INÍCIO

29 março 2020

A IMAGEM DO COVID-19 É NOSSA APOROFOBIA


O BODE EXPIATÓRIO DO COVID-19


Foram os ricos que trouxeram essa doença (COVID-19) para o Brasil.
Agora querem que os trabalhadores se infectem enquanto eles, os patrões, ficam em casa de quarentena, a salvo. Bem distante do contato social, dos trabalhadores que desprezam.
Quem está pressionando os capachos da classe média donos de mercadinhos, donos de lojas em shoppings, donos de transportadoras, donos de restaurantes?
Quem está movendo as cordas dos fantoches, para que esses obriguem os trabalhadores a voltarem a seus postos?
São os milionários que estão perdendo dinheiro na bolsa de valores.

São os rentistas, os verdadeiros parasitas, cujas ações desvalorizaram, pois seus trabalhadores não voltaram ao trabalho. 
Qual a preocupação desses exploradores de mão de obra barata? Perder dinheiro. 
Ameaçam com a fome aos trabalhadores, para que estes voltem correndo a seus postos, e assim o dinheiro comece novamente a fluir para suas contas. 
Aos trabalhadores só resta ser infectados com o vírus, para o qual nosso corpo não tem nenhuma defesa. Ou morrer de fome. 
Mas o plano não esta completo. 
Os trabalhadores voltando ao trabalho serão contaminados e levarão o vírus mortal para seus pais e avós.
Eles serão os culpados 
O bode expiatório perfeito.
Os pobres, pretos e periféricos. 

Em algum momento surgirá a ideia de que foram eles, pois não tem habitos de higiene, não fizeram distanciamento social. 
Como fazer distanciamento social se moram numa favela?
Se ao abrir a janela já estão dentro da casa do vizinho?
A imagem do vírus é nossa aporofobia. 
É nosso preconceito e nosso desconhecimento do outro que necessita, 
é a nossa falta de alteridade, a nossa falta de solidariedade, de empatia.
A imagem da covid-19 é a ganância, o egoísmo, a coisificação do outro. 
A imagem da covid-19 é a necropolítica. 
A imagem da covid-19 são os princípios fascistas concretizados pelo estado pseudo-democrático. 
A imagem da covid-19 é o rentismo, a exploração da força vital do outro, em beneficio do capital. 
A imagem da covid-19 é acumulação obscena de capital. 
A imagem da covid-19 é o estado mínimo, que não protege 95% do povo, mas protege 5% dos donos do capital. 
A imagem da covid-19 é a morte do trabalhador, de seus pais idosos e de seus avós, pois a economia não pode parar. Os ricos não podem parar de ganhar dinheiro e acumular riquezas. 
A imagem da covid-19 é a morte programada de uma parte da população por milicianos que estendem seus tentáculos na sociedade brasileira. 













A IMAGEM DA NECROPOLÍTICA: O PARASITA QUE PROVOCA COVID-19

PARA ALÉM DOS DEMÉRITOS

Agora, nesse tempo de pandemia de covid-19, o meu país pode ver, sob a mais clara luz, quem está do lado do povo trabalhador.
Quais lideres e quais partidos estão a servido do deus dinheiro, que servem ao deus mercado.
Quem está a favor da vida, da igualdade, da dignidade e da liberdade.

Não bastava um problema gigantesco, a pandemia,
temos que nos virar em meio a ideologias de extrema direita,
assassina, genocida, ignorante, extrativista, preconceituosa, mentirosa, imbecil, tacanha e venenosa.

A direita esta ávida para lucrar ainda mais e mais com a presença do vírus.
A direita brasileira esta usando a necropolítica para transformar cidadãos trabalhadores em escravos, a quem dão a escolha: o trabalho ou a condição de transmissor do Sars-CoV-2, que contaminará as famílias e matará com um anjo da morte, nossos pais e avós e a nós mesmos.
Enquanto isso, os donos do poder e seus capachos de última hora, estão em quarentena, a salvo dos vírus que eles mesmos carregaram do exterior para nosso pais.

Para além de todo o mal
Os ricos só trazem a morte.
O dinheiro que foi inventado para trazer facilidades, facilitar a troca, e contribuir para a felicidade, foi cooptado pelo capital, e se revestiu de absoluta liberdade, para intensificar o assalto as forças produtivas dos trabalhadores, e acumular o a riqueza nas mão de poucos.
Os ricos não trazem nada de bom a nenhum lugar em que estejam.
Eles trazem a ganância, a corrupção e as doenças.
São a origem de todo mal que graça no seio da sociedade.

Para além do mal, a morte seria um descanso, para os trabalhadores que não tem perspectivas de uma sociedade justa, já que não tem mais trabalhos regulados nem leis que regulem as relações entre patrões e empregados.
A morte seria um descanso para todos os trabalhadores que trabalham 50 anos ininterruptos, dando os melhores dias de suas vidas acumulando fortunas para seus patrões, e morrendo na miséria, sendo descartados pelo estado que ajudaram a construir. Sem previdência, morrem todos os dias.

A covid-19, uma arma letal para matar mais depressa esses velhos, se morrerem 5 mil, sete mil, é a vida, e todos morreremos um dia, disse um milionário empresário. A covid-19 é a arma perfeita para o estado que adotou a necropolítica como filosofia.
Nada mais natural, nada mais legal, nada mais providencial que uma doença que mata aquelas pessoas que não podem se isolar. Os pobre, os velhos.
Eles são considerados um fardo para o estado necropolítico.
Os ricos se apressam em usar a natureza, incorporada no vírus, para servir de arma para descartar o que segundo eles são os fardos da sociedade.

Essa é uma das lições da menor partícula biológica parasita: ela pode ser usada por qualquer um.
Por isso mesmo ela é usada pela classe parasita absoluta, os ricos, os donos do poder.
Similis cum similis facilime congragantur.
Parasitas macroscópicos se aliam a um parasita microscópico para matar os trabalhadores.
Mas todos morreremos.
Enquanto os ricos podem pagar por tratamentos e hospitais de primeira linha. Não faltará leitos, nem vetiladores mecânicos para seus pulmões degenrados, nem UTIs.

Ao trabalhador resta a morte ou a escolha entre a fome e a condição de transmissor da morte.







25 março 2020

A IMAGEM DA AMIZADE VERDADEIRA


Pupilo 


i
Foste um marco, a  
Ordem no espaço, a
Resiliência personificada, o
Estado de graça,  
Suave
Terno
Inesquecível!

ii
Posso me considerar uma pessoa feliz!

Um homem que viveu para ver muitas realidades...

Eu sou muito feliz! 
Por muitas razões...
Por ter tido as melhores turmas,
Por ter sido um bom professor, 
por ter conhecido muitas pessoas e aprendido com elas! 
Por ter sido escolhido como professor paraninfo!
Por ter turmas que são exemplo de seres humanos! 
e ter tido amigos como você!
Todavia,  entre todos os humanos que conheci
entre tantos alunos que já tive 
e todos que se tornaram meus amigos, 
entre todos que tive o imenso prazer de dividir 
esse tempo e esse mundo, 
e meu parco conhecimento
há voce. 

iii 
Você é o modelo ideal de ser humano !
Você é um como um bom livro que deve ser lido!
O melhor vinho servido na tarde calma ao entardecer. 
Um pensamento bom que passa pela minha mente 
e me inspira um sorriso!
A estrela do norte que está em todos os mapas, 
A estrela matutina que anuncia o final da noite
e prenuncia o nascer do Sol...
Você é o resumo de todos os afetos, 
voce é a 
a epítome da amizade verdadeira!

iii
Obrigado por ser esse aluno, 
essa pessoa, 
esse ser humano, 
esse cara, 
esse amigo que és, 
e sempre será!
Sempre o lembrarei com ternura
sempre falarei de você com orgulho, 
sempre o levarei na memória,
sempre serás uma estrela!

iv
E é por isso que continuo a ensinar. 
Por isso que continuo a sonhar,
por isso que continuo a viver
pois quando terminar um ano
e outro tempo iniciar 
invade-me uma esperança
de te encontrar. 
(25/III/2020)




A IMAGEM DO FIM


"Poesia do fim”

Enquanto escrevo, passam aqueles jovens que entregam pedidos pelos aplicativos e pessoas riem sentadas nos bares. 

