É PRECISO ESTAR SEMPRE EMBRIAGADO
In girum imus nocte
Et consumimur igni.
“Viajamos pela noite
E fomos consumidos/redimidos pelo fogo.”
Guy Debord
Charles Baudelaire
É preciso estar sempre embriagado. Isso é tudo: é a única questão. Para não sentir o horrível fardo do Tempo que lhe quebra os ombros e o curva para o chão, é preciso embriagar-se sem perdão.
Mas de que? De vinho, de poesia ou de virtude, como quiser. Mas embriague-se.
E se às vezes, nos degraus de um palácio, na grama verde de um fosso, na solidão triste do seu quarto, você acorda, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, pergunte ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunte que horas são e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio lhe responderão: “É hora de embriagar-se!
Para não ser o escravo mártir do Tempo, embriague-se; embriague-se sem parar! De vinho, de poesia ou de virtude, como quiser”.
Charles Baudelaire
SAPERE AUDE
Retrato hipotético do Horácio
Mosaico de Minerva por Elihu Vedder (Thomas Jefferson Building). Abaixo do mosaico está uma inscrição da Ars Poetica: “Nil invita Minerva, quae monumentum aere perennius exegit” “Não relutante, Minerva ergue um monumento mais duradouro que o bronze”.
SAPERE AUDE
Sapere aude é um lema latino que significa "atreva-se a conhecer" ou "ouse saber"; também é vagamente traduzido como "ouse ser sábio", ou ainda mais frouxamente como "tenha coragem de pensar por si mesmo!". A utilização original está na Epistularum liber primus de Quintus Horatius Flaccus, Horácio, livro 1, carta 2, verso 40: Dimidium facti qui coepit habet: sapere aude “Aquele que começou está na metade da obra: ouse saber!”
A frase Sapere aude tornou-se associada à Era do Iluminismo, durante os séculos XVII e XVIII, depois que Immanuel Kant a usou no ensaio "Pergunta: O que é Iluminismo?" (1784) ou, noutra tradução, Resposta à Pergunta: O que são as luzes.
Como filósofo, Kant reivindicou a frase Sapere aude como um lema do período do Iluminismo e usou-a para desenvolver suas teorias da aplicação da Razão na esfera pública dos assuntos humanos. (WP).



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