INÍCIO

26 setembro 2021

UPGRADE

UPGRADE

Upgrade: “Atualização” é um filme australiano de 2018, relacionado aos gêneros ação, ficção científica cyberpunk, terror corporal (body horror) e suspense. 

Body horror ou biological horror (terror corporal ou horror biológico) é um subgênero do cinema de terror. Apresenta intencional e abertamente violações gráficas ou psicologicamente perturbadoras do corpo humano. 
Essas violações incluem híbridização entre humanos e outros animais, sexo aberrante, mutações, mutilações, zumbificação, violência gratuita, patogênias (doenças), apresentações de intervenções cirúrgicas cruentas, ou movimentos não-naturais do corpo humano. 

É considerado um subgênero emergente do cinema de terror norte-americano, o conceito de “body horror” tem suas raízes nos primórdios da literatura gótica.

Body horror, a genre trope that showcases often graphic violations of the human body, is also justifiably called biological horror. The true biological nature of the horror elicited by these films include: interespecific hybrids, metamorphoses, mutations, aberrant sex, and zombification.

Upgrade” foi escrito e dirigido por Leigh Whannell (mais conhecido pela criação com James Wan, da famosa série “Jogos mortais”). Upgrade foi estrelado por Logan Marshall-Green, Betty Gabriel, Harrison Gilbertson e Bento Hardie. Produzido por Blumhouse Tilt and OTL Releasing. 

Logan Marshall-Green as Grey Trace, protagonista de “Upgrade”.


Em um futuro distópico próximo, um homem chamado Grey Trace (Logan Marshall-Green) é paralisado num roubo após levar um tiro queima-roupa na medula espinhal, onde a sua esposa é assassinada. 
Ao acordar no hospital está tetraplégico, sua mulher morta e sua mãe deve inicialmente fazer tudo para ele. 
Um amigo seu, gênio da robótica-bioinformática e biomecânica E CEO de uma empresa multimilionária de informática, apresenta a possibilidade da volta à normalidade recebendo um implante neural experimental, um chip chamado "Stem". 
Mas a cirugia deve ser feita fora do conhecimento de hospitais por se tratar de algo experimental único sem nenhum protocolo estabelecido. A cirugia é feita, o chip implantado na medula e ele volta a apresentar os movimentos e muito outras habilidades. 
Esse chip único de vastíssima inteligência artificial ajuda-o a andar novamente, mas tem a habilidade de controlar o seu corpo do pescoço para baixo com a sua permissão. A polícia não faz muito progresso nas investigações, mas o chip usando as redes  de internet está muito à frente e controla tudo que é eletrônico e ligado a rede de internet. Além disso dispõe de vasta biblioteca de artes marciais e usa a capacidade muscular do corpo onde está hospedado para executar os movimentos. 
Eventualmente ele acaba descobrindo que o chip “Stem” pode falar com ele produzindo vibrações inteligíveis em seus tímpanos. Gray (Logan Marshall-Green) pode desligar ou ligar o chip. 
Assim, usando essa vantagem que o acesso à rede de internet e habilidades lhe dá, ele eventualmente acaba descobrindo os assassinos de sua esposa. 
A partir daí ele parte para execução de um plano simples: localizar e entregar à polícia os criminosos. O que era inicialmente descobrir e entregar a justiça, já no princípio escapa ao controle, e ele mata um dos envolvidos o que coloca os outros membros da gang em alerta e ele próprio se torna alvo de interesse da polícia. Isso deixa o inventor do chip furioso tentando remotamente desliga-lo, quase conseguindo. 
Ficamos sabendo ao longo da história que todos os membros dessa gang além de serem ex-militares apresentam implantes biomecânicos ou com alguma interface com a internet o que os torna quase super-humanos. Ao tentar se se vingar dos responsáveis por paralisá-lo e matar a sua esposa, ele descobre que esse roubo seguido de morte fora um “trabalho” encomendado por alguém superior. 


Benção ou maldição? 

O mais interessante no filme é a ideia da “internet das coisas” usada para controle das pessoas para o mal. Beneficiando sobretudo, quem detém o conhecimento e capital para adquirir essa tecnologia e possivelmente ficar fora dos “olhos do controle” do estado. 
A tecnologia que conecta tudo (todos os objetos do nosso cotidiano) e todos, possibilitando saber com precisão cada passo que damos no mundo e cada palavra que digitamos em nossos celulares, e cada passo tanto fora quanto dentro de casa, é uma atualização ou um prolongamento natural da revolução tecnológica do sec. XX e XXI. 
Mas isso levará a um controle total da mente humana e fará com que desapareça totalmente nossa ilusão de liberdade, criando duas classes daqueles que têm acesso a tecnologia e aqueles que não tem nada, aprofundando o fosso da desigualdade entre os seres humanos o que aumenta o controle de uma classe por aquela mais favorecida. 
O que pode, para uns ser uma benção, é com certeza uma maldição absoluta para outros (aqueles q não tem acesso algum a tecnologia). Quem não tem, será controlado como foram os escravos, em todos os aspectos de sua vida. 















Nenhum comentário: