Imagem da contemporaneidade
Uma boa parte (considerável) das pessoas do mundo, "são mantidas vivas mediante o que a estrutura da nossa economia define, com mais do que uma insinuação da condenação que toda anormalidade merece, com "transferências secundárias" - a dependência que as estigmatiza como um fardo para os assalariados, para os ativamente envolvidos na vida econômica, para os "contribuintes".
Não requeridas como produtoras, inúteis como consumidoras - elas são pessoas que a "economia" com sua lógica de suscitar necessidades e satisfazer necessidades, poderia muito bem dispensar. O fato de estarem por perto e reivindicarem o direito à sobrevivência é um aborrecimento para o restante de nós.
Sua presença não poderia ser mais justificada em função da competitividade, eficiência ou quaisquer outros critérios legitimados pela razão econômica dominante. Não há emprego suficientemente significativo para todas essas pessoas e não há muita perspectiva de, algum dia, equiparar o volume de trabalho com a multidão daqueles que o querem e o necessitam para escapar à rede de "transferências secundárias" e ao estigma a ela associado".
Assim, os seres humanos são qualificados pelo aspecto político do capitalismo o neoliberalismo que as trata como descartáveis, cidadãos de segunda categoria que na ótica do mercado não deveriam existir. Todavia elas insistem em existir e serem visíveis, reividicando seu espaço de seres humanos.
Estamos longe de sermos inclusivos e longe de sermos humanos com nossos semelhantes. Depois das manifestações de julho de 2013, um aspecto ficou claro para o mundo, como classe média somos uma classe sem empatia, egoista, que não reconhece a alteridade do outro, somos escravocratas, ignorantes, preconceituosos, machistas, misóginos, homofóbicos, que professam os valores de uma elite que se mostra destruidora do meio ambiente, demagoga e desinformada.
Somente uma revolução para que restauremos a ordem e onde sejam produzidas consciencias inclusivas, empaticas, e tolerantes com o outro.
Não requeridas como produtoras, inúteis como consumidoras - elas são pessoas que a "economia" com sua lógica de suscitar necessidades e satisfazer necessidades, poderia muito bem dispensar. O fato de estarem por perto e reivindicarem o direito à sobrevivência é um aborrecimento para o restante de nós.
Sua presença não poderia ser mais justificada em função da competitividade, eficiência ou quaisquer outros critérios legitimados pela razão econômica dominante. Não há emprego suficientemente significativo para todas essas pessoas e não há muita perspectiva de, algum dia, equiparar o volume de trabalho com a multidão daqueles que o querem e o necessitam para escapar à rede de "transferências secundárias" e ao estigma a ela associado".
Assim, os seres humanos são qualificados pelo aspecto político do capitalismo o neoliberalismo que as trata como descartáveis, cidadãos de segunda categoria que na ótica do mercado não deveriam existir. Todavia elas insistem em existir e serem visíveis, reividicando seu espaço de seres humanos.
Estamos longe de sermos inclusivos e longe de sermos humanos com nossos semelhantes. Depois das manifestações de julho de 2013, um aspecto ficou claro para o mundo, como classe média somos uma classe sem empatia, egoista, que não reconhece a alteridade do outro, somos escravocratas, ignorantes, preconceituosos, machistas, misóginos, homofóbicos, que professam os valores de uma elite que se mostra destruidora do meio ambiente, demagoga e desinformada.
Somente uma revolução para que restauremos a ordem e onde sejam produzidas consciencias inclusivas, empaticas, e tolerantes com o outro.
(11/XII/2014)
Bibliografia
Bauman, Zigmunt. O mal estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro/RJ, Jorge Zahar Ed. 1998.
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