O mantra de seis sílabas
de Chenrezig
(em sânscrito: ॐ मणिपद्मे हूँ)
É um dos mantras mais recitados do budismo.
É o mantra de seis sílabas do Bodisatva da compaixão: Avalokiteshvara.
De origem indiana, foi para o Tibete. O mantra é associado ao deus de 4 braços Shadakshari, uma das formas de Avalokiteshvara.
Om
Fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses (isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores). Este sofrimento vem do orgulho.
Ma
Fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânscrito: asuras).
O sofrimento dos asuras é a briga constante.
Este sofrimento vem da inveja.
Ni
Fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte.
Este sofrimento vem do desejo.
Pad
Fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles, etc; e de ser morto pelas feras por dever.
Este sofrimento vem da ignorância.
Me
Fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânscrito: pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.
Hum
Fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou do ódio.
OM MA NI PAD ME HUM
OM MANI PADME HUM
É a sabedoria compassiva de todos os Budas na forma de som.
Dentro dele está contido o significado essencial de todos os 84 mil ensinamentos de Buda.
De todos os diversos mantras de vários tipos, como os mantras de estado desperto, dharanis e mantras secretos, nenhum é superior ao mantra de seis sílabas de Chenrezig.
Os enormes benefícios da recitação desse mantra, conhecido como “mani”, são descritos muitas vezes tanto nos sutras quanto nos tantras.
Costuma-se dizer que recitar o mani mesmo uma única vez é o mesmo que recitar na íntegra os doze ramos dos ensinamentos do Buda.
Recitar as seis sílabas do mani torna perfeitas as seis paramitas:
generosidade,
paciência,
disciplina/ética,
energia constante,
concentração meditativa,
sabedoria,
e bloqueia firmemente qualquer possibilidade de renascimento nos seis reinos do samsara.
É uma prática simples, fácil de compreender e acessível a todos, e ao mesmo tempo contém a essência do Dharma.
Se você tomar o mani como refúgio, tanto na felicidade quanto na tristeza, Chenrezig sempre estará com você. Você sentirá mais e mais devoção sem qualquer esforço, e por si só toda a realização do caminho Mahayana vai despertar no seu ser.
Até uma única sílaba do mantra por si só, OM, MA ou NI, carrega um poder inimaginável para abençoar e liberar os seres. Costuma-se dizer que um Buda é capaz de feitos extraordinários além da capacidade de qualquer outro ser, como dizer exatamente quantas gotas de chuva iriam cair durante uma tempestade que durasse doze anos. Mas mesmo ele não seria capaz de descrever inteiramente o mérito gerado por uma única recitação do mani.
Se ele fosse começar tal descrição, mesmo que todas as florestas da terra fossem transformadas em papel, nunca haveria papel suficiente para escrever mais do que uma parte mínima.
Texto de Sua Santidade Dilgo Khyentse Rinpoche (Tibet, 1910 – Butão, 1991). Via Marilia Lima.
OS SEIS REINOS OU SEIS MUNDOS
Podemos dizer que cada um dos nossos pensamentos e das nossas reações, pertence a um dos seis mundos. A cosmologia budista declara que o universo atravessa continuadamente várias etapas, sendo que cada uma dessas etapas possui um ciclo de nascimento, desenvolvimento e declínio que dura bilhões de anos e, em cada etapa de nascimento e desenvolvimento existem os seis reinos.
Todos os seis reinos possíveis devem ser entendidos como metafóricos, todos servem como metáforas para a vida presente que temos, a única possível para a existência de uma psique individual, sem nos referir a uma reencarnação futura ou passada, mas de que já vivemos todas as vidas aqui, agora, e colhemos os frutos imediatamente aqui e agora, de nossa paz ou agonia interior. Assim é que dispomos a nossa psique no mundo, considerando todas as variáveis internas e externas a que estamos sujeitos. Para podermos compreender os seis mundos é necessário “vê-los” como mundos não visíveis existindo simultaneamente.
