INÍCIO

02 novembro 2022

DEMOCRACIA

 

DEMOCRACIA 






Igor Gielow, da Folha, tem sido correia de transmissão das Psyops militares de uns anos para cá. Já mostramos várias vezes aqui como ele trabalha para 1) apagar as digitais militares do processo de construção dessa ilusão bolsonarista e; 2) faz isso sempre reiterando a ideia de que a) as FFAA atuam para "controlar" as explosões do Presidente e; b) as FFAA estão se portando como "instituição de Estado, não se Governo". Ou seja, IG reitera a ideia de que eles vão se colocar como fiadores do "processo democrático".

E por que eles precisam imprimir essa percepção? Sobretudo para apagar o registro de que eles estão, já neste momento, controlando toda a capilaridade e funcionamento do Estado. Já dei n exemplos disso, mas o mais óbvio é o controle do próprio processo eleitoral - como diz o próprio Bolsonaro, "da sala de controle à criptografia".

Para que essa manobra toda ocorra é preciso acima de tudo que a percepção social entenda que não há controle algum. Tudo se passa como se nada houvesse. Pois bem, NESTE MOMENTO essa é a "função Lula". É absolutamente imprescindível eles espalharem a versão de que 1) ao se "afastar" de Bolsonaro eles "admitem" a vitória do "polo oposto" e 2) que fazem isso porque a) são "subordinados" ao processo democrático ("civil") e; b) porque "temem" revanchismo de Lula (estes são argumentos que estão na matéria da Folha).

Nada disso faz o menor sentido se nos recusarmos a perder a memória. Eles foram, são e vão ser centrais no controle do que aconteceu de 8 anos para cá e além. Repito: controle do processo eleitoral. Quem está nessa posição só precisa enunciar esse papel de subordinação se quiser construir uma dissimulação. É é este o papel da matéria do Gielow hoje.

Vamos aos 3 pontos que ele apresenta para envernizar a história, comentados 1 a 1.

"1. O Exército determinou que todos os 67 exercícios militares programados para o ano fossem encerrados até setembro para liberar a tropa no caso de haver violência eleitoral ou, ainda pior, algum cenário ao estilo Capitólio dos EUA".

- como já dissemos outro dia, isto é 2018 redux. Vão concentrar operações até as eleições para passar a "imagem positiva" da "mão amiga". Essa é a estratégia "braço forte mão amiga" do PROFORÇA. Lembre-se também que o horizonte não é mais GLO, mas MOUT - operações em terreno urbano de forma constante, não excepcional. Modelo "Faixa de Gaza";

"2. A mesma Força lançou diretrizes no trato público da pandemia que vão contra o negacionismo preconizado por Bolsonaro, em particular criminalizando a divulgação de fake news, tão ao gosto do bolsonarismo, o que causou ruído no Planalto".

- Mentira. Isso é apagamento do "fator Pazuello". Basta lembrar que ele é da ativa, nada aconteceu e estava subordinado ao mesmo comandante. Isso só serve para produzir um efeito de rebranding, cujo propósito é justamente forçar a percepção para aqueles dualismo que mencionei acima;

"3. O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), almirante Antonio Barra Torres, divulgou uma duríssima nota chamando o presidente à responsabilidade por ter acusado o órgão de ter interesses escusos na vacinação de crianças, que Bolsonaro critica".

- Teatro. Como vimos, produziu o efeito esperado. Quase todos cardeais da esquerda caíram na conversa de que as FFAA vão segurar as pontas, se colocando assim na zona de conforto dos militares.

Numa situação em que se está com esse nível de vantagem estratégica, dá para acreditar sinceramente que eles estão nessa posição de recuo? Recuariam por que? Por causa dos "novos entendimentos" do STF? Por causa de pesquisas eleitorais? Lembre-se de 2 coisas:

1) nessa mesma época eleitoral em 2017/2018 Lula ganhava fácil. Ninguém se intimidou;

2) pesquisa por pesquisa, as FFAA ainda estão cotadas no topo da "confiabilidade", acima dos "políticos".

