INÍCIO

23 maio 2024

AMEAÇA FASCISTA

A AMEAÇA AINDA SEM NOME 

Nos anos 1930, o mundo tremia ao ouvir falar do Comintern, a Internacional Comunista. Hoje, sem nome, há uma Internacional da Extrema Direita, e o mundo ainda não se to-cou. Ela já detém o governo na Itá-lia, Polônia, Hungria e Holanda. In tegra ou apoia o governo na Finlân dia, Suécia e Grécia. Cresce a galope na França. Chegou perto nas eleições em Portugal e Espanha. Pândega ou trágica, venceu na Argentina. Promove o terror na Alemanha, no Canadá e na Nova Zelândia. E os EUA podem ter Trump de volta. No Brasil, Bolsonaro tem processos e acusações suficientes para enjaulá-lo por 50 anos. Isso ainda não aconteceu porque a Justiça tem de seguir o seu curso "normal" embora se trate de um anormal que, vitorioso na eleição ou no golpe, implantaria uma ditadura que nos faria sentir saudade dos militares. Daí, Bolsonaro continua à solta, arrotando ameaças e pautando a imprens. 

A extrema direita tem uma receita universal. Populismo, nacionalismo, discurso moral e religioso. Xenofobia, repúdio a imigrantes e racismo. Desprezo pelos partidos e pregação da antipolítica. Domesticação ou fechamento do Judiciá-rio. População armada. Antiliberalismo. Negacionismo. Rejeição às teses identitárias e rancor contra artistas e intelectuais. E, com o apoio de seus zumbis nas redes sociais, disseminação de fake news, discurso de ódio com ameaças físicas e inversão de conceitos falam de “liberdade”, “democracia” e “eleições limpas” e, quando no poder, esses valores são os primeiros a ser cancelados. Elon Musk, o Führer das plataformas digitais, encarna esse programa. Seu desacato ao Brasil poderia ter sido ditado por Bolsonaro. Mais cedo do que pensamos, o mundo pagará caro por essa tecnologia sem pátria e sem freios. O Comintern fracassou em tudo e acabou em 1943. A Internacional da Extrema Direita apenas começou e, aos poucos, vai ganhando todas.





O inacreditável dos “acordões políticos” engolidos como atos de pacificação é ocorrerem sempre DEPOIS de a esquerda ser punida e ANTES de a direita ser responsabilizada.

Com a esquerda, é assim:

“Ah, soltaram Zé Dirceu no acordo” - mas só depois de tirar o petista 20 anos da vida pública.

“Fizeram acordo para poupar os direitos políticos de Dilma” - mas só depois de cassar o mandato sem crime de responsabilidade.

“Ah, Lula saiu da cadeia por um acordão” - mas só depois de ficar 580 dias preso ilegalmente e o país ser privado de votar nele.

E com a direita?

“Salvaram Moro no acordão” - e ele fica livre do abuso eleitoral e dos absurdos na criminosa Lava Jato.

“Vão poupar bolsonaro pela pacificação”- e ficam impunes genocídio, tramas golpistas, subtração de joias etc.

“Tem acordo para isentar militares” - e o país aguenta a impunidade a cada ciclo de arroubos golpistas da tropa.

Acordão virou salvo-conduto para a direita violar leis sem aperreios - enquanto a esquerda é injustamente castigada.

Tiago Barbosa 







20 maio 2024

IMPÉRIO ROMANO

 ANTIGUIDADES 



A recreated Centurion's Phalarae harness, 1st Century AD for Legio XXI Rapax. It would be attached to his Lorica Squamata it holds 10 discs for bravery and service. The two discs upper left (the god Jupiter) and far right (god Janus) are attached to two silver torcs, added bravery awards. They could be small or large, gold or silver, flat or heavily 3D to make them more impressive and visible. Between the two top discs is Herac(k)les battling the Nemean Lion and the middle disc is the Gorgon Medusa (common central motif on Roman high officer's Lorica Musculata for hundreds of years) Above Medusa are two mythical Roman Capricorns that are linked to Augustus, and bottom left is the Emperor Nero. The middle bottom is the Emperor Tiberius standing over his dead enemies. Above Nero, appropriately is a mighty Roman Aquila (eagle) spreading its wings - the very essence of Roma herself. This is one of the most perfect harnesses I have seen, not to over the top but it clearly warns all viewers who these men are.












BRASIL FASCISTA

BRASIL FASCISTA 

Na semana passada, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tuitou: “Imagina o que seria do Brasil e dos brasileiros com Lula presidindo-o na pandemia!”.

Já vou imaginar, Eduardo, mas, antes, vamos começar imaginando como seria o desastre no Rio Grande se o golpe de seu pai, denunciado pelos ex-chefes do Exército e da Aeronáutica, tivesse dado certo.

Nesse cenário, e só nele, Jair Bolsonaro ainda seria presidente em 2024.

Quando as enchentes começassem, Jair negaria a existência de enchentes e as chamaria de "chuvazinha". Em suas lives de quinta, divulgaria teorias da conspiração sobre como a China causou a enchente. Com base em uma estimativa de Osmar Terra, afirmaria que menos chuvas cairiam no Rio Grande em 2024 do que no ano anterior. Ao lado de Paulo Guedes, declararia que a evacuação das áreas inundadas seria completamente desnecessária e atrapalharia a economia.

Jair declararia guerra a Eduardo Leite e Sebastião Melo por tentarem resgatar vítimas da enchente, como fez com Doria e suas vacinas. Não visitaria os desabrigados, não choraria pelos mortos. Ao invés disso, faria piada imitando um gaúcho se afogando, e, diante da indignação popular, diria: "Querem que eu faça o que? Não sou salva-vidas".

Em cadeia nacional de rádio e TV, Bolsonaro afirmaria que os afogados deviam ter algum problema de saúde preexistente, porque só isso os impediria de vencer a correnteza a nado, o que ele, com seu histórico de atleta, faria com facilidade. 

(por Celso Rocha de Barros, Folha de São Paulo).

O desqualificado pior presidente de toda a história brasileira. 


19 maio 2024

PORTO ALEGRE CIDADE ABANDONADA

PORTO ALEGRE, 
UMA CIDADE ABANDONADA

Artigo de Paulo Musel 

A partir de 2016, tivemos dois anos do mandato de um vice traidor, Temer, que iniciou um processo de sucateamento dos aparatos básicos do estado, sobretudo da educação e da saúde, além de implementar uma retirada de direitos do trabalhador. Em 2018 a eleição de Bolsonaro, um político corrupto, o que de pior a extrema direita brasileira nos poderia oferecer. 
Bolsonaro aprofundou ao extremo as políticas neoliberais além de fazer elogio à tortura. Suas políticas geraram mais de 30 milhões de pessoas passando fome, 15% de desempregados o maior índice desde o pleno emprego do governo Dilma. Bolsonaro levou ao extremo a política do pior, sucateando e vendendo quase todos os ativos do estado brasileiro. 
Praticou uma política neoliberal fascista, privatista com fácies autoritária, conservadora e excludente.  
Assim, gerou um empobrecimento dos estados da união e consequentemente de todo o povo. 
Nesse cenário não há investimento algum do governo federal na infraestrutura dos entes federados e como consequência aqueles estados que seguiram essa cartilha, deixaram de aplicar recursos necessários para conter eventos catastróficos.  
E aqui estamos nós, vivendo numa cidade distópica abandonada pelo seu governador Eduardo Leite, seus dois senadores de extrema direita, e pelo lacaio apoiador do ex-presidente inelegível, o prefeito, todos ineptos e incompetentes para lidar com eventos climáticos extremos.


Estado de abandono (1)

O governo passado, um governo corrupto até a medula, ligado às milícias, das lavagens de dinheiro. Um governo que ao longo dos seus terríveis quatro anos de mandato negou o resultado das eleições e tentou perpetrar o golpe militar.

A eleição de Lula em 2022 nos livrou da ditadura, e trouxe novas esperanças.

Mas não nos enganemos, o fortalecimento da extrema direita é fenômeno mundial que permanece. 
Em 2021, no Chile, o ultra-conservador José Kast disputou o segundo turno com Boric defendendo o legado sanguinário de Pinochet. Na Argentina Milei, um ultra extremado liberal derrotou o candidato peronista.

E aqui, na mais meridional das capitais brasileiras, temos ainda um bolsonarista de carteirinha ocupando o Paço: Sebastião Melo, um político que iniciou sua trajetória política assumindo o cargo de vereador em 2001 em Porto Alegre.

Filiado ao MDB, é uma figura típica deste partido: o que lhe falta de consistência ideológica ou experiência administrativa sobra em oportunismo e ambição política.

Surfou na onda que promoveu sua ascensão na política: o neoliberalismo raiz bolsonarista.

A falta de cuidados, o abandono das boas práticas de gestão pública em Porto Alegre, começaram em 2005 com José Fogaça o primeiro prefeito pós ciclo petista (1989/2004). 
José Fogaça, foi um senador sonolento, preguiçoso, que não tinha competência nem vontade para administrar uma prefeitura que é também capital. Foi sucedido por José Fortunati, um ex-deputado petista, um oportunista de carteirinha. 
O prefeito seguinte, Marchezan Jr, da ex-Arena, depois PSDB, foi ainda pior: não governou, passou os 4 anos brigando. Em 2020 foi eleito Sebastião Melo.

Estas quase duas décadas de prefeitos neoliberais, uma forte guinada que a política deu à direita deixaram um terrível passivo. Porto Alegre não foi exceção.

Temos hoje uma cidade com vias e passeios esburacados, praças e parques abandonados. O sistema de transporte coletivo da cidade entrou em colapso, há linhas de ônibus e de lotação que não funcionam nos fins de semana. O sistema de sinaleiras é obsoleto, e com péssima manutenção.
Milhares de sem teto, pessoas desempregadas perambulam pelas ruas da nossa capital. 

O sistema de assistência social da Prefeitura foi desmontado. Bolsonaro extinguiu o Minha Casa, Minha Vida. Os serviços municipais nas áreas de saúde e educação são precários, ocorreu a redução das despesas de manutenção de serviços de saúde pública com o consequente aumento dos índices de HIV, de tuberculose e das mortes prematuras. Na área da educação temos um déficit de 12 mil vagas nas escolas infantis e falta de professores na rede escolar.

Melo apoiou todas as ações e omissões de Bolsonaro no auge da crise da Covid: criticou o uso das vacinas, desestimulou o isolamento e o uso obrigatório da máscara. Foi cúmplice do charlatanismo genocida de Bolsonaro. 
Na linha de terceirizar e privatizar Melo exagerou. Vendeu a Carris a preço de banana, tentou ainda, vender o DMAE, felizmente sem sucesso.

Por fim, Melo botou uma pá de cal no pouco que restava do planejamento urbano da cidade. A estreita ligação de Melo com os interesses especulativos dos grandes grupos imobiliários da cidade: Melcnik, Cyrela, Multiplan, Zaffari, dentreoutros, se tornaram evidentes, eles foram os maiores doadores da sua campanha à Pre- feitura.

Este ano teremos no eleições municipais, hora de mandar o Sebastião para a casa.

Fonte







Opinião 

Como é possível que o povo trabalhador e a classe média, tenham errado tanto em tão longo tempo, (duas décadas)? Perpetuando o erro, eleição após eleição? Será que não conseguem ver que esses políticos da direita e extrema direita, só tem compromisso com o capital, com o lucro, e com quem os elegeu, i.e., a elite do atraso? A classe média Portoalegre encolheu muito nos anos de governo da direita e extrema direita. Será que essas pessoas não enxergam e não aprendem nada? 

“A desigualdade brasileira, com base nas pesquisas domiciliares como a Pnad, é uma das mais altas do mundo. O Brasil é conhecido como o país da desigualdade. Mas quando se agrega os dados do imposto de renda (IRPF) com os da Pnad essa conclusão fica ainda mais forte, e evidente” (Neri, 2023, brasildefato). A classe média ignorante está sentindo na pele e está errando eleição após eleição. Logo, logo a classe média voltará a ser pobre novamente. Políticos da extrema direita não possuem compromisso algum com o povo, muito menos bom o bem estar do trabalhador. Porto Alegre, ainda da tempo de revertermos esse ciclo de abandono e descaso: basta se informar e votar em em políticos cujo compromisso é com o povo e com a justiça social. 









