segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

QUANDO ARTE É IDEIA

ARTE ENQUANTO IDEIA

"Toda hostória é, esta claro, uma imagem e uma ideia, e quanto mais elas estiverem entremeadas melhor terá sido a solução do problema"(Henry James in: Alberto Manguel. Lendo imagens)





“O som de sua voz é doce como o vinho antigo e eu embriagado em meio as flores sou seu cativo enquanto ouço suas palavras” (Poema de amor - antigo Egito 1300 a.C.). 
Esse pequeno poema encontrado no antigo Egito apresenta uma situação onde duas pessoas enamoradas uma da outra apresentam-se cativas desse sentimento que experimentam mutuamente. Se entreolham, dialogam. Veem-se e escutam-se mutuamente. Diria mais do que isso, estão ligadas por algo que dão o nome de "amor". 
Contemplam-se mutuamente mediados por algo; veem-se, olham-se, enxergam-se através de seus corpos físicos porque não veem somente a figura, a forma, as artérias e veias , os músculos, por onde corre o sangue, nem veem os nervos por onde correm na velocidade da luz impulsos nervosos, nem ouvem-se apenas porque que são tocados pelas ondas mecânicas produzidas pela vibração do ar em suas pregas vocais, nem tocam-se somente porque tem músculos, pele, e ossos... tocam nisso tudo... mas estão cativos, ganharam a sintpatia um do outro, a estima... Como dizem "o que mais cativa e alucina é uma certa beleza diabólica, que ninguem define"...

Comparo esse poema de amor do antigo Egito ao fenomeno que acontece quando estamos contemplando uma obra de arte, produto de uma ideia que não a minha mas que fala diretamente a minha alma, à minha mente… Entretanto a maioria das pessoas dizem que as obras de arte são herméticas, indecifráveis, falam numa outra língua ou simplesmente não querem dizer nada. 
Ora, é muito dificil acreditar em qualquer dessas alternativas, por algumas razões entre elas: a obra tem um sentido, o artista enquanto pensador constituiu ali um objeto pleno de significado, eloquente; difícil de acreditar que seria uma investigação vazia de sentido. 
Toda busca conduz a uma conclusão, a um ponto de encontro, e para que se efetue uma busca necessita-se tempo, de  perguntas, de amor, ninguém busca voluntariamente o que não quer manter... estar procurando algo é gastar tempo e ninguém quer perder esse valioso componente da vida.
A obra, então organizada e modelada está exposta a nossa frente, nos olha desde sua subjetividade soturna; desafiante, enigmática como uma esfinge. Ela fala para o eu (nossa alma no sentido grego) dentro de nós mesmos, estabelece um diálogo. O inelutável modo de sua visibilidade se cumpre pela vida interrogativa e olhar penetrante. Heráclito diz no fragmento 93: "O senhor, de quem é o oráculo em Delfos, nem diz nem oculta, mas dá sinais". Sinais… imagens, diagramas, metáforas… 
Ali é a margem de um rio, e eu aspiro viver do outro lado daquela margem onde toda a ideia faz morada. Ela é uma porta, um portal para o entendimento de um outro intelecto, um outro mundo visto por alguém, uma outra “umwelt” (uma visão de mundo particular, baseado em um modo particular de perceber o que me rodeia). A percepção que é uma função do nosso cérebro atribui significado a estimulos sensoriais, a partir do histórico de vivências passadas de cada um. É através da percepção que organizamos e interpretamos nossas impressões sensoriais provindas da “obra”, do mundo, para atribuir-lhe significado. 
A minha busca consiste na aquisição, seleção, interpretação, e organização das informações obtidas pelos sentidos. De certa forma essa capacidade nos torna mais adaptados ao meio ambiente como seres vivos. Nosso comportamento esta baseado na interpretação qe fazemos da realidade e não da realidade em si. Assim, nossa percepção de um evento qualquer esta ligado ao 1) nossos olhos (o que podemos ver, ou o que estamos vendo, o que se vê) e ao 2) conhecimento anterior que temos do mundo. Desse arranjo depreende-se que quando maior o conhecimento anterior ao estimulo (o que estou vendo) maior será a probabilidade de que eu estabeleça uma relação de diálogo com a obra, com essa realidade. Da mesma forma pode-se afirmar que quanto maior o número de obras de um mesmo artista e quando mais tempo eu permanecer frente a obra maior será a zona de probabilidade onde eu encontro um significado para o que vejo. Poderiamos ainda continuar especulando esse universo das inferências Bayseanas mas este texto não é para esse fim.
Existe um lugar desde o qual podemos nos espantar, nos maravilhar e ver o mundo de outra forma e este lugar é a arte.
A arte nos coloca o mundo diante de nós como se o víssemos pela primeira vez, ela nos faz divagar, refletir, pensar, desacelerar, parar, resistir. 
Se Platão e Aristóteles nos indicam com precisão a “experiência” que dá origem ao pensar filosófico como um espanto e admiração, então, a arte também inicia sua reflexão pelo estranhamento, pelo espanto. 
Platão e Aristóteles identificam esse momento como “thauma ou pathos”. O que os gregos chamam de “thauma” (do grego: θαῦμα, ατος, τό = o espanto, a admiração, a perplexidade ou também páthos: do grego = πάθος = vertigem, espanto, despertar de uma emoção, maravilhar-se). 
Aristóteles idendifica pathos como um modo essencial que move e impulsiona o homem no mundo, (para ele devemos conhecer essa emoção, nomeá-la, descrevê-la e conhecer suas causas, bem como a maneira que ela é excitada). Como diz Almeida (2007): “O juízo é operado pela percepção sensível ou pelo pensamento discursivo (a dianóia); no primeiro caso refere-se ao agradável e ao penoso; no segundo ao bom (o útil ou belo) e ao mal (o nocivo ou feio). Qualquer que seja a forma, a faculdade de julgar enuncia, assim, o que é desejável. (...) a faculdade de desejar é a faculdade motora.”A conclusão de Aristóteles era que se escolhessemos a virtude e reconhecendo a importância das emoções em nossa vida alcancaremos a eudaimonia (εὐδαιμονία = desenvolvimento humano, felicidade, bem estar ou bem viver em sociedade).

