INÍCIO

29 maio 2022

SUDÁRIO DE TURIN


SUDÁRIO DE TURIN
SHROUD OF TURIN


Do ponto de vista científico podemos dizer que o Sudário, com certeza, envolveu o cadáver de um homem crucificado com pregos, flagelado, com uma ferida ao lado e com uma coroa de espinhos na cabeça (...). Quem era este homem? Muito provavelmente, se nós usamos as informações que nos dão a História, a Arqueologia, a análise dos textos antigos, nós conhecemos um só caso de uma pessoa que foi flagelada, crucificada com os pregos, que morreu na cruz, que teve uma ferida ao lado, que tinha uma coroa de espinhos.
(Dr. Enrico Simonato)


I

Especialistas em computação gráfica usaram novas técnicas digitais para "esculpir" na tela do computador o rosto visto no santo sudário, que, para muitos cristãos, representa a face real de Jesus Cristo. O trabalho será apresentado amanhã no documentário "The real face of Jesus?", transmitido nos Esta­­dos Unidos pelo canal a cabo Dis­­covery Channel. Ainda não há previsão sobre a data de exibição no Brasil.








Para adaptar a imagem do Sudário ao formato 3D, os artistas tiveram acesso à relíquia original. O tecido de linho pertence ao Vaticano e fica guardado na Cappella della Sacra Sin­­done do Palácio Real de Turim, na Itália.

Ray Downing, um dos profissionais envolvidos no projeto, relata ter encontrado marcas no tecido capazes de revelar em detalhe o corpo da pessoa que foi enrolada nele. Segundo a tradição cristã, o santo sudá­­rio foi o tecido com o qual Jesus Cristo foi enterrado, mas sua autenticidade é debatida há anos por cientistas. "A presença de dados em três dimensões é bastante inesperada e também é única. É como se a imagem contivesse um ma­­nual de instruções sobre como se construir uma escultura", diz Downing.

O santo sudário raramente é exibido ao público. Entre os dias 10 e 23 de abril, a Catedral de Turim deve fazer a primeira exposição da peça em 10 anos. O evento deve contar com a pre­­sença do Papa Bento XVI e atrair milhões de pessoas.




II

Novo estudo foi publicado pela Universidade de Oxford - uma das três entidades que tinham feito a análise anterior

A Universidade de Oxford publicou em seu periódico Archaeometry, em março deste ano, um estudo realizado por pesquisadores franceses e italianos que reanalisaram os dados de uma polêmica e famosa pesquisa anterior: aquela que, em 1988, tinha concluído que o Santo Sudário de Turim seria uma fraude histórica. De acordo com a pesquisa de 31 anos atrás, realizada por equipes da Universidade do Arizona, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia e da própria Universidade de Oxford, o sudário não seria da época de Cristo, mas teria sido confeccionado mais de um milênio após a Sua morte, em algum período entre 1260 e 1390.

A nova equipe de pesquisadores conseguiu na justiça o acesso aos dados da Universidade de Oxford relativos ao estudo anterior. Depois de revisá-los durante dois anos, o grupo anunciou que o estudo de 1988 continha falhas relevantes, principalmente por não ter analisado o sudário inteiro, mas apenas alguns fragmentos das bordas – justamente as partes que, na Idade Média, tinham sido restauradas para reparar danos provocados por incêndios e intempéries.

Tristan Casabianca, da equipe responsável pelo novo estudo, afirmou em entrevista ao periódico francês L’homme nouveau que os dados brutos de 1988 demonstraram que as amostras então analisadas eram heterogêneas, o que invalida os resultados. Os pesquisadores consideram que novos estudos precisam ser feitos para se estimar a datação correta. Para tanto, o Vaticano teria que voltar a permitir o acesso de estudiosos ao Sudário.

O Santo Sudário de Turim é uma peça de linho venerada por milhões de católicos do mundo inteiro como sendo o tecido que envolveu o Corpo de Cristo após a Sua morte na Cruz. O sudário preserva inexplicavelmente uma espécie de “impressão” dos traços físicos de um homem de 1,83m de altura, com feridas compatíveis com as que foram infligidas a Jesus em Sua Paixão.

Vários estudos recentes têm corroborado a autenticidade do Santo Sudário. Confira alguns deles:


CAŁUN TURYŃSKI

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Santo Sudário

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RECONSTRUCTED CHRIST

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III


Uma nova análise científica feita ao Santo Sudário, a peça de linho em que Jesus Cristo terá sido envolvido, depois de ter sido crucificado, detectou a presença de vestígios de sangue de uma vítima torturada.

Este novo dado parece reforçar a teoria de que o Santo Sudário, também conhecido como Sudário de Turim, se trata mesmo do tecido em que Jesus Cristo foi envolvido, depois de ter sido crucificado.

A autenticidade do tecido é alvo de um debate com centenas de anos, mas esta nova investigação, apresentada num artigo publicado na revista científica PlosOne, sugere que a relíquia pode conter vestígios de sangue de Jesus Cristo.

