INÍCIO

24 fevereiro 2025

A CLASSE MÉDIA NO OLHO DO FURACÃO

A CLASSE MÉDIA NO OLHO DO FURACÃO.
 CONTRA-INFORMAÇÃO E EXTREMISMO DE DIREITA

A classe média, que, embora não seja o proletariado clássico, também sofre os efeitos da exploração e da concentração de riqueza pelos ricos. Ele se vê precarizada e ao invés de se unir aos proletários se atira como massa de manobra dos ricos. Ao mesmo tempo é alvo e agente de sua própria ruína. 

No limite, quando sublinhamos o extremismo de direita, como agente direto da guerra em rede, é na contrainformação que apontamos sua força motora e seu alvo de agenciamento está na classe média massificada
Ela (a classe média) vivencia, diante do crescente avanço neoliberal, a erosão de seu mundo de bem-estar social. Não é tudo. Como parte considerável da burocracia estatal das democracias modernas é composta por estrato de classe média, o enfraquecimento das instituições frente ao avanço do neoliberalismo produziu o terreno favorável ao êxito das guerras em rede, conduzidas, em larga medida, por agentes públicos
Logo, há uma crescente ruptura de compromisso molecular dos indivíduos com as instituições das quais fazem parte. 
A exclusão recente, pelo serviço de informação americano, de parte da guarda de proteção ao Capitólio nos Estados Unidos, em janeiro de 2021, por suspeita de integrar grupos de ciberfascismo é exemplo ilustrativo de que há impacto importante da guerra em rede sobre agentes públicos, principalmente da área de segurança. (GRAHAM, 2016, 32).

A precarização da vida socioeconômica da classe média, como vem acontecendo há algum tempo, pode ser analisada à luz da ideia de Karl Marx, um dos pilares da Sociologia, especialmente em relação à luta de classes e à alienação. 

Marx, em sua obra, destacou como o sistema capitalista gera contradições internas que afetam diferentes estratos sociais, incluindo a classe média, que, embora não seja o proletariado clássico, também sofre os efeitos da exploração e da concentração de riqueza.

Um exemplo que ilustra essa dinâmica é a ideia de Marx sobre o “lumpemproletariado” e a classe dos pobres (trabalhadores braçais), que são camadas sociais desorganizadas e marginalizadas, frequentemente vistas como uma ameaça pela classe média. No contexto atual, a classe média, pressionada pela concentração de renda nas mãos da elite econômica (um fenômeno que Marx associaria à acumulação capitalista), sente-se acuada e vulnerável. Esse medo (pânico) de descer na hierarquia social a leva a buscar soluções em discursos extremistas, que prometem restaurar uma suposta “ordem” e protegê-la da pobreza.

Marx também discutiu como o capitalismo cria divisões entre os próprios trabalhadores, impedindo a solidariedade de classe. Na atualidade, vemos isso refletido na forma como a classe média, em vez de se aliar aos pobres, os vê como inimigos, acreditando que são responsáveis por sua própria precarização. Essa é uma manifestação da alienação, onde a classe média, assustada com a possibilidade de cair na pobreza, direciona sua frustração para os mais vulneráveis, em vez de questionar as estruturas econômicas que perpetuam a desigualdade.

Em resumo, a situação atual pode ser interpretada como um reflexo das contradições do capitalismo, onde a luta pela sobrevivência econômica e o medo da degradação social levam a classe média a adotar posturas reacionárias, em vez de buscar uma transformação estrutural. Marx nos lembra que a verdadeira libertação só pode vir da conscientização das raízes desses problemas e da união entre as classes oprimidas, superando a alienação e a divisão impostas pelo sistema.

A precarização da vida socioeconômica da classe média aciona o pânico político. Acossada pelo assalto neoliberal, pois é alvo da concentração via exploração pela  elite, a classe média se volta para políticos de extrema direita, na esperança de que estes que prometem a salvação, as livre de caírem no abismo da pobreza. Pois a classe média tem horror e medo da pobreza. Ela passa a atacar os pobres, pois imagina que os pobres são a causa de sua precarização. 

O fascismo é um sintoma instrumentalizado do neoliberalismo necropolítico, assim, devemos conhecer o quanto possível a “causa”, real ou imaginária, (ou as causas) daquilo que está provocando a emergência desse sintoma. A análise desse sintoma leva ao conhecimento da verdade sobre o capitalismo neoliberal de máxima acumulação e seus meios. Esses meios drenam a classe média do pouco que tem (embora esta se imagine na iminência de ser ou pertencer à elite), e esteja cada vez mais perto de se ver despossuída de sua segurança e de suas pequenas posses. 

