa de “gente sem vergonha”.
Antes de julgar, é melhor a gente entender do que realmente se trata esta “opção” sexual.
5. A maioria das pessoas parecem pensar que a bissexualidade não é real
3,1% dos adultos dos Estados Unidos se identificam como bissexuais, em comparação com apenas 2,5% que se identificam como gays ou lésbicas. Por outro lado, enquanto que cerca de três quartos de todos os indivíduos gays já saíram do armário, apenas 28% de todos os bissexuais se assumem, e apenas 12% dos homens bi se identificam abertamente como tal.
Apesar de ser a maior parte da comunidade LGBT, os bissexuais também são os menos confortáveis com sua sexualidade. E isso acontece devido ao fato de as pessoas simplesmente não acreditarem neles.
Por exemplo, em um estudo que foi pago por ninguém menos do que o famoso jornal The New York Times, com o título (em tradução livre) “Direto ao ponto: Gay ou não?”, pesquisadores decidiram testar se os homens bi estavam ou não dizendo a verdade usando uma máquina projetada para medir a sua excitação e mostrando-lhes pornôs gays e pornôs héteros.
Eles descobriram que todas as pessoas que afirmavam ser bi ficavam significativamente mais excitadas por um ou outro vídeo e, assim, aparentemente, estaria provado que eram gays ou não.
Claro, um terço dos homens não ficaram excitados com nenhum dos vídeos. Mas nem por isso foram identificados como assexuados.
Então por que os pesquisadores se permitiram tirar conclusões com um mínimo de dados? Afinal, convenhamos: esse parâmetro não diz lá muita coisa.
É assim que funciona a percepção de bissexuais
Ela simplesmente não funciona. Na consciência coletiva, existem coisas como a fusão de duas criaturas mitológicas existentes, como uma sereia, em vez de uma combinação real que existe, como um garfo. As pessoas definitivamente gostariam de rotular umas as outras em parâmetros simples, tipo preto ou branco, quando na verdade existem alguns 50 tons de cinza entre esse intervalo.
Obviamente, a comunidade bissexual ficou muito sentida com a “pesquisa” promovida pelo jornal. Isso, então, levou o New York Times a fazer um artigo que tinha como missão provar que bissexuais existem sim. Em última análise, o artigo concluiu que os bissexuais existem (obviamente – porque eles existem) e estão por aí – na verdade, por toda a parte.
Bissexuais não estão apenas lutando contra a ciência do reconhecimento. Mesmo dentro da comunidade LGBT, bissexuais são largamente marginalizados e ignorados.
4. Tem gente que acha que os bissexuais são pessoas que “topam qualquer negócio”
Se um personagem de novela é bi, há uma boa chance de que ele esteja fazendo mais sexo do que qualquer outra pessoa (como o personagem de Olivia Wilde na série House). E por que não? Como os bissexuais podem se divertir com praticamente qualquer pessoa, é apenas lógico que eles saiam por aí fanfarrando com todo mundo, certo?
Claro que não. Infelizmente, algumas pessoas acreditam que bissexuais topam qualquer negócio, a qualquer hora, sem tempo ruim. Outras acham que ter um relacionamento com uma pessoa bi não é sustentável porque essa pessoa não seria confiável, já que ela poderia estar dando em cima de qualquer um.
Essa corrente de desconfiança está errada
A maioria das pessoas veem a sexualidade feminina, por exemplo, como algo maleável. Há um tipo de insegurança de que como a pessoa possa desfrutar de relações íntimas com ambos os sexos, então ela tem obrigatoriamente que desfrutar do sexo com ambos os sexos. Como se isso fosse algo natural e subentendido.
E depois, há a suspeita de que com todo o sexo promíscuo que os bissexuais fazem, eles devem ser uma verdadeira fonte de doenças sexualmente transmissíveis. Não é à toa que a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, teve que gastar dinheiro pesquisando para provar por a + b que bi não são mais propensos a carregar pragas na virilha do que qualquer outra pessoa.
3. Todo mundo acha que um bi está sempre pronto para um sexo a 3
Ah, o Santo Graal da exploração sexual: o sexo a 3. Dizem por aí que isso é o que as pessoas fazem quando elas não estão exatamente prontas para participar de uma orgia real. E isso seria algo como um treinamento.