A análise forense realizada por investigadores italianos detectou a presença de partículas de sangue humano que sugerem que o indivíduo em causa terá sido alvo de um prolongado período de sofrimento físico, antes de ter morrido.

“A presença destas nano-partículas biológicas, encontradas durante as nossas experiências, apontam para uma morte violenta para o homem envolvido no Sudário“, destaca um dos investigadores envolvidos na pesquisa, o professor Giulio Fanti, da Universidade de Pádua (Itália), citado pela agência católica de notícias ACI Digital.


Outro dos autores do estudo, Elvio Carlino, do Instituto de Cristalografia de Bari, acrescenta que as partículas detectadas revelam “um cenário de grande sofrimento” da “vítima” que foi “envolvida no tecido fúnebre”.


Técnicas microscópicas avançadas

Os investigadores esclarecem, no estudo publicado na PlosOne, que recorreram à técnica de resolução atómica reprodutível, através de Microscopia Electrónica de Transmissão, e à análise microscópica de Raios-X de Grande Angular para encontrarem as nano-partículas.



As análises permitiram-lhes concluir, pelo “tipo, tamanho e distribuição”, que “não podem ser corantes para pintura”, mas que são antes “núcleos de ferrita de ferritina”, conforme indicam na pesquisa.

A ferritina, juntamente com a creatinina, que também foi encontrada no tecido, são substâncias detectadas habitualmente, em pacientes que sofreram traumas múltiplos, por exemplo, em vítimas de tortura.

Assim, os investigadores concluem que as partículas de sangue resultam de um “politraumatismo grave”, num “cenário de violência” – uma conclusão que vem ao encontro do cenário da crucificação de Jesus Cristo e do posterior envolvimento do seu corpo na famosa relíquia fúnebre.





O mistério e a controvérsia vão continuar

Mas mesmo que investigações posteriores venham a reforçar estas conclusões, dificilmente será possível confirmar que as partículas de sangue pertencem a Jesus Cristo, pelo que a polémica em torno do Santo Sudário está longe de terminada.

A relíquia tem sido alvo de muitas teorias e de muito debate entre teólogos e cientistas, ao longo dos anos, havendo suspeitas quanto à sua autenticidade.

Testes realizados em 1988 apontaram para que pode tratar-se de uma falsificação da Idade Média. Mas há outras análises que vão no sentido de que se trata mesmo do tecido onde Jesus Cristo foi envolvido, no Santo Sepulcro, há 2 mil anos.

Em Abril deste ano, o Canal História anunciou, num documentário, que investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, estão a usar amostras de ADN do Santo Sudário para tentar encontrar descendentes vivos de Jesus Cristo.

O que é certo é que a relíquia atravessou meio mundo, de Jerusalém à Turquia, passando por França, até chegar a Turim, onde está, actualmente, em exibição na Catedral de S. João Baptista. Passou assim, por muitas mãos e os vestígios de sangue podem até pertencer a qualquer pessoa que tenha tido contacto com ela na era moderna.





IV


Em Turim, a Igreja Católica vela o pano que cobriu o corpo de Jesus Cristo, quando retirado da cruz. Nele há uma figura que seria o corpo estampado com o sangue do filho de Deus. Neste abril, um estudo mostrou a sombra de uma segunda imagem da face de um homem na parte de trás do lençol, de acordo com relatório publicado pelo Instituto de Física de Londres. Esta parte estava sob um pedaço de pano costurado por freiras em 1534, depois que ele foi danificado por fogo. Mas foi exposta em 2002, durante projeto de restauração, coordenado pelo professor Giulio Fanti, da Universidade de Pádua, na Itália. Ele diz que ter visto uma imagem em fotografias do manto, com "características como nariz, olhos, barba e bigode" claramente visíveis e algumas leves diferenças em relação ao rosto conhecido. Por exemplo, o nariz, na parte de trás, "mostra ambas as narinas, ao contrário da parte da frente, em que a narina direita é menos evidente".

Em 1988, cientistas de três universidades concluíram, através do isótopo de carbono 14, que o tecido havia sido produzido entre 1260 e 1390, muito tempo após a data atribuída à morte de Jesus. O Cardeal de Turim, Anastasio Alberto Ballestrero, admitiu que o manto era falso. Mas, como escreveu Umberto Eco, no seu "Baudolino", as relíquias "são de origem duvidosa, mas o fiel que vai beijá-las sente a emanação de aromas sobrenaturais. É a fé que as faz verdadeiras, não são elas que fazem verdadeira a fé". Em Brasília, por exemplo, folhetos turísticos indicam que a cruz metálica no topo da catedral da Capital Federal, abençoada pelo papa Paulo VI, contém uma lasca daquela em que Jesus foi crucificado.
Em 1977 foi criado, nos Estados Unidos, o Shroud of Turin Research Project (Projeto de Pesquisa do Manto de Turim), formado por 39 cristãos e um agnóstico: Walter C. McCrone, único microscopista especializado em química forense da equipe. Quando McCrone encontrou evidência de têmpera baseada em ocre vermelho com aglutinante de colágeno e afirmou que o manto era uma pintura, foi expulso do grupo...

