ATHENA
Παλλάς Αθηνά
Pallás Athēná
DEUSA DA SABEDORIA E INTELIGÊNCIA
Deusa Athena. Cirofórion (Junho/ Julho) era o mês de Atena por excelência, onde se celebravam as Cirofórias, festa que saía do templo da deusa e exaltava outras divindades, como Deméter, Perséfone e Posídon. Os dias 11 e 29 eram consagrados a deusa Athena. Quem nasce nesses dias é muito seguro(a) de si. Por outro lado, detesta exageros e valoriza muito a fidelidade em todas as suas relações. (Modif.1). E segundo místicos a cor consagrada deusa virgem da sabedoria, da estratégia da guerra, da cidade e da civilização era a cor branca.
ATHENA
Παλλάς Αθηνά
Pallás Athēná
Athena na mitologia grega, é a deusa da civilização, da sabedoria, da estratégia em batalha, das artes, da justiça e da habilidade. É uma das principais divindades do panteão grego e um dos doze deuses olímpicos.
Atena era cultuada em toda a Grécia Antiga, e em muitas colônias gregas da Ásia Menor até as da Península Ibérica e norte da África.
Sua presença é atestada até nas proximidades da Índia. Alem de sua figura ter recebido muitas características distintas, seu culto assumiu muitas formas, além de ter sido sincretizada com muitas outras divindades das regiões em torno do Mediterrâneo, o que fez com que seu culto se expandisse ainda mais.
Atena é o produto da união entre Zeus e Metis. Todavia a história de seu nascimento é mais complexa e envolve um oráculo, uma profecia, e metamorfose.
A titânide Métis, primeira esposa de Zeus e mãe da deusa Atena, possuía a capacidade de mudar de forma, sendo excelente nesta habilidade. Dizem as fontes antigas que era capaz de mudar sua aparência para qualquer coisa que ela quisesse. Em uma história, é dito que ela estava tão orgulhosa de sua habilidade metamórfica, que seu marido, Zeus, a desafiou para que se transformasse em uma mosca. Zeus então a engoliu, porque temia que ao ter um filho ou filha com ela, essa prole seria mais poderosa do que ele próprio, como se fosse possível ser mais poderoso que o pai dos deuses.
Métis, no entanto, já estava grávida. Ela permaneceu viva dentro da cabeça de Zeus teve uma filha e construiu uma armadura para ela literalmente dentro da cabeça de Zeus. O barulho de sua forja fez com que Zeus tivesse dores de cabeça excruciantes. Atormentado por essas dores Zeus pediu então à Hefesto que abrisse a cabeça do Deus e resolvesse o problema. Hefesto golpeou a cabeça de Zeus com um machado. Ao abrir a cabeça de Zeus, Atena saltou da cabeça de seu pai, totalmente crescida vestindo sua armadura de batalha, e bradando um grito de guerra.
Essa extraordinária história de seu nascimento, emergindo completa, já formada, adulta e vestida com uma armadura, da cabeça de Zeus, tem sido a razão pela qual ela se tornou a Deusa da sabedoria e da inteligência.
Diversas passagens dos poemas de Homero apresentam uma forte relação entre Zeus e Atena, nas quais ela é sempre colocada como filha amada de Zeus, vale lembrar que grande parte dos deuses gregos são filhos de Zeus, no entanto Atena é sempre colocada como “a filha de Zeus”, como se fosse a principal, a mais importante de toda a sua prole, a mais querida, lembrando que a deusa Atena fora a deusa que como colocado em Hesíodo nascera da cabeça de seu pai e fora gerada “sem mãe”, já que segundo o mito, Zeus devorara Métis que estava grávida dele, pois uma profecia de Gaia e Urano dizia que Métis teria dois filhos, uma menina (Atena) e logo em seguida um menino que cresceria e derrotaria o pai, assim como Zeus derrotou Cronos, “a História se repete” o mito apresenta essa circularidade.
Atena ao sair da cabeça de seu pai, já adulta e armada, é de certa forma uma versão feminina do mesmo, entretanto é uma versão feminina que nasce aparentemente sem uma mãe que a cuide e a ensine, mas apenas de um pai.
Os dicionários mitológicos de Pierre Grimal (1992) e Junito Souza Brandão (1991)
apresentam uma versão um pouco diferente do mito, no qual a profecia dizia que Métis teria uma filha (Atena) e o filho desta filha viria a destronar Zeus, como Atena não nasceu do corpo de Métis, mas sim da cabeça de Zeus e manteve-se virgem a profecia não se realizou. Embora fontes relatam que a Deusa teve um filho, oriundo de um abuso-estupro de Hefesto; esse filho, chamado Erecteu, se tornará o primeiro rei da cidade de Athenas.
O nome Ἐριχθόνιος, na mitologia grega, era filho de Atena com Hefesto, foi primeiro rei mítico de Atenas e segundo outras versões, Erictónio foi o sucessor de Anfiction. Ele teria reinado de 1487 a.C. a 1437 a.C., e seu sucessor foi Pandião I.
Isaac Newton identifica Erictónio a Erecteu, um dos pastores do Egito (os hicsos) que reinou na Ática por volta de 1035 a.C.
Pandion casou-se com uma náiade, Zeuxippe, e eles tiveram dois filhos, Erecteu e Butes, e duas filhas, Procne e Filomela. Em alguns relatos, ele também foi chamado de pai de Teutra, pai de Téspio, e de Céfalo, amante de Eos o Amanhecer.
Pandion I foi o quinto rei de Atenas na linha tradicional de sucessão dada pela Crônica Pariana do século III a.C., pelo cronógrafo Castor de Rodes (provavelmente de Eratóstenes do final do século III) e pela Biblioteca. Ele foi precedido por Cecrops I, Cranaus, Amphictyon e Erichthonius, e sucedido por Erechtheus, Cecrops II e Pandion II. Castor torna Pandion I filho de Erictônio (a fonte mais antiga) e diz que ele governou por 40 anos (1437/6–1397/6 aC). Pode ser que Pandion I ou Pandion II tenham sido inventados para preencher uma lacuna na história mítica de Atenas.
De acordo com a Bibliotheca, Pandion travou uma guerra com Labdacus, o rei de Tebas, além das fronteiras, e casou sua filha Procne com Tereus em troca de ajuda na luta, e foi durante seu reinado que a deusa Deméter e o Deus Dionísio vieram para a Ática. Após sua morte, o reino de Atenas passou para seu filho Erecteu, enquanto Butes recebeu os sacerdócios de Atenas e "Poseidon Erechtheus" (em Atenas, Erechtheus era um título de culto de Poseidon). Diz-se que ele morreu de tristeza ao descobrir que suas filhas, Procne e Filomela, haviam morrido.
Tanto Pandion I quanto Pandion II eram geralmente identificados com Pandion, o herói homônimo da tribo ática Pandionis.
Herse, Pandroso e Aglauros, as três filhas do rei da Ática Cécrope I, receberam de Atena uma caixa fechada, proibindo que elas olhassem o que havia dentro. Pandroso obedeceu, mas as outras duas não, e enlouqueceram quando viram Erictônio, se jogando da parte mais íngreme da acrópole. Erictônio era filho de Atena e de Hefesto.