Enquanto escrevo pessoas passeiam com seus cães na calçada 
e já estamos em quarentena. 

Enquanto escrevo, ônibus passam lotados trazendo trabalhadores dos shoppings para suas casas, e do centro para o morro. 

Escrevo para lembrar que muitos desses que ai passam nos trouxeram até aqui.
Eles ouviram o presidente dizer que tudo não passa de uma gripezinha ou resfriadinho. 

Enquanto escrevo, algo la no fundo do meu coração me diz que 
amanhecerá um dia obscuro e triste. Com corpos se amontoando
como vimos nos noticiários vindos da Itália e da Espanha.
Todos vamos morrer... 
Mas uns dizem que não se pode parar devido a seis ou sete mil mortes.
Outros dizem que a economia deve ser preservada acima de tudo.

São os arautos do apocalipse. 
Ha uma poesia nisso, uma poesia do fim dos tempos, 
Uma tipo de vingança poética...
o menor e mais simples dos seres da criação
veio e ceifou a vida de centenas de milhares de seres 
altamente tecnológicos e desenvolvidos
que não pensam nos outros.





A IMAGEM E AS LIÇÕES DO CORONAVÍRUS



Dr. Nelson Ferrão, um dos médicos dos SUS que está virando dia e noite para tentar salvar vidas, postou um desabafo. 
Trata-se de um desabafo muito lúcido, consistente e coerente. 


“Uma coisa é certa, o Coronavirus é muito didático. Ele joga duro, mas é papo reto, na lata. E dá lições sem falar, só causa e consequência. Eis algumas delas. 

Lição 1) Para o mercado, as crises só servem mesmo pra ganhar mais dinheiro, especulando. É só olhar o preço do álcool gel. Quando a coisa aperta, até os planos de saúde e os hospitais privados mandam os pacientes pro SUS. Ou seja, na hora do pega-pra-capar, só se pode esperar alguma coisa mesmo é do Estado; logo, se você é um desses que quer acabar com o Estado, prepare-se para ser presa fácil das aves de rapina de sempre. 

Lição 2) Numa sociedade integrada, nenhuma bolha é segura. Você pode morar em condomínio fechado, ter vigilância monitorada, álcool gel em todas as peças da casa e o escambau, mas se os pobres, que talvez você ache que mereçam ser pobres, não tiverem uma vida digna -- com acesso à saúde, educação, cultura, direitos trabalhistas e tudo mais --, eles levarão o vírus até você. 

Pode ficar certo, a empregada que te serve e viaja diariamente naquele ônibus superlotado, o motoboy do i-Food sem direito à licença saúde que te faz entregas, ou aquele operário que vai trabalhar mesmo doente porque não pode ter o salário descontado, pois têm um destes modernos contratos flexíveis de trabalho sem direitos: eles vão furar a sua bolha e expor a sua miséria também. E se prestar atenção, talvez você entenda também que a violência urbana que mata o playboy do asfalto tem origem na mesma desigualdade social de sempre, que você talvez ache natural. 

Ou seja, estamos todos no mesmo barco, e mesmo que você esteja no andar de cima, se o barco afundar você vai junto. Só a solidariedade salva: ou todos estão seguros, ou ninguém está. 

Lição 3) Pense melhor em quem você elege para cargos executivos. Não adianta eleger Presidente, Governador, Prefeito fazendo arminha ou combatendo mamadeira de piroca e kit gay. 

Se os caras eleitos não souberem o que fazer lá onde você os colocou, periga até eles saírem às ruas em plena quarentena pra se aglomerar, cumprimentar fãs, tirar selfies e ajudar a espalhar o vírus, ou então pra dizer para a população que não vai dar nada, que se dermos uma banana pro vírus ele vai embora. Ou até as duas coisas juntas. 

Se eles não tiverem competência nem para identificar uma ameaça real, que dirá para montar uma operação de guerra, amarrando todas as pontas necessárias para não deixar isto virar uma tragédia maior, de políticas sanitárias preventivas, passando por um sistema universal integrado e seguro de saúde para acolher os doentes, até medidas de proteção às empresas e trabalhadores que serão afetados pela paralisação de muitas atividades. 

Lição 4) Quer goste ou não deles, você novamente será salvo por algum cientista. Você pode até achar bonito combater a ciência, ser negacionista, terraplanista, antivacinista, militarista, dizer que as instituições públicas de ensino e pesquisa são aparelhos comunistas, mas na hora da verdade, se tem alguém que pode salvar a sua vida são os pesquisadores e pesquisadoras de universidades públicas, da Fiocruz, do Instituto Butantã, de todas aquelas instituições que têm sido achincalhadas e precarizadas nos últimos anos. 

São eles e elas que estão trabalhando hoje, silenciosamente, ao lado dos principais centros de pesquisa do mundo, para desenvolver medicamentos e vacinas contra este e outros vírus que ainda nos ameaçam. Sem eles, talvez nossa civilização até já tivesse sido dizimada. Então, pense melhor em para quem você rende homenagens. Quando uma ameaça de grandes proporções como essa nos acossar novamente, lembre-se, não são os milicos com fuzis AR-15 nem os pastores que vendem curas fáceis em troca da senha do seu cartão de débito que irão nos tirar desta enrascada, mais uma vez. São os cientistas, e em geral de instituições públicas”. 

Então, vê se acorda! Mais do que reconhecimento público e aplausos de apoio aos profissionais de saúde, eles e todos nós precisamos de atitudes corretas.


A IMAGEM DA PANDEMIA DE 2020


HOMEM CORDIAL RACISTA

A FALSA IDEIA DO HOMEM CORDIAL

A origem do racismo

A Semana de Arte Moderna de 1922 e o Movimento Regionalista, de Pernambuco, foi um dos marcos de um esforço interpretativo sobre o que vem a ser o Brasil, e qual o lugar desse pais no concerto das nações. 
Nessa profusão de ideias, um livro tornou-se um marco: “Raízes do Brasil”, do paulista Sérgio Buarque de Holanda, no qual é desenvolvido o fundamental conceito de “homem cordial”.
O livro é dividido em sete partes: “Fronteiras da Europa”, “Trabalho & Aventura”, “Herança Cultural”, “O semeador e o Ladrilhador”, “O Homem Cordial”, “Novos Tempos” e “Nossa Revolução”. 
A parte em que é desenvolvido o conceito de “homem cordial” é a que mais revela as intuições de Sérgio Buarque. O conceito foi extraído de uma carta do escritor paulista Ribeiro Couto endereçada ao também escritor mexicano Alfonso Reyes. A expressão “cordial” não indica, ao contrário do que se pensa, apenas bons modos e gentileza. Cordial vem do radical latino “cordis”, cujo significado significa coração (relativo ao coração, que para muitos é a sede do sentimento, da afeição...). O homem cordial seria o homem sentimento, que em vez da razão usa a emoção e por isso não é dado ao pensamento racional e apolíneo. 
Cordial, o homem emoção. É assim que esse homem lida com os que o cercam, a saber, seus familiares, os empregados, os vizinhos, o povo. É assim que esse homem lida com o patrimônio publico, que passa ser seu.
Dai advem a corrupção; o tratamento da coisa pública como privada.
Desde que entramos na escola e começamos a estudar 
passam-nos essa ideia “totalizante”, na qual supostamente todos devemos acreditar. Esse conceito expandido de “homem cordial” e de que vivíamos numa “democracia que abrangia todas as raças e credos”. Esse conceito tem uma função primordial fazer calar qualquer voz dissonante. Assim, se cala sobre todas as mazelas que esse conceito acoberta. O racismo estrutural, a xonofobia, a misoginia, o machismo da família tradicional brasileira.

