INÍCIO

29 maio 2020

HOJE SOMOS 200 MILHÕES DE TROUXAS

200 MILHÕES DE TROUXAS 








Desde 2015 esse discurso mentiroso (de que estamos falidos) mandou e desmandou no 
país.
No entanto, tudo era implementado sem aparente controvérsia. O discurso hegemônico esmagava qualquer espaço para o contraditório, para que os economistas não alinhados com a ortodoxia pudéssemos apresentar ao grande público nossas propostas. Em nome de uma neutralidade derivada de um suposto “tecnicismo”, a corrente do financismo deitava e rolava sozinha e sem contraponto. E vieram a reforma trabalhista, a Emenda Constitucional 95 (mais conhecida como PEC do fim do mundo), a reforma trabalhista, a reforma previdenciária, as privatizações 
e otras cositas más.




Enfim, 
FALÁCIAS que operavam como argumento para pressionar o Congresso Nacional a ser mais dócil às propostas apresentadas pelo Executivo, em sua cruzada a favor da 
DESTRUIÇÃO DO ESTADO 
e do desmonte das políticas públicas.

*

“Se não aprovarmos a Reforma Trabalhista, as empresas quebram. Será o único modo de reduzir o desemprego”.

*

“Os direitos previstos na Constituição de 1988 não cabem mais no Orçamento da União”.

*

“Se não for aprovada Reforma da Previdência, 
o Brasil quebra”.

*

“O governo não tem mais recursos. A política de corte de gastos em políticas sociais é inevitável”.



Um breve corte para o momento atual e para a gravidade da crise provocada pela covid-19.
Pois o fato é que até mesmo os neoliberais mais empedernidos 
passaram a concordar e a recomendar que a saída para todos nós passa pelo aumento imediato e vigoroso dos gastos públicos. 
Peraí, mas como assim? 
Se antes não havia recursos para que fossem desenvolvidas as diretrizes constitucionais, como agora o governo pode voltar a gastar de uma hora para outra? 
Oh, santa heresia!


Pois a verdade é que NUNCA HOUVE FALTA de recursos para o desenvolvimento de políticas sociais e mesmo para as necessidades de investimento em áreas essenciais e estratégicas. 

O principal problema sempre foi a falta de vontade política de utilizar o instrumento da administração pública para levar a cabo esses projetos. 
E dá-lhe cortar despesas no orçamento na área social, ao passo que seguia leve, livre e solto o gasto com a dimensão financeira,
 pagamento de juros da dívida pública.



Bibliografia








(29/V/2020)

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