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18 fevereiro 2024

REFLEXÕES POLÍTICAS

REFLEXÕES


(…) Por exemplo, o soldado estadunidense que foi (e vai) lutar no Iraque, pensa que está defendendo o ideal de liberdade dos patriarcas constitucionais, mas todos que tem um mínimo de tino sabem que eles estão indo para lá defender a indústria do petróleo, e de quebra ajudando a indústria  bélica. O sentimento relativamente puro de patriotismo desses fantoches pobres coitados é basicamente o buraco por onde entra a mão que os manipula.(Pinheiro, 2014)

Einstein dizia que o nacionalismo/patriotismo fanático levava ao ódio, e que Hitler teria feito a classe média e os trabalhadores empobrecidos pela crise do capitalismo de 1929-30 seguir um caminho radical para a extrema direita (fascismo), na esperava de sair da crise. 
Essa guinada para a extrema direita desembocou no ódio ao outro, no ódio ao estrangeiro, levou ao racismo, a exclusão e a morte. 
No final da segunda guerra o que se viu foi a destruição total da classe média na Alemanha. Toda a classe média desapareceu. O que era de se esperar pois foi essa classe que maciçamente apoiou Hitler. 
No Brasil do governo militar de Bolsonaro era exatamente esse caminho que estava sendo pavimentado pelas classes médias, “esponja” de todos os pseudo-valores da elite. A classe média empobrecida por não conseguir pagar o aluguel, a prestação do carro, a escola particular (privada) de seus filhos, nem a prestação do financiamento de seu imóvel, se agarrou a essa ideia insana de que a salvação estaria no autoritarismo da extrema-direita. 
É o que estava e em certa medida ainda está acontecendo no Brasil. Toda crise do capital, leva a uma escolha pelas classes médias de políticas autoritárias, no sonho de que com o autoritarismo saiam da crise. Doce ilusão. No final as classes médias cairão para extratos inferiores ou desaparecerão da pirâmide social. 



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