INÍCIO

08 abril 2020

A IMAGEM DOS NEGACIONISTAS GENOCIDAS


NEGACIONISTAS DE PLANTÃO


BIELARUS


VODCA E SAUNA

Aleksandr Grigórevich Lukashenko, comanda Belarus (a outrora Bielo-Rússia) com mão de ferro desde 1994, quando chegou ao poder. Esse populista do leste europeu, campeão continental na violação dos direitos humanos, integra o punhado de presidentes negacionistas da ciência no planeta.
Em conversa com jornalistas à beira da pista de hóckey de gelo, seu esporte favorito, argumentou: “vocês estão vendo um vírus voando aqui? Eu não! Essa conversa de coronavírus é psicose!” Na sequência, o autocrata bielorrusso afirmou que as pessoas devem jogar hóckey para evitar o coronavírus. Aliás, ele ordenou que continue sendo disputado o campeonato bielorrusso de futebol, o único em andamento em toda a Europa. 
Enquanto isso Lukashenko recomenda aos habitantes de seu país “bebam vodka” para curar-se do vírus. Ele também receita um passeio em trator, já que “esse veículo cura todo mundo”. E ele sustenta que também afirma que ir à sauna é outra solução para o vírus. Seus militantes reproduzem essas opiniões do líder por todo o país, afirmando que Lukaschenko “sempre tem razão”.







TURCOMENISTÃO




Gurbanguly Mälikgulyýewiç Berdimuhammedow ditador do Turcomenistão proíbe a palavra coronavírus em jornais, na TV e até mesmo em conversas informais.  

O ex-dentista e autor de livros sobre chás Gurbanguly Berdymukhamedov é o ditador do Turquemenistão desde 2007, país da Ásia Central no qual o culto à personalidade do líder supremo é algo cotidiano.

Berdymukhamedov, que adora dirigir carros a altíssimas velocidades, era do Partido Democrático do Turquemenistão, único partido político autorizado a existir entre 1991 e 2012. No entanto, nesse ano Berdymukhamedov decidiu ser “mais democrático” e criou um partido de oposição, o Partido dos Industriais e Empresários, que ele também controla.


Em 2017 foi reeleito com 96,7% dos votos. Para enfrentar a pandemia, o líder supremo do país – que achou que tudo não passava de uma histeria - decidiu tomar uma medida simples: proibiu a palavra Coronavírus e Covid-19.

Ninguém anda com máscaras pelas ruas de Asjabad, a capital, nem de outras cidades turcomenas, já que se usar uma, vai preso. O regime também proíbe todo tipo de informação relativa ao assunto, inclusive simples folhetos sobre o coronavírus, segundo informou a organização não-governamental internacional Repórteres Sem Fronteiras.



NICARÁGUA

COM AMOR E CALOR SE PODE CURAR O CORONAVÍRUS

Nicarágua: Governo manda o povo para a rua na Páscoa, porque a covid-19 é o “ébola dos ricos"


Nacionalista, militarista, coloca a culpa dos males do país na imprensa, se considera vítima de conspirações internacionais. Além disso, afirma que a pandemia da Covid-19 não passa de um exagero e que ele está protegido por Deus. E, de quebra, como principal medida contra o novo coronavírus, realizou dias atrás uma mega-manifestação de seus militantes contra a expansão da pandemia, reunindo dezenas de milhares de pessoas que se acotovelaram para "batalhar com amor" contra a doença. Ele supera os personagens mais bizarros dol realismo mágico latino-americano, como disse há poucos dias a escritora Gioconda Belli. Ele é Daniel Ortega, o autocrata nicaraguense.



BRASIL
"Brasileiro pula no esgoto e não pega nada." (Bolsonaro sobre coronavírus)
O Presidente disse, sem apresentar embasamentos, que brasileiro não será contaminado na mesma magnitude dos outros países porque de alguma forma é diferente. Além de inventar um dado bizarro de que 70% da população irá se contaminar com coronavírus. 







"Gripezinha" e "histeria da imprensa". Estas opiniões, além de considerar que o esgoto concede imunidade à população brasileira transformou o presidente Bolsonaro em motivo de piada no Primeiro Mundo 
(e até no Terceiro Mundo).

O brasileiro mergulha no esgoto e fica imune. 




Bibliografia








https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2020/03/30/imprensa-internacional-destaca-postura-de-bolsonaro-em-relacao-ao-coronavirus.ghtml

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