DRAGÕES

DRAGÕES E SEU SIGNIFICADO


Um espírito implacável e pioneiro.

O Dragão Chinês, também conhecido como loong, longo ou lung, chinês simplificado: 龙; chinês tradicional:龍; pinyin: lóng, é uma criatura lendária na mitologia chinesa, no folclore chinês e na cultura chinesa em geral. 

Os dragões chineses têm muitas formas semelhantes a animais, como tartarugas e peixes, mas são mais comumente descritos como cobras com quatro patas. Os acadêmicos identificaram quatro teorias confiáveis ​​sobre a origem do dragão chinês: cobras, crocodilos chineses, adoração do trovão e adoração da natureza. Eles tradicionalmente simbolizam poderes potentes e auspiciosos, particularmente o controle sobre a água.


O dragão chinês foi transformado de progenitor imaginário em mascote desde os tempos antigos até o presente. Representa o espírito implacável e pioneiro do povo chinês em acompanhar os tempos.


An Unrelenting and Pioneering Spirit.

The Chinese Dragon, also known as the loong, long or lung, simplified Chinese: 龙; traditional Chinese: 龍; pinyin: lóng, is a legendary creature in Chinese mythology, Chinese folklore, and Chinese culture at large. Chinese dragons have many animal-like forms such as turtles and fish, but are most commonly depicted as snake-like with four legs. Academicians have identified four reliable theories on the origin of the Chinese dragon: snakes, Chinese alligators, thunder worship and nature worship. They traditionally symbolize potent and auspicious powers, particularly control over water.

The Chinese dragon has been transformed from an imaginary progenitor to a mascot from ancient times to the present. It represents the Chinese people's unrelenting and pioneering spirit of keeping pace with the times. 



Dragão chinês 






Not only has the Chinese dragon prevailed in China, but it's also very popular among Chinese people living overseas. It has become a symbol of China and Chinese culture. 

What Do the Colors of Chinese Dragons Mean? 

There are blue, green, red, black, white, yellow, and golden dragons in Chinese culture. Different colors of dragon represent different things. 

Dragons in different colors 

Red Dragons 

Red is China's luckiest color. It is often used to decorate the house/building used for a wedding or festival. The red dragon therefore has lucky symbolism. 

People paint red dragons to decorate their houses or walkways to celebrate various festivals. It is a tradition to use red dragons for dragon dances. 

Black Dragons 

Black Chinese dragons are often related to vengeance. In some Chinese movies, many criminal organizations or street gangs use black dragons as their emblems. 

Criminals often have black dragon tattoos on their arms or back, which represent evil or revenge. In ancient China, the black dragon is often linked to catastrophes like storms and floods.

White Dragons

White is traditionally connected to death and mourning in Chinese culture. However, a white Chinese dragon symbolizes purity and virtue.

Blue and Green Dragons

In Chinese culture, blue and green are colors representing nature, health, healing, peace, and growth. A blue/green dragon symbolizes the approaching of spring, new life, and plant growth.

Yellow Dragons

Since ancient imperial dynasties, yellow has been regarded as the royal color. Yellow dragons were a symbol of the emperor. They represented wisdom, good fortune, and power.

Yellow Dragon on Imperial Robe

Golden Dragons

Golden Chinese dragons are associated with powerful deities or harvest. Golden dragons always symbolize wealth, prosperity, strength, harvest, and power.

Types of the Chinese Dragon

The green dragon is also called the azure dragon. It is one of the four great beasts in Chinese mythology (the Black Tortoise, Vermilion Bird, White Tiger, and Azure Dragon) representing the four directions (north, south, west, and east) respectively. The green dragon represents the east and controls rain and wind.

The winged dragon is said to reside in the sky. In Chinese legend, the winged dragon is the ancestor of dragons. It controls the four seasons and descendants of the Yellow Emperor.

The coiling dragon is said to live on the earth and not be able to fly to the sky. It is said that the coiling dragon can control time. 

The horned dragon, according to Chinese legend, is a dragon that has lived more than 500 years, and at that age developed horns. It is a powerful and evil dragon that often makes floods. 

The underworld dragon is said to live in the seas, rivers, lakes, or underground. It can control the flow of rivers or streams. 

