terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PRINCIPLES OF BUDISM

Budismo

O Buda histórico nasceu por volta de 566 a.C. no seio de uma família de casta elevada, do clã Shakya, que governava uma região no centro-norte da Índia, hoje Nepal. Atualmente, as referências ao Buda dizem respeito à Siddhartha Gautama Shakyamuni, mestre religioso e fundador do Budismo no séc. VI a. C. Para algumas tradições ele seria, portanto, o último Buda de uma linhagem de antecessores cuja história perdeu-se no tempo. Para os Vixnuistas, portanto seria o nono avatar de Vixnu que segundo as escrituras (Bahagavata Purana e Vishnu Purana) essa ecarnação surgiu para eliminar a matança de animais nos sacrifícios védicos e não ensinava a doutrina advaita(1*). Segundo relatos orais antigos, Buda não se considerava ele mesmo um ser sobrenatural digno de adoração; e para dissuadir as pessoas a adorá-lo, ele comparou-se a uma flor da planta de lótus, nos seguintes termos:
“Brâmane, assim como uma flor de lótus azul, vermelha ou branca nasce nas águas, cresce e mantém-se sobre as águas intocada por elas; eu também, que nasci no mundo e nele cresci, transcendi o mundo e vivo intocado por este. Lembre-se de mim como aquele que é desperto.”
Desde o seu surgimento e ao longo da história o budismo inicial sofreu influências de diversos sistemas filosóficos que foram acrescentadas ao fundo indiano inicial.

O nome Buda

Buda (do sânscrito: buddha, Buda, significa Despertado, Iluminado, esclarecido; do radical Buddh, “despertar”) é um título dado na filosofia budista àqueles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal redescoberta aos demais seres. Por “A verdadeira natureza dos fenômenos”, entende-se: “todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais; tornar-se consciente dessas características da realidade deveria ser o objetivo do homem e, somente assim, seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento e o sofrimento”. Para Siddhartha Gautama não há intermediário entre a humanidade e o divino; deuses também estão sujeitos ao karma (que significa: obra, feito, ação; cuja doutrina ensinava que todos os atos envolviam uma evolução, na alma ou na construção da personalidade, do mérito ou do demérito espiritual) em seus paraísos impermanentes. O Buda é apenas um exemplo, guia e mestre para os seres sencientes(2 **) que devem trilhar o caminho por si próprios.