Pela 3a vez: eles estão no controle do processo eleitoral. Dito isso, uma consideração: é impossível Lula vencer? Claro que não. Eles controlam muito mas não controlam tudo. Lula pode subir tanto que não dê para frear. A magia da urna esbarra nos limites do convencimento da feitiçaria. Com a profusão de pesquisas todas as margens se estreitam. Aí o problema passa a ser outro, controlar o Governo, o que, do meu ponto de vista, já está dado. Aliás, não só Governo, mas também a oposição, quem quer que seja. C3I: Comando, Controle, Computação (Redes) e Informações (Intel). O plano era esse desde o início, afinal.

Finalmente, um sinal interessante. O Defesanet publicou esses dias uma matéria com função parecida com esta da Folha. Só que, como sabemos, sua balística é voltada para outro lado. Tem o propósito explícito de lançar cortinas de fumaça para confundir o público interno e coletar produzir informações, bem como alimentar alguns analistas do campo militar na imprensa, entre eles... O próprio Gielow. Vamos ver se o DNet não produz um artigo se contradizendo ao taxar o artigo de Gielow de "Coup d'Presse". Já fizeram isso antes.


Abaixo as duas matérias.



Artigo totalmente diversionista, uma cortina de fumaça para os incautos












por Wilson Ferreira

A nota do militar e dublê de Diretor Presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, contra as insinuações de que agência reguladora teria interesses escusos por trás da aprovação da vacinação infantil Covid-19, é mais um flagrante da operação psicológica da simulação de uma suposta “crise militar”. A canastrice retórica dessa bomba semiótica é tão evidente que deveria arrancar risadas e não análises sérias daqueles que conseguem encontrar verossimilhança num conflito tão fabricado. É também uma evidência de como, desde o golpe de 2016, o PIG (Partido da Imprensa Golpista – apud Paulo Henrique Amorim) saiu do modo “alarme” para entrar no modo “reprodução” para monitorar as reformas neoliberais, enquanto as Forças Armadas se assumiram como PMiG (Partido Militar Golpista), com todas as características de um verdadeiro partido político: Memória histórica e vocação institucional, Base ideológica, Pautas corporativas, Formação contínua de lideranças, Base eleitoral e militante etc.

O PIG (“Partido da Imprensa Golpista”, expressão criada pelo saudoso jornalista Paulo Henrique Amorim) teve um papel fundamental na guerra híbrida brasileira que levou ao golpe de 2016. Desde que, em 2010, a presidenta da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e executiva do Grupo Folha, Maria Judith Brito, afirmou que os meios de comunicação deveriam ocupar o papel oposicionista num país cuja oposição estaria “profundamente fragilizada”.

Não só por remexer fundo na lama psíquica nacional, dando visibilidade e importância política ao extremismo de direita (para engrossar o “verde-amarelo” nas ruas), mas principalmente por criar uma crise econômica autorrealizável, muito mais imaginária do que causada pelos fundamentos econômicos, para criar um clima de ingovernabilidade.

Pós golpe, com o PIG deixando a sua função de alarme para entrar no modo reprodução da nova ordem neoliberal com Temer na presidência pondo em ação as reformas e privatizações, o PMiG (Partido Militar Golpista) assumiu o comando da continuidade das ações para operar o golpe militar híbrido com as operações psicológicas que conduziram o obscuro deputado do baixo clero do Congresso, Jair Bolsonaro, à presidência. Como um clássico “candidato manchuriano” – sobre esses conceitos clique aqui e aqui.

Com a vitória do capitão da reserva e a conquista e aparelhamento militar dos três poderes do Estado (tutelamento do Judiciário – STF, TSE etc. -, lobby e controle da base parlamentar no Legislativo e ministérios, autarquias e máquina administrativa ocupados por mais de seis mil militares), desde o primeiro dia de governo o PM colocou em ação uma guerra semiótica criptografada: criação deliberada de cenários caóticos de informações dissonantes, não só para confundir PIG e opinião pública, mas também para:

(a) Através da operação psicológica de dissonância cognitiva, simular que Bolsonaro está isolado politicamente – Bolsonaro golpista vs. Comando Militar legalista;

(b) Apagar as impressões digitais do golpe militar híbrido;

(c) Continuamente disparar “apitos de cachorro” para a base social e eleitoral bolsonarista – p. ex. o estudado negacionismo vacinal;

(d) Estratégia diversionista: desviar a atenção da opinião pública para a crise econômica neoliberal.