Pode-se imaginar que essa função está a cargo da arte uma vez que a arte nos apresenta uma nova forma de ver o mundo. Assim, instaura em nossa mente um espantamento, um maravilhamento. 
Logo, a arte é um filosofar através de imagens, mediado por imagens, sons, sensações. 
A arte tem como matéria a ideia. São ideias que se tocam, se trocam por outras ideias… Como dizia Heráclito: “por fogo se trocam todas (as coisas) e fogo por todas, tal como por ouro mercadorias e por mercadorias ouro”. A arte é o fogo que mantém nossa mente contemplativa, espantada…
Arte é a expressão estética de uma intecionalidade e ideia a imagem, conceito que também traz implicito uma intencionalidade. Assim arte e ideia coincidem, converge, pois o material da arte são as ideias e as ideias transformam nosso pensar e agir no mundo. 

É a arte a fronteira entre a ignorância e o entendimento o início do pensamento, um ato fundador, originário de um conceito antes externo, agora interno que entrou em nossa mente através da obra.
Ora, a ideia (razão, logos) definem o homem como um ser político.
É na pólis, na comunidade compartilhada que se desenvolve a arte, mesmo a arte das cavernas pressupõe uma coletividade. Assim, o homem através de sua relação essencial com o ente (ser) das coisas e com o seu desvelamento, desocultamento, é o “métron” (μέτρον), o logos (λέγω: lego eu digo, conto, explico e também: argumento da razão, ordem, conhecimento) com o qual traz à existência, desvela para o mundo. Até mesmo a Biblia cristã da grande destaque ao verbo (apesar das inumeras interpretações e controvérsias existente sobre esse trecho, assim João inicia o relato da criação: Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ Λόγος, καὶ ὁ Λόγος ἦν πρὸς τὸν Θεόν, καὶ Θεός ἦν ὁ Λόγος = En archē ēn ho Lógos, kai ho Lógos ēn pros ton Theón, kai Theós ēn ho Lógos: No início era a Palavra, e a Palavra estava com (em direção a) (o) Deus, e Deus era a Palavra; Latin: In principio erat Verbum et Verbum erat apud Deum et Deus erat Verbum).uu