Esse, “quase sistema filosófico” que explicaria o homem brasileiro, desde sua psiqué à economia de mercado, encobre tudo isso. É um poço um sumidouro, uma cortina de fumaça para esconder a nossa verdadeira natureza. 



A classe média brasileira se olhando no espelho


A partir dos livros de Jessé Souza e de seus vídeos, fica claro que essa ideia é uma falácia, nas quais as premissas são falsas ou parciais e das quais se saca uma conclusão verdadeira, quando na verdade é falsa. 

Ao ler seus livros e ver seus vídeos, fica claro que podemos descrever a realidade como queremos que ela seja, mas somente como ela realmente é. 

E a nossa realidade nos mostra uma elite escravocrata, patrimonialista, racista, ignoraste, xenófoba, exploradora, extrativista e parasita do estado (do estado como união de todos indivíduos e de todas as riquezas que esse estamento produz). E de uma classe média que se espelha e compartilha os “valores” da elite. 

Agora fica claro que a elite extrativista brasileira e seu acólitos e capachos a classe média sempre possuíram como farol os ditames de outra nação soberana e exploradora, que impede outros povos (supostamente livres e soberanos) de se desenvolver. Mas isso é um assunto para outro momento. (31/01/20) 




Bibliografia















A IMAGEM DA CLASSE MÉDIA COMO PARASITA IDEAL


O PARASITA IDEAL 


O governo Bolsonaro é o governo do retrocesso, do atraso, da injustiça, da destruição, e da morte! É a necropolítica usada para administrar um pais gigante como o Brasil. A necropolítica usada para manter grandes corporações como bancos e grandes empresários sugando do trabalhador. Ninguém que tenha nascido na classe trabalhadora tem alguma esperança de melhoria para sua família ou para os seus vizinhos pois o sistema perverso é mantido muito bem lubrificado para a máxima exploração do trabalhador. Do contrário como explicar os juros astronômicos praticados no pais e o lucro incrível e vergonhoso auferido pelos bancos e pelos rentistas. Quem pode nos mostrar um caminho para que nos livremos desses parasitas que roubam nossa alegria de viver e nossa esperança num mundo de igualdade e solidariedade? 
O máximo parasita é a classe média alta auxiliada pela elite que explora tudo e todos. 
A classe média, escravocrata e alienada é a máxima culpada por colocar no fundo do poço um pais rico e pujante como o Brasil. Especialmente usando a bíblia e o monopólio da violência estatal. Pastores de satã disfarçados de ovelhas amealham fortunas indizíveis com o dizimo pago pelo trabalhador. 
Essa classe abjeta, a mais corrupta de todas, pois nada tem e acredita que algum dia na história chegará a ser elite. Infeliz ilusão que não leva a nada. Só faz aumentar seu ódio e seu preconceito com o pobre e o trabalhador, contra o negro e o índio contra o imigrante e o despossuído. 
Essa classe é o joguete de uma elite perversa e extrativista que desde sempre mandou no pais. 
Uma classe tresloucada que se ao se olhar no espelho se ve diferente do outro, do povo, do trabalhador. Mas é ela que cura os doentes que tem dinheiro e os pobre pelo SUS; é ela que da seus engenheiros que mesmo ganhando muito bem sempre são assalariados. 
Essa classe que se compra por preço baixo, que nada custa, sem valor e desprezível é capaz de concordar com uma reforma que impede todo trabalhador inclusive de suas próprias fileiras a fim de concordar com uma elite que diz que o estado deve ser minimo. 
“Temos de entender por que economia, após reforma da Previdência, não cresce”, diz Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos deputados em Brasilia. O caramanchão do poder, onde mesmo os representantes das classes populares, que são poucos, pois o poder econômico impede essas classes de elegerem representantes legítimos. Vejam os número dos representantes, o quanto custa para eleger um representante e a quem eles representam. Os donos da terra são representados por 210 deputados (de um total de 513) e 26 senadores (de um total de 81), num total de 236 políticos em exercício (39,7% dos congressistas), de 18 partidos. 


Eles pensam que existe outros alem deles? Não. 
Ora, quantos são os donos de terras? Milhares talvez? Não. As grandes propriedades somam apenas 0,91% do total dos estabelecimentos rurais brasileiros, mas concentram 45% de toda a área rural do país. já os estabelecimentos com área inferior a dez hectares representam mais de 47% do total de estabelecimentos do país, mas ocupam menos de 2,3% da área total. Isso deixa claro que quem manda no Brasil é menos de 1% da população. 
Quanto às disparidades de gênero, ainda são aviltantes. São os homens que controlam a maior parte dos estabelecimentos rurais e estão à frente dos imóveis com maior área: eles possuem 87,32% de todos os estabelecimentos, que representam 94,5% de todas as áreas rurais brasileiras. As mulheres praticamente inexistem. Maior desigualdade não há. 
É essa estrutura que a classe média mantem. São os fantoches da elite extrativista energúmena, ignorante e escravocrata brasileira. 
Sentem-se orgulhosos de serem capachos para os ricos. Sentem-se felizes de serem os capitães do mato para o poder do capital. E recebem migalhas que caem da mesa da casa grande, dos palácios e luxuosas mansões dos "Jardins", da "Barra" e dos "Moinhos", pelo Brasil afora. 


Mal sabem eles que ao escorar esse sistema desigual estão impedindo sua própria classe de progredir, de aspirar um mundo onde a justiça e a igualdade sejam os valores maiores. 


É estarrecedor a degradação moral q a classe “superior” promove na classe serviçal. Como se os servidores não fossem nem humanos mais, são coisas. 
Como se fossem animais amestrados que normalmente ultrapassam “um limite” e por isso devem ser descartados, mas que são tolerados pois executam um trabalho que eles se julgam superiores para poder realizar. 
As pessoas das classes populares não podem estudar numa universidade e por isso “consomem” tutoriais do Google o que os “capacita” e os deixa pronto para serem “uberizados” e a serem empresários de si mesmo. 


Empreendedores de sua própria força de trabalho (sua força vital). 


O mercado os coisificou e os alienou de sua humanidade, separando-os de seus irmãos. E agora vivem de migalhas, trabalhadores que antes eram protegidos pela legislação, que a classe média e em certa medida muitos dos trabalhadores concordaram em jogar fora. 
Não sabiam que ao fazer isso estavam jogando fora sua segurança futura, na velhice onde tudo se torna mais difícil e onde mais se necessita de amparo e cuidado. 
Não há auto-exploração...mas o capital que explora o trabalho do ser humano até não mais existir vida. Explorar a si mesmo é um absurdo. Há sempre a exploração do homem pelo homem por meio do capital. 
E assim, tudo vai perdendo a beleza, perdendo as cores, e o circo do trem fantasma do pior parquinho das grotas desse mundo imundo (Achutti). 
Há um filme chamado "Parasita" cuja virtude é a de fazer uma sátira ao estágio atual do chamado Capitalismo cognitivo ou terceiro capitalismo. 