Segundo Jerónimo de Estridão, Erictónio era filho de Vulcano e Minerva, e reinou de 1437 a.C. a 1487 a.C., sendo antecedido por Anfictião e sucedido por Pandião I.
Pseudo-Apolodoro, após apresentar Erictónio como filho de Hefesto e Átis, filha de Cranau, explica a versão alternativa de como ele poderia ser filho de Atena, sendo Atena virgem.
Eis o mito: Atena se aproximara de Hefesto, desejosa das armas que ele fabricava, quando, rejeitado por Afrodite, Hefesto se apaixona por Atena. Ele a persegue, mas ela foge, e quando consegue agarrá-la, ela não permite o ato sexual, e Hefesto ejacula sobre a coxa da deusa. Enojada, ela se limpa rapidamente, o que faz com que o sêmen caia no chão, e daí nasce Erictónio.
Após Erictónio ter nascido, Atena o criou, escondido dos outros deuses, e colocou-o em um baú, entregando-o a Pândroso, filha de Cécrope I, e proibindo-a de abrir o baú. Mas suas irmãs, curiosas, o abriram, e viram uma serpente enrolada no bebê. Segundo alguns autores, elas foram mortas pela serpente, segundo outros, elas enlouqueceram pela ira de Atena e se jogaram da acrópole.
De acordo com Pseudo-Apollodoro em sua obra “Biblioteca”, Athena visitou o deus-ferreiro Hefesto para solicitar algumas armas, Hefesto, que havia flagrado sua esposa Afrodite com Ares e estava separado, ficou dominado pela beleza da Deusa e tentou seduzi-la ali mesmo em sua oficina. Determinada a manter a virgindade, Atena fugiu, perseguida por Hefesto. Ele a alcançou e agarrou-a e tentou estuprá-la, mas ela lutou contra ele. Durante a luta, o sêmen dele caiu em sua coxa, e Athena, enojada, limpou-se usando um chumaço de lã (ἔριον, erion) e jogou-o, fora, no chão (χθών, chthôn).
Enquanto ela fugia, Erichthonius nasceu do sêmen e da lã que Athena usou e que caiu na terra. Athena, após a fuga desejou criar o bebê em segredo, colocou-o em uma pequena caixa para que ninguém descobrisse. Entregou a caixa às três filhas do rei de Atenas, Cecrops, chamadas: Herse, Aglaurus e Pandrosus e advertiu-as para nunca abrissem e olhassem dentro da caixa.
Pandrosus obedeceu, mas Herse e Aglaurus foram dominados pela curiosidade e abriram a caixa, que continha o bebê e futuro rei, Erichthonius (a palavra Erichthonius é de etimologia incerta, possivelmente relacionado a uma forma pré-grega Erektyeu. A conexão de Ἐριχθόνιος com ἐρέχθω, sacudir, agitar, é uma etimologia popular tardia; outras etimologias populares incluem ἔριον, erion, “lã” ou eris, luta, contenda + χθών, chthôn, chthonos, terra.
As irmãs ficaram aterrorizadas com o que viram na caixa: ou uma cobra enrolada em torno de uma criança, ou uma criança que era meio humana e meio serpente. Eles enlouqueceram e se atiraram da parte mais íngreme da Acrópole. Outros relatos afirmam que a serpente as matou.
Uma versão alternativa da história é que Atena deixou a caixa com as filhas de Cécrope enquanto ia buscar uma montanha de calcário na península de Pallene para usar na Acrópole. Enquanto ela estava fora, Aglaurus e Herse abriram a caixa. Um corvo os viu abrir a caixa e voou para contar a Atena, que ficou furiosa e derrubou a montanha que carregava (agora Monte Lykabettos) nas cercanias da cidade de Atenas. Como na primeira versão, Herse e Aglaurus enlouqueceram e se atiraram de um penhasco para a morte.
A respeito do nascimento de Atena, a tragédia grega Eumenides escrita por Esquilo
por volta de 485 a.C., apresenta uma passagem na qual Apolo justifica um matricídio declarando que a mãe apenas nutri a semente paterna, não possuindo laços consanguineos com seu filho, e usa como exemplo o nascimento da própria deusa Atena:
Oferecer-te-ei uma prova cabal
De que alguém pode ser pai sem haver mãe.
Eis uma testemunha aqui, perto de nós
Palas, filha do soberano Zeus olímpico,
Que não cresceu nas trevas do ventre materno
Alguma deusa poderia por si mesma
Ter produzido uma criança semelhante?
(Ésquilo. Eumênides, p. 34).
O julgamento de Orestes também é frequentemente discutido na obra Mito e Tragédia na Grécia Antiga II (1991) de Jean Pierre Vernant e Pierre Vidal-Naquet, no qual os autores utilizam da tragédia de Esquilo, para discutir questões relativas a democracia na tragédia, a divindade sendo utilizada para representar a cidade, e sua posição no julgamento de favorecimento ao público masculino.
Nas Eumênides, os juízes que decidirão o destino de Orestes e que votam efetivamente são também figurantes mudos. Apenas Atena fala e vota ao mesmo tempo. Seu voto conduz à absolvição de Orestes (734-753). A cidade está representada por sua deusa epônima. São esses os descolamentos que marcam a democracia trágica. (VERNANT J. P, NAQUET P.V, 1991, p. 107).
A imagem de Atena é bastante presente em Homero, tanto na Ilíada quanto na Odisseia, em Hesiodo a personagem aparece com uma recorrência menor de vezes, mas ainda assim com funções importantes. Na Teogonia a presença da deusa se dá primeiramente na introdução do poema, onde o autor cita algumas das personagens
Epônimo: adjetivo. 1. Que dá o seu nome a alguma coisa.
s. m. 2. Divindade que, dando o seu nome a uma cidade, a tinha sob a sua proteção.
ser uma deusa extremamente cultuada em diversas partes do mundo antigo, é natural que as versões sobre sua lenda e seus mitos sejam as mais variadas possíveis. Assim, a versão mais recorrente do mito diz que Atena nasceu da cabeça de Zeus, o deus dos deuses. Por isso, já veio ao mundo sábia e muito corajosa.
Atena era a filha favorita de Zeus, seu pai, sendo fruto da relação dele com a primeira esposa, chamada Métis.
No processo de trepanacão/decapitação de Zeus, Atena surgisse crescida, com armas em punho e bradando um grito de guerra. Foi a protetora de toda a Ática e de várias outras cidades da Grécia Antiga. Entretanto, Athenas foi a cidade em que a deusa mais foi adorada, sendo o motivo da construção do Parthernon, no século V a.C., no qual se realizava um festival em seu nome todos os anos, chamado de Panatenéias.
Como Atena é a protetora de diversos heróis da Mitologia Grega, aparece em várias lendas. Por exemplo no mito de Belerofonte, que matou sozinho o monstro Quimera, que vomitava chamas. Diz-se que Atena deu-lhe uma rédea dourada, de modo que Belerofonte capturou o cavalo voador Pégaso, utilizando-o para chegar até o covil de Quimera.