Podemos abraçar o conhecimento absoluto de algo? provavelmente não, mas com certeza podemos afirmar que aquela ideia ali em nossa frente é uma fronteira que se abre para a “verdade” uma verdade do tempo; um vislumbre de um modo particular de ver, que alguém modelou, plasmou na obra. 
A verdade não esta ali mas ela se constitui numa evidência de que uma verdade foi vista e embora esteja longe de nossa posse, ela pode ser o agente motor de nosso movimento. É um caminho, uma porta que foi aberta. Devemos entrar. 
Pode-se argumentar que a ideia ali exposta não seja verdade ou esteja longe da verdade ou seja uma mentira. Todavia, mesmo assim seu aparecimento no mundo nos coloca um problema que merece ser resolvido pelo intelecto pela alma. Não estaremos tão desamparados como Zenon de Eléia que diz que o movimento não é possível, ou Aristóteles quando comenta um livro de Democrito de Abdera, se referindo a divisibilidade de um corpo. Pois chegaríamos a um estado em que nenhuma magnitude poderia ser divisível e se assim fosse tudo seria feito de nada, e declinaria no nada, deixando de existir, o que não é possível. 

A obra nos coloca uma porta que através da qual se descortina um horizonte. Não o nosso horizonte físico, mas um horizonte intelectual, psiquico, imaterial posto que é conhecimento.
Ela nos olha em sua inelutável e inexpugnável fortaleza diáfana (διαφανής: δια = diá: através de + φαίνω: phaino: τό φῶς φαίνει = to trazer em direção a luz, brilhar, mostrar); como nos diz Didi-Huberman (1998); e continua: “toda a visão só se pensa e só se experimenta em ultima instância numa experiência do tocar, e citando Merleau-Ponty, lembra que todo visível é talhado no tangível, todo ser tátil (é) prometido de certo modo à visibilidade, e que ha invasão, encavalgamento, não apenas entre o tocado e quem toca, mas também entre o tangível e o visível que esta incrustado nele. Toda visão efetua-se algures no espaço tátil”. 
Nessa porta aberta, Didi-Huberman, parafraseando Joyce, sugere que fechemos os olhos para que possamos ver. Pois o que está diante de nós nos remete, nos abre um vazio que, de sua lonjura nos fala; lonjura que é portanto a maior proximidade. Sua proximidade, no entanto, é a pura proximidade, ou seja a distância. E isso coloca novamente o problema da verdade na obra de arte. 

Devemos nos afastar para ver, fechar os olhos para que possamos enxergar, entrever, divisar.
Outro aspecto a ser investigado é a “criação”, enquanto modalidade de trazer a luz entes diferenciados, i.e., insuflar ideia, forma, eidos, na matéria, no suporte, com a intenção de provocar o espanto, o estranhamento, através da forma, da ideia. 
Ao aparecer na luz o novo ente (conteúdo) se desoculta, se desvela, possibilitando que seu sentido, significado, seja apreendido pelo olho que deseja (olho desejante) esse des-velamento instaura uma clareira, como afirma Heidegger (1998). A ideia se apresenta primeiramente como forma (eidos) e depois como conteúdo (sentido), que então passa a fazer constituir, a residir no fruidor.

