INÍCIO

15 novembro 2022

GORE VIDAL

GORE VIDAL


Gore Vidal, Oct. 3, 1925 – July 31, 2012

ANOTAÇÕES SOBRE GORE VIDAL
Por Ricardo Mussi

Gore Vidal foi talvez o mais versátil dentre os escritores contemporâneos. Além de trafegar com desenvoltura por diversos gêneros do romance, escreveu regularmente para o teatro, o cinema e a televisão. Destacou-se ainda como ensaísta e memorialista.

Ele nasceu em 1925, no hospital da Academia Militar de West Point. Seu avô materno era senador por Oklahoma. O pai, Gene Vidal, trocou o exército pela aviação civil. Gore Vidal passou a infância em Washington, no convívio com os rituais do poder e na condição de figura pública, uma celebridade dos cinejornais, acompanhando seu pai e o casal Lindbergh em voos pioneiros. Gene Vidal dirigia o departamento de comércio aéreo, no governo de Franklin D. Roosevelt. Gore Vidal alistou-se em 1943. Autodidata, desistiu de estudar em Harvard para tornar-se escritor.


Publicou seu primeiro romance, Williwaw, em 1946. A história se passa no local onde ele participou da guerra como piloto de um barco do exército: a ilha Umnak, parte do arquipélago das Aleutas, que se estende do Alasca à Rússia. Williwaws são ventos repentinos e inesperados provenientes do alto das montanhas das ilhas. O romance descreve a devastação produzida em um barco por uma dessas ventanias. Trata-se de uma metáfora: o temor de um ataque do exército inimigo é transposto para ameaças oriundas da natureza. A trama gira em torno de uma morte, talvez um assassinato, evocando Lord Jim, de Joseph Conrad, em um estilo assumidamente inspirado em Stephen Crane. (Musse, 2012)

Williwaw insere-se no ciclo de romances do pós-guerra, em geral, relatos das experiências de jovens combatentes dentro da máquina de guerra e nos campos de batalha, numa orientação acentuadamente naturalista. O tom convencional dessa série limitou seu impacto na ficção norte-americana, contrastando com os livros sobre a Primeira Guerra, marcados pelo experimentalismo formal.

Em 1947, Vidal mudou-se para a Guatemala. Lá concluiu A cidade e o pilar, romance que aborda o tema, então tabu, da homossexualidade. O livro foi um dos mais vendidos do ano de 1948, numa lista encabeçada por 1984, de George Orwell e na qual constava ainda Os nus e os mortos, de Norman Mailer. Mesmo assim a imprensa manteve silêncio acerca do livro. Um boicote que se estendeu ao longo da década de 1950, sobretudo após a publicação de Dark green, Bright red (1950), romance sobre a interferência militar e política dos EUA na América Latina.

“A cidade e o pilar” relata a história de dois amigos da adolescência. Quando adultos, um deles, Bob Ford, “esquece” um idílico amor juvenil que o outro, Jim Willard, procura recuperar escrevendo sobre os acontecimentos de sua infância. O “recalque” é superado num processo complexo, em que a memória é ativada por meio de sonhos e do livre exercício da imaginação.






Gore Vidal

Vidal passou os dois anos seguintes na Europa. Em Roma, conheceu Tennessee Williams. Em sua companhia viajou para Paris e Londres, convivendo no meio artístico e literário. Em 1950, instalou-se em Nova York, em uma mansão à beira do rio Hudson. À exceção de A cidade e o pilar, seus livros desse período não fizeram sucesso nem com o público nem com a crítica: In a Yellow Wood (1947); The Season of Confort (1949); À Procura do Rei (1950); The judment of Paris (1952); Messias (1954).

Para manter seu alto padrão de vida, Vidal recorreu a vários expedientes. Escreveu livros policiais sob pseudônimo, peças para a TV e para a Broadway, roteiros para o cinema (dois deles tornaram-se clássicos de Hollywood: Ben-Hur e De repente no último verão). Além de dinheiro, granjeou assim uma notoriedade pública que lhe permitiu tentar retomar a tradição familiar, candidatando-se ao Congresso norte-americano em 1960. Apesar do empenho pessoal de Eleanor Roosevelt e de suas relações com a família Kennedy (o primeiro padrasto de Vidal tornou-se em seguida padrasto de Jackie), não conseguiu se eleger, fracasso repetido em 1982.

No início dos anos 1960, Vidal retornou a Roma e ao romance. Com Juliano (1964), um relato do curto reinado do último imperador romano pagão, retorna também à lista de livros mais vendidos. Insistindo nessa vereda, escreveu uma série de romances históricos, revitalizando um gênero então desgastado. Adotou como cenário a Antiguidade greco-romana, caso de Juliano e Criação (1981), ou a sociedade norte-americana: Washington, (1957); Burr (1976); Lincoln (1984); Império (1987); Hollywood (1990); A Era Dourada (2000).

Vidal justifica seus romances históricos como uma tentativa de superar uma inversão contemporânea, na qual os melhores autores tendem a escrever sobre o simples e o banal enquanto os piores se atrevem a tratar dos mesmos assuntos que Homero, Dante e Shakespeare, isto é, a vida dos “heróis”.

Mas como reconstituir o passado sem recair em anacronismos ou na ilusão de imparcialidade? Vidal recusa a pretensão à verdade da ciência, construindo uma espécie de “objetividade” literária que prescinde do recurso à onisciência. Para tanto, vale-se de técnicas narrativas que ressaltam a importância do recalcado e de motivações não-conscientes. O relato, em geral uma “memória fictícia”, é feito a partir do ponto de vista de um personagem secundário que, à maneira do historiador moderno, especula acerca das motivações das personagens reais. Uma situação, diga-se de passagem, que Vidal vivenciou quando seu amigo Jonh Kennedy tornou-se presidente dos EUA. 

Apesar dos cuidados com a veracidade e de suas minuciosas pesquisas históricas, sua obra não deixa de superestimar o papel dos “grandes homens” e da elite dominante, deixando na sombra os fatores econômicos, sociais e culturais.

Seus livros históricos procuram mostrar que os EUA jamais foram uma democracia. Nas palavras de Vidal, “somos governados há duzentos anos por um sistema oligárquico em que os homens de posses podem prosperar enquanto os outros devem se arrumar sozinhos”. Mais que isso, depois de 1900 e da Guerra contra a Espanha, tornaram-se imperialistas.

Seu repúdio à sociedade americana transparece também em seus romances experimentais ou sarcásticos. Na série iniciada com Myra Breckinridge (1983), continuada com Myron (1975) (Rocco), Kalki (1978) e Duluth (1983), Vidal examina as diversas modalidades de controle social, a sexualidade, a religião, a família, a indústria cultural etc., que transformaram os Estados Unidos em uma sociedade autoritária.

Gore Vidal escolheu relatar sua vida sob a forma de memórias, prescindindo do trabalho de confrontação das fontes que se tornou marca registrada de seus romances históricos. O gênero, composto de fragmentos, permite divagações e confluências ocasionais que revelam aspectos ignorados dos acontecimentos. Em Palimpsesto (1995), ele relata seus primeiros 39 anos de vida, até sua mudança em definitivo para a Itália. Começa pela família, com um retrato impiedoso da mãe e a admiração contida pelo pai e pelo avô. Fala pouco de si mesmo, apenas aludindo à sua compulsão à leitura na infância, e sexual na adolescência.

Seu foco são as personalidades com quem conviveu, cujos encontros e desencontros descreve minuciosamente: Anais Nin, Edmund Wilson, Lionel Trilling, Tennessee Wiliams, Norman Mailer, Paul Bowles, Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William Burroughs. Outro fio do livro são suas relações no mundo da política, com a viúva de Roosevelt e com a família Kennedy. Conta em detalhes sua briga com Robert Kennedy que o afastou da Casa Branca, precipitando sua mudança para Roma e seu retorno à literatura.

