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07 fevereiro 2024

ALEXANDRE O GRANDE

ALEXANDRE, O GRANDE
Ἀλέξανδρος ὁ Μέγας
Aléxandros ho Mégas





Alexandre III, Ἀλέξανδρος Γ’ ὁ Μακεδών, Aléxandros trίtos ho Makedόn, Ἀλέξανδρος ὁ Μέγας, Aléxandros ho Mégas, também conhecido como Alexandre, o Grande ou Alexandre Magno, Rei da Macedônia a partir de 336 a.C.

Ἀλέξανδρος ὁ Μέγας, Aléxandros ho Mégas
Desenhei esse retrato de Alexandre, o grande, baseado num busto esculpido por Lísipo em 330 a.C.

Ο Φίλιππος Β΄ ο Μακεδών (382 π.Χ. - 336 π.Χ.) ήταν Έλληνας βασιλιάς του Βασιλείου της Μακεδονίας από το 359 π.Χ. μέχρι τη δολοφονία του από τον Παυσανία, το 336 π.Χ. (Filippos B, o Macedônio (382 - 336 a.C.), foi um rei Da Macedônia, até 359 a.C. quando foi assasinado por Pausânias em 336).

Filipe II da Macedônia, em grego: Φίλιππος Β΄, Pela, 382 a.C. - 336 a.C. Foi rei da Macedônia de 359 a 336 a.C. Casado com Olimpia, gerou Alexandre, o grande. A Macedônia era rica em ouro e financiadora de um exército forte e efetivo, cuja eficácia se deveu muito aos esforços pessoais de Filipe. Era uma barreira entre a Grécia e o mundo bárbaro. Filipe, era filho de Amintas III, começou a governar a Macedônia em uma época em que o país estava dominado pelos ilírios, e libertou o reino pela força das armas e por sua habilidade como comandante militar. Todavia, foi mostrando-se moderado em relação aos derrotados que ele se tornou o maior poder na Europa. Aqueles que haviam lutado contra ele pela liderança, por causa da sua clemência, entregaram-lhe a autoridade sobre a Grécia. Entretanto, ele também sabia usar o medo como instrumento de dominação.



(Fonte: reddit)





Filipe II; 359-336 a.C. Stater de ouro (8,56 g), Casa da Moeda de Kolophon (Sicilia e Magna Grecia).  cunhada sob o reinado de Filipe III, por volta de 323-319 aC. Anverso: busto laureado de Apollo, voltado à direita com as características de Alexandre, o Grande. Reverso: biga com condutor, em posição de combate, com lança na mão direita. Tripé, embaixo, à direita. Thompson, “Posthumous Philip II Staters of Asia Minor”. Acervo particular, coleção Bentes.

Moeda de ouro com efígie de Alexandre, o Grande
Alexandre III, o Grande - 336-323 a.C. Stater (8,60 gr). Casa da Moeda de Byblos. Cunhada por volta do período de 330-320 a.C. Cabeça de Athena voltada à direita, portando elmo Ático decorado com serpente, pingente e colar / AΛEΞANΔPOY, Nike, deusa grega da vitória em pé, segurando coroa de flores na mão direita estendida; Monograma AP no campo à esquerda (blogbentes).


Documentário da Netflix: ALEXANDRE, O GRANDE 


Alexandre Magno e seu cavalo Bucéfalo, na Batalha de Isso. Detalhe de um mosaico encontrado em Pompeia (cidade destruída em 79 CE), hoje no Museu Arqueológico Nacional, em Nápoles.

Um busto de Alexandre conhecido como Azara Herm. Cópia romana em mármore de um original de Lísipo, de 330 a.C. (museu do Louvre). Segundo Plutarco, as esculturas de Lísipo representavam fielmente o famoso conquistador macedônio (WP).




Alexandre III da Macedônia, nasceu em 20/21 de julho de 356 a.C. – 10 de junho de 323 a.C., geralmente conhecido como Alexandre, o Grande ou Alexandre Magno, em grego clássico: Ἀλέξανδρος ὁ Μέγας; Aléxandros ho Mégas, foi rei (basileu) do reino grego antigo da Macedônia e um membro da dinastia argéada. Nascido em Pela em 356 a.C., o jovem príncipe sucedeu a seu pai, o rei Filipe II, no trono com vinte anos de idade.
Macedônia 




Não existem fontes primárias para nenhuma informação sobre Alexandre, o Grande - seja sobre sua sexualidade ou sobre suas conquistas. Nenhum dos relatos escritos por seus contemporâneos chegou aos nossos dias. Alexandre viveu no século IV a.C. As fontes mais antigas sobre ele são do século I a.C. (Diodoro Sículo) ou já da Era Cristã (Arriano, Plutarco, etc.). Existem, no máximo, citações e fragmentos coevos sobre Alexandre que foram consultados por esses historiadores antes de serem perdidos.