The treasure dragon, it is said, can protect hidden treasures or personal wealth. 

The cloud dragon, according to legends, lives in the cloud. It can fly through thick cloud and make rain. It is also a popular dragon that Chinese painters like to paint. 

The dragon king, or old dragon, is the most powerful and intelligent Chinese dragon in China's mythology. It can change into different shapes, even human beings. 

It is said that it can control all the seas of China in all directions.


(WP)






Fonte

https://en.wikipedia.org/wiki/Chinese_dragon








 

18 maio 2024

CAPITALISMO DO DESASTRE

 CAPITALISMO DO DESASTRE 


Trecho do texto de Tatiana Dias para o Intercept, 18 de maio de 2024.


(...)

No domingo, o Fantástico fez uma reportagem em tom esperançoso mostrando como foi a recuperação de Nova Orleans, e o que os gaúchos podem aprender com ela. 

A história de superação da cidade pode ser, sim, lida com essa lente inspiradora. Mas a economia de recuperação de desastres tem um lado sombrio, e é a tempestade perfeita para os urubus da crise criarem novas fronteiras de acumulação de capital, e implantarem as reformas e medidas antipopulares que tanto desejam.

É o fenômeno descrito como capitalismo de desastre. O caso de Nova Orleans, por exemplo, é um dos exemplos analisados pela autora canadense Naomi Klein no seu livro "A doutrina do choque – a ascensão do capitalismo do desastre".

Esse conceito de "choque" vem do economista Milton Friedman, vencedor do Nobel de Economia em 1976 e um dos principais influenciadores da linha econômica liberal dos Chicago Boys.

Naomi Klein mostra que foi assim no Chile, após o golpe que derrubou Salvador Allende. Também na Bolívia, que atravessou uma crise econômica em 1980. Malásia, Filipinas, Coreia do Sul, Brasil e Indonésia, entre outros, também passaram por processos semelhantes nos anos 1990. No início do século 21, foi a vez dos EUA, em choque com a Guerra ao Terror, com uma retórica que favoreceu a privatização de serviços de defesa nacional.

Klein argumenta que o fenômeno se repetiu também depois de desastres naturais. Na América Central, após o furacão Mitch, e também no Sri Lanka, depois do tsunami em 2004, e em Nova Orleans com o Katrina. Em todos os casos, o estado foi reduzido com privatizações, e as corporações ganharam liberdade com desregulamentação.

Naomi Klein mostra, por exemplo, que, nos EUA, a passagem do Katrina serviu como ponto de partida para uma série de privatizações, incluindo o sistema educacional.

No Sri Lanka foi semelhante: o governo, defendendo que a reconstrução do país não poderia ficar a cargo de políticos, decidiu criar um novo órgão, chamado Força Tarefa, composto basicamente de banqueiros e empresários. O grupo propôs um plano de reconstrução que ia de acordo com seus próprios interesses comerciais: expulsou moradores de áreas pobres e fortaleceu o turismo de luxo.

Aqui no Brasil, a mesma agenda foi implementada depois do rompimento da barragem do Fundão. Uma excelente tese de doutorado da UFMG descreve o crime ambiental de Mariana, em Minas Gerais, como o primeiro grande experimento desse capitalismo no Brasil.

Na ocasião, argumenta a autora Claudia Rojas, a primeira terapia de choque foi o rompimento abrupto e violento. O segundo foi um programa econômico neoliberal e impopular para reparar os danos, que "permitiu às corporações responsáveis inaugurar um novo mercado e conquistar os últimos bastiões do estado", diz a tese.

Por fim, e não menos perverso, os atingidos foram submetidos a "mecanismos e técnicas de tortura coletiva, que contribuíram para reduzir o gasto social, neutralizar a resistência e consolidar a ascensão do capitalismo de desastre no Brasil". Por exemplo, com a pressão para assinatura de acordos com indenizações irrisórias.

A autora mostra como o capital se fortalece com as crises que ele mesmo fomenta e reproduz continuamente. Primeiro, com a consolidação do papel das corporações privadas nas respostas às crises. No caso da barragem, por exemplo, o dinheiro de reparação foi gerido por uma fundação privada, e não pelas vítimas ou pelo estado.