O capitalismo cognitivo-cultural ou economia cognitivo-cultural ou, ainda, terceiro capitalismo (entendido como uma fase posterior ao mercantilismo e o capitalismo industrial) é uma teoria centrada nas mudanças socioeconômicas provocadas pelas tecnologias que fazem uso da Internet e da Web 2.0, a internet das coisas, as quais têm transformado gradualmente o modo de produção e a natureza do trabalho. Nessa fase do capitalismo, que corresponde ao trabalho pós-fordista, haveria maior geração de riqueza comparativamente às fases anteriores, e o conhecimento e a informação (competências cognitivas e relacionais) seriam as principais fontes de geração de valor. Todavia essa geração de riqueza ficou na mão de poucos no mundo todo. Os quais concentram o capital de maneira flexível. E na realidade é uma maneira de explorar ao máximo a força de trabalho sem nada em troca. Apenas a subsistencia. Uma vez que os senhores unicórnios, não se preocupam mais com carteira assinada, sindicatos ou greves. É a arma ideal para destruir a classe trabalhadora, uma vez que acena com ganhos fáceis e trabalhos sem horários fixos. 
O operaismo (Workerism) toma como seu axioma fundamental, as lutas da classe trabalhadora sempre precedem e prefiguram as sucessivas reestruturações do capital. O conflito Capital versus Trabalho não desaparece, mas está escamoteado pela tecnologia que torna os patrões invisíveis e relações trabalhistas flexíveis, ou totalmente abolidas, via leis que regulamentam a nova atividade. E como resultado a luta de classes se dilui em dramas individuais cotidianos sem fim. Os trabalhadores precarizados têm suas forças vivas sugadas pela exploração parasitária do capital contemporâneo. Essa força vida é transformada em bem-estar para os donos do capital. 


Esses trabalhadores habitam literalmente no subterrâneo da cidade neoliberal, nas favelas e em espeluncas insalubres e trabalham ordinariamente de forma flexível sem qualquer garantia política. São objetivamente o medo e o horror dos quais procuramos todos escapar dramaticamente. Toda sua energia vital é explorada por uma classe superior, a burguesia, que habita o paraíso na terra e consome avidamente os frutos da cidade neoliberal, servidos pelos trabalhadores como os reis eram servidos por servos e escravos. 


Assim, sem qualquer consciência de classe, pois não há mais sindicatos que congreguem e defendam aquele fazer, os trabalhadores agora dispersos e isolados, são não-pessoas, apenas sobrevivem precariamente e o capital passa por eles sem gerar nenhum bem ou conhecimento. Desta forma, os trabalhadores tornam-se presas fáceis ou do atual populismo de extrema-direita ou da explosão da violência incontida desenvolvida ao longo de seus dramas cotidianos insolúveis. 
A classe média como um parasita premeditado 
O termo parasita descende do latim parasitus = hóspede, convidado, que, por sua vez, deriva do grego παράσιτος (parásitos), ou seja, "aquele que come na mesa de outrem". O termo grego é composto de παρά - para = junto a, ao lado e σῖτος – sitos = alimento. 
O termo acabou por significar o comensal que adulava alguém de alta posição social para que pudesse comer gratuitamente em sua casa. 
Parasita é o organismo que vive sugando a energia, ou melhor, as forças vivas de outrem. O filme de Bong Joon-Ho descreve o conceito de forma radical a partir de uma dialética de classes. Sendo a classe média o parasita ideal, que suga a energia vital de seu hospedeiro o verdadeiro produtor de riquezas que vive no submundo da cidade neoliberal contemporânea. 
Esse ser parasitado trabalha ordinariamente de forma flexível sem qualquer garantia política e toda sua energia vital é drenada e explorada pela classe média brasileira ou pela burguesia ou pela elite. Seu trabalho transforma a casa ou o condomínio num paraíso terrestre. E nesse paraíso ele não é permitido entrar senão para servir. Seus dramas cotidianos, suas aspirações, seus desejos nunca são realizados e assim, acabam por produzir declínio moral e violência. 


(23/III/2010)

08 março 2020

A IMAGEM DE UM SONHO LÚCIDO: HYPNEROTOMACHIA POLIPHILI

HYPNEROTOMACHIA POLIPHILI


Hypnerotomachia Poliphili, ubi humana omnia non nisi somnium esse docet. 

Atque obiter plurima scitu sane 

quam digna commemorat.



Hypnerotomachia Poliphili  

do grego: 
ὕπνος = hýpnos = sono + ἔρως = érōs = amor 
e μάχη máchē = luta, de Poliphilo.



Primeira edição (1499) aberta, mostrando os elementos do design gráfico


A primeira edição desta obra tem um layout de página elegante, com ilustrações refinadas em xilogravuras em estilo renascentista. Hypnerotomachia Poliphili apresenta uma enigmática e misteriosa alegoria na qual o principal protagonista, Poliphilo, persegue seu amor, Polia, através de uma paisagem onírica. No final, ele é reconciliado com ela pela "Fonte de Vênus", mas como em todo sonho, Polia, o objeto de seu amor, desaparece quando o sonhador acorda-se do sono.


SINOPSE

O livro narra uma história onde Poliphilo, passa uma noite cheia de sonhos inquietos porque sua amada, Polia, o evitou. Neste sonho Poliphilo é transportado para uma floresta selvagem, onde ele se perde, encontra dragões, lobos e donzelas e uma grande variedade de formas arquitetônicas clássicas e renascentistas. Ele escapa e ao sentir-se seguro adormece mais uma vez.
Ele então acorda em um segundo sonho, um sonho dentro do primeiro sonho (um sonho lúcido ou meta-sonho). Ele é então levado pelas ninfas para encontrar a rainha (das ninfas), e lá é convidado a declarar seu amor por Polia, o que ele faz. Ele é então dirigido por duas ninfas para três portões, um ao lado do outro. Ele escolhe o terceiro, e ao abri-lo descobre sua amada. Eles são levados por mais algumas ninfas para um templo para noivarem. Ao longo do caminho, eles se deparam com cinco procissões triunfais celebrando sua união. Eles são então levados para a ilha de Cythera por uma barcaça, na qual Cupido é o contramestre. 
Em Cythera, eles veem outra procissão triunfal celebrando sua união. A narrativa é interrompida e assumida por uma segunda voz, enquanto Polia descreve a erotomania de Poliphilo do seu próprio ponto de vista.

Em seguida, Poliphilo retoma sua narrativa (de um quinto do livro). Polia rejeita Poliphilo, mas Cupido aparece para ela em uma visão e a obriga a voltar e beijar Poliphilo, que caiu em um desmaio mortal aos seus pés. O beijo dela o revive. Vênus abençoa seu amor, e Poliphilo e Polia estão finalmente unidos. Como Poliphilo está prestes a tomar Polia em seus braços, Polia desaparece no ar e Poliphilo acorda.






Polia beija Poliphilo e ele volta a vida

O rapto de Europa  

A autoria desta obra enigmática e misteriosa de que se tem noticia é desconhecida. Este livro é um raro exemplo de incunábulo do renascimento; foi editada por Aldus Manutius, o primeiro impressor profissional da Itália, no ultimo mês do ano de 1499, em Venezia
Embora de desconheça seu autor, há suspeitas de que tenha sido escrito por Francesco Colonna, um monge dominicano. 
Esta obra de arte é ilustrada com xilogravuras. As imagens, verdadeiras obras de arte em si, emprestam ar de vivacidade ao texto, alem de aumentar seu mistério. Desconhece-se também o autor dessas imagens em Xilo.

Dentro de um sonho, o jovem Poliphilo, procura por sua amada, a ninfa Polia. Para alcançar seu destino, ele precisa passar por misteriosas florestas, cidades e labirintos, presenciando todo tipo de cena bizarra e deparando com deuses, ninfas e outros seres mitológicos e arcades.


Além da sua qualidade gráfica, o que torna o livro tão célebre é o fato de ser um dos mais incompreensíveis de todos os tempos. Escrito em várias línguas (latim, grego, hebraico, árabe e hieróglifos egípcios) ao mesmo tempo, a narrativa mistura pesadelos, aventuras, passagens eróticas, tudo em meio a comentários sobre literatura, arquitetura, música, política e vida cotidiana.

O autor do livro é anônimo. No entanto, um acróstico formado pela primeira letra elaboradamente decorada no inicio de cada capítulo do italiano original diz "POLIAM FRATER FRANCISCVS COLVMNA PERAMAVIT", que significa "o irmão Francesco Colonna amava muito a Polia". 
Apesar dessa pista, o livro também foi atribuído a Leon Battista Alberti e, mais cedo, a Lorenzo de Medici. O próprio Aldo Manutius alegou que o nome do autor era Francesco Colonna porém um homonimo do monge contemporaneo dele. Seria um um rico governador romano de um passado distante. Sobre a identidade do ilustrador desta obra não ha ainda nenhuma pista confiável.