Portanto, as fontes que dizem que Alexandre "conquistou a porra toda" são as mesmas fontes que falam sobre suas relações com homens e mulheres. Plutarco, Quinto Cúrcio Rufo, Dicearco e Ateneu todos afirmam que Alexandre teria tido sido íntimo de Bagoas, um jovem eunuco da corte persa. E "ser íntimo" nesse caso varia de "Alexandre o beijava em público no teatro" até "Alexandre era tão apaixonado que fez de Bagoas o efetivo soberano da Pérsia".

Todos os historiadores antigos também falam sobre a relação entre Alexandre e Heféstio. Não há um relato explícito de que eram amantes, mas sabemos que eram inseparáveis - e sabemos que a palavra grega para "amigo" (philos) também era usada para "amante". Aristóteles, o tutor de Alexandre, descreveu a amizade entre ambos como "uma alma habitando em dois corpos".

Há um episódio interessante da passagem de ambos por Troia, quando Alexandre depositou uma guirlanda no monumento de Aquiles e Heféstio depositou outra guirlanda no monumento de Pátroclo - heróis da Ilíada que a tradição popular havia transformado em amantes desde o século V a.C.

Quando Heféstio morreu, Alexandre ficou tomado de uma dor profunda. Deitou-se sobre o corpo do amigo e ficou quase um dia inteiro agarrado ao cadáver, debulhando-se em lágrimas. Mandou executar o médico que havia atendido Heféstio e ordenou luto em todo o seu reino. Ficou enlutado por meses e tentou elevar oficialmente Heféstio ao status de um deus. Ele adoeceu e morreu um ano após a morte de Heféstio, enquanto construía um gigantesco monumento em honra do amigo.

Quase tudo é baseado no trabalho de cinco historiadores antigos: Plutarco, Arriano, Diodoro Sículo, Quinto Cúrcio Rufo e Justino. Esses historiadores tiveram acesso a fontes primárias (relatos de Calístenes, Ptolemeu Sóter, Clitarco) antes que elas se perdessem. E esse conhecimento é refinado agregando-se fontes sobre o contexto histórico.

Alexandre e Bagoas

Bagoas, em iraniano antigo: Bagāvahyā, em grego clássico: Βαγώας, Bagōas, foi um eunuco persa que viveu no Século IV AC. 
Bagoas, o Jovem, termo usado para o diferençar de um outro Bagoas, vizir do Império Aqueménida, foi um cortesão de Dario III e mais tarde de Alexandre o Grande.

Bagoas, é o nome do eunuco mais famoso da história da Humanidade. Ele não era, no entanto, muito conhecido até o lançamento do famoso romance, O Menino Persa, de Mary Renault, que rapidamente atingiu as listas de best sellers. Referências ao eunuco nos documentos da Antiguidade são poucas. Na verdade, há apenas três, confinadas nos escritos dos historiógrafos romanos Quinto Cúrcio e Plutarco, e o general grego Ptolomeu (soumundano).

A referência mais antiga é de Quinto Cúrcio e diz: “Entre os presentes estava Bagoas, um eunuco de qualidade singular na flor da juventude, a que Dario estava familiarizado (adsuetus) e logo Alexandre também se familiarizou. Foi principalmente por suas súplicas que Alexandre perdoou Nabarzanes” (CQ 6.5.23). 

Cúrcio está falando aqui sobre o assassinato de Dario por Nabarzanes, este mata o rei persa, e se prostra de joelhos rendido a Alexandre. O traidor persa oferece então inúmeros presentes ao conquistador grego, inclusive as esposas do rei e seus eunucos, isto é, todo seu harém. 

