AS CAMADAS DE HAROLD HOLLINGSWORTH
Harold Hollingsworth nasceu no estado do Missouri/USA em 1965 vive e trabalha em Seattle/Washington.
Formou-se pela Western Washington University, muito influenciado pelo estilo de ensino e pela orientacao do professor e artista R. Allen Jensen.
Harold Hollingsworth expôs na Galleria Potatohead e na Linda Farris Gallery depois de se formar na Western Washington University em 1989. Ele expôs na Elizabeth Leach Gallery em Portland, na Circa Gallery em Minneapolis e foi exibido recentemente em residência na Takt–Berlim, Alemanha.
Natural de Seattle, Harold apresentou 17 exposições individuais e participou de 38 exposições coletivas. Seu trabalho ressoa não apenas entre colecionadores individuais, mas também entre investidores corporativos. Aproximadamente 25 lojas Nordstrom em todo o país exibem o trabalho de Harold. A Target Corporation, o Twitter e os hotéis Hilton, juntamente com o Swedish Hospital, têm trabalhos de Harold.
As pinturas/colagens gráficas de Harold Hollingsworth são caracterizadas por gráficos coloridos, pela jovialidade rítmica e lúdica e pelo rigor da forma.
O artista credita à cultura popular: a música, as médias, a arte e a arquitetura forte influência sobre suas obra gráfica pictórica. No passado ele usava imagens familiares tais como bolas de críquete, fontes vintages modernas e números sobrepostos a formas naturais e cotidianas, como flores.
Os trabalhos mais recentes mostram uma relação mais sutil com a cultura pop, embora ele afirme que sua arte seja uma maneira de responder e contribuir para a cultura do hoje do agora.
Presentemente sua fome pela festa visual que é a cultura contemporânea ele tem se servido de flyers, velhos cartazes de propaganda em muros, prédios, construções e pinturas envelhecidas e em restos de antigos movimentos artísticos do passado. Tudo isso constitui material para suas obras.
Seu trabalho reflete o modo como a nossa cultura está estruturada em "camadas" de diferentes “idades” ou “épocas”, que juntas constituem nosso modo de ver e de agir no mundo. Em certo aspecto sua produção leva em conta o que eu tenho timidamente tentado em minhas obras em que faço uma reflexão sobre os sentimentos e sobre o conhecimento humano.
Em suas obras Hollingsworth serve-se das texturas que ele vê no mundo material e mistura tudo isso à história e a imaginação conferindo um novo sentido estético.
Hollingsworth não tem somente a minha idade mas também trabalha com camadas sobrepostas para, com isso questionar sua própria existência no mundo. Todo homem tem camadas, todo homem é feito de camadas, assim como toda sociedade e arte. Camadas de história, desejos, sonhos, fracassos e falhas, contudo podemos transcender essas camadas pensando-as como uma unidade em si e assim, em esse novo olhar nos oferece algo de estético e que possibilita nossa interpretação do sentido.
Essa fundação do sentido entre sujeitos possibilita o conhecimento plasmado na que a expões como um enigma a ser decifrado. É esse o significado desse entendimento do mundo visto nas obras de Hollingsworth “somos compostos de estratos, camadas, explosões aqui e ali de cores, florescimentos, que trazem em si o tempo, a cultura e sua dissolução no vazio cotidiano, ou melhor dizendo, do abismo, do caos cotidiano.
Esse vazio, é preenchido com um vazio estético e epistemologicamente pleno, i.e., premo de significado, basta um olhar.
A obra de Harold Hollingsworth também é caracterizada por erupções coloridas, superfícies ricas e diversão rítmica. Os elementos jogados fora na sociedade e os detritos do nosso ambiente moderno que se tornam poéticos, aos olhos do demiurgo/artista. Esses detritos comuns influenciam o trabalho de Hollingsworth: anúncios desgastados, folhetos de papel descascando das paredes, uma referência a Villeglé (1926-2022) e seus cartazes, que são fontes e momentos de abstração gráfica na vida cotidiana. No passado, Hollingsworth usou imagens familiares, como gráficos de placas de trânsito antigas, letras vintage e modernas, além de números, cruzados com formas naturais e acidentais encontradas na natureza. Obras recentes são traduções mais sutis de formas modernistas que espelham gráficos que estão livres de seu significado original.
Nota do postmaster
Jacques Villeglé (1926-2022).
A partir de 1950 Villeglé começou a colecionar pôsteres rasgados das ruas da cidade de Paris, que depois usava para criar superfícies pictóricas normalmente abstratas, formadas pela colagem e sobreposição sobre tela dos diversos fragmentos recolhidos.
Por: A. C. P. MSc, BSc, MM.
Harold Hollingsworth
Harold Hollingsworth
Bibliografia
(Visita em 18/1/2025)
Publicado em 07/XII/2014
(Atualizado em 18/I/2025)
(Atualizada em 7/II/2025)
























































Nenhum comentário:
Postar um comentário