HEMERAIKONES
Hêmera
Ἡμέρα, Hêmera, Αμαρα, amara, Dia, no mito grego, Hêmera era filha de Nix, a noite com Érebo (as trevas), um entidade primordial e a personificação da luz do dia e do ciclo da manhã. Segundo o poeta romano Higino, teve um romance com seu irmão Éter e com ele teve três filhos, Gaia, a Terra, Urano, Coelus, o céu, e Tálassa, o mar. Nasceu junto de Éter e das Hespérides. O equivalente de Hemera no mito romano era Dies. A lista de Higino atribui-lhe como filhos de sua união com Dies (Hemera), Terra (Gaia), Coelum (Urano) e Mare (Tálassa), e depois com Terra, de Dolor (dor), Dolus, (engano), Ira (fúria), Luctus (luto), Mendacium (mentiras), Jusiurandum (juramento), Ultio (punição), Intemperantia (intemperança), Altercatio (altercação), Oblivio (esquecimento), Socordia (preguiça), Timor (medo), Superbia (soberba), Incestum (incesto), e Pugna (contenda). Cícero lhe atribui paternidade sobre Urano. Também era considerado por Aristófanes como pai das Néfeles, ninfas das nuvens (1).
Ícone
Em grego, a palavra, ícone, é escrita como εικόνα, (pronuncia-se e-kó-na). Esta palavra significa imagem, retrato ou ícone.
Escrita: Εικόνα; Pronúncia: e-kó-na (íkona); Significado: Imagem, retrato, ou ícone.
Ícone
Para Platão e Aristóteles, Εικόνα, ícone não era um termo técnico filosófico, mas se refeririam a algo que representa ou se assemelha a uma ideia ou realidade mais profunda. Para Platão, um objeto pode ser um ícone da ideia perfeita, enquanto para Aristóteles, o mundo sensível e as obras de arte podem ser vistos como representações (ou ícones) da natureza e das suas formas.
Na Arte: Platão via a arte como uma imitação (ou ícone) do mundo físico, que por sua vez já é uma imitação imperfeita do mundo das ideias, tornando a arte uma imitação de uma imitação, e portanto, afastada da verdade.
A Teoria das Ideias ou Teoria das Formas é um conjunto de conceitos filosóficos criado e desenvolvido por Platão. Esta teoria afirma que a realidade mais fundamental é composta de ideias ou formas abstratas, mas substanciais. Para Platão estas ideias ou formas são os únicos objetos capazes de oferecer verdadeiro conhecimento, uma vez que são imutáveis. A teoria foi desenvolvida em vários de seus diálogos como uma tentativa de resolver o problema dos universais. Exemplos de Formas são a Ideia do Bem, considerada o “conhecimento máximo” ou megiston mathema, desenvolvido na obra: A República; e a Ideia do Belo na scala amoris, em O Banquete. O conceito grego de “forma” precede a linguagem atestada e é representado por diversas palavras relacionadas principalmente com a visão ou a aparência das coisas. As principais palavras, εἶδος (eidos) e ἰδέα (ideia), vêm da raiz proto-indo-europeia *weid-, "ver". A palavra eidos é atestada em textos do período homérico, o mais antigo da literatura grega. Igualmente antigo é o termo μορφή, morphē, forma. O termo φαινόμενα, phainomena, “aparências”, de φαίνω, phainō, brilho, aparecer.
No cristianismo, um ícone é imagem e também semelhança; são consideradas “janelas para o céu” onde a presença divina se manifesta. Historicamente é como passaram a ser chamadas as obra de arte religiosas, sacras, sobretudo pinturas, nas culturas das igrejas cristãs ortodoxa oriental bizantina. Os temas mais comuns incluíam Jesus, Maria, santos e anjos. Os ícones são mais comumente pintados em painéis de madeira com têmpera de ovo, mas também podem ser fundidos em metal, esculpidos em pedra, bordados em tecido, feitos em mosaico ou afresco, impressos em papel ou metal, etc. Estás imagens obedeciam cânones estritos que inclui sua função teológica como representações da realidade celestial, a utilização de técnicas artísticas que evitam o realismo e a tridimensionalidade, são executadas em um estilo propositalmente irrealista que representaria o mundo celestial. Na técnica de produção dos “ícones”, usa-se como suporte um painel de madeira, sobre qual adiciona-se camadas de gesso, ouro e as cores, sendo as escuras no fundo e as mais claras nos detalhes.
A cor, usada na produção dos ícones, também desempenha um papel importante. O dourado representa o esplendor do Céu; o vermelho, a vida divina. O azul é a cor da vida humana, o branco é a Luz Incriada de Deus, usada apenas para a ressurreição e transfiguração de Cristo. Nos ícones de Jesus e Maria, Jesus usa uma roupa íntima vermelha com uma vestimenta externa azul (representando Deus se tornando humano) e Maria usa uma roupa íntima azul com uma vestimenta externa vermelha (representando um ser humano que recebeu dons de Deus), e assim a doutrina da deificação é transmitida pelos ícones. Letras também são símbolos. A maioria dos ícones incorpora algum texto caligráfico nomeando a pessoa ou evento retratado. Mesmo estas são frequentemente apresentado de forma estilizada.
HEMERAIKONES
Hêmera, Ἡμέρα + ícone, Εικόνα
Diárias imagens (literalmente) ou imagens diárias
.






































































Nenhum comentário:
Postar um comentário