sábado, 2 de agosto de 2014

VOYEURISMO E CONTEMPLAÇÃO

Sobre minhas imagens 

Sim, foi proposital o recorte que fiz da obra do Alair Gomes. No recorte que fiz da obra quero enfatiza um olhar sobre o clássico. Com relação as fotos que faço estão muito aquém das do Alair Gomes, visto que as minhas são registros (ícones) apenas de momentos. Apresentam, sim, um certo viés ou  uma dimensão "voyeuristica" semelhante aquela do Alair, ou ligeiramente diferente, uma vez que as figuras registradas tinham conhecimento de que a foto poderia estar sendo feita (como se uma foto pudesse ser separada dessa dimensão "voyeuristica", ou desse viés). 
O que tenho tentado modestamente fazer é trazer a idéia de "narrativa", todavia truncada, cortada, que não se atualiza em nenhum tempo. São sucessões de momentos sobrepostos, são imagens para um fim que não elas mesmas, como colagens, elas são superpostas e justapostas, tentando se afastar um pouco da idéia de voyeur. As minha imagens (registro) do mundo, são como algumas de Marc Morrisroe, que registram parte do ocorrido e da vida cotidiana.  Enquanto o Alair, em suas "suites" trás o olhar desejante para o primeiro plano. Acredito que nas imagens do Alair exista uma narrativa explícita nas sequências que ele toma na praia daqueles jovens se exercitando,  trabalhando questões eminentemrntes subjetivas. Já as fotos que apresento como colagens cotidianas, tem a função de apresentar um conceito inerente, seja de duração, finitude, vida e morte, o que as aproxima do conceito ou gênero "vanitas", que trata da brevidade da vida. A estesia vem antes da contemplação das imagens mais do que um ato "voyerista" dos corpos denudados e desvelados nas obras. 








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