Vidal publicou mais de uma dezena de livros de ensaios, granjeando uma reputação que ameaça sobrepujar a de romancista. No Brasil, esses ensaios foram reunidos em duas coletâneas: De fato e de ficção (1987) e Como faço o que faço e talvez inclusive o porquê (1990). A primeira contém importantes artigos sobre escritores contemporâneos e acerca da geração anterior, um texto polêmico sobre a autoria no cinema e uma crítica da teoria do “novo romance” francês. A segunda coletânea traz artigos sobre Henry James e John dos Passos, um texto sobre a gênese e o declínio do império americano e sua resposta às críticas endereçadas ao seu romance Lincoln.

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Gore Vidal
Uma verdadeira figura renascentista da cena literária e política norte-americana do pós-guerra, Gore Vidal teve carreiras simultâneas como romancista best-seller, célebre, dramaturgo da Broadway, roteirista de primeira linha de Hollywood, político, ativista, ensaísta e historiador. Veterano da Segunda Guerra Mundial, Vidal havia perdido o amor de sua vida na Batalha de Iwo Jima e canalizou sua dor para o romance autobiográfico, The City and the Pillar, que causou escândalo no mundo editorial, mas mais tarde foi canonizado como um marco do movimento americano pelos direitos dos homossexuais. Aliado do presidente democrata John F. Kennedy, Vidal se envolveu frequentemente com o escritor conservador William F. Buckley, com quem brigou publicamente por 30 anos. Em Hollywood, Vidal produziu roteiros para filmes como "De repente, o último verão" (1959) e "Ben-Hur" (1959), enquanto sua escrita teatral e ficção inspiraram filmes como "Visit to a Small Planet" (1959). e o clássico camp "Myra Breckinridge" (1970). Afastando-se da vida pública nos últimos anos devido a uma doença, Vidal permaneceu uma figura vibrante, sobrevivendo a seus rivais políticos e literários para perdurar como o último homem das artes e letras do século XX.


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Ricardo Musse é professor no departamento de sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo. Doutor em filosofia pela USP (1998) e mestre em filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1992). Atualmente, integra o Laboratório de Estudos Marxistas da USP (LEMARX-USP) e colabora para a revista: Margem esquerda: Ensaios Marxistas, publicação da Boitempo Editorial. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, às sextas.





Fonte








GORE VIDAL E OS COMUNISTAS

Gore Vidal dizia que militares não gostam de comunistas. E dizia o por quê. 
Porque eles (os militares) recebem tudo do estado, e não querem dividir com ninguém.

Recebem do estado a comida. No mínimo três refeições diárias
Recebem do estado a roupa para o trabalho, a farda.
Recebem do estado uma moradia digna, confortável e segura.
Recebem educação para seus filhos em ótimas escolas, as escolas militares construídas principalmente para eles.
Tudo isso pago pelo estado.
Tudo isso com dinheiro público, dinheiro do povo, da arrecadação dos impostos, dinheiro dos trabalhadores.
Recebem tratamento quando estão doentes. Tem sua saúde garantida pelo estado em hospitais só para militares e seus familiares com todas as especialidades e tecnologias modernas. Possuem um sistema de saúde somente seu. 
Não pagam a luz.
Não pagam nem a água que consomem.
Quando oficiais, moram em PNR (Próprio Nacional Residencial) pago pela União.
O Estado brasileiro provê para eles moradia de graça e lazer de graça em clubes militares, com piscinas e quadra de esportes.
Quando são transferidos, o estado paga verdadeiras fortunas para sua mudança.
Se são expulsos da corporação continuam recebendo salário até morrerem, (morte ficta) mesmo tendo sido maus servidores. 
E em caso de morte o estado arca com o funeral.
Por isso os militares odeiam comunistas pois estes, os comunistas, desejam tudo isso para todo o povo, pois consideram injusto, ilegal e imoral que só uma classe seja privilegiada pelo estado, enquanto o resto passa fome.
Detalhe, Gore Vidal era filho de general.




Gore Vidal, Oct. 3, 1925–July 31, 2012

Gore Vidal foi um autor cujas obras refletiam sua opinião insatisfeita sobre a política externa americana e questões políticas, incluindo sexualidade. Além de romances que detalham figuras históricas, como Abraham Lincoln e Aaron Burr, Vidal também escreveu o roteiro do épico Ben-Hur, vencedor do Oscar de 1959. Espirituoso e argumentativo, Vidal, um democrata de longa data, também concorreu duas vezes a cargos políticos sem sucesso.