O assunto do livro está dentro da tradição (ou gênero) do romance. Segue as convenções do amor cortês, que em 1499 continuaram a fornecer material temático envolvente para os aristocratas do Quattrocento. O Hypnerotomachia Poliphili também se baseia no humanismo renascentista, onde arcanos e escritos misteriosos são uma demonstração do pensamento clássico, cujo centro era o homem.

O texto do livro está escrito em um italiano latinizado bizarro. Sem nehuma explicação, o texto está cheio de palavras baseadas nas raízes latinas e gregas. O livro, no entanto, também inclui palavras do idioma italiano e ilustrações que incluem palavras em árabe e hebraico. Além disso, Colonna inventaria novas formas de linguagem quando as disponíveis para ele fossem imprecisas ou limitadas. O livro também contém alguns usos dos hieróglifos egípcios, mas eles não são autênticos. A maioria deles foi extraída de um texto antigo de origem duvidosa chamado Hieroglyphica.


O Hypnerotomachia Poliphili, é ambientado em 1467 e consiste em uma série de cenas preciosas e elaboradas envolvendo o personagem-título, Poliphilo ("amigo de muitos(as) (coisas)" das palavras gregas polloi, que significa "muitos" e "philos", que significa "amigo"). Nessas cenas, Poliphilo vagueia por uma terra dos sonhos bucólico-clássica em busca de seu amor, Polia ("muitas coisas"). O estilo do autor é elaboradamente descritivo e inigualável no uso de superlativos. O texto faz referências frequentes à geografia clássica e mitologia, principalmente a título de comparação.



O Hypnerotomachia é há muito tempo procurado por ser um dos mais belos incunábulos já impressos. A tipografia é famosa por sua qualidade e clareza. Seu tipo romano, cortado por Francesco Griffo, é uma versão revisada de um tipo que Aldus havia usado pela primeira vez em 1496 para o De Aetna de Pietro Bembo. Pensa-se que o tipo seja um dos primeiros exemplos da fonte romana e, em incunábulos, é exclusivo da Aldine Press. 
O tipo foi revivido pela Monotype Corporation em 1923 como "Poliphilus". 
Em 1929, Stanley Morison dirigiu outro renascimento da versão anterior do tipo de Griffo. Foi chamado "Bembo".

O Hypnerotomachia Poliphili é ilustrado com 168 xilogravuras requintadas,  finamente cortadas, mostrando o cenário, as configurações arquitetônicas e alguns dos personagens que Poliphilo encontra em seus sonhos. Eles retratam cenas das aventuras de Poliphilo e as características arquitetônicas sobre as quais o autor rapsodiza, em um estilo de arte de linha simultaneamente forte e ornamentado. Isso se integra perfeitamente ao tipo, um verdadeiro exemplo de arte tipográfica.

As ilustrações são interessantes porque esclarecem, e lançam uma nova luz sobre o gosto do homem renascentista nas qualidades estéticas das antiguidades gregas e romanas. 


O psicólogo Carl Jung admirava o livro, acreditando que as imagens dos sonhos pressagiavam sua teoria dos arquétipos. O estilo das ilustrações em xilogravura teve grande influência nos ilustradores ingleses do final do século XIX, como Aubrey Beardsley, Walter Crane e Robert Anning Bell. 
Em 1592, em uma edição de Londres, "R. D." (que se acredita ser Robert Dallington) traduziu parcialmente o Hypnerotomachia Poliphili. 
Aqui, recebeu o título inglês mais conhecido, The Strife of Love in a Dream (Batalha de amor em sonho). 



EROTOMANIA
Erotomania consiste na convicção delirante de uma pessoa que acredita que outra pessoa, geralmente de uma classe social mais elevada, está secretamente apaixonada por ela. A erotomania, também conhecida como síndrome de Clérambault, ganhou esse nome após um estudo publicado pelo psiquiatra francês Gaëtan Gatian de Clérambault (1872–1934) sobre o assunto (Les Psychoses Passionelles, 1921).
O indivíduo que sofre dessa síndrome pode também acreditar que ele e a outra pessoa, supostamente apaixonada por ele, se comunica secretamente através de métodos sutis como gestos de postura, arrumação de determinados objetos da casa, etc., ou, se a outra for uma pessoa de imagem pública, através de indícios ou pistas na mídia. A outra pessoa geralmente tem pouco ou nenhum contato com o indivíduo que sofre da síndrome, que frequentemente acredita que o outro (o objeto do delírio) iniciou a relação fictícia. A erotomania está no espectro de esquisofrenia.

CYTHERA  
Κύθηρα, também transliterado como Cythera, Kythera e Kithira, é uma ilha na Grécia situada em frente ao extremo sudeste da península do Peloponeso. É tradicionalmente listado como uma das sete principais ilhas Jônicas, embora esteja distante do grupo principal. Administrativamente, pertence à unidade regional das Ilhas, que faz parte da região da Ática, apesar da distância das Ilhas Sarônicas, em torno das quais o restante da Ática está centralizada. A ilha está estrategicamente localizada entre o continente grego e Creta, e desde os tempos antigos até meados do século XIX esta em uma encruzilhada de comerciantes, marinheiros e conquistadores. Como tal, teve uma história longa e variada e foi influenciada por muitas civilizações e culturas. Os primeiros registros arqueológicos datam de antes do sec. VIII. O povo dessa ilha comercializava com o angito Egito e com a Mesopotâmia. Esse longo passado e seu relacionamento com muitos povos reflete-se em sua arquitetura (uma mistura de elementos tradicionais, egeus e venezianos), bem como nas tradições e costumes, influenciados por séculos de coexistência das culturas grega e veneziana.



INCUNABULA

Existem dois tipos de incunábulos na impressão: o livro de blocos, impresso a partir de um único bloco de madeira esculpido ou esculpido para cada página, empregando o mesmo processo que a xilogravura na arte (eles podem ser chamados xilográficos); e o livro tipográfico, feito com peças individuais do tipo móvel de metal fundido em uma prensa de impressão. Muitos autores reservam o termo incunábulos apenas para este último tipo. 



A disseminação da impressão para as cidades do norte e da Itália garantiu uma grande variedade nos textos escolhidos para impressão e nos estilos em que apareceram. Muitos tipos iniciais foram modelados em formas locais de escrita ou derivados de várias formas européias de escrita gótica, mas também alguns derivados de scripts documentais (como a maioria dos tipos de Caxton) e, particularmente na Itália, tipos modelados em scripts manuscritos e caligrafia empregada por humanistas. 



As impressoras se reuniam em centros urbanos, onde havia estudiosos, eclesiásticos, advogados e nobres e profissionais que formavam sua principal base de clientes. As obras-padrão em latim herdadas da tradição medieval formaram a maior parte das primeiras obras impressas, mas, à medida que os livros se tornaram mais baratos, começaram a aparecer obras vernáculos (ou traduções para vernáculos de obras-padrão).

Além da sua qualidade gráfica, o que torna o livro tão célebre é o fato de ser um dos mais incompreensíveis de todos os tempos. Escrito em várias línguas (latim, grego, hebraico, árabe e hieróglifos egípcios) ao mesmo tempo, a narrativa mistura pesadelos, aventuras, passagens eróticas, tudo em meio a comentários sobre literatura, arquitetura, música, política e vida cotidiana.

Primeiro incunábulo conhecido com ilustrações. 
Ulrich Boner's Der Edelstein, impresso por Albrecht Pfister, Bamberg, 1461.



ADENDUM 
Em 1999, uma primeira tradução completa em inglês do musicólogo Joscelyn Godwin foi publicada. No entanto, sua tradução usa linguagem moderna e padrão, em vez de seguir o padrão do texto original de cunhar e emprestar palavras.

