INÍCIO

01 outubro 2021

AS CINCO ORDENS CLÁSSICAS

AS CINCO ORDENS ARQUITETÔNICAS 


Ordem dórica (1)
A gutta ( latim pl. Guttae , gotas) é uma pequena projeção em forma de cone repelente de água usada perto do topo da arquitrave da ordem dórica na arquitetura clássica. No topo dos blocos da arquitrave, uma fileira de seis gutas abaixo da projeção estreita da tênia (filete) formava um elemento denominado regula. Uma regula foi alinhada sob cada tríglifo do friso dórico. Além disso, a parte inferior do geison projetando-se acima do friso tinha saliências retangulares denominadas mutulesque cada um tinha três fileiras de seis gutas. Esses mutules foram alinhados acima de cada triglifo e cada metope.  
Pensa-se que as gutas eram uma representação skeuomórfica das estacas utilizadas na construção das estruturas de madeira que precederam a conhecida arquitectura grega em pedra. No entanto, eles têm alguma funcionalidade, pois a água goteja pelas bordas, longe da borda do edifício (2).






Espaços de um templo grego


Partes do Parthenon 





Capitel de uma pilastra em estilo coríntio 
em São Paulo, BR. 





Gravura em metal impressa de um capitel jônico no estilo Luís XIV, 
com um par de ornamentos inspirados em festões  sobre suas volutas
(Print of a Louis XIV style Ionic capital, 
with a pair of festoon-inspired ornaments on its volutes)




Ordens arquitetônicas da antiguidade clássica.
(Ver também: As colunas 27/VII/2021) 


Segundo Marcus Vitruvius Pollio, (c. 80–70 BC a circa de 15 BC) mais conhecido simplesmente como Vitrúvio: 
“[...] As ordens vieram propiciar uma gama de expressões arquitetônicas, variando da rudeza e da firmeza até a esbelteza e a delicadeza. No verdadeiro projeto clássico, a seleção da ordem é uma questão vital – é a escolha do tom” [1], que para o autor, sintetiza a “gramática da arquitetura” [2]. 

I. Na realidade, a arquitetura consta de: ordenação (61), que em grego se diz taxis; disposição (63), à qual os gregos chamam diathesis; (64) euritmia (65); comensurabilidade (66); decoro (67) e distribuição (68), esta em grego dita oeconomia (69). 

Ainda evocando Vitruvius Pollio, podemos definir arquitetura como a “ordenação e a disposição”. 

A ordenação e a disposição 

II. A ordenação define-se como a justa proporção na medida das partes da obra consideradas separadamente e, numa visão de totalidade, a comparação proporcional tendo vista a comensurabilidade. É harmonizada pela quantidade(70) que em grego se diz posotes. Esta, por sua vez, consiste em tomar módulos (71) de porções da própria obra e na execução da totalidade desta, com base em cada uma das partes dos seus membros. 

A disposição, por sua vez, define-se como a colocação adequada das coisas e o efeito estético da obra com a qualidade que lhe vem dessas adequações. São estas as espécies de disposição, que em grego se dizem ideae (72): 
icnografia (73), ortografia (74), cenografia (75). A icnografia consiste no uso conjunto e adequado do compasso e da régua (76), e por ela se fazem os desenhos das formas nos terrenos das zonas a construir. 
A ortografia, por seu turno, define-se como o alçado (77) do frontispício e figura pintada à medida e de acordo com a disposição da obra futura. 
Por fim, a cenografia é o bosquejo do frontispício com as partes laterais em perspectiva e a correspondência de todas as linhas em relação ao centro do círculo. Essas espécies de disposição nascem da reflexão e da invenção. 
A reflexão caracteriza-se pela dedicação plena ao estudo e ao trabalho, sendo também o resultado de uma atenção constante, com satisfação pessoal, em relação ao objetivo proposto. Por sua vez, a invenção define-se como a explicação das questões obscuras e o conhecimento de uma nova realidade, descoberta com dinâmico vigor. São essas as definições da disposição. 