Com quem Bolsonaro quer dar o golpe?

Em termos comunicacionais, toda essa operação está baseada na força retórica da “canastrice”: criação de narrativas retoricamente saturadas, overacting, cuja força persuasiva está paradoxalmente na linguagem ficcional, mas emulada de maneira hiper-real – é cópia da cópia dos clichês narrativos de filmes e telenovelas da pior qualidade. A origem de toda verdadeira canastrice.

Por exemplo, a construção da narrativa delirante do meu-malvado-favorito “Bolsonaro golpista”. Desde o seu primeiro dia de governo Bolsonaro articularia nas trevas um “golpe dentro do golpe”, afrontando o comando militar “legalista”. Bolsonaro estaria supostamente “sujando” a imagem positiva das Forças Armadas junto à população.


E com quem Bolsonaro articularia esse “golpe”? Com gente de alta periculosidade como Sarah Winter e os “300 de Brasília”, o blogueiro Allan dos Santos, o líder caminhoneiro Zé Trovão, o comediante Batoré, o cantor Sérgio Reis (os nomes em si mesmo já são canastríssimos) et caterva.

Ah! Mas ele tem ao seu lado os clubes de tiro armados até os dentes e a simpatia dos policiais militares e federais. Mas qual o plano para coordenar essa base social num bem articulado confronto e conquista do Estado? Está sendo urdido nas sombras? Debaixo do nariz do supostamente legalista Comando das Forças Armadas?

A canastrice de Barra Torres

A nota do Diretor Presidente da Anvisa, o Oficial General da Marinha do Brasil Antonio Barra Torres, (mais um que se aboletou em uma autarquia) é outro exemplo desse jogo semiótico de canastrice – jogo semiótico dos próprios generais do PMiG para fabricar uma crise militar.

Em entrevista à TV Nordeste, Bolsonaro atacou a vacinação infantil e seus defensores (os “tarados por vacinas”) além de questionar a honestidade da Anvisa ao reclamar que a agência “virou a dona da verdade” e “outro poder no Brasil”, e sugeriu que a autarquia teria algum “interesse” pela vacinação de crianças.

Barra Torres é amigo íntimo do presidente: participou de evento de apoio a Bolsonaro, sem máscara, em meio à pandemia; além de participações em lives presidenciais e ajudar o chefe do executivo na guerra fria contra o inimigo político, o governador João Dória, ao suspender de forma controversa a distribuição de 12 milhões de doses da Coronavac no ano passado.

Tendo esse pano de fundo, fica visível a canastrice retórica da nota do presidente da Anvisa em que exige a retratação de Bolsonaro pela insinuação que fez sobre supostos interesses secretos da autarquia por trás da imunização de crianças.

Primeiro, o texto de Barra Torres receberia a chancela de “controle de qualidade ideológica” de qualquer extremista de direita: clama em nome de Deus que Bolsonaro não prevarique, fala que “serviu ao País”, com “austeridade e honra”. Fala que teve “a melhor educação possível” (típica opinião milico de uma evidente superioridade militar à educação civil), escreve que é “cristão” e que “cumpriu os mandamentos”, valores morais, família, pátria…
O texto é muito overacting, típico de um dramalhão da pior telenovela – e ainda com autoindulgência exibicionista: “vou morrer sem conhecer a riqueza Senhor Presidente”.

Um texto desse quilate provoca uma “crise militar” para a grande mídia e a “esquerda Pavlov”, sempre pronta para agir reativamente ao ouvir o sino da guerra criptografada militar. Deveria causar risos e escárnio! Não dá para levar a sério.

Principalmente quando Barra Torres apresenta-se a Bolsonaro como “Contra-Almirante RM1 Médico – Marinha do Brasil” à frente de uma instituição civil. Ora, Anvisa não é um órgão militar, mas uma instituição dotada de autonomia científica.

Em última instância, a nota de Barra Torres quer dar uma “carteirada”, para lembrar ao presidente que ele é um mero capitão e que está falando com um superior hierárquico nas Forças Armadas. Totalmente inadequado para alguém que preside uma instituição civil que regulamenta produtos e insumos à luz da Ciência.

