DIA DO TRABALHADOR
O dia 1º de maio é conhecido como o dia dos trabalhadores em quase todo o mundo, e isso começou no final do século XIX quando cerca de 350.000 trabalhadores iniciaram uma greve em várias cidades dos Estados Unidos, com o slogan "8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas de lazer”.(1)
O dia do trabalhador surgiu decorrente da greve operária que ocorreu em Chicago, nos Estados Unidos, em 1.º de maio de 1886.
Milhares de trabalhadores foram às ruas de Chicago (EUA), no dia 1º de maio de 1886, para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia as manifestações movimentaram a cidade, causando a ira dos poderosos. A repressão ao movimento foi dura, com prisões, pessoas feridas e até mesmo trabalhadores mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de Maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalhador.
Esse episódio teve como mote a luta pela melhoria das condições de trabalho:
A redução de jornada (de 13 horas para 8 horas)
O aumento de salários
O descanso semanal e
Férias
Organizados pela Federação Americana do Trabalho, esse evento contou com a participação de milhares de operários que se reuniram nas ruas da cidade.
Denominada de Revolta de Haymarket (Haymarket Affair), em 4 de maio de 1886, durante o confronto com a polícia, uma bomba explodiu, resultando em mortos e inúmeros feridos.
Aqui em nosso país, a data foi sempre igualmente motivo de celebração pelos trabalhadores, de forma independente, por vezes unitariamente, em outras nem tanto assim… mas sempre com o mesmo sentido de luta, apesar da influência estatal, visto que em 1925 o Presidente Artur Bernardes oficializou o primeiro de maio como Dia do Trabalhador e, mais adiante, em 1943, o Presidente Getúlio Vargas, em plena ditadura do Estado Novo, fez uso da mesma data para lançar a CLT, com muitas conquistas consolidadas no Decreto 5.452/43, mas também portador de uma engrenagem jurídica de controle e engessamento dos sindicatos pelo Estado (Bussinguer, 2021).
Além de ser um dia de descanso, o 1º de maio é uma data com ações voltadas para os trabalhadores. Não por acaso, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi anunciada no dia 1º de maio de 1943, pelo então presidente Getúlio Vargas. Por muito tempo, o reajuste anual do salário mínimo também acontecia no Dia do Trabalhador.
Além do Brasil, cerca de oitenta países consideram o Dia Internacional do Trabalhador um dia de folga, entre eles Portugal, Rússia, Espanha, França e Japão. Os Estados Unidos, onde ocorreu a mobilização que deu origem à data, não reconhecem este dia como feriado.
A data foi estabelecida em 1889 pela Segunda Internacional Socialista, um congresso realizado em Paris que reuniu os principais partidos socialistas e sindicatos de toda Europa.
Ao escolher 1º de maio como Dia do Trabalho, os participantes desse encontro prestaram uma homenagem aos operários e a uma greve ocorrida na cidade de Chicago (EUA) no ano de 1886. A data foi marcada pela reunião de milhares de trabalhadores que reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias.
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História
No final do século XIX, os trabalhadores exigiam a redução da jornada de trabalho. As jornadas de trabalho eram de até 16 horas por dia, de segunda a segunda, sem dias de descanso, amontoados nas fábricas e sem medidas de higiene e segurança. Tudo isso por salários miseráveis.
Eram nessas condições que homens, mulheres e crianças trabalhavam, sendo que as mulheres e as crianças recebiam apenas metade do salário, quando desempenhavam as mesmas tarefas.
Com a consigna de “8 horas de trabalho, 8 horas de descanso e 8 horas de lazer”, em 1º de maio de 1886 em cidades dos Estados Unidos foi organizada uma grande greve que reuniu 350.000 trabalhadores, um evento histórico para a época. Muitos eram anarquistas e socialistas. Em Chicago a greve foi impactante, 40.000 trabalhadores participaram com todos os transportes parados e mobilizações em todos os lugares. A polícia atacou as mobilizações com balas naquele dia e nos seguintes.
Após vários dias de conflito, em Chicago a polícia reprimiu uma mobilização pacífica dos trabalhadores, quando a multidão estava dispersando uma bomba explodiu onde as forças policiais estavam, deixando vários mortos e feridos.
Sem provas, prenderam e condenaram 8 trabalhadores que, não por coincidência, foram os organizadores da greve. Destes, cinco foram condenados à morte, dois à prisão perpétua e um a 15 anos de prisão.
Em 1889, em homenagem aos mártires de Chicago, a Segunda Internacional, que nucleava partidos e organizações operárias de quase todo o mundo, declarou 1º de maio como o Dia Internacional dos Trabalhadores.