Atena teria, ainda, entregado um escudo a seu meio-irmão, Perseu, filho de Zeus, auxiliando-o na execução de Medusa, sua ex-sacerdotisa-monstro que transformava em pedra todos aqueles que a olhassem diretamente.
Pela sua grande importância na Mitologia Grega, é natural que Atena fosse representada nas mais diversas formas de arte da época. Essas obras demonstram uma deusa de beleza simples, decente, virtuosa, com um ar nobre e grave, evidenciando força e majestade e sabedoria ao mesmo tempo.
Como uma guerreira, Atena é representada vestindo um elmo e segurando uma lança. Geralmente, é reproduzida em pose sentada, e as obras que mostram a deusa em pé passam uma imagem de guerreira resoluta, com ar meditativo.
Palas Atena
Muitos consideram Palas e Atena como a mesma deusa. Para os gregos, esses termos são, inclusive, os formadores do verdadeiro nome da Deusa: Palas-Atena. Vamos conhecer as duas versões mais importantes.
O epíteto Pallas de Atena, o mais famoso da Deusa, deriva ou de Pállo, πάλλω, que significa brandir (como arma) ou, mais provavelmente, de Palakis, παλλακίς, significando juventude, jovem mulher. Muito tempo depois, quando o significado original do nome foi esquecido, os gregos inventaram mitos para explicar sua origem, como os relatados pelo filósofo epicurista Filodemo e pela Bibliotheca de Pseudo-Apolodoro, que afirmam que Pallas era originalmente uma entidade separada, morta por Atena em combate.
Em uma versão do mito, Pallas era a filha mortal do deus do mar Tritão, que cuidou de Atena após ela emergir da cabeça de seu pai. Pallas e Atena desenvolveram uma forte amizade devido ao interesse comum pelo combate e armas. Certo dia, Zeus assistia Atena e Pallas em um duelo amistoso, no qual venceria quem desarmasse a adversária. No início, Atena levava vantagem, até que Pallas assumiu a liderança. Não querendo que sua filha perdesse, Zeus agitou sua égide para distrair Pallas, que foi acidentalmente atingida mortalmente por Atena. Inconformada com o que havia feito, Atena adotou o nome Pallas em sinal de luto e homenagem à amiga, e Zeus lhe deu a égide como um pedido de desculpas.
Em outra versão, Pallas era um Gigante; Atena o matou durante a Gigantomaquia e (esfolou-o) arrancou sua pele para fazer seu manto, que usou como troféu de vitória.
O Palladion era uma estátua de Atena que supostamente ficava em seu templo na Acrópole de Troia. Dizia-se que a própria Atena esculpiu a estátua à semelhança de sua falecida amiga Pallas. A estátua tinha propriedades talismânicas, e acreditava-se que, enquanto estivesse na cidade, Troia jamais cairia. Quando os gregos capturaram Troia, Cassandra, filha de Príamo, agarrou-se ao Palladion em busca de proteção, mas Ájax, o Menor, arrancou-a violentamente e a arrastou para junto dos outros cativos. (Ájax do grego antigo: Αἴας Aias, segundo Graves significa “da terra”, foi um herói mitológico grego, filho de Oileus, o rei de Locris. Ele foi chamado de “Ájax, o Menor”, ou Ájax lócrio, para distingui-lo de Ájax, o Grande, filho de Telamon. Ele foi o líder do contingente lócrio durante a Guerra de Troia. Ele é uma figura significativa na Ilíada de Homero. Atena ficou furiosa com essa violação de sua proteção e, embora Agamenon tentasse aplacar sua ira com sacrifícios, ela lançou um dos raios de seu pai contra o navio de Ájax. A embarcação despedaçou-se, mas Ájax conseguiu alcançar uma rocha e declarou que estava salvo “apesar da vontade de Atena”. No entanto, Poseidon, avô de Pallas, golpeou a rocha com seu tridente, partindo-a, e Ájax caiu no mar, perecendo. Seu corpo, levado pelas ondas, foi enterrado por Tétis em Miconos.
Atena e o voto (de Minerva)
Atena era conhecida como Minerva na Mitologia Romana, e inspirou, com esse nome, o que hoje chamamos de “voto de minerva”. Segundo a lenda, Orestes matou sua mãe para vingar o assassinato do próprio pai. Foi, então, julgado pelo povo de Atenas.
Como Atena era considerada a deusa da justiça, ela foi a responsável por presidir o júri. A votação do julgamento terminou empatada, cabendo, assim, o voto de desempate para a divindade, que inocentou Orestes. Por isso, até os dias de hoje, esse tipo de decisão é conhecido como voto de minerva.
Era também considerada a deusa da guerra; como Atena Promacos, Πρόμαχος, promachos, aquela que luta na frente, acreditava-se que ela lidera os soldados na batalha. Atena representava o lado disciplinado e estratégico da guerra, em contraste com seu irmão Ares, o patrono da violência, sede de sangue e matança, “a força bruta da guerra”. Acreditava-se que Atena apoiava apenas aqueles que lutavam por uma causa justa, pois como uma deusa da “civilização” via a guerra principalmente como um meio último de resolver conflitos, que não pudessem ser resolvidos pela diplomacia. Os gregos consideravam Atena com muito mais estima do que Ares.
Atena foi a deusa grega da sabedoria, inteligência, justiça, da paz, das artes, habilidades e ofício, especialmente tecelagem. Era também considerada a deusa protetora de vários heróis e figuras míticas.
Assim como seu patrocínio à diversas atividades e cidades gregas, Atena era considerada a “protetora dos heróis” e a “padroeira das artes”, além de estar associada a várias tradições locais relacionadas às artes e ao artesanato.
Atena era conhecida como Atrytone, Άτρυτώνη, a Incansável, Parthenos, Παρθένος, Virgem e Promachos, Πρόμαχος, aquela que luta na frente. O epíteto Polias, Πολιάς, da cidade, refere-se ao seu papel como protetora da cidade. Já Ergane, Εργάνη, a Laboriosa, trabalhadora, a destacava como patrona dos artesãos. Burkert observa que os atenienses às vezes simplesmente chamavam Atena de “a Deusa”, hē theós, ἡ θεός, certamente um título antigo. Após atuar como juíza no julgamento de Orestes, que foi absolvido pelo assassinato de sua mãe, Clitemnestra, Atena ganhou o epíteto Areia, Αρεία). Alguns descrevem Atena, junto com as deusas Héstia e Ártemis, como assexuadas, principalmente com base nos Hinos Homéricos 5, A Afrodite, onde Afrodite é descrita como não tendo poder algum sobre as três deusas.
Atena também recebia o epíteto Hippia, Ἵππια, dos cavalos, equestre, em referência à sua invenção do freio, bridão, carruagem e carro. O geógrafo grego Pausânias menciona em sua obra: Guia da Grécia que o templo de Atena Chalinitis, a Domadora, em Corinto ficava perto do túmulo dos filhos de Medeia. Outros epítetos incluem: Ageleia, Itonia e Aethyia, sob os quais era cultuada em Mégara. Em Assesos, era adorada como Assesia. A palavra aíthyia, αἴθυια significa mergulhadora, referindo-se a algumas aves aquáticas, possivelmente a pardela, e, figurativamente, a um navio, sugerindo que o nome remete a Atena ensinando a arte da construção naval ou navegação. Em um templo em Frixa, na Élida, supostamente construído por Clímeno, ela era conhecida como Cydonia, Κυδωνία. Pausânias escreveu que em Buporthmus havia um santuário de Atena Promachorma, Προμαχόρμα, significando protetora do ancoradouro.