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Primeira semana do ano: mídia abre kit semiótico de manipulação e PsyOp militar entra em ação, por Wilson Ferreira

por Wilson Ferreira

Bastou a primeira semana do ano para aparecerem os primeiros movimentos de uma guerra semiótica que promete ser pesada nesse ano eleitoral. E a grande mídia já apresenta as primeiras armas do seu kit semiótico de manipulação: diante da ação policial de busca e apreensão contra o ex-governador Márcio França, entra em ação o empirismo grosseiro da estratégia do “não-há-nada-para-se-ver-aqui!”. Também foi ativado o jornalismo metonímico para criar uma bomba semiótica, milimetricamente tardia, em torno do artigo de Guido Mantega na “Folha” e o anúncio da “revogação da reforma trabalhista” pelo PT. E a psyOp militar de dissonância cognitiva em torno da “operação padrão” do ministro da Saúde Marcelo Queiroga, os ataques de Bolsonaro à vacinação de crianças e a suposta tensão entre o chefe do Executivo e o Comando do Exército que orientou os militares a tomar medidas contra a pandemia e não espalhar fake news.

“A ação não tem cunho político, mas tem desdobramentos políticos”. Esse comentário do apresentador Cesar Tralli no canal fechado de notícias Globo News é um sinal do que podemos esperar sobre o papel da grande mídia nesse ano eleitoral: uma guerra semiótica sem fronteiras.

Junto com Fernando Gabeira (que só continua no canal pelos seus bons serviços prestados na guerra híbrida 2013-16 – chegando a subir em palanque no Rio de Janeiro para atiçar as massas trajando verde e amarelo) comentavam a operação da Polícia Civil em São Paulo com cerca de 34 mandados de busca e apreensão cujo alvo foi o ex-governador Márcio França (PSB), pré-candidato a governador do Estado. E um dos principais articuladores da chapa que teria o ex-governador Geraldo Alckmin como vice do ex-presidente 
Lula.

“Minhas fontes na Polícia Civil garantiram que a ação não era política”, afirmou ao vivo César Tralli. Provavelmente entras suas fontes estava o coelhinho da Páscoa, porque em seguida admitiu os “desdobramentos políticos” das tradicionais imagens de meganhagem que celebrizaram a Lava Jato: policiais reluzentes, fortemente armados, desembarcando nos alvos das buscas como uma espécie de invasão da Normandia.

“Um desdobramento da Operação Raio X, iniciada em 2020”, procurou isentar a ação… um desdobramento que ocorre dois anos depois, justamente na abertura do ano eleitoral…

Essa é a cínica estratégia semiótica do “não-há-nada-para-se-ver-aqui!”, lembrando aquela impagável cena do filme Corra Que a Polícia Vem Aí (The Naked Gun, 1988) com o investigador policial Leslie Nielsen mandando as pessoas dispersarem porque “não há nada para se ver” enquanto atrás dele há gritos e explosões em série.

Tralli estoicamente tenta manter em suspensão os signos contraditórios através de um empirismo grosseiro – se é apenas uma notícia, por que precisa ser comentada?

A bomba semiótica tardia

Também outra arma do arsenal semiótica entrou em ação essa semana, mostrando que a grande mídia quer sim voltar a ser o grande protagonista político, como foi nos anos de jornalismo de guerra da guerra híbrida brasileira: colocou em ação a estratégia do jornalismo metonímico.

O artigo do ex-ministro do Planejamento de Lula, Guido Mantega, no jornal Folha de São Paulo intitulado “Bolsonarismo levou o Brasil à crise, e retomada virá com o seu fim” (é impressionante o fetiche da intelectualidade petista de emplacar artigos no veículo que foi um dos principais articuladores do golpe de 2016…) ao lado do elogio do ex-presidente e Gleise Hoffmann ao elogio do governo espanhol por ter revogado as reformas trabalhistas na Espanha, serviram de munição para uma tardia bomba semiótica.



Publicado na Folha no dia 04, ato reflexo, no dia seguinte os candidatos Ciro Gomes e Sergio Moro e o deputado federal licenciado Rodrigo Maia atacaram violentamente o artigo e as intenções de revogação da reforma trabalhista (afinal, foi para isso que foi dado o golpe de 2016).

