terça-feira, 19 de abril de 2011

FERNANDO HENRIQUE E AÉCIO NEVES

Fernando Henrique, Aécio Neves versus Brasil

Em virtude de fatos recentes no cenário nacional brasileiro eu me questiono sobre minhas escolhas políticas dos últimos anos...
Eu tinha o ex-presidente em grande consideração devido a sua educação (formal) e a sua atuação centrada e calma em sua vida política pregressa.
Sinto que tenho sido traído na identificação de bons princípios, princípios humanos e éticos, princípios cooperativos e não antagonistas e depreciativos do ser de outros humanos. Não é nada ético nem mesmo estético.
Fiquei profundamente decepcionado com as afirmações de um sociólogo, doutor em sociologia e pensador importante em política antidrogas. Mesmo respeitando seu passado ilustre ele me decepcionou com suas afirmações levianas sobre o povo brasileiro. Há quanto tempo ele pensa dessa maneira? O que é a categoria “povão” para ele? Estará ele empregando de forma pejorativa esse vocábulo? Será que ele sempre pensou assim? Acredito que sim, ele sempre pensou assim, somente agora ele verbalizou seus profundos e arraigados pensamentos a respeito dos membros da sociedade brasileira. Para ele um liberal, todos aqueles que devem ser cooptados ou servir de massa de manobra, ou seja, a totalidade da população brasileira deve ser o alvo da campanha de seu partido. Ele revela-se um pragmático e deixa transparecer que para ele não importam os meios para chegar a um fim. Me decepcionei profundamente com alguém a quem depositava admiração acadêmica e até certa veneração por sua vida pregressa na academia.
Já Aécio Neves foi flagrado dirigindo com carteira de motorista vencida e ainda por cima negou-se a fazer o teste do bafômetro. Ocupando uma das mais altas funções de representante do povo deveria dar o exemplo a todos que o investiram do poder que tem. Com esse ato ele afirma que nada acontece com quem tem poder, e que todos nós brasileiros estamos fadados a sermos representados pela escória da sociedade. Qualquer um que quer apenas o seu bem pode ocupar uma cadeira no senado, pois parece que não esta legislando pelo povo e para o povo, mas para si mesmo e seu bem-estar. Ele afasta minha mente do PSDB partido que eu tinha em alta estima e julgava um interlocutor à altura do diálogo. Assim, meus exemplos todos se mostram frágeis e corruptos, com vícios e o que é pior arrogantes e esnobes. Certamente ambos vieram de uma classe social abastada com tradição de muitas gerações servindo ou se servindo de sua proximidade e de seu parasitismo com o poder. Uma grande pena que as personalidades MODELARES que eu tinha se mostraram vazias, superficiais e descartáveis.
Mas isso foi bom de certa maneira; pois não há um mal que não possa trazer um bem, nesse caso o bem que esses fatos trazem é o nosso afastamento de quem quer usar o povo para seu próprio bem. “Malum quidem nullum est sine aliquo bono.”

 Referência 
http://www.yuni.com/library/latin_4.html

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