domingo, 11 de dezembro de 2011

A ALTIVEZ DE UM SONHO




 A ALTIVEZ DE UM SONHO

O mais interessante nessa imagem histórica que pode ser vista acima é o que esta ao fundo. Encurralados entre a parede e o numinoso primeiro plano, criaturas desaventuradas que se outorgaram o título de defensores da lei e da ordem. Eles estão acima não por merecimento, nem por escolha popular como se dá num estado livre de direito. Estão acima pelo poder que faz deles senhores da vida e da morte. Estão acima pelo terror que suscitam seu métodos e pela violência que institucionalizaram. Sádicos reacionários que queriam a subserviência da população. Queriam a alienação total como eles próprios estão acostumados dioturnamente a repetir: sim, senhor, não senhor... sem pensar nem criticar.  
Enquanto a jovem Dilma respondia a essa corte ilegítima os supostos juízes disfarçadamete escondiam a cara da história... todos estão com a mão frente ao rosto disfarçando sua presença... Pois sabiam que o  que faziam era tentar matar dentro do peito da juventude a sentido da liberdade, da contestação, de democracia... 
Naquela foto quem está sendo julgado e se escondendo dos crimes são esses supostos juízes. 
Eles não querem aparecer, agem como fazem todo dia os marginais, criminosos comuns quando são capturados em seus delitos. 
Diante da lente, eles se escondem. Não querem ser reconhecidos, nem pelos seus familiares nem pelo mundo. Eles se transformaram em objetos de seus temores: são eles que estão sendo julgados. Não a altivez da utopia e a coragem do sonhar com um Brasil democrático, a coragem de lutar por um ideal humano. 
Quem esta no banco dos réus sendo julgado, são os próprios juízes-militares, sem escrúpulos e facínoras. 
Não estão servindo a Justiça, mas aos interesses criminosos do sistema ao qual subservientemente obedecem e que por um golpe ascenderam ao poder.
Diante das lentes que os registraram eles se metamorfosearam-se em imagens-coisas. Sentiram-se tornarem-se objetos de um sistema corrupto e corruptor, pois, diante da destruição do futuro a única saída é a luta, a violência. 
Os supostos juízes militares transformaram-se em objetos e ali permaneceram coisificados pelo regime que defendiam, pregavam e sustentavam, enquanto o sonho criou asas e floresceu em liberdade interior que se extravasou em altivez e dignidade na figura elevada e enobrecida da jovem revolucionaria Dilma.  

Um comentário:

Fernando Munhoz disse...

Carlos boa noite!

Seja bem-vindo ao mundo cheio de absurdos do D.S.L. Espero que goste da leitura letárgica que eu estou acostumado a proporcionar aos meus queridos parceiros. Vou te linkar lá na lista de favoritos tá bom? Grande abraço.