Gore Vidal was an author whose works reflected his dissatisfied take on American foreign policy and political issues including sexuality. In addition to novels detailing historical figures, such as Abraham Lincoln and Aaron Burr, Vidal also penned the screenplay to the Oscar-winning 1959 epic Ben-Hur. Witty and argumentative, Vidal, a lifelong Democrat, also unsuccessfully ran for political office twice.


Fontes



14 novembro 2022

VIGILÂNCIA E PRIVACIDADE

PRIVACIDADE E VIGILÂNCIA 
I. Seguranca
II. Privacidade

Closed-Circuit Television (CCTV)
Entendendo os componentes do CCTV: 
As quatro partes que qualquer sistema requer.

Understanding CCTV Components: The 4 Parts Every System Requires

Mundo da vigilância e das telas

Recentemente um colega de trabalho e amigo adquiriu um sistema de câmera para vigiar a casa quando ele está fora. Ele acessa pelo celular em tempo real o que está acontecendo ao redor de sua casa. 
Observa o cachorro latindo para os transeuntes, uma empresa trocando um poste de energia próximo à casa, vizinhos que se deslocam pela rua, pessoas que chegam nas casas adjacentes a sua, o que acontece na rua, quem chega e toca a campainha de sua casa. A partir desse relato e por ter visto as imagens do q acontece na rua e em sua casa em tempo real, atravessou a minha mente muitas questões que pretendo abordar aqui ao longo do tempo. A primeira diz respeito a tecnologia, e a segunda aos aspectos éticos-legais.   

I. Segurança

É necessário um mínimo de hardware necessário para esses tipos de atividade de vigilância? E que tipo de software é empregado para essa função? Que habilidades eu devo ter para usufruir com um mínimo de entendimento e razoabilidade? Quais são os limites legais para se expor outras pessoas transeuntes, vizinhos e amigos?

Procurei então artigos na internet que tratam desse assunto que aflora na mídia e mexe com nossas vidas e nossa segurança. Encontrei um número quase infinito de artigos em grandes jornais do mundo todo tratando dessa área específica. Vou começar pelos requerimentos técnicos e hardware. 

Ao instalar qualquer sistema de segurança de circuito fechado de televisão (CCTV) para proteger o interior e o exterior de sua casa, terreno ou mesmo seu negócio, é melhor se concentrar nos quatro componentes básicos dessa tecnologia: câmeras, sistema de gravação, monitor e software de gerenciamento de vídeo (VMS). Também comumente referido como sistemas de vídeo, a tecnologia CCTV (closed-circuit television, ou CFTV, circuito fechado de televisão) pode ser adicionada em casa, ambientes comerciais, hospitais, escolas, pequenas empresas e por agências de aplicação da lei para ajudar na prevenção do crime (vide sistema de câmera acoplada no corpo dos agentes da lei). 

À medida que você decide o que é melhor para suas necessidades, o equipamento de suporte também é necessário para um sistema totalmente funcional, como cabos de alimentação, gravadores de vídeo, roteadores, fontes de alimentação e muito mais. 
A seguir, mostro as categorias de equipamentos e softwares, acessórios de suporte, usos e aplicativos dessa tecnologia.

1. Considere as câmeras 
Se você estiver construindo um sistema de câmera CCTV para sua casa, terá duas opções de câmera: Protocolo de Internet (IP) ou analógico. Devido à sua compatibilidade com a maioria dos aplicativos, o IP é a escolha preferida para recursos contemporâneos ou atuais. 

2. Os dois tipos básicos de sistemas de CCTV: NVR e DVR 
Ao selecionar gravadores de vídeo, as duas opções mais comuns são: gravadores de vídeo em rede (NVRs) e gravadores de vídeo digital (DVRs). Embora os DVRs sejam mais prevalentes e provavelmente mais familiares para o consumidor médio, os NVRs são, na verdade, mais adequados devido à integração e compatibilidade da câmera IP. Os NVRs geralmente custam um pouco mais do que os DVRs, mas a capacidade de trabalhar com câmeras IP de alta resolução supera a despesa adicional na maioria das situações. 

