INÍCIO

21 janeiro 2025

21 DE JANEIRO

AQUÁRIO 
O CARREGADOR DE ÁGUA OU COPEIRO

Em 21 de janeiro, o Sol entra no signo do Zodíaco de Aquário “o Copeiro”. Antinous/Ganymede ambos vieram da Ásia Menor. Uma águia arrebatou a ambos: Adriano levou Antinoos para Roma e Zeus levou Ganimedes para o Olimpo (1).

Arte de Pierre et Gilles (1)

AQUÁRIO 

O transportador de água representado pela constelação de Aquário era originalmente Enki (ou Ea) para os antigos sumérios e Babilônia. Na mitologia grega, esta figura foi interpretada como Ganimedes, um belo jovem frígio. Ganimedes era filho de Tros, rei de Tróia (segundo Luciano, ele também era filho de Dardano). Enquanto cuidava dos rebanhos de seu pai no Monte Ida, Ganimedes foi avistado por Zeus. O rei dos deuses voou até a montanha na forma de um grande pássaro, uma águia, levando Ganimedes para o Olimpo. Desde então, o menino serve como copeiro dos deuses, servindo-lhes néctar e ambrosia. Ovídio faz Orfeu cantar a história em suas Metamorfoses.(2)

Aquário é o décimo primeiro signo astrológico do zodíaco, situado entre Capricórnio e Peixes e associado à constelação de Aquarius. Seu símbolo é o aguadeiro ou o copeiro. Forma com Gêmeos e Libra a tríade dos signos do Ar. 
É também um dos quatro signos fixos, juntamente com Touro, Leão e Escorpião. Com pequenas variações nas datas dependendo do ano, os aquarianos e aquarianas são as pessoas nascidas entre 21 de janeiro e 18 de fevereiro.

Higino, em seu livro Astronomica, apresenta três versões da mitologia.[3] Muitos dizem que Aquário é Ganimedes, um rapaz muito belo que Zeus levou para o Olimpo, para se tornar o garçom dos deuses; por este motivo, ele é mostrado carregando um aguadeiro que derrama água.

Segundo Hegesianax, Aquário é Deucalião, porque durante seu reinado caiu tanta água do céu que resultou no dilúvio. Segundo Eubulus, Aquário é Cécrope, comemorando a antiguidade da raça, e mostrando que os homens usavam água nos sacrifícios aos deuses, antes do conhecimento do vinho, pois Cécrope reinou antes da descoberta do vinho.

No que diz respeito ao signo e as pessoas aquarianas, as mesmas têm o dom da razão, o ser humano de outros signos do zodíaco deverá compreender que o(a) aquariano(a) é um ser extremamente sensitivo e desenvolvido em termos cognitivos, acima da média. Graças a essa capacidade o seu corpo produz menos pelo e mais libido.(3)

Símbolos dos signos zodiacal.




Símbolos astronômicos. 



O círculo, o semicírculo e a cruz são três símbolos ou quando combinados partes que compõem historicamente os símbolos dos planetas e corpos celestes na astrologia e na astronomia, desde há muito tempo.

1) O CÍRCULO 

Na simbologia das formas, o círculo é associado ao ponto, a menor porção da realidade. Em geometria euclidiana o “ponto é aquilo de que nada é parte” (Σημεῖόν ἐστιν, οὗ μέρος οὐθέν.) (Euclides, 2009 trad.). O ponto é o local onde se fixa a ponta seca do compasso para traçar o perímetro de um círculo.  Tanto o ponto circular sem partes quanto o círculo-movimento, ambos podem ser considerados como emblemas supremos criação; o ponto central sendo a origem de tudo, de todas as coisas. Por isso o círculo é também símbolo da perfeição, união e plenitude. O ponto simboliza o centro e a divindade a origem o universo (unun-verso). O círculo é também sinónimo de movimento, expansão e tempo. Representa ainda o orbe celeste, o céu, o firmamento a linha circular do horizonte passando pelos quatro pontos cardeais. É a ordem cósmica na astrologia.

O ponto e o círculo simbolizam o início do Universo, a unidade, a totalidade, a perfeição espiritual, a união dos elementos, a energia e a plenitude do ser completo. O círculo é também um símbolo de movimento criador, e por extensão a criatividade, e a consciência, como a roda da fortuna, o disco do Sol, emblema da divindade. A grande maioria dos povos originários dispunham suas habitações em forma de um circulo protetor. O círculo representa ainda a atividade e os movimentos cíclicos dos planetas representados no horóscopo e no Zodíaco, à volta do Sol. É a mesa circular à volta da qual se reúnem os Cavaleiros da Távola Redonda e é a forma do paraíso e do ovo primordial. 
As mandalas orientais são símbolos mágicos e espirituais em forma de círculo. 

É o “Ovo de Brahma” não fecundado.

Uma massa oval e dourada surge entre remoinhos brancos num chão prateado. A massa oval é estável e autônoma; os remoinhos são líquidos, cheios de energia, dinâmicos, em expansão. A imagem indiana de um ovo cósmico retrocede aos Vedas. Brahmanda, o ovo de Brahma, o Criador, contém o mundo dos fenómenos. Hiranyagarbha é o ventre dourado, germe ou embrião, incubador luminoso. A casca do ovo bifurca, como duas conchas, em terra e céu; a gema é o sol. É uma cena primordial: um óvulo num mar de esperma; o nascimento diário do sol sobre as águas orientais acariciadas pelo vento; o sopro/espírito movendo-se com as águas da vida enquanto a luz surge, tornando visível a forma; a abertura de um olho. 

