INÍCIO

18 janeiro 2025

SIMBOLOGIA III

SIMBOLOGIA III


GALO

A simbologia serviu bem para os propósitos cristãos, já que o nascimento de Jesus Cristo sig-nificava, para a nova religião adotada pelos roma-nos, o surgimento de uma nova luz para o mundo.

Ele representava um renascimento para a humanidade sofredora, prisioneira da morte e da ignorância espiritual. Assim, na simbologia cristã, o galo passou a ser o arauto anunciador da nova luz do mundo. Por isso é a que a Missa do Galo também é conhecida como a Missa da Luz. 1

Na cultura dos povos africanos, o galo é tido como um colaborador do deus Olurum. Ele foi mandado à terra junto com seu filho Obo-tala para organizar o caos primordial que nela havia. 2 

Já os ciganos o viam como anunciador do dia e da luz. Um lindo poema desse povo diz:

"eu sou aquele que canta o raiar de um novo dia, de uma nova vida e de uma nova esperança"

Para os gregos, o galo simbolizava Alectrion, a sentinela celeste que avisava o mundo sobre a chegada do sol. Por isso era considerado um símbolo do tempo, além de encerrar em si o princípio solar, energia masculina, que representa a altivez. Daí algumas escolas psicológicas considerarem que sonhos constantes com essas aves estão conectados com sentimentos de opressão e vontade de se libertar.

Alguns países adotaram o galo como símbolos nacionais. Os mais conhecidos são a França e Portugal. Para os franceses ele representa a luz e a inteligência, pois está conectado com a ação de despertar. A própria palavra Gália, antigo nome da França, segundo alguns autores, seria derivada de gallus, palavra latina que significa galo. Esse era o nome pelo qual os romanos denominavam os habitantes da região, por causa do intenso culto que os gauleses prestavam à ave da Manhã.

Em Portugal, essa tradição está associada com a lenda do galo de Barcelos. Conta essa lenda que um habitante do burgo de Barcelos, sendo acusado de um crime, alegava inocência. Todos os indícios eram contra ele e o infeliz não tinha como se defender. Então ele viu um galo morto dentro de um cesto e disse ao juiz: "se esse galo cantar, significa que eu sou inocente". O galo cantou e ele foi absolvido. A lenda do galo de Barcelos ganhou tal popularidade que a ave milagrosa se tornou um dos símbolos de Portugal.

Nas tradições esotéricas o galo é o símbolo da vigilância e da mente sempre desperta. Em alquimia era utilizado para representar o mercurio filosófico, ou seja, o principio segundo o qual a "alma da obra" despertava possibilitando sua transmutação.
Na tradição maçônica o galo canta ao nascer de cada nova manhã, anunciando o alvorecer. Nesse sentido, ele é o arauto da esperança, do renascimento, da "nova vida" que desponta no horizonte. Na câmara de reflexões, onde o iniciado se prepara para ser submetido ao ritual de iniciação, sua presença significa o alvorecer de sua nova existência, visto que simbolicamente o iniciando vai morrer para a vida profana e renascer para a vida maçônica. Por isso ele está ali, naquele ambiente de morte, noite e escuridão como arauto anunciador da transformação que está se operando no psiquismo do recipiendário.

1. Admite-se, geralmente, que a tradição da Missa do Galo tenha sido na Igreja de Roma no século VI.

2. Esse mito ainda é cultuado no candomblé brasileiro.



AMPULHETA

Ampulheta é um antigo instrumento para medir o tempo. Na Maçonaria é um símbolo que representa o lento e inexorável escoamento do tempo, recordando concomitantemente a necessidade de agir, em face da brevidade da existência humana.
Nossos dias na terra são como a areia que escorre pelo filtro de uma ampulheta. A quantidade de areia posta nos recipientes é a medida do nosso tempo de vida de cada um. Nem mais nem menos. 
A ampulheta que o iniciando encontra na câmara de reflexões tem justamente essa finalidade: mostrar a inexorabilidade do tempo que avança, consumindo nossos dias e nos colocando cada vez mais próximos do evento da morte. E que nesse sentido, toda arrogância é desnecessária, toda vaidade é inútil, toda riqueza é supérflua. Nada que possamos fazer pode prolongar nossa existência além do tempo que O Grande Arquiteto do Universo concedeu para a realização de nossa imissão na terra. E a ampulheta está ali para nos lembrar disso.


Fonte desconhecida


























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