Vladimir Maiakovski:
Meu maio
Maior poeta russo do século XX, Vladimir Maiakovski (1893-1930) defendia que “sem forma revolucionária não há poesia revolucionária”.
Sua obra ajudou a verter para a poesia os ideais da grande Revolução Russa (1917) e foi traduzida, no Brasil, por nomes do porte de Boris Schnaiderman e os irmãos Augusto e Haroldo de Campos.
Meu Maio, poema de Maiakovski que o Prosa, Poesia e Arte reproduz hoje, véspera do Dia Internacional do Trabalhador, está entre suas melhores composições. Confira.
Vladimir Maiakovski é o presente de ouro para os trabalhadores modernos que impõe energia humana para fazer brilhar a riqueza que, amiúde, escapa de seus pequenos bolsos.
"Meu Maio"
de Vladimir Maiakovski
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!
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