Os defensores da autenticidade do pano recorrem à exatidão anatômica e das evidências de torturas que a figura apresenta. Mas são argumentos difíceis de comprovar. Por exemplo, a imagem do pano apresenta o cabelo, o bigode e a barba brancos, o que não combina com as representações de um Jesus morto aos 33 anos. Além do mais, a imagem do sudário somente seria um negativo se, deixando de lado as manchas de sangue,  representassem uma estátua ou um baixo relevo que só apresentasse uma única cor tanto para a pele como para o cabelo e a barba.

Outro detalhe incongruente: as imagens de sangue que aparecem no rosto e no corpo do sudário. Quando alguém recebe um corte no crânio, o sangue empapa o cabelo e um pano em contato com esse crânio ficará com manchas de sangue. Mas os cabelos no sudário estão pintados com fios de sangue bem definidos. As manchas de sangue seco se tornam marrons escuras com o tempo, mas no sudário estão vermelhas e formadas, segundo McCrone, por partículas de óxido de ferro (ocre vermelho) e cristais de cinábrio (vermelhão).

No rosto do sudário, os cabelos caem para os lados da cabeça em direção aos ombros, o que é incompatível com a posição de um corpo deitado, pois os cabelos cairiam para trás da cabeça. Os braços, por sua vez, estão semiflexionados, para que as mãos ocultem os genitais, mas os ombros são representados como se estivessem encostados no solo. Com isso, os braços ficam desproporcionalmente longos, como os de símios — foi a forma que o pintor encontrou para não deixar exposto o pênis.

Outra impossibilidade semelhante à das mãos sobre os genitais ocorre com os pés. As pernas estão retas, mas a planta dos pés é representada em contato com o solo. Os joelhos deveriam estar flexionados para permitir sua impressão.


Mas talvez a incoerência mais grave seja o aspecto pictórico da imagem. Uma figura envolta em um pano deixaria uma marca de contato deformada em relação ao modelo real. As orelhas apareceriam vistas de lado no pano. Algo semelhante aconteceria com qualquer característica facial. A ausência desta deformação indica que o manto não teve contacto com um cadáver, mas que foi pintado para que parecesse com as representações tradicionais de Jesus.

 Conforme afirma Hernán Toro, docente do Centro de Ciência Básica na Escola de Engenharia da Universidade Pontifícia Boliviana, autor do artigo "As anomalias ignoradas do 'sudário' de Turim", que embasou a parte analítica deste escrito, "a autenticidade do sudário não se sustenta ante uma simples análise lógica da imagem".




Santo Sudário pode ser foto de Da Vinci(?)


Leonardo da Vinci e o suposto rosto de Cristo
Leonardo Da Vinci, um dos maiores gênios do Renascimento, pode ter sido responsável por uma das maiores fraudes da História, sugere um documentário que será exibido nesta quarta-feira pela televisão britânica. A teoria partiu de uma análise de feições que atribuiu o rosto estampado no Santo Sudário não a Jesus Cristo, como de costume, e sim ao artista italiano. Os traços "sagrados" seriam, na verdade, os de um busto de Da Vinci, projetado no tecido através de uma câmera obscura - uma técnica pioneira de fotografia.


A hipótese foi levantada pela artista americana Lilian Schwartz, consultora gráfica da Escola de Artes Visuais de Nova York e famosa por ter associado, na década de 1980, o rosto de Mona Lisa ao autoretrato de Da Vinci. "Estou empolgada com isso", disse Lilian, segundo reportagem do jornal The Daily Telegraph. "Não há dúvida, na minha cabeça, de que as proporções sobre as quais Leonardo escreveu foram usadas na criação do rosto nesse Sudário".

De acordo com o estudo, exibido nesta quainta-feira (290 de março) pelo Discovery Channel, o pano pode ter sido pendurado no interior de uma câmara obscura e coberto com sulfato de prata, substância fotossensível já encontrada na Itália do século XV. Do lado de fora, Da Vinci teria colocado uma escultura de seu próprio busto, cujos traços foram projetados, através de uma lente encaixada no buraco de uma das paredes da câmera, no tecido em questão.

A conclusão de Lilian reforça ainda mais a polêmica em torno do Santo Sudário, apontado pela Igreja Católica como o tecido que cobriu o corpo de Cristo em seu sepultamento. Análises de carbono, no entanto, afirmam que o material data da Idade Média, mais especificamente entre os anos 1260 e 1390. De acordo com o documentário, Da Vinci teria forjado o Sudário para repor uma precária versão anterior desaparecida desde 1453.

Para a professora Larissa Tracy, da Universidade de Longwood, na Virgínia, Da Vinci possuía os conhecimentos necessários para fazer a falsificação. "Ele sabia o suficiente sobre anatomia, e sobre a estrutura muscular do corpo", afirmou Larissa, segundo o jornal. "Da Vinci tinha todas as habilidades para criar uma imagem como a do sudário. Se alguém tinha a capacidade de trabalhar com uma câmera obscura ou técnicas primevas de fotografia, era Leonardo Da Vinci".







V





































Fonte







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