quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

IMAGENS DA CONTEMPORANEIDADE

ECONOMIA E ÉTICA

Uma boa parte (considerável) das pessoas do mundo,  "são mantidas vivas mediante o que a estrutura da nossa economia define, com mais do que uma insinuação da condenação que toda anormalidade merece, com "transferências secundárias" - a dependência que as estigmatiza como um fardo para os assalariados, para os ativamente envolvidos na vida econômica, para os "contribuintes". Não requeridas como produtoras, inúteis como consumidoras - elas são pessoas que a "economia" com sua lógica de suscitar necessidades e satisfazer necessidades, poderia muito bem dispensar. O fato de estarem por perto e reivindicarem o direito à sobrevivencia e um aborrecimento para o restante de nós. Sua presença não poderia ser mais justificada em função da competitividade, eficiência ou quaisquer outros critérios legitimados pela razão econômica dominante.  Não há emprego suficientemente significativo para todas essas pessoas e não há muita perspectiva de, algum dia, equiparar o volume de trabalho com a multidão daqueles que o querem e o necessitam para escapar à rede de "transferências secundárias" e ao estigma a ela associado".






Bibliografia

Bauman, Zigmunt. O mal estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro/RJ, Jorge Zahar Ed. 1998.

Nenhum comentário: