domingo, 21 de agosto de 2011

ARTE CONTEMPORÂNEA




A arte do ponto de vista de Joseph Beuys
vista a partir de uma de suas obras

Joseph Beuys é um artista alemão nascido no inicio do sec. XX. Em sua conceituação importam as significações dos materiais nas representações de suas obras, utilizando materiais naturais como cobre, feltro, mel, gordura, entre outros, procurando unidade entre cultura, civilização e vida natural. Em fig. 119. “Vassoura de prata e vassoura sem pelos, 1972”  com as especificações – vassoura ( madeira, crina de cavalo) com 1 mm de prata, 139x51cm – vassoura (cobre maciço) com feltro, 130x51cm ocorre esta representação de materiais.
Para exemplificar tais questões escolhemos a obra citada em que a partir da singularidade dos objetos, os quais são constituídos por diferentes materiais porem iguais na sua forma.  No entanto, teriam a mesma função social, demonstrando o caráter questionador da arte.  O que conduziria à visão de mundo através de parâmetros sociais, politicamente engajados. Observando atentamente suas obras podemos notar que suas influências vão desde Nietzsche (no que concerne ao humano e ao super-humano) à antroposofia (no sentido dado por Steiner que a apresenta como: “um caminho para se trilhar em busca da verdade que preenche o abismo historicamente criado desde a escolástica entre fé e ciência”), da botânica (proteção a natureza) à revolução francesa (igualdade entre todos os seres humanos), o que culmina em sua visão de mundo engajada politicamente no qual ele afirma sempre através de suas obras que “a revolução somos nós”, ou “todos ser humano é um artistas”, assim, enfatizando que a transformação social seria a maior obra de arte humana necessariamente coletiva e essencialmente plástica. A arte vista através dessa obra, me remete ao que ele pensava como essência para os metais (prata e o cobre): elementos de condução. Desta forma os metais estão a meio caminho da plasticidade que apresenta a gordura ou cera que elevando-se mesmo que pouco a temperatura se fundem e voltam a solidificar-se diminuindo-a. Nossa vida como a arte deve ser plástica e gerar plasticidade, assim como a arte mostrada em suas obras.

(Texto cooperativo: Antonio Carlos Paim, João Alberto Rodrigues, Willian Ansolin, Aline Zydek, Tiele e Zaira; Cadeira de Semiótica - UFRGS)

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