A esse alvicúmulo corpo denudado, verdadeiro em sua aparência (existência), permite o conhecimento reflexivo. E então voltamos a Aristóteles, que tenta superar a oposição dos pensamentos de Parmênides de Eléia (que nega a realidade e da mudança e movimento) e Heráclito de Éfeso que via o ser sobretudo como vir-a-ser. Assim, Aristóteles afirma que é possível conhecer o que é o real concreto e mutável por meio de definições e conceitos que permanecem inalterados, deixando de lado o que é meramente acidental ou ocasional.
Existiria uma ciência primeira, a sabedoria (designada como Metafísica) que estuda o Ser e procura enunciar essa ordem subjacente que torna inteligível todos os fenômenos (Rezende, 1986). Sabemos que decorre dai a definição ocidental da essência do homem, ζῶ ον λόγον ἔχον (= zoon logon echon), animal rational, o ser vivo racional (Heidegger, 1998). Todavia, existe uma anedota contada por Bertrand Russell na qual ele afirmava que sempre lhe fora dito que o homem é um ser racional e que ele procurou diligentemente por evidências em favor dessa afirmação, muito embora ele nunca tenha tido a sorte de encontrar. 

Deixando de lado, as idiossincrasias que alguns possam apresentar, pode-se tomar como universal essa característica humana inalienável. Desta forma, nossa racionalidade nos conduz inelutavelmente ao pensamento crítico, e este surge com o espanto o modo único de iniciar a filosofar. O que me olha de sua pura proximidade, instaura para si um locus especial. Desse lugar iluminado emerge, nasce, faz nascer, cresce, brilha um conceito. Em suas múltiplas camadas de sentido, instaura em nossa mente um problema. O que é isso? O que é isso que me olha? Ali estão múltiplos planos nessa linguagem plástica. O plano da expressão e o plano do conteúdo… É uma imagem? Em que suporte? Porque esse suporte? Que grafismo? Que, qual, quais os significados estariam ali ocultos? Meu corpo reage estesicamente. Qual conceito existiria ali? 

A obra não esgota seus significados codificados em seu corpo. Diz Heráclito no fragmento 45: Limites da alma não os encontrarias, todo caminho percorrendo; tão profundo logos ela tem. O "logos" do artista esta na obra... e nem o logos nem o homem tem uma limitação em sua expressão. 
A obra é parte do artista, parte de sua interpretação do mundo, ele próprio um sujeito em construção. O objeto de arte ali fala, observa, produz sensações, me induz a uma articulação entre o sentir e o pensar, ela faz eu me perder para depois me reencontrar no caminho para a significação. 
Ao me espantar, me maravilhar com o que se apresenta, ela passa a dialogar comigo, com minhas ideias; a obra instaura-se como um fenômeno um aparecimento que transmite um saber, uma ideia um conceito. É nela e desde esse lugar privilegiado que nos damos conta que ela aparece e nos indica nos mostra a nós mesmos. Segundo Fogel (1999), “tal saber, em sendo o sentido, é pois orientação e, em sendo orientação, diz o movimento de nascividade e de instauração interessada, o qual os gregos, ao inaugurar-se da tradição, i.e., do interesse filosófico, denominaram “physis” (φύσις), “logos” (λόγος), “psyché” (ψυχή), nomes estes que apontam para variantes ou modulações de uma mesma experiência, de um mesmo “páthos” (πάθος), a saber, o abrir-se ou o revelar-se da experiência de pensar como movimento de conhecer e de saber… Filosofar (pensar) diz este participar, este tomar parte, ou seja, co- e per-fazer este movimento de instauração e nascividade. Isso diz, então co- e per-fazer gênese e é, então, um nascer com, um co-nascer. É isso o conhecimento em sua determinação arcaico-originária: “co-gnoscere”, i.e., co-nascer ou nascer junto, nascer com. Ser sob esse modo, que é o interessado, fazer isso, é ser concreto, é crescer com… isso que cresce, emerge, flora e aflora, aparece, instaura-se é a vida o movimento vida”. 
Diante da obra de arte, diante de uma ideia que nos ausculta, nos observa só há um movimento, a saber, um movimento interessado: investigar, pensar, atravessar a porta para um novo lugar, dar um salto ao um outro plano. É um salto para fora da ação cotidiana, pois os olhos não estão acostumados a investigar, logo se cansam e desistem. Se cansam e desistem porque estão muito dentro do mundo, tão próximo que nem percebem o mistério contido em cada obra em cada passo desse caminho. 