O Reino dos Seres do Inferno: Naraka/gati/Jigokudõ
Sim, até os Budistas acreditam no Inferno, e em sua visão ele não é menos torturante e ardente como nas religiões Abraâmicas. São as experiências intensas que sofremos como humanos em sua forma física, como a fome, a sede, desmembramento e dor. Entretanto, alguns estudiosos como o Sogyal Rinponche, escritor do Tibetan Book of Living and Dying (em tradução livre: “Livro Tibetano da Vida e Morte”) e Don Miguel Ruiz, autor do “Four Agreements draw parallels betwen Hell beings and the average Human” (em tradução livre: “Os Quatro Acordos que selam paralelos entre os Seres do Inferno e os Seres Humanos”) concordam ao dizerem que “Se você olhar para qualquer descrição religiosa do Inferno, verá que é uma analogia a nossa formas sociais humanas, é o que sonhamos e projetamos”. Poderia ser o Reino do Inferno uma simples metáfora para nosso estado de consciência e sofrimento que ocorre antes do ser despertar? É certamente possível, já que a forma com que enxergarmos a vida e seus acontecimentos determinam como a sentimos, por qual ângulo a vivenciamos.
É o mais baixo e desprezível reino. As descrições falam de planícies e montanhas de ferro em fogo, atravessadas por rios de metais em fusão. O calor é sufocante o céu está sempre em brasa e ali todos sofrem diversos tipos de torturas. Pelo que dizem os textos, o sofrimento desses mundos é verdadeiramente inconcebível para nós. No inferno frio, a paisagem é apenas neve, gelo e desolação. O frio é tão intenso que só se avista neve e gelo. Nesses infernos recaem os seres violentos que não aceitam a ponderação e o acordo. Seja como for que se manifestem, o verdadeiro obstáculo que permanece é a intensa raiva que eles experienciam. Só transcendendo este fator que será possível limpar seu karma e avançar para o próximo reino do Samsara.
O Reino dos Espíritos/Fantasmas Famintos: Reta-gati/Gakidõ
O Reino dos Espíritos Famintos é caracterizado pela grande ânsia, uma que parece nunca poder ser satisfeita. Citando novamente Sogyal Rinponche, ele diz que “É como se eles estivessem em um estado eterno de fome e são referidas como almas desesperadas em forma humana”, talvez mais uma metáfora, como por exemplo, para os bolseiros de Walt Street, que aparentemente, nunca tem os seus desejos satisfeitos. Ou talvez são eles que assombram os vivos que se viciam no desesperado e no longo caminho das drogas, jogos de azar, etc. aqueles que nunca se sentem satisfeitos. Analisando no sentido psicológico, os reinos de fantasmas famintos existem sempre em pessoas que são imensamente ricas materialmente (ou seja, que já tem seus desejos cumpridos), mas que nunca estão satisfeitos, com uma ânsia e ambição descontrolada, buscando sempre e nunca sentindo que alcança. Devido a esse fato morrem sempre de forma violenta e rápida, eles são ditos como os assombradores dos vivos, completamente invisíveis e com pendências mundanas, eles gastam seu tempo assistindo e desejando voltar a viver novamente, mas não podem até terem suas penitências pagas.
Em Sânscrito a palavra “Preta” significa literalmente “passado” e sendo fantasmas, este reino não suporta prazeres viscerais ou sensações reconfortantes. Em vez disso, a paisagem é um vazio de qualquer nutrição; nenhum alimento ou bebida, (muitas ilustrações os descrevê com bocas e pescoços finos para representar esta causa particular de seu sofrimento), e nenhuma roupa ou calor e frio. Suas figuras representam os seus vícios ao invés das necessidades mundanas e seu estado necessário para transcender é o desolado vácuo espinho de avareza às coisas, o desapego.