IP e NVR: a melhor combinação 
Quando combinadas, as tecnologias IP e NVR tornam seu sistema de CCTV simples, flexível e preparado para o futuro. Quando combinadas, as tecnologias IP e NVR atualizam seu sistema de CCTV para um ativo simples, flexível e preparado para o futuro. Juntas, essa combinação fornece recursos sem fio, oferece qualidade de imagem geral superior e requer menos cabos. Enquanto isso, as câmeras analógicas exigem pelo menos dois cabos por unidade, têm resolução mais baixa e podem ser mais complicadas de instalar. Para atualizar um sistema DVR existente, você pode fazer a transição para um sistema híbrido. Muitas vezes um desafio ao sincronizar, é melhor entrar em contato com um provedor de segurança respeitável para obter ajuda. Depois de decidir sobre sua tecnologia, é hora de selecionar um monitor e equipamentos de suporte. 

3. O monitor
Um monitor facilita sem dúvida a função mais importante de uma câmera de segurança: visualizar imagens e filmagens capturadas. O monitor selecionado dependerá principalmente da câmera e do software de gravação escolhidos.

Se você tiver câmeras com resolução 1080p ou 4k instaladas, precisará de um monitor de alta definição para obter os detalhes mais nítidos. Se você estiver com um orçamento definido ou tiver câmeras mais antigas, considere componentes de definição mais baixa para economizar ainda mais. Claro q nesse caso a qualidade da imagem estará comprometida pela limitação do equipamento. 

Decidir quantos monitores você precisará depende de onde e o que você monitorará. A menos que você opere uma instalação de grande escala, três a cinco telas são um bom ponto de partida. Você também pode adicionar ou remover monitores facilmente conforme suas necessidades mudam.

4. Gerencie seu vídeo com VMS
Depois de decidir sobre a câmera, a tecnologia de gravação e o monitor, você terá um sistema de CCTV sólido, mas ainda não terminou. Outra consideração importante é o software de gerenciamento de vídeo (VMS) para controlar seu sistema de gravação NVR ou DVR.

As soluções de segurança de nível empresarial estão em uma classe diferente dos sistemas básicos de DVR domésticos, mas essa tecnologia também pode ajudá-lo a encontrar, isolar e extrair os momentos mais críticos.

Ao pesquisar o melhor VMS, as opções variam de acordo com sua decisão original de selecionar a tecnologia NVR ou DVR. Devemos nos certifique-se de que o software é compatível e que as interfaces sejam fáceis de usar.

Cabos, fontes de alimentação e roteadores
Dependendo do seu sistema, você precisará de várias tecnologias de suporte para uma integração perfeita. As câmeras analógicas requerem um cabo coaxial e um cabo de alimentação adicional para conectar a um DVR.

Por outro lado, as câmeras IP podem se conectar ao centro de gravação NVR para Power over Ethernet (PoE) a partir de um cabo. Os sistemas sem fio também exigem um roteador, enquanto as versões com fio não.

Câmeras: o componente mais crítico

Seja adicionando câmeras internas, externas, câmaras de campainhas ou uma combinação das três, a escolha da melhor câmera começa com quantas você precisará e seu uso pretendido. Isso pode variar desde o combate aos chamados “piratas da varanda”, vândalos e ladrões, até garantir que entes queridos idosos e crianças estejam seguros quando você não puder estar lá.

Ao comparar soluções de câmeras de segurança com e sem fio, lembre-se destas questões:

Qual é o melhor local para minha câmera?
Quanto tempo devo permitir para a instalação?
Qual é a melhor solução a longo prazo?
Qual oferece a melhor proteção para minhas necessidades de segurança?
Qual oferece mais benefícios?

A decisão inicial sobre quais componentes de câmera e gravação usar terá o maior impacto na tecnologia de suporte do seu sistema. Se o seu orçamento permitir, opte por gravação NVR e câmeras IP. Para sistemas já existentes que sejam mais antigos, é melhor adicionar câmeras analógicas ou atualizar para um sistema híbrido.

