INÍCIO

22 abril 2023

JUROS BRASILEIROS

O BRASIL TRANSFERE RENDA AOS RICOS, 
NÃO AOS POBRES.

Taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano. Essa é a taxa das operações de crédito de curtíssimo prazo (de um dia para outro) entre os bancos, ou seja, no mercado interbancário.

(Fonte imagem: Vermelho, 2021)

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Artigo de Beto Silva/Rj

Em 1º de fevereiro, o Banco Central anunciou a manutenção da taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano. Essa é a taxa das operações de crédito de curtíssimo prazo (de um dia para outro) entre os bancos, ou seja, no mercado interbancário. Ela é considerada “básica” porque é com ela que os próprios bancos se financiam e, assim, é a referência para as demais taxas de juros do sistema bancário. Essas operações se dão no Sistema Especial de Liquidação e Custódia, daí porque ela é também chamada de taxa Selic.

A manutenção da Selic significa a continuidade do aperto monetário iniciado em março de 2021, quando a taxa era 2,00% ao ano. Descontando a inflação, a taxa de juros atual da economia brasileira é a mais alta do mundo.

Juros altos concentram renda e sabotam o crescimento

Mais de 60% da Dívida Líquida do Setor Público está indexada à taxa Selic. Isso significa que 1 ponto percentual da taxa básica representa cerca de R$ 35 bilhões por ano no pagamento de juros. Em 2022, o setor público pagou R$ 586 bilhões em juros. Como os títulos da dívida pública, e os ativos financeiros em geral, são extremamente concentrados[i], o pagamento de juros é um brutal mecanismo de transferência de renda para os mais ricos. 

Além disso, taxa de juros elevada torna a rentabilidade das aplicações financeiras muito superior à do investimento produtivo. É uma trava para o crescimento porque incentiva a migração do capital da esfera produtiva para a financeira. Em seu comunicado, o próprio Banco Central é forçado a reconhecer o quadro “desaceleração” da atividade econômica, o que é obviamente um eufemismo já que são quase 10 anos de crise e estagnação. Basta lembrar que, em 2022, o PIB per capita brasileiro foi menor que o de 2012!

Restou então ao Banco Central apelar para o argumento da “incerteza fiscal”. Mas esse argumento é contraditório e falacioso. Contraditório porque o pagamento de juros é um dos principais gastos do governo, sendo diretamente impactado pela taxa de juros. Se o Banco Central está preocupado com os gastos públicos, esse é mais um motivo para a redução da Selic. É também falacioso porque, apesar das amarras autoimpostas pela Lei do Teto de Gastos, o déficit público não ameaça a solvência do Estado Brasileiro nem afeta a capacidade do poder público de usar o orçamento para garantir serviços sociais essenciais à população.

Na verdade, o que o Banco Central faz é disputar, em nome do capital financeiro, os rumos da política econômica. 

O objetivo é manter o orçamento fechado aos investimentos sociais e ao desenvolvimento. A decisão sobre a taxa Selic é política por definição. 

Se fosse “puramente técnica”, não precisaria ser votada pela diretoria do Banco. Ninguém vota pra decidir quanto é 2+2. 

A votação é o reconhecimento de que há prós e contras em jogo, o que torna a decisão, obrigatoriamente, política. 

É por isso também que é insustentável que o novo governo não possa indicar o presidente do Banco Central. A atuação do BC e do Ministério da Fazenda tem que ser coordenada, não “independente”.

Reduzir a Selic não gera inflação

Alguns economistas argumentam que, mesmo com a economia estagnada, reduzir a taxa de juros pode gerar inflação por seu efeito na taxa de câmbio. A lógica é que juros mais baixos não seriam atrativos ao capital internacional. Com isso, o real seria desvalorizado, aumentando o preço dos insumos e produtos finais importados e dos produtos nacionais indexados ao mercado internacional.

De fato, entre 2017 e 2021, quando a taxa de juros teve trajetória de queda, houve expressiva desvalorização do real. Embora outros fatores devam ser lavados em consideração, como a pandemia, não é inteiramente uma coincidência que a cotação máxima, perto de R$ 5,90 para US$ 1,00, foi atingida no momento de mínima da Selic (março de 2021).

Entretanto, o que essa correlação evidencia é o quanto a economia brasileira está atrelada aos ciclos de liquidez internacional e vulnerável a ataques especulativos. 

Capitais estrangeiros atraídos por juros altos são tipicamente de curto prazo. É óbvio que a estabilidade da taxa de câmbio não pode depender deles. Usar a taxa de juros como um instrumento de política cambial é temerário e inapropriado.