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61. Ordinatio: ordenação, ação de pôr em ordem.
62. Taxis: ordenação, colocação em ordem. 
63.Dispositio: disposição, apresentação, representação. 
64. Diathesis: disposição, distribuição adequada das coisas. 
65. Eurytmia: proporção, harmonia, euritmia. 
66.Symmetria: comensurabilidade (dum: juto+metron: medida), configuração, correlação, sistema de medidas. (Cf. nota n. 13 deste Livro). 67. Decor: decoro, conveniência, O que convém, o que fica bem. 
68. Distributio: distribuição, repartição, divisão. 
69. Oeconomia: distribuição, administração, organização, economia. 

70. Quantitas: quantidade, grandeza. A seguir, no texto, a definição vitruviana, que lhe dá um sentido dinâmico, quantificador, tendo em vista a symmetria. A cada uma das porções da obra, Vitrúvio chama de membros (membra). 
71. Moduli: módulos, medidas. Singular: modulus
72. Idea: aspecto exterior, forma distintiva, aparência. 
73. Ichnographia: icnografia, planta de um edifício, no seu plano horizontal e geometral. 
74. Orthographia: ortografia, aqui significando o alçado ou imago erecta de um edifício.
75. Scaenographia: cenografia, aqui no sentido de representação em perspectiva de um edifício. 
76. Regula: régua, barra reta de madeira ou metal. 
77. Imago erecta: alçado ou projeção vertical de um edifício.

Marcus Vitruvius Pollio, arquiteto romano que viveu no século I a.C. e deixou como legado a obra "De Architectura" (10 volumes, aprox. 27 a 16 a.C.)


Templo dedicado a Athená Partenis, Partenon, na cidade se Athenas.  


Segundo John Summerson, autor do livro A Linguagem Clássica da Arquitetura:

“[...] um edifício clássico é aquele cujos elementos decorativos derivam direta ou indiretamente do vocabulário arquitetônico do mundo antigo – o mundo ‘clássico’ [...]. Esses elementos são facilmente reconhecíveis, como, por exemplo, os cinco tipos padronizados de colunas que são empregados de modo padronizado, os tratamentos padronizados de aberturas e frontões, ou, ainda, as séries padronizadas de ornamentos que são empregadas nos edifícios clássicos”. [3]


AS CINCO ORDENS 


Em linhas gerais, existem cinco ordens clássicas arquitetônicas: dórica, jônica e coríntia, de caráter grego e ainda, as ordens toscana e compósita, de caráter romano. 

As características de cada uma dessas ordens   são evidenciadas na composição e/ou ornamentação dos capitéis, que é a extremidade superior da coluna, responsável por transferir os esforços do entablamento ao fuste e descarregá-los sobre a base e/ou estilobata. 
Junto ao capitel, existem outros elementos constituintes das ordens clássicas, a cornija, o friso, o frontão, o epistilo, o fuste, o pódio e a estilobata.

A seguir são reunidas algumas características que de cada um desses estilos apresenta com suas diferenças sobretudo nos capitéis e no fuste dessas cinco ordens clássicas arquitetônicas.

As cinco ordens são: 

Ordem Dórica, 
Ordem Jônica, 
Ordem Coríntia, 
Ordem Toscana, 
Ordem Compósita


Ordem Dórica

Origem mítica da ordem dórica 

III. Desse modo, pela interposição de mais um capitel, um terceiro estilo foi criado nas obras, na seqüência das duas primeiras ordens. 
E assim nasceram, a partir da formação das colunas, as denominações dos três modos, dórico, jônico e coríntio, dos quais o primeiro a surgir, desde há muito, foi o dórico. 
Pois Doro, filho de Heleno e da ninfa das águas Orseis, reinou sobre a Acaia e todo o Peloponeso e edificou em Argos, cidade antiga, o lugar sagrado de Juno, casualmente deste estilo, em forma de templo, e o mesmo fez depois em outras cidades da Acaia, também segundo o modo dórico, se bem que não tivesse ainda surgido o sistema das comensurabilidades.

Tambores mostrando os ângulos vivos das caneluras (flutings)

Partes de uma coluna dórica



Geometria de um tambor de uma coluna dórica


Capitel e fuste de uma coluna dórica com seu ábaco e equino 
(ambos formando o capitel)






Uso das colunas dórica no Partenon 


Relação da ordem dórica com 
o corpo masculino 

VI. Querendo eles colocar as colunas nesse templo, não possuindo as respectivas comensurabilidades e procurando uma metodologia conveniente que lhes permitisse sustentar o peso e configurar uma manifesta elegância, mediram com exatidão a planta do pé viril e a reproduziram em altura. 
Tendo descoberto que o pe correspondia no homem à sexta parte da sua estatura, transferiram o mesmo para a coluna e, qualquer que fosse o diâmetro da base (3) do fuste (4), elevaram-no seis vezes em altura incluindo o capitel. Desse modo, a coluna dórica começou a mostrar nos edifícios a proporção, a solidez e a elegância de um corpo viril. 