O biógrafo grego Plutarco descreve a dedicação de uma estátua a ela como Atena Hygieia, Ὑγίεια, Saúde, por Péricles, após ela inspirar, em um sonho, o tratamento bem-sucedido de um homem ferido durante a construção do portão da Acrópole. Mechanitis, Μηχανῖτις, Hábil em Inventar, era outro de seus epítetos.
Em Atenas, há o templo de Atena Phratria, como protetora de uma frátria, na Antiga Ágora de Atenas.
ATRIBUTOS DA DEUSA ATHENA
Mocho ou coruja de Athena ou coruja de Minerva
Na mitologia grega a imagem do mocho-galego acompanha ou representa por vezes a deusa virgem da sabedoria Atena, ou Minerva, sua encarnação sincrética na mitologia romana. Nas moedas atenienses de quatro dracmas a ave de Atena figura gravada em uma das faces. Devido a esta associação, a ave muitas vezes referida como a “coruja de Atena” ou “coruja de Minerva”, tem sido utilizada como um símbolo do conhecimento, sabedoria, perspicácia e erudição em todo o mundo ocidental.
Moeda com o ramo de Oliveira e a coruja de Athena
Athena’s owl; Woodcut.
A coruja é o principal símbolo associado à Deusa Atena. A coruja sempre foi considerada como uma das aves mais sagradas para a Deusa, tanto que ela própria se transformava em uma coruja. As corujas são conhecidas por serem símbolos de sabedoria, inteligência, perspicácia e astúcia. Todas estas qualidades também são associadas à Atena.
Não somente na Grécia, mas como em muitos outros lugares, a coruja ganha um significado forte relacionado à sua capacidade de analisar situações e tomar as melhores e mais oportunas decisões. Vemos isso claramente em seu comportamento. As corujas são caçadoras noturnas que observam a presa por horas e estudam a melhor forma de dar o bote para poderem se alimentar. As corujas sabem que possuem apenas uma chance. Se errarem, a presa irá fugir e, geralmente, fugirá numa velocidade maior que da própria coruja, impossibilitando a caça. Por isso ela é tão detalhista e esperta. Quando ela ataca, ela acerta. E assim ela sobrevive. Quando vemos as histórias da Deusa Atena, enxergamos esse comportamento da coruja. É como um arquétipo ativado por Atena. No momento em que ela conquistou o poder para governar a principal cidade estado da época, a cidade de Atenas, ela podia apenas oferecer um único presente ao povo local. Era acertar e ganhar o poder ou errar e não ter uma segunda chance. Assim como uma coruja no momento da caça.
Oliveira
A oliva é outro símbolo muito importante da Deusa Atena. Além da oliva também ser associada à sabedoria, liderança e força, qualidades próprias da Deusa, a oliva era considerada como um presente divino, pois foi dada à deusa por seu pai, Zeus. Quando Atena disputou com Poseidon o poder sobre Atenas, foi através da oliveira que ela venceu. A produção de oliva na região da Grécia foi muito importante para estabelecer Atenas e a região da Ática como um dos principais pólos comerciais da época. Oliveiras e olivas são atribuídas à Atena e podem ser encontradas até hoje em abundância nas terras Gregas. Oferendas feitas à base de oliva eram ofertadas não somente à Atena, mas também a outras divindades como Zeus e Afrodite. A oliva e a oliveira são símbolos de Atena que representam sabedoria, força e liderança. Além de oferecerem alimento, sombra, madeira e óleo, elas inspiram por sua beleza e exuberância. Ao se deparar com a oliva e a oliveira aqui, reflita sobre o seguinte: Você está utilizando da sua influência para inspirar as pessoas e ajudar para que todos aprendam mais e sejam seres melhores? Ou está tirando vantagens para si mesma(o)? Quando você inspira e ajuda os outros, você o faz sabendo at’e onde você pode chegar ou você se doa demais e seca as suas folhas? Coloque-se no lugar da oliveira de Atena e compartilhe o que você tem de melhor, sem se prejudicar.
Ramos de oliveira com frutos.
Égide
A égide, do grego antigo: αἰγίς aigís, conforme declarado na Ilíada, é um dispositivo carregado por Atenas e Zeus, interpretado de várias maneiras como uma pele de animal, apresentando a cabeça da Górgona Medusa, como um broche no peito da Deusa.
Pode haver uma conexão com uma divindade chamada Aex, filha de Hélios e enfermeira ou babá, nutriz ou ama de leite de Zeus. O conceito moderno de fazer algo “sob a égide de alguém” significa fazer algo sob a proteção de uma fonte poderosa, conhecedora ou benevolente. A palavra égide é identificada com proteção por uma força forte e superior com raízes na mitologia grega e adotada pelos romanos que chegou até nós.
1) A palavra αἰγίς, aigis, égis, tem, no grego antigo, muitos significados, incluindo: “tempestade de vento violenta”, do verbo ἀίσσω, aïssō (radical da palavra ἀιγ- aïg, Eu corro ou me movo violentamente. Semelhante a καταιγίς, kataigis, “tempestade”.
2) O “escudo (couraça), proteção (peitoral ou do tórax)” de uma divindade conforme descrito acima; “casaco de pele de cabra”, ao tratar a palavra como significando “algo gramaticalmente feminino pertencente a cabra” que em grego é αἴξm aix, radical αἰγ- aig-, cabra + sufixo -ίς, -is, radical -ίδ- -id-.
3) O significado original pode ter sido o primeiro, e Ζεὺς Αἰγίοχος, Zeus Aigiokhos, Zeus que detém a égide, Zeus porta égide, pode ter significado originalmente Céu/Paraíso, que detém a tempestade. A transição para o significado de “escudo, proteção” ou “pele de cabra” pode ter ocorrido pela etimologia popular entre um povo familiarizado com o uso de pele de animal no braço esquerdo como escudo.(WP)
A égide de Atena, com Górgona, aqui se assemelha à pele da serpente que guarda o velo de ouro (regurgitando Jasão); prato de Douris, início do século V a.C. (Museus do Vaticano).
A égide da Atena Lemniana de Fídias. A égide, Aegis de Athena contém uma representação da cabeça da górgona, o terror de seus inimigos.(Pushkin Museum).
A égide de Atenas é mencionada em vários monentos da Ilíada. “Ela (a égide) produziu um som como o de uma miríade de dragões rugindo (Ilíada, 4.17) e foi carregado por Atena em batalha... e entre eles estava Atena de olhos brilhantes, segurando a égide preciosa que é eterna e imortal: cem borlas de ouro puro pendurados esvoaçantes nele, bem entrelaçados cada um deles, e cada um valendo cem bois.” (WP).