A historia de Siddhartha Gautama Shakyamuni

O Budismo surgiu da insatisfação de um jovem príncipe, chamado Siddhartha Gautama Shakyamuni (Śākyamuni ou Shakyamuni) [clã de Shakya], que nasceu na cidade de Kapilavastu (3 ***), localizada no centro-norte da Índia, sopé dos Himalaias, atualmente Nepal, no oitavo dia do quarto mês, c. 565-566 a.C. (4****).
Gautama era seu nome de família, que significa "a melhor vaca", e Siddhartha é uma junção do sânscrito Siddhi (realização, completude, sucesso, liquidação de um débito, realizaçã de capacidades supranormais) e Artha (alvo, propósito, meta). Pode ser traduzido como "Aquele cujos objetivos são alcançados" ou ainda "Aquele que cumpriu a meta a que se propôs (na sua vida)".
Conta a tradição que Siddhartha desde seu nascimento levava uma vida tranqüila, luxuosa, cheia de confortos e regalias, sem que nada lhe pudesse dar a idéia das agruras, tormentos e vicissitudes da vida. Seu pai, Suddhodana, era o dirigente local, e sabedor das previsões dos sacerdotes (brahmins) das duas carreiras possíveis para seu filho (1: ele sairia de casa, iria para floresta e tornar-se-ia um grande líder espiritual ou 2: seria um imperador do mundo i.e., cakravartin: “aquele que faz girar a roda do poder”), empenhava-se em mantê-lo afastado das realidades do mundo; assim, proibiu-o de ultrapassar as muralhas do palácio, onde ele usufruía do luxo e da riqueza. Alimentos maravilhosos, contato somente com pessoas bonitas e alegres, bela música, lindas e sensuais mulheres, belos e bem cuidados jardins e pomares, enfim, tudo aquilo que um ser humano pode desejar como agradável para os sentidos. Durante toda sua juventude o jovem príncipe mostrava-se um espírito ansioso, interrogativo e inquieto. Assim, seu pai receoso de perder o herdeiro do seu reino arranjou uma esposa a Siddharta. Ela se chamava Yasodhara, além disso, confinou o príncipe aos andares superiores do palácio, onde mulheres o deliciavam com suas vozes suaves e música inebriante. Todavia, Siddhartha continuou desejoso de conhecer o mundo, e seu pai então permitiu que ele se visitasse ao parque real, embora proibisse que a gente sofredora se aproximasse. Nesse passeio, mesmo com a proibição de aproximação das pessoas sofredoras, pobres, velhos e enfermos, ele avistou um velho enrugado, encurvado que caminhava com bastante dificuldade, apoiando-se sobre sua bengala. Ele ficou intrigado e perguntou ao seu pajem: quem seria aquele, o que o pajem lhe respondeu ser a velhice. Ele ficou impressionado e exclamou: maldito seja o nascimento, pois todos os que nascem tem de envelhecer. Aquilo o deixou realmente horrorizado, porque ele nunca havia se dado conta de que as pessoas envelheciam e entravam em decadência física. Voltou ao palácio sem visitar o parque. Nas segundas e terceiras saídas do príncipe ele encontrou um homem doente, com o rosto e o corpo dilacerado por feridas causadas por alguma doença terrível; mais adiante um homem morto sendo devorado por abutres e chacais. Em toda sua jovem vida, ele jamais percebera que as pessoas pudessem ser acometidas por doenças e sofrer profundamente com isso; ao ver o morto ele ficou abalado ao tomar conhecimento de que todos caminhavam inevitavelmente para a morte. Por último um asceta errante, de feições tranqüilas e serenas, ao que o jovem príncipe perguntou ao pajem: Quem é esse? – “Senhor, esse é um homem que se retirou do mundo”. Pensando nesse afastamento do mundo o príncipe continuou seu passeio.
Apesar das tentativas do pai para protegê-lo, ele apercebeu-se assim das realidades do sofrimento humano. Nessas historias lendárias (anedóticas até) vemos seu caráter de Bodhisattva pelo qual também é conhecido, ser de sabedoria (sânscrito: sattva: ser + bodhi: de sabedoria, esclarecido). Em algumas vertentes do Budismo, o Bodhisattva é uma pessoa que já tem um considerável grau de esclarecimento e procura usar sua sabedoria para ajudar outros seres humanos a tornarem-se livres. Nesse entendimento, o Bodhisattva é uma pessoa sábia que usa meios hábeis para levar outros humanos a ver os benefícios da virtude e do cultivo da sabedoria.
Algum tempo depois, sua esposa deu-lhe um filho chamado Rahula, mas isso somente contribuiu para fortalecer sua decisão de partir. Partiu sem falar com sua mulher e seu filho, embora reze a lenda que ele chegou ao quarto de sua esposa que dormia com a criança e para não acordá-los e também para não ser impedido de partir, prometeu regressar somente depois de atingir o esclarecimento. Ao refletir longamente sobre o que vira em seus passeios e no mundo chamou a essas visões da realidade como as três marcas da impermanência (velhice, doença e morte). Entretanto, a lembrança do asceta errante peregrino, deu-lhe a certeza de que a única maneira de extinguir aquela angústia imensa que dele se apoderara era o abandono físico e mental daquela vida de confortos e acomodação material.
Depois de renunciar a vida doméstica e a religião brâmane (hindu), ele adotou a vida de pedinte. Usando uma toga, e de cabeça raspada, levando apenas uma tigela destinada a esmolas, o jovem Siddartha saiu do palácio e aventurou-se pelas estradas, vilas, e cidades.
Durante os seis anos seguintes, o ex-príncipe estudou com os maiores mestres da época todos os modos de espiritualidade conhecidos até então. A primeira fase de sua carreira ascética conduziu-o sucessivamente a presença de dois mestres. O primeiro, Alara Kalama, era especialista em treinar a mente para atingir a “esfera do nada’ e o segundo, Uddaka Ramaputra, ensinou-lhe o caminho da meditação que conduzia a um estado que não era “nem de conhecimento nem de desconhecimento”. Mas isso não o satisfez. O que o leva então a uma segunda fase, um período de grande austeridade. Após essa fase (ascetismo, privando o corpo e seus desejos, que eram os obstáculos a realização espiritual; ascetismo difícil, duro e prolongado, criaria energia espiritual a qual conferia a um yogi (especialista do espírito) poderes supranormais). Essa austeridade prolongada (por 6 anos) deixaram o seu corpo frágil e esquálido. Logo ele chegou a conclusão de que essa austeridade não eram o caminho para a iluminação. Voltou a ter sua forma anterior por se alimentar melhor e contam que seu corpo ficou da cor do ouro (i.e., bronzeado).

