BANDEIRAS NÁUTICAS
GALHARDETES ALFABÉTICOS
GALHARDETES NUMÉRICOS
Definição
Bandeiras Alfabéticas, galhardetes numerais, cornetas substitutas e distintivo do código ou galhardete de resposta.
Galhardete é um tipo de bandeira, usada no meio náutico, em que a dimensão do lado da tralha é superior à do lado do batente.
A forma do galhardete pode ser triangular simples, triangular farpada ou trapezoidal. Tanto a flâmula quanto à a corneta são considerados variantes do galhardete.
1. MARINHA (TERMO DE) NÁUTICA
Bandeira triangular ou trapezoidal, estreita e comprida, farpada ou não, us. ger. para sinalização.
2. Bandeira para ornamentação de ruas ou de edifícios em ocasiões festivas; flâmula.
Descrição
Em geral a maioria dos galhardetes de clubes náuticos tem um formato de triângulo isósceles, onde o lado menor corresponde à tralha, com uma proporção entre a medida da tralha e o comprimento de 3:5. (WP)
Apesar do formato triangular ser o mais comum e tradicional, existem clubes cujas bandeiras têm formatos, retangulares simples, retangulares farpados ou outros.
Existem algumas regras para utilização dos sinais por bandeiras. Como regra geral, deverá ser usada somente uma içada de cada vez. Cada içada ou grupo de içadas deve ser mantido no ar até que seja reconhecido pela estação receptora. Quando dois ou mais grupos forem içados numa mesma adriça, eles deverão ser separados pela adriça separadora. A estação transmissora deverá sempre içar seus sinais de modo que a sejam mais facilmente visíveis pela estação receptora, isto é, em tal posição que as bandeiras não fiquem ocultas por fumaça etc... e panejem livremente. (redebim)
Existem 26 bandeiras náuticas de sinalização marítima internacional, e cada uma dessas bandeiras náuticas tem um significado diferente dependendo de como está sendo usada (1).
(1)
GALHARDETES ALFABÉTICOS E NUMÉRICOS
As bandeiras náuticas fazem parte de um Código Internacional de Sinais (CIS) mundialmente conhecido que regulamenta a utilização de sistema de sinalização (ótica, fonética, radiotelefônica e radiotelegráfica), permitindo a transmissão de mensagens. As flâmulas fazem parte dos símbolos de comunicação naval, na qual cada uma tem um significado distinto.
Sua origem aconteceu porque a comunicação em água pode acabar sendo limitada em certas ocasiões, como proximidade, falhas no VHF, ou até mesmo línguas distintas. Foi criada pelos ingleses e é utilizada desde o século XVIII, sendo adotada por praticamente todas as Marinhas do mundo (int.band.náuticas)
Bandeiras náuticas
Podem ser hasteadas sozinhas ou em grupo. Quando sozinhas possuem significados relativamente simples e quando em grupo numa mesma adriça (cabo de içar bandeiras), podem definir diversos sinais que podem ser traduzidos pelo Código Internacional de Sinais. Seus significados também dependem do contexto nas quais estão inseridas, havendo diferença quando estão sendo usada em uma regata, por um navio ou em outras situações. (int.band.náuticas)
Cada bandeira possui uma letra ou um número que traduzem seus conceitos. As letras, quando içadas sozinhas, recebem as especificações conforme o alfabeto fonético internacional de comunicação. As que possuem números são conhecidas como galhardete, e não têm significados quando hasteadas sozinhas, por isso precisam ser complementadas com alguma alfabética. (int.band.náuticas)
Bandeiras Alfabéticas, galhardetes numerais, cornetas substitutas e distintivo do código ou galhardete de resposta.
Os telefones de rádio e satélite VHF nem sempre existiram. De volta ao passado – há muito tempo atrás, como antigamente – os marinheiros içavam bandeiras náuticas para se comunicarem uns com os outros.
O nome oficial de hoje para bandeiras de barcos é sinalizadores de sinalização marítima internacional.
Existem 26 bandeiras náuticas de sinalização marítima internacional, cada uma representando uma letra diferente do alfabeto, e cada uma tendo um segundo significado que é uma mensagem para outros velejadores.
CÓDIGO INTERNACIONAL DE SINAIS (CIS)
O Código Internacional de Sinais (CIS) regulamenta o uso de sistemas de sinalização (óptica, fonética, radiotelefônica e radiotelegráfica) e permite a transmissão de mensagens essenciais, independentemente da língua falada.
O CIS é composto por 26 bandeiras alfabéticas quadrangulares, significando uma letra cada bandeira dez bandeiras náuticas significando os números de zero a nove (galhardetes numéricos), três cornetas substitutas e um galhardete distintivo do CIS para ser içado antes da resposta à mensagem recebida.
Todas as bandeiras alfabéticas, excetuando-se a letra “R”, significam uma mensagem distinta. À frente de cada bandeira é indicado um galhardete alfabético que padroniza como a referência à bandeira deve ser soletrada nas comunicações via rádio (galhardetes Alfabéticos). Admite-se a combinação de umas bandeiras náuticas com as outras sendo lidas do topo para a base. Ademais, as bandeiras náuticas estão concebidas de modo a ser reconhecidas mesmo estando parcialmente cobertas.
Em regra, os sinais do CIS se referem, essencialmente, à segurança da navegação e da vida humana no mar.
Cada sinal representa um significado completo o que harmoniza a interpretação e facilita as comunicações internacionais. (1)
Nos termos do CIS, verificam-se sinais relativos às bandeiras náuticas, seu formato e significado conforme segue:
“GLOBAL MARITIME DISTRESS AND SAFETY SYSTEM” (GMDSS)
O “Global Maritime Distress and Safety System” (GMDSS) é um sistema de emergência e comunicações para embarcações assente numa combinação de serviços baseados em sistemas rádio e satélite. O Sistema substituiu o sistema anterior baseado no Código Morse e os canais de emergência em MF.
O GMDSS consiste em um sistema automático que contempla a utilização de satélites, em tecnologia digital seletiva. Caracteriza-se pela automação e por possibilitar comunicações eficientes, mobilização rápida de contingentes de busca e salvamento, coordenação das operações.
O Sistema contempla nove funções específicas que devem ser desempenhadas independentemente da área marítima onde os navios se encontrem:
- Transmissão de alertas de socorro navio-terra;
- Recepção de alertas de socorro terra-navio;
- Transmissão e recepção de alertas de socorro navio-navio;
- Transmissão e recepção de comunicações necessárias à coordenação das operações de SAR;
- Transmissão e recepção de radiocomunicações na cena de ação;
- Transmissão e recepção de sinais destinados à localização de navios / balsas salva-vidas em perigo;
- Transmissão e recepção de informações de segurança marítima (MSI);
- Transmissão e recepção de radiocomunicações em geral; e
- Transmissão e recepção de comunicações passadiço- passadiço
Operacionalmente, quando o sinal de perigo é transmitido por um navio pela DSC (chamada seletiva digital), os navios dentro do alcance da embarcação em perigo também serão alertados (alerta navio–navio).
Na hipótese de naufrágio, o sistema é automaticamente ativado e se inicia a transmissão de um alerta de perigo para os satélites do GMDSS.
Esses alertas são retransmitidos para estações terrenas para imediato processamento e retransmissão para um Centro de Coordenação de Salvamento do país responsável pela área do acidente.
O GMDSS revolucionou os sistemas de comunicações de busca e salvamento marítimo e contribuiu, de forma inegável e eficaz, para a segurança da navegação.
Geral












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