Uma vez escolhidos a câmera e o equipamento de gravação, pesquise vários monitores, adquira um sistema de gerenciamento de vídeo e compre os cabos e acessórios para conectar tudo.

Com fio x Sem fio
Quer você escolha câmeras de CCTV com ou sem fio, ambas são adequadas para a maioria das aplicações. Operando via PoE, com fio é melhor para propriedades maiores, pois o sistema facilita a execução de vários dispositivos em propriedades maiores sem sobrecarregar sua rede.

Considere as versões sem fio para espaços mais temporários ou menores que não exigem várias câmeras e cobertura estendida (por longo tempo). Esta rede também é conveniente devido à não necessidade de se perfurar muitos furos, bem como não requer fios pesados. Se o seu espaço for uma propriedade temporária ou alugada, essas câmeras podem ser facilmente removidas e desinstaladas sem grandes interferências e alterações e sem “dores de cabeça”.

Melhores usos e aplicativos

As câmeras CCTV são usadas principalmente para propriedades comerciais e aplicações de segurança pública e também adequadas para propriedades residenciais maiores que exigem câmeras adicionais e cobertura de rede.

Observe as seguintes áreas apropriadas nas quais as câmeras de CCTV podem fornecer proteção adicional:

1) Vitrines de varejo e áreas internas: para impedir atividades criminosas e monitorar a produtividade dos funcionários.

2) Garagens de estacionamento: monitore e proteja contra invasões, roubo.

3) Armazéns/Docas de Carregamento: Revise Protocolos e Envio/Recebimento e entregas.

4) Cassinos/Hotéis: Deter roubo e outras atividades maliciosas

5) Restaurantes/Bares: Gerenciar atividades na frente e atrás da casa

6) Ambientes de escritório: atividade de funcionários e medição de produtividade

7) Estádios: monitore o controle de multidões e protocolos de distanciamento social

8) Segurança Pública: Auxiliar a aplicação da lei durante investigações criminais e estudos de trânsito


É melhor entrar em contato com um provedor respeitado, para obter ajuda na criação de um sistema que funcione melhor para suas necessidades, seus negócios, orçamento e preferências.


II. Pricacidade 
 


Trouxe uma matéria veiculada no jornal inglês The Guardian, que aponta já em 2009, uma preocupação com a privacidade, apesar da importância desse sistema de prevenção de roubo, violência e demais atividades ilegais. Leia a seguir.


Um proprietário de um pub ganhou sua luta para não instalar câmeras de CCTV em seu pub depois que o caso foi abordado pelo comissário de informações. Nick Gibson disse que a insistência da polícia em instalar câmeras para filmar todos os clientes que entram e saem do local ameaçaria as liberdades civis dos bebedores. O Gabinete do Comissário de Informação interveio, escrevendo à polícia metropolitana para alertar que a introdução generalizada de CCTV em bares "levantou sérias preocupações com a privacidade". Ontem, surgiu que a polícia havia abandonado suas condições e Gibson recebeu uma licença para seu pub, o Drapers Arms em Islington, norte de Londres. O compositor e morador local Michael Nyman, que considera o pub como seu local, saudou a retirada da polícia. “Agora seremos capazes de evitar a espionagem da polícia e do governo enquanto fazemos nosso inocente negócio de comer, beber e ser”, disse ele. O Gabinete do Comissário de Informação disse que iria abordar a questão do CCTV em bares com a polícia e o governo. “Reconhecemos que o CCTV desempenha um papel importante na prevenção e detecção do crime e pode ajudar a reduzir o crime em áreas de alta densidade populacional, como bairros da cidade”, disse um porta-voz. “No entanto, estamos preocupados com a perspectiva de proprietários serem forçados a instalar CCTV em bares como uma questão de rotina para cumprir os termos de uma licença.” 

Como vimos nesta matéria do The Guardian, há uma  preocupação crescente a respeito da preservação da privacidade das pessoas que frequentam bares, boites, casas de show etc. Contudo há uma crescente necessidade de se coibir atividades ilegais como roubo, violência e trágico de drogas. 