Virgílio imagina os Ciclopes na forja de Hefesto, que “poliu diligentemente a égide que Atena usa em seus momentos (humores) raivosos, uma coisa assustadora com uma superfície dourada como pele de cobra escamosa, e as serpentes ligadas e a própria Górgona no peito da deusa, um cabeça decepada revirando os olhos”. A visão de tal vestimenta, decorada com serpentes, borlas douradas e ostentando o Gorgoneion (cabeça da Medusa) na parte central, devia amedrontar a todo ser mortal.
Alguns dos pintores de vasos áticos mantiveram uma tradição arcaica de que as borlas eram originalmente serpentes em suas representações da égide. Quando as divindades do Olimpo ultrapassaram as divindades mais antigas da Grécia e ela nasceu de Métis (dentro da cabeça de Zeus que havia engolido a deusa) e "renasceu" através da cabeça de Zeus adulta e totalmente vestida para a batalha, Atenas já usava suas vestimentas típicas.
Quando algum Olímpico sacode a égide, o Monte Ida fica envolto em nuvens, os relâmpagos e trovões ressoam e os homens são abatidos pelo medo.
Zeus portador da égide, ou “Zeus porta-égide”, como é o caso na Ilíada, às vezes empresta a égide temível a sua filha Atena.(WP)
“The Aegis is the breastplate of Zeus, and was "awful to behold". However, Zeus is normally portrayed in classical sculpture holding a thunderbolt or lightning, bearing neither a shield nor a breastplate.
In some versions, Zeus watched Athena and Triton's daughter, Pallas, compete in a friendly mock battle involving spears. Not wanting his daughter to lose, Zeus flapped his aegis to distract Pallas, whom Athena accidentally impaled. Zeus apologized to Athena by giving her the aegis; Athena then named herself Pallas Athena in tribute to her late friend.”
Na Ilíada, quando Zeus porta-égide envia Apolo para reviver o ferido Heitor, Apolo, segurando a égide, ataca os aqueus, empurrando-os de volta para seus navios atracados na costa. De acordo com Mythology: Timeless Tales of Gods and Heroes de Edith Hamilton, a Égide é a couraça (breastplate, placa peitoral) de Zeus e era “horrível de se ver”. No entanto, Zeus é normalmente retratado em esculturas clássicas segurando um raio ou relâmpago, sem escudo nem couraça (égide).
Em algumas versões, Zeus assistia Athena e a filha de Tritão, Pallas, competirem (como treinamento) em uma batalha amigável e simulada, usando lanças. Não querendo que sua filha perdesse, Zeus agitou sua égide, Palas distrai-se com o som, e Atena a transpassa acidentalmente com sua lança. Zeus pediu desculpas a Atena, dando-lhe a égide; Atena então se auto nomeia de “Pallas Atena” em uma homenagem a sua falecida amiga.
Pallas
Na mitologia grega, Pallas, grego antigo: Παλλάς, Pallás era uma guerreira e filha de Tritão. Depois que Atena nasceu totalmente armada da cabeça (testa) de Zeus, Tritão, filho de Poseidon e mensageiro dos mares, tornou-se pai adotivo da deusa e a criou ao lado de sua própria filha, Pallas. O deus do mar ensinou às duas meninas as artes da guerra. Durante um festival de atletismo, Pallas e Atena lutaram com lanças em uma batalha simulada e amigável em que o vencedor seria quem conseguisse desarmar seu oponente. No início da luta, Atena levou a melhor, até Pallas assumir. Antes que ela pudesse vencer, Zeus, que estava presente, temendo ver sua própria filha perder, distraiu Pallas com a Égide, pela qual ela uma vez havia demonstrado interesse. Com o ruído, Pallas ficou atordoada e pasma, Atena vinha para cima dela velozmente esperando que ela se esquivasse, o que não aconteceu; e Atená a transpassou com sua lança acidentalmente.
Pallas, stunned in awe, stood still as Athena, expecting her to dodge, impaled her accidentally.
Por tristeza e arrependimento, Atena criou o paládio, uma estátua à semelhança de Pallas, e a envolveu com a égide, que ela temia e admirava, em seu peito, e a colocou ao lado de Zeus e a honrou. Mais tarde, Atena assumiu o nome de Pallas em homenagem à sua falecida amiga. Assim, surge o Palladio. Paládio, em grego clássico Παλλάδιον; Paládion, na mitologia greco-romana, era uma estátua de madeira associada a Minerva, correspondente à Atena (na mitologia grega). O paládio representava Palas e ficava em Troia. Apolo havia previsto que o Troia não cairia enquanto o Paládio se encontrasse dentro de suas muralhas. Havia duas outras estátuas, na Antiguidade Clássica, também chamadas de Paládio: uma delas ficava em Roma, no templo de Vesta, e estava ligada ao destino de Roma, e outra ficava na cidadela de Atenas, e havia sido colocada lá por Nícias (470-413 a.C).
Em uma luta, quando Pallas estava para atingir Atena, Zeus interveio, interpôs a Égide, e distraiu Palas. Atena, então, feriu mortalmente Palas. Triste e arrependida com isto, Atena fez uma imagem em madeira de Palas, colocando a Égide no peito da estátua. Zeus honrou a imagem, porém quando Electra, para não ser violentada por Zeus, pediu refúgio na estátua, Zeus jogou a estátua no território de Troia.
Ilo havia fundado uma cidade, chamada Ílion (Troia) e pediu a Zeus um sinal. O sinal foi o Paládio, que caiu do céu (jogado por Zeus). Ilo então, pegou a estátua, e construiu um templo para ela. A estátua tinha três cúbitos de altura (1,3716m), com seus pés unidos. Trazia uma lança na mão direita, uma roca e um fuso na esquerda e tinha o peito coberto por uma couraça.
A Grécia clássica interpretava a égide homérica geralmente como algum tipo de cobertura do peito ou do tórax usada por Atenas. Foi suposto por Eurípides (Ion, 995) que a égide suportada por Atena era a pele da Górgona morta, mas o entendimento usual é que o Gorgoneion foi adicionado à égide, uma oferenda votiva feita pelo agradecido Perseu, a pedido da própria Deusa.
Numa interpretação semelhante, Aex, filha de Hélios, representada como uma grande serpente ctônica cuspidora de fogo semelhante à Quimera, foi morta e esfolada por Atena, que posteriormente usou sua pele, a égide, como uma couraça (Diodorus Siculus iii. 70), ou como uma clamys. A taça Douris mostra que a égide era representada exatamente como a pele da grande serpente, com suas escamas claramente delineadas.
Em uma tradução posterior de Gaius Julius Hyginus (Poetical Astronomy ii. 13), Zeus teria usado a pele de uma cabra de estimação, a sua babá a cabra Amalthea (aigis “pele de cabra”) que o amamentou em Creta, como escudo quando ele saiu para lutar contra os Titãs.
A égide aparece em obras de arte às vezes como uma pele de animal jogada sobre os ombros e braços de Atena, ocasionalmente com uma borda de serpentes, geralmente também com a cabeça da Górgona, o gorgoneion. Em algumas cerâmicas, aparece como uma capa com borlas sobre o vestido de Atena. Às vezes é representado nas estátuas de imperadores, heróis e guerreiros romanos, e em moedas, camafeus e vasos. Um vestígio disso aparece em um retrato de Alexandre, o Grande, em um afresco de Pompéia datado do século I a.C., que mostra a imagem da cabeça de uma mulher em sua armadura que lembra a Górgona.