HYPNEROTOMACHIA POLIPHILI

























30 janeiro 2020

A IMAGEM DA TEMPERATURA HUMANA - ESTAMOS FICANDO MAIS FRIOS (LITERALMENTE)


Diminuição da temperatura do corpo humano nos Estados Unidos desde a Revolução Industrial




A temperatura corporal humana considerada “normal” foi estabelecida em 1851, com o trabalho do médico alemão Carl Reinhold August Wunderlich. 

Ele mediu a temperatura das axilas de mais de 25 mil pessoas, e chegou ao valor de 37º C. 


Médico alemão Carl Reinhold August Wunderlich, em 1851 estabelece o padrão da temperatura normal humana em 37º C



Deste modo, o valor da temperatura humana (equivalendo a 37º C, tem sido aceito como padrão na medicina por órgãos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS).


uma equipe de pesquisadores da Universidade Stanford/USA, discordando desse valor e argumentando que poderá estar desatualizado, delineou um experimento para mostrar essa afirmação. 

Os pesquisadores analisaram então três conjuntos de dados de períodos distintos: 

um amostra de soldados da Guerra Civil norte-americana (1861 a 1865), 

uma amostra da década de 1970 

e outra amostra dos anos 2000 e 2010. 

Totalizando 677.423 amostras de pessoas diferentes (e épocas) diferentes.

A comparação entre as três medições revelou que os homens de hoje têm uma temperatura média 0,59º C menor do que a dos homens que nasceram na primeira metade do século 19. As mulheres também estão mais frias: -0,23º C, em média. 

Em vez de 37º C, a nova temperatura padrão é de 36,62º C para homens, para as mulheres, o valor é ligeiramente maior. 





FUNDAMENTAL PRINCIPLES. 

§ 1. Two facts justify the physician in using the thermometer everywhere, tlie invariabilit}'- of the temperature in healthy persons, and its variations in disease. 

§ 2. The average temperature taken at the axilla, or in any other artiticial cavity, is 98.6° F. = 37° C.=Zero- health of the medical thermometer (see second part) ; and higher by some tenth of a degree in the natural cavities. [In England the Norme is 98.4° F. ; in France, 36.9° C, where Brecliet had the glory of establishing it. Till these discrepancies shall be demonstrated to correspond, or not, to important facts of race or climate, we have no right to infirm them, but we fiave to signalize the necessity of their final verification as one of the most important objects of the future investigations on thermometry.— E. S.] 

§ 3. The temperature of healthy persons is almost constantly the same ; its oscillations in the course of a day seldom exceed 1° Cent.=^° Fahr. (unusual conditions excepted). " The maintenance of a normal temperature under varying conditions, or, in other words, a constant temperature in any individual, is a proof of a sound constitution." 

§ 4. A normal temperature does not necessarily indicate health ; " but all those whose temperature either exceeds or falls short of the normal range, are unhealthy."

§ 5 The range of temperature in severe diseases is between 35° C.=95° F. and 42.5° C.=108.5° F., and very falls below 33° C. = 91.4° F., or rises to 43°C.= 109.4° F., though in rare cases it has reached 44.75° C.= X 112.55° F.
§ 6. Deviations from the normal course of temperature never occur without causes or fixed "laws ; " that is the foundation of " Pathological Thermometry." We sometimes fail to discover these laws, because in disease, more than in health, the temperature of the body is the result of mutually antagonistic factors.

§ 7. Influences which in no way disturb the temperature of the healthy, derange that of the sick, even if tliey hardly aftect his sickness. " Mobility of temperature under the action of external influences is, therefore, a sign ^ of some diseased condition of the body." Therefore the discovery of abnormal temperatures in men previously healthy is a means of discovering or confirming the existence of a latent disease.

§ 8. Alterations of temperature may be confined to special regions, whilst the rest of the body remains almost normal; they seldom exceed 1° C. = 1.8 — 2° F. ; but are accompanied by other obvious phenomena more useful for the diagnosis than the local abnormality of temperature.

§ 9. The general temperature is the " expression " of several processes, some tending to the production of heat, others to its exhalation. However varied is the combination of these processes, their thermal result, or the specific heat of the body, remains the same in health ; and its variations in disease, though not absolutely trustworthy, are yet the safest standard by which to estimate the condition of the whole body. Variations of temperature coincide with other functional and structural disturbances not so easy to measure, and often appear long before other morbid alterations can be recognized.

§ 10. The heat of the whole body may be normal. 



Measurement and Evaluation of Body Temperature: Implications for Clinical Practice

Märtha Sund-Levander

Evaluation of body temperature is one of the oldest known diagnostic methods [6, 7] and is still an important sign of health and disease, both in everyday life and in medical care. Increased body temperature is associated in the first place with infectious disease and fever [8] and the accompanying feelings of illness. In general, the individual can describe feelings of illness and discomfort, but in conditions where individuals are unable to explain themselves, the nurse has to interpret the clinical signs and rely on objective measurements. This is especially important when assessing elderly individuals [9], as atypical presentation of infection are common in this age group [10]. Before the 17th century, the humoral theory, established by Galen in the second century A.D., dominated medical thinking [7], and the interpretation of symptoms and explanations of disease were closely related to philosophy and religion [11]. Evaluation of body temperature rested on objective and subjective feelings of warmth, i.e. physicians used touch as their principal criterion for evaluating body heat [12]. The discovery of the circulation of the blood emphasised the use of natural sciences in medicine and clinicians started to use the pulse rate to diagnose fever [13]. This remained to be the most important tool even when the first thermometers were available in the late 18th century. A that time, the improved scientific knowledge of human anatomy and physiology, attributed to the introduction of autopsy [14], and new technical knowledge [9] increased the interest in objectively observing the patient [12, 15] and thus the possibility to differentiate between health and disease using biological parameters in terms of what was considered normal and abnormal. The first comprehensive report on body temperature related to normality was published in 1868 by the German physician Wunderlich [16], who established the use of thermometers in medical practice [17]. Wunderlich measured axillary temperature in patients and declared the normal body temperature to be 37.0°C with a range of 36.2°C to 37.5°C. He defined temperatures above 37.5°C as “the territory of fever” and > 38.0°C as fever [18]. Today there is a general acceptance of normal body temperature as a range rather than a fixed temperature, although there is still widespread confusion in the assessment and evaluation of body temperature in adults [19], especially in elderly individuals [20-22]. A recently performed systematic review of the literature [23] found that the range in normal body temperature was 33.2°C to 38.2°C and that few studies reported average values of body temperature equal to or above 37.0°C, i.e. the rectal temperature in six studies and the ear temperature in one study [20, 24-28].



Decreasing human body temperature in the United States since the Industrial Revolution


Myroslava Protsiv, Catherine Ley, Joanna Lankester, Trevor Hastie, Julie Parsonnet



Stanford University, School of Medicine, United States; 

Jan 7, 2020





Abstract 

In the US, the normal, oral temperature of adults is, on average, lower than the canonical 37°C established in the 19th century. We postulated that body temperature has decreased over time. Using measurements from three cohorts—the Union Army Veterans of the Civil War (N = 23,710; measurement years 1860–1940), the National Health and Nutrition Examination Survey I (N = 15,301; 1971–1975), and the Stanford Translational Research Integrated Database Environment (N = 150,280; 2007–2017)—we determined that mean body temperature in men and women, after adjusting for age, height, weight and, in some models date and time of day, has decreased monotonically by 0.03°C per birth decade. A similar decline within the Union Army cohort as between cohorts, makes measurement error an unlikely explanation. This substantive and continuing shift in body temperature—a marker for metabolic rate—provides a framework for understanding changes in human health and longevity over 157 years.