Fonte





















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PASSADO

2018





 

13 novembro 2022

RAINBOW DANCE

RAINBOW DANCE, 1936

Rainbow Dance é um filme de animação britânico de 1936, criado por Len Lye (1901-1980) pioneiro da animação nascido na Nova Zelândia e lançado pela GPO Film Unit. Segundo filme de Lye a ser visto pelo público, utiliza o processo Gasparcolor. O filme foi feito por impressão colorida de imagens combinada com desenho diretamente no filme.

Rainbow Dance

Len Lye, 1901-1980.

Os créditos também listam o pioneiro da música australiana Jack Ellitt "Sincronização" e Frank Jones "Câmera".



STILL DO FILME CALEIDOSCOPE





































O Filme

Um homem, o bailarino Rupert Doone está de capa e segurando um guarda-chuva enquanto chuve. Então, a chuva para, ele fecha o guarda-chuva. Vemos agora a figura de um homem segurando o que parece ser um instrumento de cordas, violão ou guitarra, seria o guarda-chuva que se transformou em instrumento (?) e começa a dançar e, ao fazê-lo, os cenários mudam completamente. O homem começa a dançar e se transforma em duas formas de asteriscos.  Então, ele começa a dançar perto do oceano, com uma mulher e um peixe seguindo, pulando para fora da água e depois mergulhando de volta no oceano. 
A figura masculina então aparece numa quadra de tênis. Ele joga tênis com círculos como células animadas enquanto outro homem assiste ou observa-o. Segue-se uma variedade  de figuras coloridas, e o homem senta e pensa, enquanto as formas voltam e as imagens saem da folha de pontuação do jogo. Nas últimas cenas o homem está deitado de costas na cama e levanta. Logo aparecem muitas moedas ao redor de uma caderneta ou agenda. A música termina e a voz de um homem diz o seguinte: "Post Office Savings Bank coloca um pote de ouro no final do arco-íris para você", seguido de "Nenhum depósito é pequeno demais para o Post Office Savings Bank".

LEN LYE tornou-se o pioneiro do cinema em sua categoria e artista cinético da Nova Zelândia, veio para Londres na década de 1930 e suas técnicas de animação sem câmera atraíram a atenção de John Grierson e Alberto Cavalcanti da General Post Office Film Unit. Eles patrocinaram Color Box (1935) e outros filmes com a condição de que Lye incluísse um anúncio postal no final. Exibido nos cinemas da Grã-Bretanha, o filme dividiu o público e ganhou prêmios, embora alguns festivais tiveram que inventar uma categoria especial para esse novo estilo de animação.

Rainbow Dance is a 1936 British animated film, created by New Zealand-born animation pioneer Len Lye and released by the GPO Film Unit. Lye's second film to be viewed by the public, it uses the Gasparcolor process. Credits also list Australian music pioneer Jack Ellitt ("Synchronization") and Frank Jones ("Camera").
A man (Rupert Doone) is holding an umbrella in the rain. Then, he starts dancing, and as he does, the backgrounds completely change. Then, he starts dancing near the ocean, with a woman and fish following. Then, he plays tennis with cel-animated circles as another man watches. A colorful array of shapes follow, and the man sits and thinks, as the shapes come back and images come off the score sheet. The music ends, and a man's voice says the following: "Post Office Savings Bank puts a pot of gold at the end of the rainbow for you', followed by: No deposit is too small for the Post Office Savings Bank". (1)

RAINBOW DANCE, 1936

Após o sucesso de crítica de "A Color Box" de 1935, Len Lye fez outro anúncio abstrato para o General Post Office com este filme surreal e inovador. Enquanto A Color Box foi gravado diretamente no celulóide, Rainbow Dance emprega filmagens e as sobrepõe com vários efeitos de cores e formas abstratas. 

Lye experimentou o estoque de cores Gasparcolor, usando-o para criar imagens fantásticas, em vez de realistas.

O estoque de Gasparcolor continha três níveis de corante no celulóide, que Lye manipulava através de diferentes níveis de exposição. 