Segundo a autora, esse processo permite o avanço da classe capitalista transnacional. E isso acontece de uma maneira sofisticada, com ONGs e projetos de recuperação, novas instituições e protocolos, de maneira que as próprias corporações ditem as regras e as respostas à crise. Grandes consultorias internacionais especializadas em reputação, sabe?

O capitalismo de desastre também se manifesta com agendas liberais que "alargam o espaço privado em detrimento do espaço público". Em Mariana, por exemplo, isso aconteceu com a privatização de serviços essenciais como assistência às vítimas e respostas a emergências ambientais, que ficaram a cargo das próprias empresas e fundações privadas.

Agora, preste atenção no que está acontecendo no Rio Grande do Sul: a contratação da consultoria especializada em crises corporativas no lugar de pesquisadores de universidades públicas, o pix do governador Eduardo Leite, os pedidos de doações a entidades privadas.

Combine isso com a narrativa predominante das fake news de direita: é a descredibilização do poder público, a ideia de que a ação estatal é "burocrática" e está "atrapalhando" os voluntários, é o helicóptero fake da Havan criado por inteligência artificial resgatando pessoas, é a ideia de um heroísmo privado e atuante sobre a ineficiência do poder estatal.

A resposta ao choque, que se descortina agora, é justamente o fortalecimento da agenda neoliberal em resposta à tragédia: o estado está reduzido, inoperante, então vamos substituí-lo. O Rio Grande do Sul é o novo laboratório da crise.

Friedman argumentava que só as crises econômicas poderiam produzir mudanças. Ou seja: o período após um trauma coletivo é o mais propício para reformas que, em outras ocasiões, dificilmente seriam aceitas. Privatizações radicais, por exemplo.

17 maio 2024

BARRETE FRIGIO

O BARRETE DA LIBERDADE



A República, pintura alegórica da república brasileira obra de Manuel Lopes Rodrigues, 1896. Óleo sobre tela, 230 x 120 cm, Museu de Arte da Bahia.

O barrete frígio incorpora a capacidade que temos de, quando juntos, decidir coletivamente nos levantar para lutar pelo melhor. Esse poderoso símbolo figura em inúmeras bandeiras modernas e contemporâneas e foi escolhido como mascote das olimpíadas francesas de verão de 2024.




AGRONEGÓCIO NECROPOLÍTICO

Ó REIS DO AGRONEGÓCIO, 
Ó PRODUTORES DE ALIMENTO COM VENENO

“Reis do Agronegócio” 
(música de Chico César, letra de Carlos Rennó)

Ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio,
Ó produtores de alimentos com veneno,
Vocês que aumentam todo ano sua posse,
E que poluem cada palmo de terreno,
E que possuem cada qual um latifúndio,
E que destratam e destroem o ambiente,
De cada mente de vocês olhei no fundo
E vi o quanto cada um, no fundo, mente.

Vocês desterram povaréus ao léu que erram,
E não empregam tanta gente como pregam.
Vocês não matam nem a fome que há na Terra,
Nem alimentam tanto a gente como alegam.
É o pequeno produtor que nos provê e os
Seus deputados não protegem, como dizem:
Outra mentira de vocês, Pinóquios véios.
Vocês já viram como tá o seu nariz, hem?

Vocês me dizem que o Brasil não desenvolve
Sem o agrebiz feroz, desenvolvimentista.
Mas até hoje na verdade nunca houve
Um desenvolvimento tão destrutivista.
É o que diz aquele que vocês não ouvem,
O cientista, essa voz, a da ciência.
Tampouco a voz da consciência os comove.
Vocês só ouvem algo por conveniência.

Para vocês, que emitem montes de dióxido,
Para vocês, que têm um gênio neurastênico,
Pobre tem mais é que comer com agrotóxico,
Povo tem mais é que comer, se tem transgênico.

É o que acha, é o que disse um certo dia
Miss Motosserrainha do Desmatamento.
Já o que acho é que vocês é que deviam
Diariamente só comer seu “alimento”.
Vocês se elegem e legislam, feito cínicos,
Em causa própria ou de empresa coligada:
O frigo, a múlti de transgene e agentes químicos,
Que bancam cada deputado da bancada.