In1851, the German physician Carl Reinhold August Wunderlich obtained millions of axillary temperatures from 25,000 patients in Leipzig, thereby establishing the standard for normal human body temperature of 37°C or 98.6 °F (range: 36.2–37.5°C [97.2- 99.5 °F]) (Mackowiak, 1997; Wunderlich and Sequin, 1871). A compilation of 27 modern studies, however (Sund-Levander et al., 2002), reported mean temperature to be uniformly lower than Wunderlich’s estimate. Recently, an analysis of more than 35,000 British patients with almost 250,000 temperature measurements, found mean oral temperature to be 36.6°C, confirming this lower value (Obermeyer et al., 2017). Remaining unanswered is whether the observed difference between Wunderlich’s and modern averages represents true change or bias from either the method of obtaining temperature (axillary by Wunderlich vs. oral today) or the quality of thermometers and their calibration (Mackowiak, 1997). Wunderlich obtained his measurements in an era when life expectancy was 38 years and untreated chronic infections such as tuberculosis, syphilis, and periodontitis afflicted large proportions of the population (Murray et al., 2015; Tampa et al., 2014; Richmond, 2014). These infectious diseases and other causes of chronic inflammation may well have influenced the ‘normal’ body temperature of that era.

The question of whether mean body temperature is changing over time is not merely a matter of idle curiosity. Human body temperature is a crude surrogate for basal metabolic rate which, in turn, has been linked to both longevity (higher metabolic rate, shorter life span) and body size (lower metabolism, greater body mass). We speculated that the differences observed in temperature between the 19th century and today are real and that the change over time provides important physiologic clues to alterations in human health and longevity since the Industrial Revolution. 

The question of whether mean body temperature is changing over time is not merely a matter of idle curiosity. Human body temperature is a crude surrogate for basal metabolic rate which, in turn, has been linked to both longevity (higher metabolic rate, shorter life span) and body size (lower metabolism, greater body mass). We speculated that the differences observed in temperature between the 19th century and today are real and that the change over time provides important physiologic clues to alterations in human health and longevity since the Industrial Revolution.

In men, we analyzed: a) 83,900 measurements from the Union Army Veterans of the Civil War cohort (UAVCW) obtained between 1862 and 1930, b) 5998 measurements from the National Health and Nutrition Examination Survey I cohort (NHANES) obtained between 1971 and 1975, and c) 230,261 measurements from the Stanford Translational Research Integrated Database Environment cohort (STRIDE) obtained between 2007 and 2017 (Table 1). We also compared temperature measurements in women within the two later time periods (NHANES, 9303 measurements; and STRIDE, 348,006 measurements).
Fig. 1

Body temperature measurements by age as observed in three different time periods: 1860–1940 (UAVCW), 1971–1975 (NHANES 1), and 2007–2017 (STRIDE).

(A) Unadjusted data (local regression) for temperature measurements, showing a decrease in temperature across age in white men, black men, white women, and black women, in the three cohorts. (B) Coefficients and standard errors from multivariate linear regression models for each cohort including age, weight, height, ethnicity group and time of day as available. Yellow cells are statistically significant at a p value of < 0.01, orange cells are of borderline significance (p0.05), and remaining uncolored cells are not statistically significant. (C) Expected body temperature for 30 year old men and women with weight 70 kg and height 170 cm in each time period/cohort.



In both STRIDE and a one-third subsample of NHANES, we confirmed the known relationship between later hour of the day and higher temperature: temperature increased 0.02°C per hour of the day in STRIDE compared to 0.01°C in NHANES. The month of the year had a relatively small, though statistically significant, effect on temperature in all three cohorts, but no consistent pattern emerged. Using approximated ambient temperature for the date and geographic location of the examination in UAVCW and STRIDE, a rise in ambient temperature of one degree Celsius correlated with 0.001 degree (p

We explored whether chronic infectious diseases—even in the absence of a diagnosis of fever—might raise temperature in the UAVCW cohort, by assessing the temperatures of men reporting a history of malaria (N = 2,203), syphilis (N = 465), or hepatitis (N = 24), or with active tuberculosis (N = 738), pneumonia (N = 277) or cystitis (N = 1,301). Only those currently diagnosed with tuberculosis or pneumonia had elevated temperatures compared to the remainder of the UAVCW population [37.22°C (95% CI: 37.20–37.24°C) and 37.06°C (95% CI: 37.03–37.09°C), respectively compared to 37.02 (95% CI: 36.52–37.53)].

One possible reason for the lower temperature estimates today than in the past is the difference in thermometers or methods of obtaining temperature. To minimize these biases, we examined changes in body temperature by birth decade within each cohort under the assumption that the method of thermometry would not be biased on birth year. Within the UAVCW, we observed a significant birth cohort effect, with temperatures in earlier birth decades consistently higher than those in later cohorts (Figure 2). With each birth decade, temperature decreased by −0.02°C. We then assessed change in temperature over the 197 birth-year span covered by the three cohorts. We observed a steady decrease in body temperature by birth cohort for both men (−0.59°C between birth decades from 1800 to 1997; −0.030°C per decade) and women (−0.32°C between 1890 and 1997; −0.029°C per decade). Black and white men and women demonstrated similar trends over time (Figure 3). 
Fig. 2 
Temperature trends within birth cohorts of the UAVCW, 1860–1940 (black and white men). 
(A) Smoothed unadjusted data (local regression) for temperature measurement trends within birth cohorts. The different colors represent different birth cohorts (green: 1820s, blue: 1830s, orange: 1840s). (B) Coefficients (and standard errors) from multivariate linear regression including age, body weight, height and decade of birth (1820–1840) (these coefficients do not correspond to the graph as here the trajectories are approximated by linear functions). Only the three birth cohorts with more than 8000 members are included. * and ** indicate significance at the 90%, and 99% level, respectively. (C) Expected body temperature (and associated 95% confidence interval) for 30 year old men with body weight 70 kg and height 170 cm in each birth cohort. These values derive from the regression models presented in B.
Fig. 3
Modeled body temperature over time in three cohorts by birth year (black and white ethnicity groups).
(A) Body temperature decreases by birth year in white and black men and women. No data for women were available for the birth years from 1800 to 1890. (B) Coefficients (and standard errors) used for the graph from multivariate linear regression including age, body weight, height and birth year. All cells are significant at greater than 99% significance level.


DISCUSSION

In this study, we analyzed 677,423 human body temperature measurements from three different cohort populations spanning 157 years of measurement and 197 birth years. We found that men born in the early 19th century had temperatures 0.59°C higher than men today, with a monotonic decrease of −0.03°C per birth decade. Temperature has also decreased in women by −0.32°C since the 1890s with a similar rate of decline (−0.029°C per birth decade). Although one might posit that the differences among cohorts reflect systematic measurement bias due to the varied thermometers and methods used to obtain temperatures, we believe this explanation to be unlikely. We observed similar temporal change within the UAVCW cohort—in which measurement were presumably obtained irrespective of the subject's birth decade—as we did between cohorts. Additionally, we saw a comparable magnitude of difference in temperature between two modern cohorts using thermometers that would be expected to be similarly calibrated. Moreover, biases introduced by the method of thermometry (axillary presumed in a subset of UAVCW vs. oral for other cohorts) would tend to underestimate change over time since axillary values typically average one degree Celsius lower than oral temperatures (Sund-Levander et al., 2002; Niven et al., 2015). Thus, we believe the observed drop in temperature reflects physiologic differences rather than measurement bias. Other findings in our study—for example increased temperature at younger ages, in women, with increased body mass and with later time of day—support a wealth of other studies dating back to the time of Wunderlich (Wunderlich and Sequin, 1871; Waalen and Buxbaum, 2011).