A iluminação

Nenhuma luz reveladora se acende subitamente para ele e a iluminação ocorre apenas quando testemunhou e transcendeu as trevas do desconhecimento da verdadeira natureza dos fenômenos. O conhecimento revelado através da sua meditação torna-se o âmago de sua doutrina: a via intermédia, que é o caminho sem extremos, exige o reconhecimento das coisas tal como elas são e encerra as quatro verdades (5*****) acerca do sofrimento humano. Boddhisattva caminhara até o rio Nairanjana, um afluente do ganges e sabia que chegara o momento de sua fase final em sua busca da iluminação. Em 531 a.C. ele tinha 34 anos e absorvera três esferas superiores de experiência:
O luxo exagerado da vida palaciana
Os ensinamentos de dois grandes Yogis e por fim
O ascetismo extremo.
Renunciaria a todos eles, mas havia um eco de cada um no conhecimento, do qual viria a emergir a iluminação. Junto ao povoado chamado Uruvela, Bodhisattva parou para procurar um lugar adequado para sua meditação. Era dia de lua cheia e uma jovem chamada Nandabala quis fazer uma oferenda ao pipal uma árvore sagrada (uma figueira (Ficus religiosa)) chamada de árvore Bodhi (bodhi tree ou bo tree), que sem ela saber Bodhisattva escolhera para local de sua meditação. Levando uma tigela de arroz-doce, a jovem dirigiu-se para a margem do rio, onde, aos pés da árvore encontrou o futuro Buda. Apercebendo-se de que ele era um homem santo, fez-lhe a sua oferenda diretamente. Que os teus desejos prosperem tal como os meus, disse ela, afastando-se. O futuro Buda levantou-se, contornou a árvore na direção do movimento do sol, banhou-se no rio, regressou ao seu lugar, perto da árvore e comeu o arroz-doce. Prometendo ficar ali até ter atingido a iluminação, sentou-se de pernas cruzadas e durante os quarenta e nove dias que se seguiram não se mexeu nem ingeriu qualquer alimento. A iluminação foi precedida de uma visão de intensidade demoníaca, sob a forma de um ataque de Mara, o “ser maléfico” o “inimigo do dharma”. Os primeiros budistas identificavam-no como Kama, o deus da sensualidade, e foi com esse disfarce que Mara, munido de setas com flores nas pontas que excitam o desejo e acompanhado pelas suas três filhas tentou seduzir Boddhisattva e destruir a sua concentração. Nada do que Mara tentou deu certo.
Siddhartha, então experimentou e ultrapassou todos os níveis de consciência, chegando até a suprema iluminação, o Nirvana. (6******).
Neste momento, ele transformou-se no Buda, que significa “o supremo iluminado, totalmente consciente”. Contava ele com 34 anos de idade. A partir deste momento, e até o dia de sua morte aos 80 anos, ele viajou por todo o noroeste da Índia, partilhando com um número crescente de discípulos as suas experiências e seus ensinamentos.
O Budismo baseia-se no conceito de que tudo é ilusório, transitório e, portanto impermanente. A busca essencial consiste em se ultrapassar a ilusão rumo à perfeita consciência, que é o estado de Nirvana. É também conhecido como o "Caminho do meio", por afastar-se dos extremos, tais como ascetismo de um lado e luxuosidade de outro. Além desses elementos a doutrina budista baseia-se também nas Quatro Nobres Verdades e na chamada Nobre Senda Óctupla.
O budismo ao longo de todos esses séculos dividiu-se em três principais ramificações: O budismo Theravada, ou a doutrina dos antigos. É um sistema muito ortodoxo, baseado nos princípios monásticos indianos. O budismo Zen, que é a forma chinesa e japonesa de explicar a doutrina. É considerada a maneira mais rápida e direta de se compreender o método de iluminação de Buda. Dá muita ênfase na meditação e nas artes. É o ramo de maior prestígio no Ocidente. O budismo Tibetano ou Lamaismo é o sincretismo entre o Budismo, o Tantrismo e o Bon Po (prática Xamânica que era a religião original do Tibete).
Assim como todas as grandes religiões, o Budismo tem muito de sabedoria para nos oferecer.