Até comunista cai no lobby antiecológico
Do ruralista cujo clã é um grande clube.
Inclui até quem é racista e homofóbico.
Vocês abafam mas tá tudo no YouTube.

Vocês que enxotam o que luta por justiça;
Vocês que oprimem quem produz e quem preserva;
Vocês que pilham, assediam e cobiçam
A terra indígena, o quilombo e a reserva;
Vocês que podam e que fodem e que ferram
Quem represente pela frente uma barreira,
Seja o posseiro, o seringueiro ou o sem-terra,
O extrativista, o ambientalista ou a freira.

Vocês que criam, matam cruelmente bois,
Cujas carcaças formam um enorme lixo;
Vocês que exterminam peixes, caracóis,
Sapos e pássaros e abelhas do seu nicho;
E que rebaixam planta, bicho e outros entes,
E acham pobre, preto e índio “tudo” chucro:
Por que dispensam tal desprezo a um vivente?
Por que só prezam e só pensam no seu lucro?

Eu vejo a liberdade dada aos que se põem
Além da lei, na lista do trabalho escravo,
E a anistia concedida aos que destroem
O verde, a vida, sem morrer com um centavo.
Com dor eu vejo cenas de horror tão fortes,
Tal como eu vejo com amor a fonte linda –
E além do monte o pôr-do-sol porque por sorte
Vocês não destruíram o horizonte… Ainda.

Seu avião derrama a chuva de veneno
Na plantação e causa a náusea violenta
E a intoxicação “ne” adultos e pequenos –
Na mãe que contamina o filho que amamenta.
Provoca aborto e suicídio o inseticida,
Mas na mansão o fato não sensibiliza.
Vocês já não ´tão nem aí co´aquelas vidas.
Vejam como é que o Ogrobiz desumaniza…:

Desmata Minas, a Amazônia, Mato Grosso…;
Infecta solo, rio, ar, lençol freático;
Consome, mais do que qualquer outro negócio,
Um quatrilhão de litros d´água, o que é dramático.
Por tanto mal, do qual vocês não se redimem;
Por tal excesso que só leva à escassez –
Por essa seca, essa crise, esse crime,
Não há maiores responsáveis que vocês.

Eu vejo o campo de vocês ficar infértil,
Num tempo um tanto longe ainda, mas não muito;
E eu vejo a terra de vocês restar estéril,
Num tempo cada vez mais perto, e lhes pergunto:
O que será que os seus filhos acharão de
Vocês diante de um legado tão nefasto,
Vocês que fazem das fazendas hoje um grande
Deserto verde só de soja, de cana ou de pasto?

Pelos milhares que ontem foram e amanhã ser-
Ão mortos pelo grão-negócio de vocês;
Pelos milhares dessas vítimas de câncer,
De fome e sede, e fogo e bala, e de AVCs;
Saibam vocês, que ganham “cum” negócio desse
Muitos milhões, enquanto perdem sua alma,
Que a mim não faria falta se vocês morressem;
Saibam que não me causaria nenhum trauma.




Links interessantes para pesquisa




LINKS GERAIS #2


A
Apresentações: como fazer 







ART

ROYAL ACADEMY OF ART


ARTE DESDE 1950














ARTE





arte



Nude art photography







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MANIFESTO DAS ALMAS LIVRES





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Jean-Baptiste Regnault, 1754-1829, Amour & Hymen buvant à la coupe de l’amitié, 1820, dét., anc. coll. Jean-Pierre Changeux, Seine-&-Marne, Île-de-France, photo Renaud Camus

ADVERTISING 




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Arte: Ben-Day dots









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Aubrey Beardsley - Alphabetic A to Z of birth. (Jackie Wills)






Artista: Nestor Jr




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Sergio M 




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C


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93% dos homens héteros que responderam a este estudo disseram já ter ficado de conchinha com outro cara. 




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CORANTES, PIGMENTOS E TINTAS






(TCC produção de tinta acrílica PVA)




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MONFORTE, LUIZ G. FOTOGRAFIA PENSANTE. São Paulo / SP, Editora SENAC, 1997. ISBN 858557898X 


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https://math.berkeley.edu/~lpachter/128a/Babylonian_sqrt2.pdf


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