Resting metabolic rate is the largest component of a typical modern human’s energy expenditure, comprising around 65% of daily energy expenditure for a sedentary individual (Heymsfield et al., 2006). Heat is a byproduct of metabolic processes, the reason nearly all warm-blooded animals have temperatures within a narrow range despite drastic differences in environmental conditions. Over several decades, studies examining whether metabolism is related to body surface area or body weight (Du Bois, 1936; Kleiber, 1972), ultimately, converged on weight-dependent models (Mifflin et al., 1990; Schofield, 1985; Nelson et al., 1992). Since US residents have increased in mass since the mid-19th century, we should have correspondingly expected increased body temperature. Thus, we interpret our finding of a decrease in body temperature as indicative of a decrease in metabolic rate independent of changes in anthropometrics. A decline in metabolic rate in recent years is supported in the literature when comparing modern experimental data to those from 1919 (Frankenfield et al., 2005).

Although there are many factors that influence resting metabolic rate, change in the population-level of inflammation seems the most plausible explanation for the observed decrease in temperature over time. Economic development, improved standards of living and sanitation, decreased chronic infections from war injuries, improved dental hygiene, the waning of tuberculosis and malaria infections, and the dawn of the antibiotic age together are likely to have decreased chronic inflammation since the 19th century. For example, in the mid-19th century, 2–3% of the population would have been living with active tuberculosis (Tiemersma et al., 2011). This figure is consistent with the UAVCW Surgeons' Certificates that reported 737 cases of active tuberculosis among 23,757 subjects (3.1%). That UAVCW veterans who reported either current tuberculosis or pneumonia had a higher temperature (0.19°C and 0.03°C respectively) than those without infectious conditions supports this theory (Supplementary file 1). Although we would have liked to have compared our modern results to those from a location with a continued high risk of chronic infection, we could identify no such database that included temperature measurements. However, a small study of healthy volunteers from Pakistan—a country with a continued high incidence of tuberculosis and other chronic infections—confirms temperatures more closely approximating the values reported by Wunderlich (mean, median and mode, respectively, of 36.89°C, 36.94°C, and 37°C) (Adhi et al., 2008). 

Reduction in inflammation may also explain the continued drop in temperature observed between the two more modern cohorts: NHANES and STRIDE. Although many chronic infections had been conquered before the NHANES study, some—periodontitis as one example (Capilouto and Douglass, 1988)— continued to decrease over this short period. Moreover, the use of anti-inflammatory drugs including aspirin (Luepker et al., 2015), statins (Salami et al., 2017) and non-steroidal anti-inflammatory drugs (NSAIDs) (Lamont and Dias, 2008) increased over this interval, potentially reducing inflammation. NSAIDs have been specifically linked to blunting of body temperature, even in normal volunteers (Murphy et al., 1996). In support of declining inflammation in the modern era, a study of NHANES participants demonstrated a 5% decrease in abnormal C-reactive protein levels between 1999 and 2010 (Ong et al., 2013).

Changes in ambient temperature may also explain some of the observed change in body temperature over time. Maintaining constant body temperature despite fluctuations in ambient temperature consumes up to 50–70% of daily energy intake (Levine, 2007). Resting metabolic rate (RMR), for which body temperature is a crude proxy, increases when the ambient temperature decreases below or rises above the thermoneutral zone, that is the temperature of the environment at which humans can maintain normal temperature with minimum energy expenditure (Erikson et al., 1956). In the 19th century, homes in the US were irregularly and inconsistently heated and never cooled. By the 1920s, however, heating systems reached a broad segment of the population with mean night-time temperature continuing to increase even in the modern era (Mavrogianni et al., 2013). Air conditioning is now found in more than 85% of US homes (US Energy Information Administration, 2011). Thus, the amount of time the population has spent at thermoneutral zones has markedly increased, potentially causing a decrease in RMR, and, by analogy, body temperature.

Some factors known to influence body temperature were not included in our final model due to missing data (ambient temperature and time of day) or complete lack of information (dew point)(Obermeyer et al., 2017). Adjusting for ambient temperature, however, would likely have amplified the changes over time due to lack of heating and cooling in the earlier cohorts. Time of day at which measurement was conducted had a more significant effect on temperature (Figure 1—figure supplement 4). Based on the distribution of times of day for temperature measurement available to us in STRIDE and NHANES, we estimate that even in the worst case scenario, that is the UAVCW measurements were all were obtained late in the afternoon, adjustment for time of day would have only a small influence (

In summary, normal body temperature is assumed by many, including a great preponderance of physicians, to be 37°C. Those who have shown this value to be too high have concluded that Wunderlich’s 19th century measurements were simply flawed (Mackowiak, 1997; Sund-Levander et al., 2002). Our investigation indicates that humans in high-income countries have changed physiologically over the last 200 birth years with a mean body temperature 1.6% lower than in the pre-industrial era. The role that this physiologic ‘evolution’ plays in human anthropometrics and longevity is unknown.



OTHERS 






A temperatura do corpo humano está esfriando?
Um novo estudo constata que a temperatura caiu, em média, nos últimos 150 anos. 

Karen Weintraub on January 17, 2020 

For the eLife study, she and her colleagues compared temperatures from three different data sets: a total of 83,900 measurements from the Union Army Veterans of the Civil War (UAVCW) cohort, collected between 1862 and 1930; 15,301 measurements from the National Health and Nutrition Examination Survey I (NHANES I), collected between 1971 and 1975; and 578,222 measurements from the Stanford Translational Research Integrated Database Environment (STRIDE), collected between 2007 and 2017. Figures for women were not available from the earliest data set but were collected from the two later cohorts, and the research showed that body temperature for men and women decreased steadily across the time periods. 

Philip Mackowiak, an emeritus professor of medicine at the University of Maryland School of Medicine, who was not involved in the new study, says data from as far back as the Civil War is inherently suspect. “That’s not to say that what [the new study] found is not valid. It could be, but you just don’t know,” he says, because there are so many variables that could not be controlled for in the data set, such as whether soldiers and veterans were healthy when tested, where the thermometer was placed and what kind of instrument was used. 

Even Wunderlich’s established 1851 result is questionable, Mackowiak says, because although he had a large database of patients, it is hard to know whether he measured temperature consistently or how he analyzed such a volume of information long before the invention of computers. And “the body is composed of a whole host of temperatures,” Mackowiak adds. The liver is the hottest part, and the surface of the skin is the coldest. Plus, he says, “there’s no ‘normal’ temperature; there’s a range of temperatures,” with people running hotter later in the day than they do in the morning. Women also have higher temperatures on average than men, in part because they rise with ovulation. 

Parsonnet agrees that the Civil War data set has some limitations, such as where caregivers took the temperatures and whether they were careful or simply filled in 98.6 degrees F because that’s what they knew normal temperature was supposed to be. Those concerns were tempered, she says, by the fact that she and her team found a similar annual drop in temperature between the 1970s cohort and the current one. The effect was still present when examined by the soldiers’ and veterans’ year of birth rather than when the temperature was obtained, suggesting that the type of thermometer or the caregiver’s attitude could not explain the change. And within the data set, the researchers found the expected variation by age, weight and height, suggesting that the values were not random. 

Even with the data’s limitations, the findings are compelling, according to Frank Rühli, founding chair and director of the Institute of Evolutionary Medicine at the University of Zurich, who says he reviewed the paper for eLife but was not involved in the research. “Human body temperature data going back that far—roughly 150 years—is very interesting,” he says. “It allows us to see short-term alterations of physiological traits in humans, which is quite rare.” 

All the experts agree on one thing: a fever is still a fever. Lowering the average for normal body temperature does not mean that the standard for a fever—generally considered more than 100 degrees F for adults—should be changed, Mackowiak says. “Temperature can be helpful in determining whether or not you’re ill and, based on its level, how ill you might be,” he says. For patients, a bacterial infection plus a lower than normal temperature could be an even more ominous sign than a higher than normal one, he says. Following a rise or fall in temperature can also indicate whether you are getting better or how you are responding to medication, he adds, though “how you feel is the most important thing.” 

The new study probably should not change the definition of fever, Rühli says. “But the variety of what is looked at as being normal should probably be adjusted.”