O Reino Animal:
Tiryagyoni-gati/Chikushōdō
É fácil ficar preso neste reino pelo fato da causa do sofrimento ser a ignorância. Entretanto, como com todos os reinos a partir deste ponto há também um aspecto positivo a este estado, como se fosse um “abaixo” do reino humano, os animais são capazes de desfrutar o momento presente e certos aspectos de contentamento e simplicidade. O reino animal lida com a sobrevivência e brutalidade, mas também contém certas regalias que os seres de luz ou os seres humanos não seriam capazes de desfrutar, como voar como uma ave ou nadar como um peixe, e toda a multiplicidade de outras maravilhas que a primavera do mundo animal contém. Este reino é dominado pelo torpor e pela falta de iniciativa, pela ausência de sentido de humor e de inteligência criativa. Sua condição é considerada inferior por não possuírem a liberdade para decidir que tipo de comportamento deve ser adotado em cada situação específica, mas por herança karmica alguns tem uma vida bastante tranquila.
Na visão tradicional Budista, esse reino é um pouco mas áspero. Os nascidos no reino dos animais são vistos como pagadores pelos pecados do passado e dentro deste dogma, se pode transgredir e ser jogado de volta para os reinos anteriores mesmo pensando que os tinham “concluído”. O pagamento normalmente vem com o nascimento, por exemplo, como gado vivendo uma vida esgotante puxando arado, carros, sendo chicoteado e em geral, são maltratados. Como os animais funcionam principalmente por instinto, eles são incapazes de gerar um bom karma e podem ficar presos neste ciclo por centenas de milhares de anos terrestres. É daí também que a visão vegetariana do Budismo, vem a compreensão de que há uma alma ali, um ser, foi espalhado por Buda em forma de protesto à matança prevalecente e os sacrifícios populares de animais. Sua única esperança é de que um ser humano pode mostrar-lhes amor e compaixão como um animal de estimação, ajudando-os a sentir o início da próxima fase; o humano.
O Reino dos Seres Humanos:
Manusya-gati/Nindō
O reino humano, embora não seja o “maior’” reino, este é o mais cobiçado, apesar da forte atração kármica que nos une a este estado, é aqui que se têm maior probabilidade de alcançar a iluminação. Tendo quantidades iguais de sofrimento e de felicidade, o ser humano atinge o equilíbrio e o incentivo necessário para procurar o Nirvana e tentar sair do atoleiro do karma. Com a aptidão dos animais e com o aspecto negativo do desejo, nós temos dentro de nós mesmos os ingredientes para reconhecer o ciclo de samsara e pará-lo em suas trilhas para o bem. Como todos os arquetípicos da psique humana, o ser humano é um perfeito Ying Yang, a bondade e a maldade, com a luz e a sombra em medições iguais.
“Como agentes morais conscientes, os seres humanos têm agência que os seres em outros reinos não; isso reforça claramente a importância da ação moral e o desenvolvimento espiritual.” – James G. Lochtefeld.
Além disso, os seres humanos receiam confrontar-se com a adversidade, não obter o que desejam, perder o que têm, etc. A condição humana, embora privilegiada no ciclo dos renascimentos, possui muitas vicissitudes, desilusões e sofrimentos intensos e variados. A humana é a primeira das existências dos reinos superiores, esse nível é o único dotado das condições necessárias para o progresso espiritual. Porém, estar no reino humano não garante esse progresso. O valor da vida humana é variável e apenas uns poucos se situam no patamar possível ao desenvolvimento espiritual. Renascer como humano, é quase um milagre, por isso não podemos nos dar ao luxo de não praticarmos. Dizem os sutras que a vida humana é considerada preciosa, quando não está sob o domínio das ações, atos e pensamentos.
Embora inevitavelmente consumido por desejos mundanos, para SER humano é aproveitar aqueles prazeres e ainda desejar o sentido em sua existência. Segundo o budismo, o reino humano é afetado por nossas decisões passadas e ainda é capaz de mudar facilmente o futuro com as nossas decisões presentes.
O Reino dos Semi-Deuses:
Asura-gati/Ashuradō
Os Asuras são Semideuses comprometidos com ciúmes e não são, ao contrário dos deuses gregos do Partenon, o bem e o mal. “Eles são seres poderosos e inteligentes que habitam as cavidades no interior da Montanha Meru, abaixo da base de ouro universal e cujos prazeres e abundância gera rivalidade com os deuses. A característica dominante dos semideuses é a paranoia e o ciúme, eles gastam todo seu tempo lutando e brigando entre si sobre possessões e territórios.”