Ao filmar a a obra original, Lye usou conjuntos em preto e branco, o que lhe permitiu ajustar as cores posteriormente de maneira controlada. Às vezes, Lye usava padrões complexos de estêncil na silhueta da figura, produzindo os "ecos de cores" que aparecem ao longo do filme, alem de sobreposições que somando-se cores diferentes apareciam outras cores nas área de sobreposição.

Enquanto Lye usou esses experimentos de cores para criar efeitos "fantásticos", Rainbow Dance, no entanto, contém imagens "concretas" mais reconhecíveis do que seus filmes anteriores. 

A imagem principal é a de um dançarino, um motivo recorrente ao longo do filme. O papel apresentava um dançarino real, Rupert Doone, que aparece em silhueta ou listrado com cores diferentes, tornando-o uma figura real e abstrata, constantemente se transformando de um para o outro no que acaba sendo uma espécie de balé cinematográfico.

Os efeitos de cor em Rainbow Dance são parcialmente influenciados pelo "filme absoluto" e podem ser ligados a um uso musical da cor, rastreável até os experimentos do século XVIII com "música de cor" (música colorida). 

Isso se relaciona com o desejo de Lye de escapar de uma forma "letrada" de cinema para produzir um "cinema de sensação". Ao mesmo tempo, Lye estava se afastando dos movimentos puramente abstratos que caracterizavam A Color Box

No entanto, seu movimento para filmar material fotográfico foi cuidadosamente planejado e meticulosamente executado para criar um novo tipo de realidade cinematográfica. Os efeitos avançados, motivos visuais e música que Lye usou neste curta-metragem podem ser vistos como precursores dos videoclipes de hoje. Além disso ele antecipou os efeitos visto no final da década de 1950 em diante especialmente na década de 1960 na Pop Art, com a serigrafia de Andy Warhol entre outros.

Swinging The Lambeth Walk - Len Lye (1939)

Len Lye, Kaleidoscope (1935)

Rainbow Dance - Len Lye (1936)



Trade Tatoo, 1939.






Following the critical success of A Colour Box (1935), Len Lye made another abstract advertisement for the General Post Office with this surreal, innovative film. Whereas A Colour Box was etched directly onto celluloid, Rainbow Dance employs shot footage and overlays it with a number of abstract colour effects. Lye experimented with the colour stock Gasparcolor, using it to create fantastic, rather than realistic images.

Gasparcolor stock contained three levels of dye on the celluloid, which Lye manipulated through different levels of exposure. When shooting the original footage, Lye used black and white sets, which allowed him to adjust the colours later in a controlled way. At times Lye uses complex stencil patterns on the silhouetted figure, producing the 'colour echoes' that appear throughout the film.

While Lye used these colour experiments to create 'fantastic' effects, Rainbow Dance nevertheless contains more recognisable 'concrete' images than his former films. The main image is that of a dancer, a recurring motif throughout the film. The role featured a real dancer, Rupert Doone, who appears in silhouette or streaked with different colours making him both a real and abstract figure, constantly transforming from one to the other in what ends up as a kind of film ballet.

The colour effects in Rainbow Dance are partly influenced by 'absolute film', and can be connected to a musical use of colour, traceable back to eighteenth-century experiments with 'colour-music'. This relates to Lye's wish to escape a 'literate' form of filmmaking in order to produce a 'cinema of sensation'. At the same time Lye was moving away from the purely abstract movements that characterised A Colour Box. Yet his move towards filming photographically-based material was carefully planned and painstakingly executed to create a new kind of cinematic reality. The advanced effects, visual motifs and music that Lye used on this short film can be seen as a precursor to today's music videos.(2)

The film was made by colorful printing of footage combined with drawing directly on film. The bouncy music drives home the message heard at the end of the film, promoting the GPO (General Post Office): "The Post Office Savings Bank puts a pot of gold at the end of the rainbow for you. No deposit too small for the Post Office Savings Bank." (3)























Fontes








Outros filmes de Lens Lye


Kaleidoscope

Trade Tatoo (1937)

Swimming the lambeth walk (1939)