O Filme o Poço é emblemático nesse sentido. Mostra que ao invés de se unirem no pouco que possuem (classe média e pobreza) a classe média expropria as migalhas que os pobres possuem, temendo ser identificada com eles. Desta forma exterminam qualquer possibilidade de alguma mudança ou mitigação dos efeitos do neoliberalismo sobre ambos estamentos sociais. É o canibalismo socioeconômico. É o fascismo.

22 fevereiro 2025

PERSONA DESENHOS

DESENHO DE PERSONAGENS 
























 

ÚLTIMAS PALAVRAS DO IMPERADOR HADRIANO

ANIMULA VAGULA BLANDULA

Dinastia NERVA-ANTONINA (96 - 192)

Publius Aelius Trajano Hadriano pertencia à dinastia Antonina. Os antoninos foram os imperadores:

1) Nerva: Marcus Cocceius Nerva; 8 de novembro de 30 – 27 de janeiro de 98. Imperador de 96 - 98 d.C 

2) Trajano: Marcus Ulpius Nerva Traianus; 18 de setembro de 53 - 9 de agosto de 117) foi imperador romano de 98 a 117.

3) Adriano: Publius Aelius Hadrianus; 24 de janeiro de 76 - 10 de julho de 138), também designado como Hadriano, foi imperador romano de 117 a 138.

4) Antonino Pio: Titus Aelius Hadrianus Antoninus Pius; 19 de setembro de 86 - 7 de março de 161), foi imperador romano de 138 a 161.

5) Marco Aurélio: Marco Aurélio Antonino; 26 de abril de 121 - 17 de março de 180. Imperador romano de 161 a 180. 

6) Lúcio Vero: Lúcio Aurélio Vero; 15 de dezembro de 130 - 23 de janeiro de 169) foi imperador romano de 161 até sua morte em 169. Co-imperadores: Lúcio Vero (161-169) e Cômodo (177-180)

7) Cômodo: César Lucius Aeliius Aurelius Commodus Augustus Pius Félix Sarmaticus Germanicus Máximus Britânicus), nascido em Lanúvio em 31 de agosto de 161 e falecido em Roma em 31 de dezembro de 192, foi um imperador romano que reinou de 180 a 192.

O período da Dinastia Antonina foi um período de estabilidade e paz. Também ficou conhecido como a era dos cinco bons imperadores (Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio e Marco Aurélio). Após essa dinastia, houve o governo pretoriano em 193. Os pretorianos eram os guardas pessoais do imperador, que tomaram o poder por um ano após o assassinato de Cômodo.

Publius Aelius Trajano Hadrianus
Nativitas: 24 Ianuarii 76 CE; Italica
Obitus: 10 Iulii 138; Baiae
Patria: Roma antiqua
Nomen nativum: Publius Aelius Hadrianus

Víbia Sabina


Últimas palavra do imperador Hadriano



Animula vagula blandula
Hospes comesque corporis
Quae nunc abibis in loca
Pallidula rigida nudula
Nec ut soles dabis iocos

O imperador Adriano e o verdadeiro amor de sua vida, o jovem Antinous.
Apesar de ser casado com Vibia Sabina, e nutrir por ela grande amor, ele amava também o jovem Antinous. Essa relação era de conhecimento público em Roma e no império, e é dito que, até mesmo a imperatriz, sabia desse relacionamento e era grande amiga e confidente do jovem Antinous. 



Animula vagula blandula é o primeiro verso de um poema que aparece na Historia Augusta como obra do moribundo imperador Adriano. Foi extensivamente estudado e existem inúmeras traduções. O autor da Historia Augusta foi depreciativo, mas autores posteriores foram mais respeitosos. 

O título original da obra é desconhecido, entretanto ficou conhecida como Historia Augusta. O manuscrito mais antigo, que conta a história de alguns imperadores, indo do ano 117 a 285 d.C., com lacunas em alguns anos. 
O Codex Palatinus Latinus 899 do século IX na biblioteca do Vaticano, é apresentado como “Vidas dos vários príncipes e tiranos do divino Adriano ao Numeriano”, denominação que retoma um comentário que aparece na vida dos Trinta Tiranos, não tendo valor como título oficial. O termo História Augusta só foi atribuído em 1603 pelo humanista Isaac Casaubon para uma das primeiras edições impressas.




Tradução para o português


Pobre alma errante e encantadora
Convidada e companheira do meu corpo,
Para que lugar você irá agora?
Coisinha pálida, rígida e nua,
Nem você estará fazendo piadas como sempre faz.

Poor little, wandering, charming soul
Guest and companion of my body,
What place will you go to now?
Pale, stiff, naked little thing,
Nor will you be making jokes as you always do.


Antinous é deificado após a sua morte, pelo imperador Hadriano.



























Reconstrução da aparência do rosto de Antinous


Hadrianus e Antinous





































Taça Warren


Zeus, transformado numa águia raptando Ganimedes 


Nisus e Euryalus