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3. Basis: base da coluna, de onde arranca o fuste. Distingue-se de spira (espiporque esta pressupõe o emolduramento com toro e escócia. 4. Scapus: fuste, escapo, parte da coluna entre a base e o capitel. 

Mais antiga 

Como a mais antiga e mais simples das Ordens Clássicas gregas, teria surgido durante o século VII a.c.. Com linhas simples e estética ligada sobretudo à proporção do corpo masculino e seu arquétipo robusto, foi empregada em edifícios gregos em homenagem a divindades masculinas. 

Nas palavras de Vitrúvio, o dórico exemplifica “proporção, força e graça do corpo masculino”, denotando equilíbrio, e para ele, deve ser usada em “igrejas dedicadas aos santos mais extrovertidos (S. Paulo, S. Pedro ou S. Jorge)”. 

Na arquitetura grega, o desenho dos capitéis também são dispostos em função da distribuição de cargas à coluna, e a partir desse pressuposto, por desenho simplificado, a ordem dórica contempla edifícios mais baixos, com aproximadamente 8 módulos de altura. 
Nesse modelo, o capitel é composto por duas partes, o equino e ábaco. O equino é uma espécie de almofada de seção cônica, já o ábaco é um elemento quadrado (placa quadrada) colocada acima do equino, e recebe diretamente as cargas do frontão e as transfere para o fuste, que as transfere para estilóbato (o primeiro dos três degraus) da base. 

Templo dórico

Templo dórico

Ordem dórica, a esquerda e jônica a direita

Coluna dórica e sua secção (3)


Características das colunas dóricas gregas 

Um eixo que é canelado ou ranhurado
Um eixo que é mais largo na parte inferior do que na parte superior
Sem base ou pedestal na parte inferior, por isso é colocado diretamente no chão ou no nível do solo
Um equino ou um alargamento liso e redondo em forma de capital no topo do eixo
Um ábaco quadrado em cima do equino redondo , que dispersa e equilibra a carga
a falta de ornamentação ou entalhes de qualquer tipo, embora às vezes um anel de pedra chamado astragal marque a transição do eixo para o equino
As colunas dóricas vêm em duas variedades, grega e romana. Uma coluna dórica romana é semelhante à coluna dórica de origem grega, com duas exceções:

1.  As colunas dóricas romanas costumam ter uma base na parte inferior do fuste.
2. As colunas dóricas romanas são geralmente mais altas do que suas contrapartes gregas, mesmo que os diâmetros do eixo sejam os mesmos (4).




Ordem Jônica


Relação da ordem jônica com 
o corpo feminino

VII. Da mesma maneira, levantaram depois um templo a Diana, procurando uma forma de novo estilo, com a mesma planta, levando para lá a delicadeza da mulher, e dispuseram em primeiro lugar o diâmetro da coluna segundo a oitava parte de sua altura, a fim de que ela apresentasse um aspecto mais elevado. Na base, colocaram uma espira imitando um sapato; no capitel, dispuseram, à direta e à esquerda, volutas, como se fossem caracóis enrolados pendentes de uma cabeleira; ornamentaram a fronte com cimácios e festões (5) dispostos como madeixas e por todo o fuste deixaram cair estrias como o drapejado das sobreviestes das matronas. Assim, lograram a invenção de dois tipos discriminados de colunas, uma viril, sem ornamento e de aparência simples, e a outra com a sutileza, o ornato e a boa proporção femininas. 