Estranhamente a grande mídia passou 48 horas em silêncio. Para na sexta-feira disparar a bomba semiótica metonímica: ao mesmo tempo em que o Governador João Dória (o demiurgo por trás da ação “não-há-nada-para-se-ver-aqui” da Polícia Civil) divulgava uma carta intitulada “O Atrasão do PT”, em reposta as intenções do PT em revogar a reforma trabalhista, a grande mídia repercutia o balanço do fechamento da semana econômica: “Ibovespa cai e dólar sobe na primeira semana do ano”, dispara o alarme tanto o canal Globo News como a CNN.

Estratégia de contaminação semiótica: os canais colocaram essas duas notícias em sequência ou, pelo menos, no mesmo bloco informativo. Para criar o efeito de contaminação semiótica e levantar, mais uma vez, os velhos maus augúrios do “risco Lula” para os mercados financeiros.

Observe-se que essa estratégia semiótica se destina unicamente aos líderes de opinião, público-alvo dos canais fechados de notícias – no mesmo dia, o JN, o telejornal de rede da Globo para o distinto público, veio com uma massiva pauta sobre Covid, imunização de crianças, desmatamento do cerrado e a morte do ator Sidney Poitier, o primeiro ato negro a ganhar o Oscar. Pauta anódina com as costumeiras pauladas no “meu malvado favorito” Bolsonaro.

Como sempre, esse é o “esquenta” de um ano eleitoral: primeiro, alarmar os líderes de opinião para, em seguida, tocar o terror na patuléia – que aliás, lentamente já começa, aqui e ali, em telejornais locais com pautas do tipo: “como proteger o seu dinheiro num ano eleitoral de instabilidades econômicas…”.

Aguardem o “risco Lula” ganhar a pauta dos telejornais de rede.

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CANALHICES ATUAIS 






(03/IV/2022)


IDENTITARISMO

O EQUÍVOCO DA ESQUERDA











I




Identitarismo burguês vs Lutas populares de cunho universalizantes 

Os proprietários do capital se acomodaram muito bem com esse governo genocida fascista. Não interessa se as universidades públicas, as IFs e escolas públicas serão destruídas, se negam a ciência recomendando medicamentos ineficazes o que levou a mais de 400 mil mortes das 600 mil mortes (quando esse texto foi escrito). Mortes sem sentido de brasileiros trabalhadores, que inclusive os apoiavam. 
Não se importam com o destruição da saúde e da educação, não se importam com a destruição do meio ambiente, que é assegurada e facilitada pelo atual governo. 

O fascismo é a defesa mais extrema do capital, por isso não há nenhuma reação da elite à política do governo, mesmo abusando de medidas eleitoreiras, como se viu em todos os momentos desse governo. 

Desta forma, toda luta por direitos é descaracterizada pela burguesia como “mimimi”, como corporativismo. Os donos do capital no afã de acumularem mais poder e capital tentam desqualificar as lutas legítimas, inclusive asseguradas pela Constituição Cidadã de 1988. Assim, a luta contra o totalitarismo do capital deve durar enquanto durar nossa vida.

Usando a mídia dominante representante do capital a burguesia tenta desqualificar a luta chamando-a de identitarismo e corporativismo. 

Nossa luta é por todos, não por um segmento da sociedade. Somente a igualdade social, igualdade nas condições permite o surgimento das diferenças. 

O identitarismo como estratégia política é um erro da esquerda. As afinidades devem estar essencialmente no campo político. O campo político deve encerrar em si toda luta contra a sanha predatória do capital. O campo político deve chamar para si toda luta contra os interesses capitalistas neoliberais que almejam, deslegitimar e rotular, dividindo os grupos para melhor conquistá-los. 

É um erro da esquerda, pois esquece o algoz que oprime e o fosso que se amplia entre as classes. Esquece que é o capital que amplia as diferenças e retira a dignidade dos seres humanos. 