Em muitas representações e estátuas da Deusa, nós a encontramos com um de seus principais símbolos.
A Égide é um símbolo que representa a força e a coragem da Deusa, além de ser um símbolo de proteção. Nas representações onde segura o escudo, Atena toma um significado mais bélico para si mesma. Em representações muito antigas, diz-se que Atena não possuía símbolos bélicos como o escudo ou a lança. Versões mais “modernas” da Deusa a aproximaram do aspecto guerreiro e justiceiro, fornecendo o escudo.
Serpente
A serpente é um símbolo de Atena que nem todas as pessoas conseguem associar com facilidade. Enquanto temos a serpente geralmente representando renovação ou proteção na antiguidade (ver os símbolos da Deusa Gaia, por exemplo) ou ainda representando esperteza, astúcia e malícia (como o principal símbolo de Lilith, por exemplo), com Atena o signifcado é outro. Se você começar a procurar por imagens de estátuas de Atena e representações simbólicas da Deusa, você vai encontrar algumas em que ela possui uma serpente ao seu lado. Esta serpente está ali, perto dos pés de Atena e signfica força.
A força necessária para se impor e defender o que é seu e suas escolhas. Parece complexo. Mas existe um episódio da história de Atena que explica e mostra bem isso. Diz-se que um dia ela visitou Hefesto, o Deus ferreiro, para que ele forjasse novas armas para ela. Quando Hefesto viu a beleza de Atena em sua forja, ele não se aguentou e tentou forçar uma relação com ela. Atena se impôs e conseguiu impedir que Hefesto a agarrasse. Contudo, o semen ejaculado de Hefesto caiu na perna de Atena que o limpou com um chumaço de lã e o jogou fora, no chão.
Neste exato momento nasceu Erictônio, uma serpente, filho de Atena que simboliza sua força. Erictônio também é considerado filho de Gaia e Hefesto. Todavia a deusa se compadeceu e resolveu criar aquele bebê em segredo.
Atena e sua serpente protetora
A deusa e sua serpente protetora.
Roca e fuso de fiar
A roca de fiar é um dos mais poderosos símbolos de Atena. Este é um daqueles símbolos e significados que ficaram meio que perdidos no tempo. Antes de Atena ser associada à guerra, ela era uma Deusa ligada ao artesanato e os trabalhos manuais, principalmente a tecelagem. Atena era quem protegia e ensinava a arte da tecelagem. Isso é tão forte e significativo que o principal ritual dedicado à Deusa, chamado de Panateneias, consistia em selecionar as melhores artesãs para confeccionar uma nova roupa para a estátua da Deusa. A estátua então tinha sua roupa atual retirada, era levada até o mar, banhada e trazida de volta para o templo. Lá, a nova vestimenta era oferecida a ela.Roca.
Atena punindo Arachne, transformando-a numa aranha, por esta julgar-se melhor tecelã que a própria deusa.
Asas
Asas em geral compõe um dos símbolos de Atena que nem todos se lembram ou associam a ela. Isso acontece porque as asas são atribuídas à Deusa da Vitória Nike (ou Niké). Existem muitos estudos que sugerem que Atena e Nice, Niké, sejam a mesma Deusa, sendo Nice um aspecto de Atena. Outros estudiosos sugerem que elas sejam Deusas separadas. Em Atenas, na Acrópole, ao lado do partenon está o templo de um dos aspectos da deusa Atena, a Atena Nike.
Atena Nike (ou Pallas Atena?)
De qualquer forma, é muito comum encontrar estátuas de Nike nos templos de Atena, muitas vezes nas mãos de da própria Deusa Atena! Nike é filha de Palas. Atena, em um de seus mitos, também é filha de Palas. Isso, mais uma vez sugere que as duas possam ser aspectos uma da outra. Em outros mitos, Palas é uma Deusa também atribuída à guerra e batalhas que foi morta acidentalmente por Atena. A Vitória Alada, como Nike é descrita, simboliza a vitória sobre todos os aspectos de disputa, incluindo musical, cultural e teatral, enquanto a Deusa Atena geralmente é mais associada à vitória militar, no teatro da guerra, na estratégia militar, e na diplomacia.
Elmo
O elmo é um dos principais símbolos da Deusa Atena. O elmo é uma espécie de capacete utilizado em batalhas. Ele simboliza estratégia e força, dois atributos presentes na Deusa. Além de Atena, outra divindade que tem o elmo como símbolo é Ares, o Deus da Guerra. Com Ares, o símbolo tem o mesmo significado: força e estratégia. As estátuas de Atena sempre trazem a Deusa vestindo um elmo. Algumas ilustrações ainda retratam o elmo de Atena como uns traços que se assemelham ao rosto de uma coruja, o que reforça o significado da estratégia.É sabido que Atena, em tempos muito mais antigos, era retratada com menos acessórios bélicos. Isto é, sem o elmo, sem o escudo e sem a lança. A imagem de Atena era bem feminina e mais relacionada aos cuidados domésticos e ao artesanato.
Conforme ela foi absorvendo símbolos bélicos e se tornando uma Deusa da Guerra, sua imagem foi mudando para esta que conhecemos hoje. Alguns estátuas inclusive “escondem” o gênero de Atena, tornando a Deusa uma divindade de gênero neutro ou andrógino, numa tentativa de esconder o fato de que uma Deusa, uma mulher, possua tamano poder e força.
Estátua da deusa e moeda grega mostrando a deusa usando o elmo.
Capacete ou elmo de Atena. (Google imagens)
Lança
A lança é outro dos principais símbolos de Atena. Assim como o elmo, a lança também está associada à força e à estratégia bélica. Além disso, a lança também simboliza e significa a habilidade de Atena de ser certeira e incisiva em suas decisões, trazendo também o simbolismo e o signficado da justiça e tornando Atena a Deusa da Justiça. Mesmo assim, Atena também era vítima de suas próprias emoções e nem sempre conseguia colocar a razão acima da emoção, cometendo erros de julgamento e deixando-se levar pelos sentimentos. A lança é longa e capaz de perfurar um inimigo à distância. Ela pode ser atirada ou utilizada com a força das mãos. Atena tentou utilizar seu poder e sabedoria para convencer Paris a escolhê-la como merecedora da maçã dourada da discórdia. Um erro que acabou causando danos enormes a todos e levando à famosa guerra de Tróia.
A lança de Atena
Na mitologia grega, Atenas é frequentemente retratada carregando uma lança, que é uma de suas principais armas. A história de como Atena conseguiu sua lança varia dependendo da fonte, mas uma versão comum é a seguinte:
Segundo a lenda, Atena nasceu da cabeça de seu pai Zeus já adulta e vestida para guerra. Quando ela emergiu da testa de Zeus, ela já estava usando sua armadura e carregando sua lança. Dizia-se que a lança era feita de ouro puro, com ponta afiada e haste longa. Em algumas versões da história, diz-se que a lança foi forjada pelos Ciclopes, que eram ferreiros habilidosos na mitologia grega. Em outras versões da história da deusa, é dito que a lança foi um presente de Hefesto, o deus da metalurgia e da ferraria. Diz-se que Hefesto criou a lança especificamente para Atena, usando seu conhecimento de metalurgia para criar uma arma perfeitamente equilibrada e mortal.
Segundo a lenda, Atena nasceu da cabeça de seu pai Zeus já adulta e vestida para guerra. Quando ela emergiu da testa de Zeus, ela já estava usando sua armadura e carregando sua lança. Dizia-se que a lança era feita de ouro puro, com ponta afiada e haste longa. Em algumas versões da história, diz-se que a lança foi forjada pelos Ciclopes, que eram ferreiros habilidosos na mitologia grega. Em outras versões da história da deusa, é dito que a lança foi um presente de Hefesto, o deus da metalurgia e da ferraria. Diz-se que Hefesto criou a lança especificamente para Atena, usando seu conhecimento de metalurgia para criar uma arma perfeitamente equilibrada e mortal.
Independentemente de como Atena conseguiu sua lança, ela era um símbolo de seu poder e status como deusa guerreira. A lança era frequentemente retratada em obras de arte e era considerada uma arma formidável que poderia causar medo nos corações de seus inimigos.
Atena portando a lança. A deusa Atena combatendo Encélado, pintura em prato grego, c. 525 a.C. Museu do Louvre.
A maioria das fontes simplesmente afirma que é uma lança, não dando maiores detalhes. No entanto, o Hino Homérico a Atenas sugere que provavelmente era feita do mais puro ouro e incorruptível.
“Começo a cantar sobre Pallas Atena, a deusa gloriosa, de olhos brilhantes, inventiva, inflexível de coração, virgem pura, salvadora de cidades, corajosa, Tritogeneia. De sua terrível cabeça, o próprio sábio Zeus a descobriu vestida com braços guerreiros de ouro brilhante, e o espanto tomou conta de todos os deuses enquanto eles a viram, mas Atena saltou rapidamente da cabeça imortal e ficou diante de Zeus, que segura a égide, balançando uma lança afiada”.(Hino Homérico).
“Atena porta um escudo, uma lança de ponta afiada, um elmo (capacete) para sua cabeça; a égide protege seu peito.” (Ovídio, Metamorfoses; épico romano do I sec. a.C. ao I sec. d.C.).
“De uma descrição de uma antiga peça grega que retrata o Julgamento de Paris: Uma segunda garota então irrompeu, a quem você teria reconhecido como Minerva (Atenas). Sua cabeça estava coberta por um capacete brilhante, que era coroado com uma azeitona-coroa; ela carregava um escudo e brandia uma lança, simulando o papel de lutadora da deusa.”(Apuleio).
A lança é um dos símbolos de Atena que a associam às suas habilidades na guerra. A lança é uma arma longa capaz de perfurar e que também pode ser lançada para atingir o inimigo à distância.
Górgona ou Gorgonion
O Gorgonion, Γοργόνειον, Gorgóneion, é um importante símbolo de Atena. O Gorgonion é um amuleto contendo uma representação da cabeça de uma Górgona. Este amuleto é usado principalmente por Zeus e Atena para proteção contra inimigos. Atena geralmente utiliza o gorgonion em seu peito, como um broche prendendo suas vestes ou no meio do peito em sua égide. Outra forma na qual a Deus utiliza o gorgoneion é no centro do seu escudo.
Eurípides (Ion, 989) fala de apenas um Gorgo, embora Hesíodo (Theog. 278) tenha mencionado três Górgonas, filhas de Phorcys e Ceto, de onde às vezes são chamadas de Phorcides. Os nomes das três Górgonas são Stheino (Stheno ou Stenusa), Euryale e Medusa, e são concebidas por Hesíodo para viver no Oceano Ocidental, na vizinhança da Noite e das Hespérides.
Entretanto, tradições posteriores as colocam como tendo morada na Líbia. Elas são descritas como cingidas com serpentes, levantando suas cabeças, vibrando suas línguas e rangendo seus dentes.
Ésquilo acrescenta que eles tinham asas e garras de bronze e dentes enormes. Medusa, era a única entre suas irmãs que era mortal, era, de acordo com algumas lendas, a princípio uma bela donzela, é a sacerdotiza mais amada pela Deusa. Sua beleza não passou despercebida por Possêidon, que a estuprou dentro do templo da Deusa Athena.
Atena, ao saber do fato, ficou irada, e puniu a bela donzela sua sacerdotiza amada, transformando-a numa criatura horrenda, com serpentes em lugar dos cabelos, i.e., uma górgona. E todo aquele que a olhasse nos olhos, ou mirasse seu rosto, seria instantaneamente transformado em pedra.
Gorgoneion
Gorgoneion em uma hídria ateniense (1).
Muitos dos relatos sugerem diferentes formas de como Atena castigou Medusa, transformando-na numa Górgona. O importante é sabermos que foi Atena que sugeriu a estratégia e a forma como Perseu derrotaria Medusa, e que depois de cumprido sua missão, Perseu deveria devolver a cabeça da medusa para a deusa. Ao recebê-la, Atenas se encheu de tristeza por sua amada sacerdotiza, que como recompensa a colocou no peito perto de seu coração. Em outros relatos a deusa teria colocado no centro de seu escudo, como uma ameaça à seus inimigos.
O gorgoneion, a representação da cabeça da Górgona Medusa, é um dos símbolos mais icônicos associados à deusa Atena na mitologia. Quando aparece no peito de Atena, geralmente como parte de sua égide (um manto ou escudo), ele carrega múltiplos significados simbólicos e mitológicos.
1. Proteção e Poder
O gorgoneion era um amuleto de proteção poderoso. Acredita-se que a imagem da Medusa, com seus olhos penetrantes e cabelos de serpentes, tinha o poder de petrificar ou afastar inimigos e males. Ao usar o gorgoneion em sua égide, Atena demonstrava seu papel como deusa da guerra estratégica e da sabedoria, protegendo-se e intimidando seus adversários.
2. Vitória sobre o Caos
A Medusa, uma das três Górgonas, era um ser monstruoso associado ao caos e ao terror. A derrota da Medusa por Perseu, com a ajuda de Atena, simbolizava o triunfo da ordem sobre o caos, da civilização sobre a barbárie. Ao carregar a cabeça da Medusa, Atena incorporava essa vitória e reforçava seu papel como defensora da civilização e da justiça.
3. Sabedoria e Estratégia
Atena não era apenas uma deusa da guerra, mas também da sabedoria e da estratégia. O gorgoneion pode ser interpretado como um símbolo de sua astúcia e capacidade de transformar situações perigosas em vantagens. A Medusa, embora perigosa, tornou-se um instrumento de proteção nas mãos de Atena, mostrando como a deusa usava sua inteligência para dominar forças poderosas.