A causa da brusca desvalorização do real e suas consequências na escalada inflacionária de 2021-2022 não foi a Selic reduzida, mas sim o domínio do capital financeiro sobre a taxa de câmbio.  

Há uma série de medidas (controle de capitais, conversão compulsória de receitas de exportação, etc.) que podem e devem ser usadas justamente para aumentar o grau de autonomia da política monetária brasileira, evitando a subordinação da Selic à taxa de câmbio.

Por fim, é importante destacar que a redução da Selic, por si só, não garante a retomada do desenvolvimento econômico. Mas isso só reforça a necessidade de fortalecer a ação estatal na economia e avançar em reformas como a agrária, a urbana e a tributária. 

Reduzir a taxa de juros é um enfrentamento direto ao rentismo e ao capital financeiro e, portanto, um passo fundamental para superação da crise.

[i] 
Segundo a Anbima, 10% das contas de investimento, os chamados segmentos private e alta renda, detêm 66% de todos os ativos financeiros do Brasil.

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BRASIL TEM A MAIOR TAXA DE JUROS DO PLANETA TERRA. UM VERDADEIRO PARAÍSO FISCAL, ONDE O RICO GANHA MUITO E O POBRE O TRABALHADOR NADA.

    BRASIL: 8,16% 
    MÉXICO: 5,39% 
    CHILE: 4,66% 
    HONG KONG: 3,12% 
    COLÔMBIA: 2,39%











FIM?

Ora, se nem mesmo o responsável pelo Banco Central, (Presidente do Senado) que falou em publico que a taxa de juros brasileira estava muito alta e seria necessário uma diminuição desta taxa para viabilizar o crescimento do Brasil como povo e como nação, foi incapaz de gerar alguma mudança a quem serve esse banco? Aos ricos é claro. Ó vida severina. E a nos reles mortais resta dizer com severino 

Estamos sendo mortos por engravatados desde sempre. E as elites e seus representantes nos parlamentos matam do café da manhã ao jantar. Tirando a esperança que alenta o proletário no seu interminável subsistir. 

“…onde uma terra que não dá nem planta brava.
— E foi morrida essa morte, irmãos das almas,
essa foi morte morrida
ou foi matada?
— Até que não foi morrida, irmão das almas,
esta foi morte matada,
numa emboscada.
— E o que guardava a emboscada, irmão das almas
e com que foi que o mataram, com faca ou bala?
— Este foi morto de bala, irmão das almas,
mas garantido é de bala, mais longe vara.
— E quem foi que o emboscou, irmãos das almas,
quem contra ele soltou
essa ave-bala?
— Ali é difícil dizer,
irmão das almas,
sempre há uma bala voando desocupada.
— E o que havia ele feito irmãos das almas,
e o que havia ele feito contra a tal pássara?
— Ter um hectare de terra, irmão das almas,
de pedra e areia lavada
que cultivava.”

Nem a presidenta outrora torturada, legitimamente alçada à primeira servidora do povo, foi poupada. Foi golpeada, para dar lugar aos gananciosos acumuladores inescrupulosos, aqueles mesmos que no passado defendiam Deus, patria e família. Estão aí hoje escorados nos fardados, estes sim parasitas. Mesmo nosso pai Lula, pai dos pobres, que trouxe luz a essa gente trevosa, enganadora de mil faces, cristofascistas, conservadores, neoliberais que se julgam acima da lei e da Sagrada Constituição, não respeitam nada, tudo transformando em mercadoria. Restará para  todos nos trabalhadores a cova, a morte prematura e o esquecimento. 

“Esta cova em que estás, com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É a conta menor que tiraste em vida

É de bom tamanho, nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a parte que te cabe deste latifúndio

Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É a terra que querias ver dividida”
 
Não há instância a quem recorrer, não somente temos a politica e nossos representantes. Que tenham forças e ideias e paixão pela causa dos pobres. 

“Imagine que outra gente
de profissão similar, farmacêuticos, coveiros, doutor de anel no anular, remando contra a corrente da gente que baixa ao mar, retirantes às avessas,
sobem do mar para cá. Só os roçados da morte compensam aqui cultivar, e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar…”






Fonte

Jornal A Verdade.  


















21 abril 2023

OUTONO IMAGO

ÚLTIMAS BORBOLETAS DO OUTONO

Primeiro

















Uma das primeiras frente frias do outono 









Segundo




































VACINA CONTRA GRIPE

17/IV/2023















Utilitários que são uma obra de arte