INÍCIO

13 novembro 2009

O DISCO DO CÉU DE NEBRA

ARQUEOASTRONOMIA

O DISCO DO CÉU DE NEBRA

Tomei a liberdade de copiar a imagem publicada pela Wikipedia sobre o uso do disco de Nebra e acrescentei algumas linhas que certamente os antigos povos nórdicos tinham em mente quando usavam o disco. (Para uma maior apreciação dê uma olhada nos sites de referência abaixo para ter uma idéia do uso e das fases pelas quais passou o disco de Nebra.)

Disco de Nebra

Há 3600 anos, ainda na idade do bronze, no sudoeste europeu, onde hoje é a Alemanha descobriu-se um disco de cobre. Esse disco traz uma representação esquemática do cosmo. Alem disso, podem estar contido ali as datas dos solstícios e os equinócios da época e as estrelas as quais eles achavam importante admirar. Seja para prever a época de plantar ou para prever o inicio das estações do ano. São hipoteticamente representações e marcações astronômicas de uso prático daquele povo. Mostra o horizonte, constelações visíveis no céu e uma figura mitológica: A Barca Solar. Tal representação é recorrente na Idade do Bronze, aparecendo desde entre os egípcios, na Barca Solar de Khufu e aos escandinavos, na Carruagem Solar de Trudholm.

Um grupo de cientistas alemães decifrou o significado de uma das mais espetaculares descobertas arqueológicas recentes: o disco celeste de Nebra era usado como um avançado relógio astronômico.

O disco celeste de Nebra


A descoberta

A descoberta do disco de Nebra teve repercussão mundial quando anunciada ao público em 2002. Agora a utilidade do instrumento de 3600 anos de idade não é mais alvo de especulações.
Um grupo de acadêmicos alemães estudou o achado arqueológico, e as evidências sugerem que o disco era usado como um complexo relógio astronômico para a sincronização dos calendários solar e lunar.
"É um evidente acréscimo ao que sabíamos sobre o significado e função do disco celeste", diz o arqueólogo Harald Meller.


Um décimo-terceiro mês?
Diferentemente do calendário solar, que indica a posição da Terra em sua trajetória ao redor do Sol, o calendário lunar é baseado nas fases da lua.
Um ano lunar é 11 dias mais curto do que um ano solar, porque 12 meses sinódicos – ou 12 retornos da lua à fase nova – levam somente 354 dias, enquanto a Terra termina seu movimento de translação em 365.



28/07/2004 - 23h10


Enigmático disco estelar de Nebra é exposto após ser restaurado

HALLE, Alemanha, 28 Jul (AFP) - O enigmático disco estelar de Nebra, que data de 3.600 anos atrás e é a mais antiga representação do Firmamento já conhecida até hoje, foi apresentado nesta quarta-feira em Halle, no leste do Alemanha, pela primeira vez desde que foi restaurado recentemente por especialistas.
O disco representa a visão do céu e do universo da Idade do Bronze e foi encontrado em julho de 1999 por dois ladrões de túmulos em uma pequena elevação perto de Nebra (leste), 270 quilômetros ao sudeste de Berlim.
A peça de bronze será a principal atração de uma exposição no estado federado da Saxônia-Anhalt (leste), onde Nebra fica, intitulada "O céu forjado - o amplo mundo no coração da Europa há 3.600 anos". Depois, o objeto será apresentado ao público no Museu Regional da Pré-História de Halle, de 15 de outubro de 2004 a 24 de abril de 2005.
"O disco não é uma descoberta-chave apenas para a arqueologia, mas também para a astronomia e a história da religião", comentou Harald Meller, um dos peritos que colaboraram na restauração do precioso artefato, de valor inestimável.
Os danos causados pelos ladrões não foram alterados no trabalho de recuperação da peça, porque isso também pertence a sua história, acrescentou Meller.


Após uma odisséia de vários anos, partes do disco foram recuperadas pela polícia na Suíça em 23 de fevereiro de 2002, que simulou a compra dos objetos e deteve os ladrões, condenados em setembro de 2003 por uma corte de Naumburg (leste).
No disco de 32 centímetros de diâmetro, quase perfeitamente circular, estão representados em incrustações de ouro um barco, o sol, a lua cheia e estrelas.
Com a ajuda de dois arcos que se encontram nas bordas da peça, pode-se determinar os solstícios de inverno e de verão. Sete pontos de ouro representam as Plêiades (pelas sete irmãs, filhas de Atlas, da mitologia) na constelação de Taurus, tal como eram vistas há 3.600 anos.
Em relação à descoberta, a partir de setembro próximo uma equipe de especialistas das universidades alemãs de Halle, Jena e Friburgo vai começar a analisar 24 construções da Idade de Bronze, processo que pode levar vários anos.
O objetivo também é investigar a origem e o sentido de mais de 12 fossos circulares que podem ter sido usados para rituais, já que túmulos foram encontrados em suas imediações. Além disso, os arqueólogos vão pesquisar 12 povoados assentados sobre pequenas elevações onde o disco estelar foi encontrado em 1999, entre outros objetos.
O projeto arqueológico é financiado pela Comunidade Científica da Alemanha com um investimento de 3,3 milhões de euros (cerca de 4 milhões de dólares).






Bibliografia





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