4. Feminilidade e Poder Feminino
A Medusa é uma figura complexa na mitologia, muitas vezes associada ao poder feminino e à proteção das mulheres. Ao incorporar o gorgoneion em sua égide, Atena reforça sua conexão com a força feminina ancestral e sua capacidade de defender e empoderar as mulheres. Isso é particularmente relevante considerando que Atena era uma deusa virgem (parthenos), que representava a independência e a autossuficiência feminina.
5. Ligação com a Égide
A égide de Atena, muitas vezes descrita como um manto ou escudo, era um símbolo de sua autoridade divina. O gorgoneion no centro da égide, no centro de seu peito, reforçava seu caráter sagrado e protetor. Em algumas versões do mito, a própria égide era feita da pele da Medusa, ou da cabra que amamentou Zeus, seu pai; destacando ainda mais a conexão entre a deusa e a criatura.
6. Transformação e Renovação
A Medusa, em algumas interpretações, também simboliza transformação e renovação. Sua cabeça cortada, mesmo após a morte, mantinha seu poder, sugerindo que a força e a sabedoria de Atena eram eternas e inabaláveis. Isso reflete a capacidade de Atena de se adaptar e superar desafios.
O gorgoneion no peito de Atena é um símbolo multifacetado, representando proteção, poder, sabedoria, vitória sobre o caos, a força feminina é porque não dizer do grande sentimento que a Deusa nutria por sua principal sacerdotiza, a ponto de imortalizá-la colocando-a em seu peito. Ele reforça o papel de Atena como uma deusa complexa e poderosa, que combina aspectos de guerra, estratégia e sabedoria com uma profunda conexão com a natureza e o poder feminino. Esse símbolo continua a fascinar e inspirar, sendo uma das imagens mais duradouras da mitologia grega.
***
FATOS NOTÁVEIS
Pégaso e Chrysaor
Relembrando a história da sacerdotiza da deusa Atena, Medusa, em um belo dia foi assediada e estuprada por Poseidon, o deus dos mares, dentro do templo da deusa.
Essa união gerou dois filhos, o cavalo alado Pégaso, e Chrysaor, como veremos.
Não sabemos muito sobre os primeiros dias de Pégaso e Crisaor após o nascimento. Alguns oreferem imaginar que Perseu montou Pégaso e fugiu deixando o corpo decapitado da górgona, mas isso não aconteceu. Não nos é dito quanto tempo os dois, Pégaso e Chrysaor, permaneceram juntos. Não há nenhuma indicação, ou nota nos mitos de Perseu de que este tenha feito algo pelos dois, é possível que, porque as outras górgonas estavam por perto e que vingariam a morte da Medusa, Perseu agarrou a cabeça da górgona e saiu correndo, deixando os dois para serem cuidados pelas górgonas. Perseu tinha as sandálias de Hermes, então ele não precisa de Pégaso para voar. Podemos seguir seu irmão Crisaor, seu nome alternativo é Belerofonte.
Perseus entregando à Atena a cabeça decepada de medusa.
Em decorrência da punição, injusta da sacerdotisa de Atena, e exagerada diga-se, pelo ato cometido pelo Deus Possêidon, dentro do sagrado templo da deusa, muitos fatos aconteceram. Pelo estupro da pobre moça ela ficou grávida, mas ao ser transformada em górgona sua gravidez não chegou a terno, o que só ocorreu quando Perseu cortou a cabeça da górgona, muito tempo depois. Do sangue que caiu no solo nasceu um gigante e do sangue que caiu no mar nasceu pégaso, o cavalo alado.
Pégaso foi concebido quando Poseidon teve um caso com Medusa dentro do templo de Atena. Como sua mãe foi transformada em uma górgona antes dele nascer, ele não pôde nascer até que a cabeça de Medusa fosse cortada. Então ele emerge para a vida com um irmão gêmeo que é um gigante chamado Chrysaor.
Crisaor, em grego antigo, é Χρυσάωρ, Chrysáōr, “aquele que tem uma arma dourada”, é um gigante, filho de Poseidon e Medusa e irmão do cavalo alado Pégaso.
Esses dois filhos têm sua origem no abuso cometido por Possêidon, ou seja, há algum tempo, durante o momento do estupro da sacerdotiza e a púnica imposta por Atena. Esse triste evento é a origem do desenvolvimento da história da sacerdotiza Medusa.
Atena ao saber do fato (estupro) fica enfurecida com sua sacerdotiza pela profanação de seu templo, e como castigo transformou Medusa em uma górgona, fazendo com que todos que a olhassem nos olhos se transformassem em pedra. Em vez de reprovar o estuprador, a deusa pune a vítima.
Medusa é assediada amorosamente por Poseidon, o deus dos mares, cedendo aos seus encantos ao deitar com ele no templo da deusa Atena.
Assim, Crisaor e seu irmão, o cavalo alado Pégaso, não nasceram até que Medusa tivesse sua cabeça decapitada por Perseu.
Crisaor tem este nome porque já nasceu com uma espada de ouro. Crisaor se uniu a Calírroe, filha de Oceano, e teve o filho Gerion, de três corpos, que foi morto por Héracles. Em outras versões, Crisaor é um javali dourado com asas.
Curiosidades sobre a deusa Atena na Mitologia Grega
Zeus, seu pai, considerava Atena como o ser mais inteligente entre todos os deuses e humanos.
Atena se manteve virgem por toda sua vida, com medo de que uma gravidez a impedisse de batalhar.
Mesmo virgem, “teve um filho” fruto da tentativa estupro de que foi vítima, cometido pelo seu irmão, Hefesto. O bebê que nasceu desse ato se chamou Erictônio, o qual veio a se tornar o primeiro rei de Atenas.
Atena foi a responsável por transformar Medusa no monstro com serpentes na cabeça. Magoada com o desrespeito que Possêidon, ao abusar da bela sacerdotisa Medusa, ante o altar do seu tempo sagrado, Atena a castigou com a transformação.
Atena é considerada uma das mais importantes divindades do mundo grego, depois de Zeus. Devido a essa onipresença na cultura serviu como inspiração para muitos artistas, sendo sua imagem reproduzida exaustivamente ao longo da História.
Resumo
Na mitologia grega, a deusa Atena era retratada vestida com uma armadura de guerra, um longo manto e um elmo com crista. Ela era também conhecida como Palas Atena.
Vestimenta
Armadura de guerra
Longo manto
Elmo com crista
Aigis, uma capa com acabamento de cobra e o rosto de Medusa
Outros atributos
Lança na mão esquerda,
Escudo de pele de cabra (a égide),
Coruja empoleirada em um de seus braços,
Roca (um fuso),
Oliveira.
Personalidade
Atena era uma deusa guerreira, mas preferia a diplomacia ao combate sangrento. Ela era a deusa da sabedoria, da estratégia em batalha, das artes, da justiça e da habilidade.
Batalhas
Atena participou na luta contra os Gigantes ao lado de Zeus.
Lutou ao lado dos aqueus (gregos) na Guerra de Troia e protegeu Aquiles, Diomedes e UIisses.
Outras características
Atena era também conhecida como a deusa da civilização, da indústria, das artes, e da sabedoria.
Fonte
























































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