Bairro da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, internacionalmente conhecido, com praia, opções gastronômicas, circuito cultural, boemia e palco de grandes eventos, Copacabana é um dos principais cartões-postais do Brasil. Inicialmente, a extensão da praia e seu entorno chamava-se Sacopenapã, de origem tupi e significava, "o barulho e o bater de asas dos socós", o barulho dos pássaros.
Praia de Copacabana.
Há várias hipóteses etimológicas para o nome Copacabana. A primeira alega que o termo teria vindo da língua quíchua falado no antigo Império Inca, significando "lugar luminoso", "praia azul" ou "mirante do azul". Outras fontes apontam o termo como originário da língua aimará, falada na Bolívia, significando "vista do lago" (kota kahuana). Na Bolívia, Copacabana é o nome dado a uma cidade situada às margens do Lago Titicaca, fundada sobre um antigo local de culto inca. Existem relatos de que, nesse local, antes da chegada dos colonizadores espanhóis, ocorria o culto a uma divindade chamada Kopakawana, que protegeria o casamento e a fertilidade das mulheres.
Praia em Copacabana.
Inicialmente, a praia e toda a região a sua volta tinham o nome tupi de "Sacopenapã", que significa "o barulho e o bater de asas dos socós". No século XVIII, com a inauguração de uma ermida em homenagem a Nossa Senhora de Copacabana, num rochedo no final da praia, o nome da praia e da região foi trocado para "Copacabana".
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O nome Copacabana e sua ligação com o bairro inicia-se no século XVII, com a chegada de comerciantes de prata, bolivianos e peruanos, que eram conhecidos como “peruleiros”. Os imigrantes motivados por sua fé trouxeram uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Copacabana. A imagem foi depositada no interior de uma capela, erguida sobre um rochedo e posteriormente deu o novo nome ao bairro.
Copacabana em 1914, foto de Antônio Caetano da Costa Ribeiro. Acervo da Fundação Biblioteca Nacional (
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Em 1914, a igreja foi demolida, para a construção do atual Forte de Copacabana.
Segundo a lenda, após a chegada dos espanhóis à região da Copacabana boliviana, Nossa Senhora teria aparecido no local para Francisco Tito Yupanqui, um jovem pescador, que, em sua homenagem, teria esculpido uma imagem da santa que ficou conhecida como Nossa Senhora de Copacabana: a Virgem vestida de dourado pousada sobre uma meia-lua. No século XVII, comerciantes bolivianos e peruanos de prata (chamados na época de "peruleiros") trouxeram uma réplica dessa imagem para a praia do Rio de Janeiro então chamada de Sacopenapã (nome tupi que significa "caminho de socós"). Sobre um rochedo dessa praia, construíram uma capela em homenagem à santa. Tal capela, com o tempo, passou a designar a praia e o bairro e demolida em 1918, para ser erguido, em seu lugar, o atual Forte de Copacabana.
Outra vertente da história é confirmado por historiadores que relatam que a Igrejinha de Copacabana, que batizou o bairro e a praia (que na época se chamava "Sacopenapã"), foi construída por pescadores no início do século XVIII em homenagem a Nossa Senhora de Copacabana. A imagem de Nuestra Señora de Copacabana, que ficava na igreja, foi trazido da Bolívia no final do século XVIII. Com a demolição do pequeno templo em 1918, foi transladada para a matriz do bairro. A mesma imagem retornou para a nova Igrejinha de Copacabana, no Posto 6 junto ao Forte, em 8 de dezembro de 1953, quando o novo templo ainda era construído.
No final do século XIX e início do século XX, com o desenvolvimento de sistemas de saneamento mais avançados, as praias da cidade puderam ser limpas, adquirindo valor e tornando-se objeto da procura pelas camadas de mais alta renda. Com a chegada dos bondes e a abertura de vários túneis ligando a praia ao centro da cidade, esta começou a ser mais frequentada pela população (
WP).
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Sobre a origem do nome Copacabana há algumas versões: uma da língua quíchua, falada pelos Incas e que significa “lugar luminoso”, “praia azul”, “mirante azul”. Já a outra possibilidade vem da língua aimará, da Bolívia e significa “vista do lago”. Até o final do século XIX, Copacabana não era um local de fácil acesso, viviam ali alguns pescadores, existiam chácaras, sítios, a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana e o Forte Reduto do Leme. Em 1892, um marco para a região, foi a inauguração do túnel no Morro de Vila Rica, Túnel Real Grandeza, conhecido como Túnel Velho, atual, Túnel Alaor Prata. A construção permitiu o acesso entre Copacabana e Botafogo e a integração com o restante da cidade. Outro destaque para a integração e movimentação no bairro foi a criação e ampliação das linhas do bonde.
Já no início do século XX, em 1905, na gestão do prefeito Pereira Passos, foi iniciada a obra da Avenida Atlântica, entregue no ano seguinte pelo prefeito Sousa Aguiar. Data deste período a construção do famoso calçadão de Copacabana, construído com pedras vindas de Portugal. Na década de 70 obras foram feitas para duplicar a Avenida Atlântica e facilitar o fluxo, já intenso.
Um dos grandes símbolos do bairro, o Hotel Copacabana Palace foi o primeiro grande edifício construído, inaugurado em 1923. O plano inicial era que o hotel de luxo hospedasse os visitantes que viriam a capital federal para participar da Exposição do Centenário da Independência do Brasil que ocorreu em 1922, porém, dificuldades com a obra, com materiais, não permitiram a inauguração do hotel a tempo. Nas dependências do Copacabana Palace também funcionou um cassino até 1946, quando o jogo foi proibido no país. A edificação com localização privilegiada permite uma bela vista do praia.
(Imagens: Google images)
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