Estes semideuses parecem gostar de pensar que eles são divinos, mas, depois de ter transcendido o desejo do reino humano, ainda de alguma forma, têm o ego humano ainda firmemente enraizado. Eles são seres humanos em forma de Deus, mas ainda não são seres celestiais. E são totalmente bêbados pelo poder. O resultado de ações positivas realizadas com alguma inveja ou com um sentido de competição, condiciona o “nascer” no mundo dos semi-deuses.
É relatado que no mundo dos semi-deuses, existe uma árvore gigantesca cujos frutos só podem ser colhidos pelos deuses, que habitam um reino acima. Achando que os frutos da árvore deveriam ser seus, os semi-deuses sentem inveja dos deuses. Infelizmente para eles, o karma dos deuses é superior e os semi-deuses sofrem por não poderem se satisfazer com os frutos da tal árvore. Os semi-deuses vivem num estado muito alegre e feliz, mas como ainda possuem o sentimento da inveja e da competição não se espiritualizam porque estão imersos em facilidades e felicidades, deste modo, esgotado suas reservas karmicas renascem em outro reino – dizem os sutras.
O Reino Divino:
Deva-gati/Tendō
Recompensado com prazer ou felicidade intensa, eles reinam sobre os reinos celestiais e vivem em esplendor, talvez ilusoriamente, já que tantas vezes eles esquecem o ponto principal de sua existência e desaparecem no nada, não tendo completado sua meta. Juntamente aos aspectos negativos dos Deuses, está o Orgulho. Enriquecido pela devoção mundana e à grandes e amáveis atos, eles também persistem em ver a distinção, tentando ser mais elevados que a criação. Como Sogyal Rinpoche disse:
“A principal característica do reino dos deuses, é que ele é desprovido de sofrimento, um reino da beleza imutável e êxtase sensual. Imagine os deuses: altos, loiros surfistas, descansando nas praias e nos jardins inundadas pelo sol brilhante, ouvindo qualquer tipo de música que eles escolherem, intoxicado por cada tipo de estimulante, no alto de meditação, yoga e formas de melhorar a si mesmos, mas nunca tributando de seus cérebros, não confrontando qualquer situação complexa ou dolorosa, nunca conscientes da sua verdadeira natureza, e assim, anestesiados, eles nunca estão cientes do que sua condição é realmente.”
Você pode imaginar os deuses como seres perfeitos que foram confiados com grande poder, mas ainda ainda estão lutando contra sua falta de humildade e compreensão de que não existem fronteiras entre nós. Eles ainda batalham para compreender seu mal-entendido sobre a ilusão de poder e a verdadeira lição que encontra-se dentro como uma ostra na areia. Os deuses do nível da forma e sem forma são seres que, como resultado de sua herança kármica, advinda de práticas espirituais avançadas, nascem em níveis de existência superiores e usufruem de experiências muito profundas, durante um período de tempo muito longo.
Não se trata do reino de Deus, descrito em outras religiões. No mundo sutil, eles ajudam os seres humanos em dificuldades, mas são benefícios condicionados, e não do tipo que produz libertação. Esse reino é o que os seres humanos buscam em seus sonhos. Vivemos almejando, trabalhando ou sonhando chegar lá.
Segundo os textos, karma extremamente positivo, combinado com quase nenhum karma negativo, condiciona o nascimento nesse reino. É importante ressaltar que todos os reinos, desde os mais miseráveis até os mais felizes, estão sob o controle do desejo. Os seres no nível sem forma não experimentam nenhum sofrimento e não possuem desejos. Existem em forma sutil e suas mentes tem acesso a absorção do espaço infinito, absorção da consciência infinita e absorção do nada, mas tendo esgotado seu karma positivo, podem renascer em outros níveis. Para que não haja mais renascimento, devem se transformar na sabedoria primordial, pois ainda se encontram presos a roda do samsara, como não tem o poder de permanecerem nesse estado “ad eternun” ainda sofrem com isso.