Atualmente, a jornada de trabalho continua sendo maior do que a reivindicação de 8 horas por dia, os salários não são suficientes para fazer face às despesas em meio ao aumento da inflação e do custo de vida. As demandas trabalhistas e as condições de trabalho levantadas pelos mártires de Chicago continuam existindo proporcionalmente ao nosso tempo, pois nosso tempo e condições de vida continuam a ser decididos por alguns poucos capitalistas e empresários, que se enriquecem às custas de nosso trabalho (Hernandéz, 2022).
O Primeiro de Maio adquiriu seu maior protagonismo depois da Segunda Guerra Mundial graças à pompa com que países socialistas como a União Soviética tratavam a comemoração e ao aumento de poder dos partidos de esquerda nas nações capitalistas da Europa.
Até o Vaticano se viu obrigado a abraçar essa festividade e, em 1954, o Papa Pio XII declarou o 1° de maio o dia de São José Operário. Segundo o Vaticano o Papa achou por bem cristianizar a data, consagrando-a a São José, trabalhador, marceneiro e pai terreno de Jesus (cnbb, 2023). Seu objetivo era dar uma coloração católica a um dia que até então se mostrava somente civil e hostil à religião e, segundo a Sé Católica, se baseava no ódio (modificado de Bernal, 2016).
Apesar de nós trabalhadores, não podemos relaxar, pois muitas das conquistas trabalhistas correm perigo, especialmente hoje quando o trabalho é cada vez mais uma exploração absurda, como por exemplo o trabalho por aplicativo.
(Fonte: PT)
Atualmente o Dia do Trabalhador se tornou um dia a mais de festa que perdeu seu caráter operário e reivindicatório. Na maioria dos países os partidos de esquerda e os sindicatos organizam uma manifestação pacífica, que não deixa de marcar presença, enquanto o restante dos trabalhadores a ignora, pensando, equivocados, que já não resta nada pelo que lutar. A política ainda existe e é a arena onde as lutas da classe trabalhadora deve sempre ser disputada.
Sem ter o que celebrar, exceto a própria disposição para lutar, os trabalhadores vão à luta, nas ruas de todo o Brasil. Unidas, as centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Pública Central do Servidor devem realizar atos em todo o Brasil, comemorando a democracia e lutando por melhores condição de trabalho e melhores salários. Por menos exploração e menos concentração de riqueza na mão de poucos.
2024
As centrais sindicais anunciaram nesta terça-feira (23) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai participar do 1º de Maio Unificado – o ato nacional do Dia do Trabalhador. Neste ano, a manifestação será realizada do estacionamento da Neo Química Arena, o estádio do Corinthians, na zona leste de São Paulo.
De acordo com CUT, CTB, Força Sindical, UGT, NCST, CSB, Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Pública, esta é a sexta vez seguida em que as centrais se unem para celebrar a data. No ano passado, a manifestação ocorreu no Vale do Anhangabaú, no centro paulistano, e também contou com a presença de Lula.
Agora, o tema deste 1º de maio será “Por um Brasil Mais Justo”. Por consenso, as entidades darão destaque a seis bandeiras de lutas: emprego decente; correção da tabela do Imposto de Renda; juros mais baixos; valorização do serviço e dos servidores e servidoras públicos; salário igual para trabalho igual; e aposentadoria digna. A expectativa das centrais é a de reunir 50 mil pessoas (vermelho, 2024).
CUT- O lema deste ano é “1° de Maio – Dia do Trabalhador e da Trabalhadora por um Brasil mais justo”. Nobre pontuou que “será uma data simbólica para trabalhadores e trabalhadoras do mundo todo”. O dirigente também lembrou que se trata de um dia em que a classe trabalhadora se reúne “para rememorar lutas do passado, atualizar as pautas de reivindicação e planejar as lutas do futuro, e no Brasil não será diferente”.
Além da pauta de reivindicações da classe trabalhadora, o ato terá as tradicionais atividades culturais que fazem parte da celebração, como intervenções artísticas e shows musicais. “É também uma data para relaxar com a família. E vai ter grandes shows com artistas nacionais. É uma oportunidade para o povo levar a família, as crianças e fazer uma grande confraternização. E mais importante: contamos com a presença do presidente Lula, nossa maior liderança”, completou Nobre.
De acordo com os presidentes das centrais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado oficialmente para o evento em São Paulo. Nobre afirmou que é importante que Lula esteja presente porque este é “um ano de grandes desafios”, em referência ao ano de eleições municipais. Como diz o dirigente, “é importante eleger candidatos comprometidos com a classe trabalhadora”. Outro desafio citado por Nobre é “a tramitação de pautas de interesse dos trabalhadores no Congresso Nacional, que precisam ser aprovadas”.








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