Com linhas orgânicas, leves e fluídas, alude às linhas do corpo feminino, caracterizando a “esbelteza feminina” [6], como pontua Vitrúvio. Na composição do capitel, influências orientais são vistas, como entalhes de folhas de palmeira, papiros e folhas vegetais, possivelmente inspirados pela arquitetura egípcia. As colunas têm cerca de nove módulos de altura – um módulo maior que a Ordem dórica. Para Vitrúvio, deve ser empregada em templos dedicados a “santos tranquilos – nem muito fortes nem muito suaves – e também para homens de saber” [7]. Na composição, apresenta uma base mais larga, possibilitando receber maior carga; fuste esguio e abrindo-se levemente à medida que chega à base; e capitel com volutas. Vale destacar que em algumas obras, capitéis dessa ordem são substituídos por cariátides – figuras femininas esculpidas na pedra, sustentando todo o entablamento.





Ordem Coríntia 


Ordem arquitetônica coríntia do grego: Κορινθιακός ρυθμός: Korinthiakós rithmós, Korinthiakós rythmós; em latim: ordo corinthius. 

Vitruvius atribui à Kalínacos (Καλλίμαχος, Kallímakhos) a utilização desta ordem na arquitetura no séc. IV a.c., todavia, há muita dúvida sobre esse fato ser verossímil.

Capitel coríntio 

Capitel coríntio de uma coluna do pórtico do Pantheão em Roma. 


Relação da ordem coríntia com 
a graciosidade da donzela 

Nos diz Vitruvius Pollio:

VIII. Os que lhes sucederam, todavia, progredindo nos juízos formulados sobre a elegância e a sutileza, e encantados com a aplicação de módulos mais gráceis, constituíram sete diâmetros de espessura na base, para a altura da coluna dórica, e nove, para a da jônica. E porque os jônios foram os primeiros a criar essa ordem, ela foi chamada jônica. 

No que diz respeito à terceira, que se diz coríntia, apresenta-se com a delicadeza virginal, porque as donzelas, mercê da sua tenra idade, possum uma configuração de membros mais grácil e conseguem no adorno os mais belos efeitos. 


Origem do capitel coríntio 

IX. Recorda-se que a primeira feitura do capitel dessa ordem aconteceu da seguinte maneira: uma jovem cidadã de Corinto, já em idade núbil, atingida pela doença, morreu. Depois de sepultada, a sua ama recolheu e dispôs num cálato (6) aqueles bibelôs (7) com os quais a jovem se comprazia enquanto viva, levou-os ao sepulcro (8) e colocou-os em cima dele, cobrindo-os com uma tégula, para que pudessem permanecer durante muito tempo ao ar livre. 
Casualmente, esse cálato fora colocado sobre uma raiz de acanto ἄκανθος (9). Entretanto, por altura da primavera, essa raiz, que se encontrava comprimida pelo peso do cesto centrado sobre ela, estendeu as suas folhas (10)  e caulículos (11) em volta, caulículos esses que cresceram pelos lados do cesto e produziram curvaturas na direção das extremidades dos ângulos da tégula, sendo obrigados, devido ao peso desta, a enrolar-se em voluta. 


A ação do escultor Calímaco 

X. Então Calímaco, que devido à elegância e à sutileza da sua arte (12) de trabalhar o mármore tinha recebido dos atenienses o nome de Katatechnos (13), passando perto desse túmulo e reparando nesse cesto e na delicadeza viçosa das folhas em sua volta, deleitado com o estilo e com a originalidade da forma, fez em Corinto colunas segundo esse modelo e estabeleceu o sistema de medidas. Partindo daí para as aplicações nos edifícios, estabeleceu os princípios da ordem coríntia. 

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5. Encarpa: festões, grinaldas. Singular: encarpos, do grego, hápax vitruviano. 
6. Calathus: cálato, cesto. Nome dado ao equino do capitel coríntio, por ter a forma de um cesto.

7. Pocula: bibelôs, no sentido de objetos pessoais com que a jovem se deleitava e mesmo, tendo em conta o significado imediato da palavra utilizada, pocula: copos, copinhos, os seus objetos de toilette. Singular: poculum
8. Monumentum: sepulcro, aqui não no sentido monumental, mas de tumulus, montículo de terra sobre a sepultura. 
9. Acanthus: acanto, planta herbácea já na Antigüidade distinguida numa primeira espécie, spinosus, aculeatus ou crispus, e numa segunda espécie, que é imitada na primeira fase do capitel coríntio, dita leuis, paederota ou mollis (Plínio o Velho, Naturalis Historia, XXI1, 76). 
10. Folia: folhas de acanto utilizadas na decoração do capitel coríntio. Singular: folium. 11. Caulicoli: caulículos, caules, hastes ou talos de acanto, normalmente estilizados, decorando o cálato do capitel coríntio. Singular: cauliculus. 12. Ars: arte, no sentido que hoje damos a essa palavra. 
13. Katatechnos: palavra grega que significa "muito meticuloso", "minucioso". Plínio o Velho, Naturalis Historia, XXXIV, 92, usa o termo Katatexitechnos a respeito desse mesmo escultor que, afirma, também foi pintor. 