Entretanto para a direita o identitarismo é uma estratégia. É uma estratégia por que? Porque querem demonstrar que a questão identitária não é território dominado pela esquerda, que não é o capital que engendra essa fato, mas algo diferente. Assumindo também eles essa pauta, querem mostrar que a direita também se preocupa com esses assuntos. Então como se pode explicar a existência de um Hélio Negrão, de uma Damaris, de um Camargo…etc? Se explica porque na divisão e no suposto apagamento da diferença, o que gera dúvida legítima. Eu posso pensar, se a direita defende essa “mesma bandeira” eu posso estar lá ao lado deles “lutando”, eles possuem melhores condições e aos olhos de muitos “maior status”. Ledo engano. Você foi fisgado pela estratégia da cooptação. Assim procedendo, eles querem dizer: “olhem todos somos iguais, aqui conosco tem, também pobres, trabalhadores assalariados”. A direita quer dizer: somos iguais, vamos “lutar” juntos. Mas a verdadeira causa permanece inatacada.

Não há identificação possível entre as pautas da direita com as da esquerda. 

A esquerda deve abandonar o identitarismo e voltar à luta de classes. É na luta de classes que vamos desfazer todo sectarismo através da igualdade e da fraternidade. É através da igualdade e fraternidade que nasce a liberdade. Somos todos trabalhadores, socialistas e libertários. Somos todos pela igualdade do ser humano e pela dignidade de cada um em particular. 

Devemos ter sempre em mente Rosa Luxemburgo quando fala diretamente a nós: lutar… “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres. (Rosa Luxemburgo). 

Pensando e lutando sob esse motto, estamos dizendo que tratar um ser humano trans, gay, bissexual, mulher, negro, índio, trabalhador assalariado, pobre, igual ao homem branco, cis gênero, em todos os campos da reprodução social, estará de fato garantido em uma sociedade que, simultaneamente, torne todos livres. Livre da exploração, do patriarcado, livres do racismo e de todas as formas de opressão e do não reconhecimento da diversidade da nossa espécie. 

As elites, donas do capital são contra toda e qualquer política que avancem para a igualdade social; fazem pouco caso da desigualdade sugerindo que nossas necessidades, que eles mesmo geraram, sejam liberdade. Liberdade de escolha, de livre pensar, liberdade de expressão. A única liberdade que conhecem é a liberdade de difundir mentiras e “fake news”, teorias da conspiração... 

Em síntese, todos devemos lutar pelo que chamamos de luta anticapitalista e antirracista. Não pelo simples identitarismo.

As identidade desviam o foco no que realmente é importante.

A luta será longa e requer um processo contínuo de desenvolvimento humano e social, mas é uma condição necessária para as pessoas crescerem na consciência humana, social, política, econômica e ecológica. Somente assim o planeta poderá sustentar a humanidade em suas necessidades biológicas. 

Lutamos por socialistas gays, negros, índios, bissexuais, trans, lésbicas, Mulheres socialistas.


II

Um movimento importante em nosso juízo é que devemos obrigatoriamente diferenciar o identitarismo que é a simples representação identitária, da política de identidades que compõe uma luta de emancipação e libertação da opressão patriarcal sobre o corpo gay, negro e feminino. 

O caso Eduardo Leite é emblemático do puro identitarismo que nada contribui com as lutas identitárias.
Ele por exemplo, como todo conservador liberal, apenas apresenta uma leve inversão no status quo cis heteronormativo sem nenhum proposição de libertação do corpo gay. 
A política identitária é de transformação do status quo branco, masculino e heteronormativo.

O identitarismo é apenas de representatividade de poder sem alteração da opressão vigente. 
Em síntese, de nada serve um governo de paridade identitária sem uma profunda política de transformação de poder, de emancipação e libertação dos corpos e das identidades oprimidos.



III

Parem de elogiar ou falar bem de gay de direita, gay de direita é fascista. Pensem, o pilar que rege o movimento da direita é o conservadorismo. O governador Eduardo Leite que é conservador só se declarou gay porque ele nunca teve sua sexualidade explorada pelos opositores. Ele é o protótipo do branco, classe média alta, elite, conservador, com valores do patriarcado. Em todos os ambientes que viveu e circulou ele não encontra nenhum preconceito pois sempre viveu num mundo irreal, que não é o mundo que 99% da população vive. 

A sua declaração de que é gay sua ou auto-exposição ou “saída do armário” nunca foi sobre gays que precisam de representatividade no governo, que necessitam de respeito ou que tem sua existência diária (sua vida) ameaçada todos os dias por uma sociedade homofóbica. Pautas gays ou melhorias do mundo para suportar ou apoiar minorias nunca esteve na pauta dele. O governador Eduardo leite exala estética do gay com Bolsonaro, do gay conservador desde 2018. Que é homem, branco, classe média e elite, e conservador.

