OS MATERIAIS DE JOSEPH BEUYS
SOBRE O ARTISTA JOSEPH BEUYS
Joseph Beuys (1921-1986), Joseph Heinrich Beuys, nasceu em Krefeld, a 12 de maio de 1921 em morreu em Düsseldorf, em 23 de janeiro de 1986. Foi um artista alemão que produziu obras com diferentes materiais, em vários meios e técnicas, incluindo pintura, escultura, fluxus, happening, performance, vídeo e instalação. Como vimos como artista foi foi desenhista, escultor, artista de ação e instalação, professor, político e ativista. Juntamente com Marcel Duchamp, John Cage e Andy Warhol, é amplamente considerado um dos artistas mais importantes do século XX.
Joseph Beuys (1921-1986), Joseph Heinrich Beuys, nasceu em Krefeld, a 12 de maio de 1921 em morreu em Düsseldorf, em 23 de janeiro de 1986.
Segundo Dália Rosenthal (2011) Joseph Beuys é dono de uma vasta e múltipla produção artística expressa na forma de desenhos, esculturas, ações (performances?), atuação política, educativa e diversos escritos.
Seu trabalho buscou ir além das fronteiras que separavam as diversas disciplinas e ofereceu um caminho para construção de um pensamento de integração.
Dentro deste contexto, encontramos seu Conceito ampliado de arte, que o levou, a partir do final da década de 1960, a elaborar a teoria da Plástica Social, na qual defendia a ideia da arte não apenas como parte integral da vida, mas formadora do processo de organização social: “A Escultura social pode ser definida em como nós moldamos e damos forma ao mundo em que vivemos. É a escultura vista como um processo evolucionário onde todo ser humano é um artista.”
Os materiais de Joseph Beuys são retirados do cotidiano. Falam de um mundo de restos, de sobras, de destruição, decomposição, transitoriedade. Suas escolhas estão fortemente relacionadas com a realidade da Alemanha do Pós-Guerra e sobretudo com o elemento biográfico.
Beuys, segundo ele mesno nos conta, foi abatido durante a última grande guerra (WWII), no Fronte da Criméia, quando pilotava um avião Stuka das Forças Armadas Alemãs.
Beuys foi recolhido pelos membros de uma tribo tártara e cuidado por eles.
Embalsamado em gordura animal e recoberto de feltro, progressivamente reaquecido e reconduzido à vida, Beuys conservou na lembrança este acontecimento. Não nos interessa aqui saber se esse fato realmente aconteceu, se se trata de uma realidade do passado. O fato é que esses elementos fazem parte dessa “lenda” individual, do mito do artista, e desempenham um conceito chave na produção da pessoa de Beuys como artista.
Sem dúvida é esta a lembrança que devemos ter em mente ao encontrarmos materiais como o feltro e a gordura animal em seus trabalhos.
podemos observar como os materiais carregam em si os aspectos formais da obra. Geralmente, em Beuys, a cor é somente a cor do ma terial. Não há processo de coloração das obras.
Ao nos depararmos com suas obras, somos levados a crer que há algo muito importante presente em suas escolhas, tais como: feltro, mel, cobre, cera, gordura animal, terra, palha, asfalto, madeira, rochas, ouro e tantos outros materiais. Primeiramente esses materiais são apresentados como aparecem na realidade, ou como são retirados da natureza. E segundo, essas escolhas podem estar nos indicando algo da ordem do imaterial, de uma energia dispendida ou condensada, conduzida ou acumulada a partir de trabalho humano, antes de se tornar um produto “vendido no mercado”.
Para Beuys a arte é uma atividade criativa fundadora de novos movimentos nas vivências do homem, e em Beuys, os materiais são eles mesmos, no sentido de que não constituem matéria-prima para a criação de outra forma específica.
Suas características essenciais entram em relação, a partir da sua presença em um mesmo recinto. O material nos permite experimentar sensações de estranhamento e identificações com determinadas realidades e é esta a incógnita que move todo pensamento na obra de Beuys.
Em Beuys, alguns materiais são condutores de energia: cobre, zinco, ferro, chumbo (metais), permitindo sua transmissão, de um ponto a outro, de um local a outro.
Outras substâncias atuam como isolantes, como o ar, o vidro, a madeira, o feltro.
Como podemos perceber os materiais utilizados por Beuys o são não somente em função de seus aspectos, mas em função de suas propriedades físicas inerentes a eles. Não é apenas a aparência que está em jogo, mas todo um arcabouço de informações que se depreende do material utilizado pelo artista como também de relações estabelecidas entre eles, i.e., entre a escolha do material, a ideia (plasmada na relação entre os materiais) e a forma usada para expressar essa ideia.
Para Beuys os objetivos gerais desta organização foram descritos da seguinte forma: "Apenas a arte é capaz de desmantelar os repressivos efeitos do antigo organismo social que continua a vigorar (...) e deve ser desfeito para a construção do ORGANISMO SOCIAL COMO UM TRABALHO DE ARTE.
A mais moderna disciplina de arte - Escultura Social/Arquitetura Social - apenas poderá fluir quando todas as pessoas se tornarem criadoras, (...) arquitetos do organismo social. Nós temos que sondar a origem da livre potencialidade da produtividade individual (criatividade). A capacidade humana de tornar os pensamentos ativos, os sentimentos ativos e os desejos ativos, em suas mais amplas formas pode ser compreendida como um meio escultural correspondente ao conceito de escultura dividido em três elementos: indefinido - definido - movimento."
TODO SER HUMANO É UM ARTISTA
A "Organização para Democracia Direta mediante Referendo Livre" é um grupo que busca estimular a organização de muitos grupos ou centros de informação semelhantes e se esforça para uma cooperação mundial.
Bibliografia
(Este texto é uma adaptação minha de Luís Carbogim do artigo "FORMAS E FORMULAÇÕES POSSÍVEIS ENTRE A ARTE E A VIDA: Joseph Beuys e Kurt Schwitters" de Elida Tessler).




















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