Capitel da pilastra coríntia apoiada por protomas de pégasos, do interior da cella do Templo de Marte Ultor no Fórum de Augusto, agora no Museo dei Fori Imperiali, Roma.(WP)


Sistema de medidas do capitel coríntio

XI. O sistema proporcional de medidas desse capitel deverá ser aplicado de tal forma que se dê à altura do capitel, com o ábaco, a mesma medida do diâmetro no arranque da coluna. 
A largura do ábaco será de tal maneira disposta que, tomando como referência essa altura, tenham as diagonais de ângulo a ângulo o dobro dessa medida; desse modo, os espaços intermédios terão em todos os lados faces com uma justa proporção de largura. 
Estas faces encurvarão para dentro, a partir das extremidades dos ângulos do ábaco, a nona parte da sua largura. 
O capitel terá na sua base o mesmo diâmetro que tiver o apófige (14) e o astrágalo (15). A espessura do ábaco (16) corresponderá a sétima parte da altura do capitel. 


Caracterizando o estilo mais rebuscado dos três modelos baseados no desenho grego, esta ordem apresenta uma série de detalhes e desenhos altamente pensados e elaborados de modo a imitar a “figura delgada de uma menina”, como pontua Vitrúvio [8]. Brotos e folhas de acanto caracterizam o grafismo tridmensionalizado pelo esculpir na pedra. Possui dez módulos em altura, sendo a coluna mais esguia das três.


14. Apothesis: apófige, ressalto ou moldura saliente que termina a coluna, no topo do hypotrachelium. O mesmo que apophysis. Cf. 4, 7, 3 e respectiva nota. 
15. Astragalus: astrágalo, moldura de perfil curvilíneo que, como no estilo jônico, separa o topo da coluna do capitel. Cf. 3, 5, 7. 
16. Abacus: ábaco, parte superior do capitel em todas as ordens, no caso também da ordem coríntia. 
17. Imum folium: cada uma das folhas de acanto inferiores do cálato. 
18. Secundum folium: cada uma das folhas médias do cálato. 
19. Helices: hélices, espirais, volutas num formato menor. Singular: helix. 
20. Flos: florão, no sentido da flor que decora o centro de cada um dos quatro lados do ábaco do capitel coríntio. Em toda a frase, seguimos a interpretação de vários autores e a correção do texto latino proposta por P. Gros, 1990, p. 9.


 

Ordem Toscana 

Concebida pelos romanos, denota uma reinterpretação da ordem dórica. Com sete módulos em altura – um módulo a menos que a coluna dórica apresenta simplificação formal e consequentemente estrutural. Para Vitrúvio, é “adequada para fortificações e prisões” [9]. Diferente dos três modelos de origem grega, onde o fuste apresenta caneluras, nesta, o mesmo é liso, buscando a simplificação.




Ordem Compósita

A ordem compósita foi uma ordem da arquitetura clássica desenvolvida pelos romanos a partir dos desenhos das ordens jónica e coríntia. Até o Renascimento a ordem era considerada uma versão tardia do coríntio. Trata-se de um estilo misto em que se inserem no capitel as volutas do jónico e as folhas de acanto do capitel coríntio. A coluna tem dez módulos (da base) de altura.

Desenvolvida a partir da união das ordens clássicas jônica e coríntia, detém a mais rebuscada das cinco ordens arquitetônicas é também conhecida como também denominada triunfal. Com volutas jônica e brotos e folhas de acanto coríntios, desdobra uma sobreposição de ornamentos.









GALERIA

https://youtu.be/PWPCZ1UjYmI
Templo em honra a deusa Athena, Parthenon, na Acrópolis.




































Bibliografia

https://www.researchgate.net/figure/Geometry-of-a-Doric-column-drum_fig5_308388635