O problema óbvio, no entanto, é que, para ter o máximo de prazer, alguém precisa estar pronto para alimentar ambos os equipamentos. Caso contrário, você ficará apenas sentado, à espera da sua vez, enquanto as outras duas pessoas se divertem.
De acordo com relatos de uma mulher homossexual que concedeu uma entrevista ao site Cracked, ela precisa ser extremamente cuidadosa na hora de escolher com quem vai sair. Se afirmar como bissexual parece um convite para sexo a três e uma série de “brincadeiras” do tipo “quem sabe um dia?”.
Ainda segundo ela, é ainda pior online. Colocar “bi” no perfil garante que você vai ser inundada com pedidos de sexo a três, em sua maioria por homens, mas também por um bom número de meninas.
2. Se um homem se diz “bi”, as pessoas simplesmente o consideram como “gay”
Se você assistiu House of Cards, você sabe que o personagem Frank Underwood é um pervertido quando o assunto é sexo. Ele sai com uma mulher muito mais jovem (e agora muito mais morta) que ele, faz alusão a vários casos que tem com o pleno conhecimento de sua esposa, e no final da segunda temporada, faz uma mini orgia com sua esposa e seu guarda-costas.
Agora vá para o Google e pergunte: “Frank Underwood é gay?” e “Frank Underwood é bissexual?”. Você vai descobrir que o primeiro termo tem 6 vezes mais buscas que o segundo.
Não importa quantas vezes vemos Frank com Zoe ou carinhosamente beijando e acariciando sua esposa; ele beijou um cara por meio segundo uma vez em 26 episódios e, BAM, ele deve ser gay #comcerteza.
Se você assistiu ao seriado Sex and The City, deve se lembrar do episódio em que Carrie (a protagonista), namora um cara bissexual, mas afirma que ele estava apenas no caminho da homossexualidade. No final, ela termina com ele porque percebe que ele está vivendo em uma fase de experimentação e se diz muito velha para “seus joguinhos”.
1. Ser bissexual não implica em ter relações com todos os sexos igualmente
Este talvez seja o ponto central de confusão que gera todos os mal entendidos que falamos acima. As pessoas realmente precisam de rótulos para colar nas pessoas, como se eles fossem uma coisa fácil se de estabelecer. Assim, mesmo se alguém está disposto a aceitar que a bissexualidade é uma coisa, elas querem que isso signifique exatamente o que o nome diz: que eles preferem igualmente ambos os sexos. Mas esse raramente é o caso.
É mais ou menos assim: eu gosto de maçã e banana. Mas eu prefiro banana.
Inclusive, a maioria dos bissexuais tendem a preferir um sexo a outro. Só que é quase impossível para a maioria das pessoas entender isso. Afinal, este é um julgamento muito subjetivo.
Um estudo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, constatou que os relacionamentos trisais estão se tornando mais populares. No levantamento as configurações dos trisais que envolvem heterossexuais e/ou bissexuais são as mais comuns.
Os relacionamentos entre dois homens e uma mulher aparecem mais que aqueles nos quais as representantes femininas estão em maioria.
“Isso pode ser porque, ao que tudo indica, é mais difícil arrumar parceiros fixos para relacionamento entre duas mulheres e um homem do que dois homens e duas mulheres.”, explicou o Dr. Ryan Scoats responsável pela pesquisa.
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Aceitação dos trisais
Para o pesquisador o crescimento da aceitação de configuração de relacionamentos como este está relacionado à maior aceitação de pessoas LGBTQ.
“Na sociedade atual o sexo está perdendo muitos de seus preconceitos. E estigmas no geral e as pessoas estão começando a se sentirem mais livres para fazerem e assumirem o que tem vontade”, analisou.
"É mais difícil arrumar parceiros fixos para relacionamento entre
duas mulheres e um homem do que dois homens e duas
mulheres", diz especialista (Foto: Reprodução)
A pesquisa ainda destacou que muitos daqueles que se definiram como heterossexuais não descartariam engatar um romance com pessoas do mesmo sexo.
“A mente aberta é uma característica dessa geração. Isso explica porque entre estas pessoas há mais facilidade de se envolver com uma pessoa do gênero oposto. E do mesmo gênero em um mesmo relacionamento sem que deixem de se considerar heterossexuais”, esclareceu o pesquisador.
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