COMO FAZER UM CURTA EXPERIMENTAL, CULT, PSEUDO-INTELECTUAL
Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual, dirigido e estrelado por Vitor Alli e estreado em 2008. Me deparei com esse vídeo no YouTube há 16 anos atrás, e hoje procurando por ele, ao econtrá-lo e assisti-lo vejo q não perdeu nada de seu humor e atualidade.
O vídeo “Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual” usa uma linguagem estilo Art Attack, nosso cineasta/ator/narrador/diretor/produtor nos ensina passo a passo a produção de um curta “para poucos”, daquele tipo de vídeo que se vê em muitas das produções de vídeo arte pelo mundo afora. Parecem que saíram de uma mesma fôrma, produzidos em série. Isso acontece porque a grande maioria das produções se apropria de ceras linguagens e técnicas que o Vitor Alli mostra tão de forma caricaturada.
Segundo lelesdfk (2015), Mesmo sendo um curta bastante sarcástico, não há ofensas nele! É interessante perceber como, enquanto ele ainda tá filmando, os planos são bem simples e bobos, mas o resultado fica realmente com aquela “vibe alternativa” de curta experimental. Taí mais um lembrete de como a montagem/edição é importante! Depois que você assiste o curta, um curta dentro de um curta, INCEPTION, pronto, até parece que ele realmente tem um significado super abstrato e profundo. Outra parte engraçada é quando ele fala algo do tipo “se não conseguir, fala que é um recurso estético”. E é engraçado porque rola muito disso: tipo, tem alguma característica bem inusitada no filme e os wanna be tal diretor ficam tipo, encantados, acham que é sacada de gênio e tal, e na verdade ela não passa de um imprevisto ou uma limitação que o diretor acabou tendo que aceitar. E fica a dica de uma migué que acaba até valorizando seu curta, né, dá até pra dar uma desprezada tipo “Aff, você não entenderia mesmo..”(lelesdfk, 2015)
Apesar de ser um vídeo de 16 anos atrás, a piada continua bem atual, talvez, pela onda hipster. E sei lá, por mais que eu até esteja fora da mainstream em algumas das minhas preferências (musicais, talvez), tem gente que chega num nível que beira a babaquice, do tipo “as coisas preciosas que eu gosto não divido com ninguém e as coisas que todo mundo gosta são um lixo”.
Na minha sincera e humilde opinião, dá pra tirar algum aprendizado de qualquer filme, nem que seja algo como “Jamais farei um filme desse” ou “Quero fazer algo diferente disso”. Quanto mais diversificado for seu repertório, mais maneiras diferentes de se fazer um filme você saberá identificar, podendo, depois, fazer suas escolhas. (…)
Vejo q o tempo não passou para o “ Como Fazer um Curta-Metragem Experimental, Cult e Pseudo-Intelectual”, continua sagaz e atual, se bem que quase ninguém mais faz video-arte.
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