Em muitos mitos da criação, o universo tem origem num ovo, que contém tudo no seu interior e que apenas necessita de ser incubado (von Franz, 265). O orfismo, por exemplo, conta como a Noite, com as suas asas negras, pôs o seu ovo sem casca no abismo do Tártaro e como dele nasceu o brilhante Fanes, ou «Amor ciclónico» (Aristófanes, 51). Nos mitos do antigo Egipto, o Grande Grasnador (um ganso celestial), ou um Tot em forma de íbis, deus da lua e da sabedoria, põe um ovo cósmico contendo Ré, a ave solar cujo calor cria o mundo. Muito antes, no período do Paleolítico Superior, por volta de 12000 a. C., começaram a aparecer ovos pintados em formas ovais e elípticas como símbolos de regeneração e renascimento. Ainda sobrevivem no ritual de Páscoa, em que se pintam ovos e se deitam ao chão para a renovação da vegetação na Primavera, após a letargia do Inverno. Todas as primaveras, a possibilidade regressa em milhares e milhares de ovos. Ovos gelatinosos de peixes e de rãs brilham em águas pouco profundas. Em ninhos de todos os tipos, tartarugas e outros répteis põem ovos protegidos por membranas coriáceas, enquanto as aves põem e chocam ovos diferentes tamanhos, cujas duras cascas protectoras são permeáveis aos gases necessários à respiração e são relativamente impermeáveis à água. 
Assim como a vida é concebida no ovo, também nos antigos rituais de cura os iniciados eram isolados numa gruta ou num buraco escuro para “incubarem” até que um sonho os curasse e lançasse, renascidos, para o exterior, do mesmo modo que o pinto se arrasta para fora do ovo. 

Também aqui, o ovo evoca o início, o simples, a origem, um ponto. O ovo é o “centro” misterioso à volta do qual as energias inconscientes se movem em desenvolvimentos com a forma de espiral, trazendo à luz, gradualmente, a substância vital. A alquimia representava o embrião do ovo contido na gema como o “ponto solar”, a “partícula” invisível e infinitamente pequena a partir da qual todo o ser se origina. É também o “ponto de ignição” dentro de nós, a “alma no meio do coração”, a quintessência ou o embrião dourado “que é posto em movimento pelo calor de galinha” da nossa dedicada atenção. 

É o ovo de Brahma

Brahma é o deus criador, conhecido originalmente como Prajapati. Ele é o primogênito, pai dos deuses, humanos e demônios, quem os ensina sobre a natureza pura e a virtude. Foi quem revelou o Vedas á humanidade. Em alguns escritos hindus, como o Mahabharata, Brahma é o supremo na tríade dos maiores deuses hindus, a qual inclui Shiva e Vishnu. Também possui vários outros nomes, como por exemplo: Hiraṇyagarbha, que significa embrião cósmico; Vidhi, o ordenador; e Vishvakarman, o criador do universo.

No momento da Criação, Brahma emergiu das águas primordiais como o primeiro ser consciente (o primeiro “ego”) surgindo de dentro do ovo cósmico dourado. É chamado de Swayambhu porque de fato nada nem ninguém o criou, ele criou a si mesmo. Após sair do ovo, Brahma criou de dentro de si mesmo o bem, o mal, a luz e as trevas. Depois criou os deuses, os demônios, os humanos, e todas as criaturas viventes.

A criação, o movimento 

No processo de criação, talvez em um momento de distração, os demônios nasceram de uma de suas coxas, então Brahma abandonou seu próprio corpo, o qual virou a Noite. Após criar os deuses bons, Brahma abandonou seu corpo novamente, e este virou o Dia. Consequentemente, os demônios ganharam ascendência sobre a Noite, e os deuses, que são as forças do bem, governaram o Dia. Brahma então criou os seres humanos, abandonando seu corpo novamente, para que se tornasse o escurecer e o alvorecer, e depois colocou o deus Shiva para governar a humanidade.

2) O SEMICÍRCULO 

O semicírculo é o símbolo da alma. São as vibrações entre o espiritual e o material.
Tem a energia receptiva, é a memória que recebe as impressões do mundo espiritual e passa para o material. O semicírculo da lua é a “alma”. É a receptividade. A lua recebe a luz do Sol e a transmite de volta ao espaço sideral e essa energia chega a Terra, promovendo a vida e a adaptação. 


3) A CRUZ

A cruz é o corpo denso do ser criado. É a matéria que serve de receptáculo para a centelha divina.

Podemos entender com esta trindade que dependendo da forma com que se apresente o símbolo de um planeta, ou seja, quando incorpora um, dois ou os três desses aspectos (círculo, semicírculo e cruz), seu significado se altera.






Fonte

Ronnberg, A. and Martin, k. O livro dos Símbolos. Reflexões sobre imagens arquetípicas. Köln, DE. TASCHEN, 2012.

Aristófanes, The Birds, Ann Arbor, MI, 1961. 

Gimbutas, Marija, The Language of the Goddess, SF, 1989. 

Von Franz, Marie-Louise, Shadow and Evil in Fairy Tales, Boston, 1995.









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