Aparentemente (para o olho desacostumado) nada aparece como um fenômeno, um aparecimento, uma epifania. Tudo é ordinário e sem sentido. Heidegger diz que o olho da multidão não se inclina para perceber aquilo que se mostra num olhar para além. O olho das pessoas é cego para os sinais.
é como o oráculo em Delfos que não diz (explicita) nem oculta, mas dá sinais... 

No fragmento 16 de Heráclito lemos: “to me dinon pote pos an tis lathói” = Το μη δυνον ποτε πως αν τις λαθοι = face ao que nunca declina ninguém pode manter-se encoberto. (Το μη δυνον ποτε πως= o que ja não declina δυνον (adentrar o encobrimento, declinar: láthoi = estar encoberto). 
Ora, declinar, segundo Heidegger (como os gregos o pensavam) é adentrar ao encobrimento, mas não deixar de ser ou passar ao não ser. Assim, penetrar no que se oculta é o que Hegel chama de Universum = o que se descobre e se oferece para fruição (Heidegger, 2002). Para pensarmos como um pensador, devemos não apenas perguntar: o que é isso o que agora vejo, mas o que faz com que isso seja um conhecimento para mim. O que caracteriza “isto” que esta “sendo” na minha frente? Nesse momento já atravessei a soleira da porta e a vejo a partir de dentro da obra. Ali encontro como um fio de Ariadne, que deixado propositadamente me olha desse lugar onde só a ideia pode habitar, co-habitar, o nosso pensamento deve ultrapassar o que se mostra à fruição. 
Nesse salto que damos, encontramos o sentido do ser da obra, o seu significado, escondidos nos estratos ocultos e misteriosos desse ser. Juntos agora vigoramos como um saber, como uma única ideia. O que aparece apartar de si mesmo ou surge por sua presença mesmo é o seu próprio ser, i.e., seu significado sua entidade, como particípio (o que é que caracteriza isso que tem sido ante meus olhos? ou gerúndio (o que distingue, põe em evidencia isto que esta sendo?). Devo experimentar essa inquietação que a presença desse “objeto que esta sendo” e no qual eu me detenho, para apressadamente iniciar a pensar (pensar sem descanso) esse sobressalto esse maravilhamento que me olha, que me fala desde sua singularidade. Eu devo então traduzir o que ela me diz e interpretar esse discurso que acontece no tempo e para o tempo, para juntando tudo amalgamar-me com o que é. As sentenças que surgem são interpretações dos diferentes significados contidos ali naquela ideia feito obra. Ela diz o que quer dizer para quem quiser ver e ouvir. 



Bibliografia

Heidegger, M. Heráclito. A origem do pensamento ocidental. Rio de Janeiro, R. Relume Dumará, 1998

Souza, José Cavalcante. Os pensadores - Pré-Socráticos Vol. I. São Paulo, SP; Ed. Nova Cultural; 1989.

Rezende, A Org. Curso de Filosofia. Rio de Janeiro, RJ. Jorge Zahar Editor/ SEAF; 1986. Rio de Janeiro; Nova Fronteira, 1999.

Manguel, Alberto. Lendo imagens. São Paulo, SP, Companhia das Letras, 2003.

Ferreira, Aurélio B. H. Novo Aurélio Século XXI.

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http://biblehub.com/greek/5316.htm (visitado 27/12/2014)

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http://www.gemenetzis.gr/images/article_pdf/vcdb20120320.pdf (visitado em 28/12/2014)

O estatuto das paixões segundo Aristóteles. Juliana S. de Almeida, in: Revista Eletrônica de Filosofia: Polymatheia.
http://www.uece.br/polymatheia/dmdocuments/polymatheiav3n3_estatuto_das_paixoes_segundo_aristoteles.pdf (visitado em 29/12/2014)

http://pt.wikipedia.org/wiki/No_princ%C3%ADpio_era_o_Verbo (visitado em 29/12/2014)

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