Cúrcio deixa claro em outro trecho dos seus dez livros sobre a vida de Alexandre, o Grande, que os haréns persas eram abastecidos de concubinas e de eunucos que, ao contrário do que se costuma dizer nas histórias que chegaram a nós advindas do mundo árabe, não era protetores das mulheres e que não eram castrados para evitar que eles traíssem os sheiks com suas inúmeras esposas, os eunucos persas participavam dos haréns como parte das esposas do imperador. Os reis persas como Dario, Xerxes, Ciro e Artaxerxes, todos, tinham entre suas esposas, isto é, casados de certa forma porque o casamento real era apenas com a primeira esposa, as outras eram concubinas e os homens eram seus eunucos, mas em situação de igualdade com as concubinas.

É importante lembrar, no entanto, que os eunucos persas são castrados na adolescência ainda. Isso impedia a mudança do corpo causada pelos hormônios da adolescência transformando o corpo desses homens numa versão de aparência sempre infantilizada, digamos assim, imberbe e de aparência feminina e delicada. Estes eram educados com esmero. Aprendendo o protocolo e regras da corte persa, uma das mais rígidas do mundo antigo; mas também aprendendo a ler, escrever, matemática, tornando-se normalmente administradores dos bens do rei. Contudo, no caso de Bagoas, ele também era um exímio dançarino. 

Plutarco nos conta outra parte da história. Cúrcio afirmou que o regicida entregou Bagoas de presente para Alexandre, como dissemos, mas este deixa o seu harém na Hircânia, a beira do mar Cáspio, enquanto parte para tomar a região da Carmênia, uma satrapia já dentro do atual Irã. É na Carmênia, meses depois, que acontece a segunda aparição de Bagoas. Ela acontece quando o exército de Alexandre recebe suprimentos oriundos da Hircânia e eles comemoram as Bacanálias em nome de Dioniso. 

Plutarco narra o encontro em Vida dos Varões Ilustres: "Diz-se que enquanto estava bêbado, ele (Alexandre) observou o concurso de dança, no qual, em meio ao coro, estava seu amante Bagoas dançando e, depois de ter sido declarado vencedor, voltou do teatro e sentou-se com ele. Vendo isso, os macedônios o aplaudiram e gritaram pedindo um beijo, até que Alexandre, jogando os braços em torno dele o beijou amorosamente". (Alex. 67.8).

Bagoas era o preferido de Dario III. No entanto, ao conhecer Alexandre ele não havia ainda começado uma carreira política na corte persa, como inúmeros outros eunucos haviam feito antes. Seu poder se limitava apenas a receber favores diretos do rei. Este favoritismo, obviamente, despertou inveja, o que fazia com que se dissesse sobre ele, tanto na época de Dario, quanto com Alexandre, que "um eunuco havia governado a Pérsia antes e agora governava outro", em referência a um outro eunuco também chamado Bagoas, que se tornou grão-vizir do imperador Artaxerxes III, por volta do século IV a.C. Cúrcio inclusive conta que chegando Alexandre a capital persa, a Babilônia, o sátrapa Orsines dá ao novo imperador e a todos os seus amigos presentes inimagináveis. "Para Bagoas, o eunuco, que serve Alexandre com seu próprio corpo, nenhuma honra é paga". (QC 10.1.26). Bagoas se sente humilhado. Orsines o chama de prostituto. O eunuco então usa sua influencia e recruta uma série de falsos testemunhos que destroem a reputação do sátrapa e forçam Alexandre a retira-lo da posição que ele tinha, fazendo-o cair em desgraça. 
Discute-se entre os historiadores se os eunucos tinham a mesma situação social de escravos ou se eles estavam equiparados legalmente as mulheres. Questiona-se sobretudo como esses meninos são expostos a esta situação de castração: eles seriam vendidos por sua família? Tais discussões estão sempre atreladas a um preconceito machista de que somente uma família em situação de desespero permitira que um filho homem seu fosse colocado nesta situação de desvirilização. Todavia, não é o que parece. A situação de todos os eunucos que aparecem na história persa é sempre de homens que tinham um excelente status social o que poderia perfeitamente ser desejável para uma família. Seria um excelente forma de, por exemplo, manter-se ativo no ambiente cortesão da capital persa criando seu filho desde muito cedo para ocupar um lugar de destaque como eunuco do imperador ou de um sátrapa de uma cidade ou mesmo de um comerciante rico, por exemplo.







Alexander the Great’s head on a silver coin of Lysimachus in 321-281 B.C.










Fonte


















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