Ele somente mudou seu voto no segundo turno de 2022 para garantir sua reeleição; mas há poucos meses atrás ele estava reunido com representantes do MBL, um movimento de extrema direita, demagógico e corrupto, defendendo privatizações. 

Qual é a representatividade que existe em levar o namorado ou marido numa cerimônia de posse? Já que a política dele não está alinhada com a pauta de maior liberdade e respeito e a diminuição da desigualdade? 

A pauta desse governo de direita está comprometida com o aumento de desigualdade de gênero de raça e de classe. 

Essa suposta representatividade de que a mídia ou gays gauchos falam, não existe. O estado do Rio Grande do Sul é um um estado historicamente homofóbico. E essa suposta representatividade (ter um governador gay) é muito mais problemática do que positiva, o que é só reforça lógica hetero cis normativa de que o modelo adequado de ser gay é ser branco bem sucedido, discreto, conservador, neoliberal, que flerta com o fascismo. Não somente flerta mas está amalgamado ao fascismo. 

Por isso é irracional ser gay de direita com discurso liberal, visto que a qualquer momento ele (o governador) vai se aliar com quem mais persegue gays, lésbicas, o pessoas trans etc., e vocês estão aí todos emocionados. 

Não tem nada de histórico nesse paradoxo de gay e de direita. Raciocinem, abram seus olhos. Só porque você é gay ou tem amigos gays ou familiares gays não é caminho pra “passar o pano” para gays fascistas por uma pretensa visibilidade desse grupo minoritário. (Reflexões baseados num vídeo da internet) 







CONTINUARÁ …

(25/IX/2021)


Fontes 









LA INTERNACIONAL SOCIALISTA

HINO INTERNACIONAL DOS  TRABALHADORES

Letra e música de 
“La Internacional”




Canção escrita por Eugène Pottier, um trabalhador do setor de transportes e membro da Comuna de Paris, em Junho 1871. 

Inicialmente era cantada ao ritmo da Marselhesa e só em 1888 recebeu música própria, composta por Pierre Degeyter, um operário anarquista.







ESPANHOL 

La internacional 


Arriba parias de la Tierra!
¡En pie famélica legión!
Atruena la razón en marcha:
es el fin de la opresión.



Del pasado hay que hacer añicos.
¡Legión esclava en pie a vencer!
El mundo va a cambiar de base.
Los nada de hoy todo han de ser.
Estribillo: (dos veces seguidas pero con melodía diferente)

Agrupémonos todos
en la lucha final.
El género humano
es la internacional.
Ni en dioses, reyes ni tribunos,
está el supremo salvador.
Nosotros mismos realicemos
el esfuerzo redentor.
Para hacer que el tirano caiga
y el mundo esclavo liberar
soplemos la potente fragua
que el hombre libre ha de forjar.

Estribillo

La ley nos burla y el Estado
oprime y sangra al productor;
nos da derechos irrisorios,
no hay deberes del señor.
Basta ya de tutela odiosa,
que la igualdad ley ha de ser:
"No más deberes sin derechos,
ningún derecho sin deber"




***


La Internacional
Quilapayún


Arriba los pobres del mundo,
de pie los esclavos sin pan
y gritemos todos unidos:
¡Viva la Internacional!


Removamos todas las trabas
que nos impiden nuestro bien,
cambiemos el mundo de base
hundiendo al imperio burgués.


Agrupémonos todos
en la lucha final
y se alcen los pueblos con valor


por la Internacional.


El día que el triunfo alcancemos
ni esclavos ni hambrientos habrán,
la tierra será el paraíso
de toda la Humanidad.


Que la tierra dé todos sus frutos
y la dicha en nuestro hogar,
el trabajo es el sostén que a todos
de la abundancia hará gozar.




***


BRASIL
Português 

A internacional 


De pé! Ó vítimas da fome
De pé! famélicos da terra
A indolente razão ruge e consome
A crosta bruta que a soterra!
De pé! De pé não mais senhores!
Se nada somos em tal mundo,
Sejamos todos, ó produtores!

Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional! 

Messias, Deus, chefes supremos, 
Nada esperamos de nenhum! 
Sejamos nós que conquistemos 
A terra mãe livre e comum! 
Para não ter protestos vãos, 
Para sair deste antro estreito, 
Façamos nós por nossas mãos, 
Tudo que a nós nos diz respeito

Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional! 

Crime de rico, a lei o cobre, 
O Estado esmaga o oprimido, 
Não há direitos para o pobre, 
Ao rico tudo é permitido 
À opressão não mais sujeitos! 
Somos iguais todos os seres: 
Não mais deveres sem direitos 
Não mais direitos sem deveres!

Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional! 

Abomináveis na grandeza 
Os reis das minas e da fornalha 
Edificaram a riqueza 
Sobre o suor de quem trabalha, 
Todo o produto de sua 
A corja rica o recolheu! 
Querendo que ela restitua, 
O povo só quer o que é seu.

Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional! 

Fomos do fumo embriagados! 
Paz entre nós, guerra aos senhores! 
Façamos guerra de soldados! 
Somos irmãos, trabalhadores, 
Se a raça vil cheia de galas, 
Nos quer a força canibais, 
Logo verá que as nossas balas 
São para os nossos generais.

Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional!

Somos os povos dos nativos. 
Trabalhador forte e fecundo. 
Pertence a terra aos produtores 
Ó parasita deixa o mundo! 
O parasita que te nutres 
Do nosso sangue a gotejar, 
Se nos faltarem os abutres, 
Não deixa o sol te fulgurar!

Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional!












Fonte







MORTAIS GAYS E BISSEXUAIS MITOLÓGICOS E HISTÓRICOS


MORTAIS GAYS E BISSEXUAIS 
MITOLÓGICOS E HISTÓRICOS 
QUE FORAM DIVINIZADOS E ELEVADOS 
À VIRTUDE & PIEDADE




Ganimedes, de Júpiter amado


Hércules, herói da humanidade


Attis, da juventude transgênero


Iolus, amante de Hércules


Hylas, amante de Hércules


Jacinto, amante de Apolo


Cyparissus, a juventude tornouse-se uma árvore


 Tirésias vidente trangênero


Aquiles, o guerreiro


Pátroclo, amante de Aquiles


Calamus, a juventude virou um junco


Carpos, amante de cálamo


Ampelos, amante de Dionísio


Alexandre, o Grande, conquistador de corações de jovens soldados


Heféstion, amante de Alexandre


Bagoas, amante de Alexandre


 Polydeukion, amante divinizado de Herodes Atticus


Trajanus, imperador de Roma


Plotina, esposa de Trajano


Hadrianus, o Imperador de Roma apaixonado por Antinous


Sabina, esposa de Adriano


Matidia, Mãe de Sabina


Aelius Caesar, Imperador de Roma


Antonino Pio, Imperador de Roma


Faustina I, esposa de Antonino


Marco Aurélio, imperador de Roma


Lúcio Vero, Imperador de Roma


Faustina II, esposa de Marco Aurélio


Lucilla, Esposa de Lúcio Vero


Commodus, Imperador de Roma


Elagabulus Imperador de Roma


O Círculo de Adriano e Antínoo


Aqueles que o conheciam Antinous


Macedo Caesernius, juventude equestrial


Statianus Caesernius, juventude equestre


Vitalis Lúcio, jovens que morreram em Atenas


Pancrates, autor do poema caça leão


Julia Balbilla, poetisa


Favorino de Arles, filósofo

É HOJE O DIA

 02/V/2022

Dia de eleição 

Dia de eleger Lula! 


O dia mais importante de nosso futuro 
O dia para celebrar a existência 
O amor 
A inclusão 
A liberdade 
A igualdade 
A fraternidade 
O conhecimento 
A ciência 
A dignidade
Um dia que ficará na história 
Um dia para lembre do genocídio pela COVID-19
Um dia para lembrar das lutas
Um dia para mudar o mundo !   








Voto 1° turno 






Imagens de um desejo coletivo não realizado 





































Comprando churrasco do domingo que mudará o BRASIL, 
com o meu churrasqueiro mais queridão 
30/X/2022