A maior lição que o budismo pode nos ensinar a partir dos seus seis reinos de renascimento é de que já os experimentamos todos aqui, em nossas vidas presentes, em nosso mundo e em nossos relacionamentos, da maneira como nós nos construímos mentalmente, em princípio. É em nosso interior que guardamos as chaves de como reagimos aos outros. Karmicamente para o budismo e subjetivamente para a psicologia, não faz diferença, pois é para ambos os saberes de onde, desde dentro, vamos semeando nossa vida futura.
Alguns termos importantes
Samsara (sânscrito: संसार: perambulação) pode ser descrito como o fluxo incessante de renascimentos através dos mundos, experimentado pelos seres sencientes.
Na maioria das tradições filosóficas da Índia, incluindo o Hinduísmo, o Budismo e o Jainismo, o ciclo de morte e renascimento é encarado como um fato natural.
Esses sistemas diferem, entretanto, na terminologia com que descrevem o processo e na forma como o interpretam. A maioria das tradições observa o Samsara de forma negativa, uma condição a ser superada. Por exemplo, na escola Advaita de Vedanta hindu, o Samsara é visto como a ignorância do verdadeiro eu, Brahman, e sua alma é levada a crer na realidade do mundo temporal e fenomenal.
Já algumas adaptações dessas tradições identificam o Samsara (ou sa sâra, lit. “seu caminho”) como uma simples metáfora.
No budismo Tibetano
É a perpétua repetição do nascimento, vida e morte, desde o passado até o presente e o futuro, através dos seis ilusórios reinos: Inferno, dos Fantasmas Famintos, dos Animais, Asura ou Demônios Belicosos, Ser humano, dos Deuses e da Bem-Aventurança. A menos que se adquira a perfeita sabedoria ou seja iluminado, não se poderá escapar desta roda da transmigração, ou Roda da Samsara. Aqueles que estão livres desta roda de transmigração são considerados lamas, iluminados (ou budas, em sânscrito).
Roda do Samsara
A roda do Samsara engloba seis caminhos diferentes, definidos a partir do karma. Porém, por mais que se alcance uma existência abençoada, o sofrimento ainda é inevitável: mesmo os seres mais iluminados ainda estão sujeitos aos males do mundo, e à reencarnação. Apenas a iluminação quebra o ciclo.
Deva: primeiro caminho divino, às vezes referidos como existências semelhantes aos Deuses, Devas são o estágio mais sublime do Samsara, reservado aos de karma positivo. Mesmo com poderes e conhecimentos divinos, ainda estão sujeitos à reencarnação e males dos seres humanos, como orgulho, luxúria, ira, e etc. Um dos dois caminhos divinos, representando o lado positivo.
Asura: o segundo caminho divino, representa o extremo oposto de um Deva, o lado ruim. Pessoas que eram ciumentas, furiosas e sanguinárias tendem a renascer como Asuras, o caminho demoníaco. Assim como os Devas, têm habilidades extraordinárias e também estão sujeitos ao karma e à reencarnação.
Manusya: os seres humanos. Baseia-se no orgulho, paixão, desejo e dúvida, e é tido como o caminho mais propício para alcançar o nirvana, já que podem obter as informações necessárias para tal, sem que os fortes desejos carnais e obsessões dos caminhos elevados interfiram nesse processo.
Animal: crê-se que existem pessoas que renascem como animais, devido ao estado de ignorância, domínio do instinto, sobrevivência do mais apto e servidão aos humanos que essas pessoas se encontravam em suas vidas anteriores.
Preta: o caminho dos fantasmas famintos. Caminho baseado na forte possessividade e desejo em vidas anteriores, são criaturas humanoides, pálidas e magras, justamente por estarem sempre famintos e sedentos, porém são incapazes de saciar a perpétua fome e sede que sentem.
Naraca: o mais próximo do Inferno do Budismo. Todos que são mandados para o caminho Naraca só ficam lá até equilibrarem seu karma, podendo assim renascer (o que mostra que o Naraca não mantém ninguém preso eternamente). São Oito Naracas Gelados e Oito Naracas Quentes, e cada um deles é um estágio para o equilíbrio do karma.
Fontes










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