Bibliografia

Lowentein, Tom. (2001) A visão do Buda. Ed. Taschen (Evergreen) 184p.
www.uol.com.br - Getúlio Taigen Caderno estilo de vida.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo - Historia do Budismo.
http://www.advaita.com.br/advaita - Ensinamentos da não dualidade.



Notas

1* - Síntese da doutrina Advaita:

O Advaita Vedanta é uma “filosofia”, por assim dizer, que surgiu há muitos séculos na Índia, tendo a sua origem nos Vedas, as escrituras mais antigas e sagradas do Hinduísmo. Advaita literalmente significa “não-dualidade”, e Vedanta significa “a parte final (ou conclusão) dos Vedas”.
A doutrina principal do Advaita é que apenas o Absoluto (Brahman) é Real e que o mundo e toda a criação é irreal, sendo que toda e qualquer modificação, dualidade, pluralidade – seja objetiva ou subjetiva – é apenas uma superimposição, uma imagem que é sobreposta no Absoluto através do poder da ilusão (maya). Como o Absoluto é imutável e sem atributos, a criação é negada, uma vez que o absoluto não pode criar, devido a sua própria “infinitude”, digamos assim, e também porque não pode haver nada “fora” ou “diferente” do absoluto. O Absoluto é o oceano de Ser-Consciência-Beatitude (sat-chit-ananda), sendo Real, enquanto que tudo o que nele surge e desaparece é transitório, limitado e, portanto, irreal. Nas palavras de Shankara, o ensinamento Advaita central é que “o absoluto é real, o universo é ilusório, e a alma individual não é diferente do absoluto”. Embora a alma individual (jiva) seja vista como parte do mundo ilusório, e portanto irreal, a “testemunha” que há por trás dela (a Consciência), ou Eu Real, é tido como sendo um com o Absoluto.
Para o Advaita a ilusão, ou ignorância espiritual, não é real, mas apenas uma falsa-percepção. Os Upanishads explicam que Maya (ilusão cósmica) causa o surgimento do universo e que avidya (ignorância individual) é responsável por o absoluto Ser parecer ser uma multidão de almas individuais (jivas). Assim, através da ação inexplicável da ignorância, o Absoluto ou Eu Real (Brahman ou Atman), cuja natureza é Ser-Consciência-Beatitude, encontra-se preso em um complexo corpo-mente, acreditando-se e vivendo como se fosse um ser limitado e individual, enquanto que na verdade é apenas existência impessoal e eterna.


2 **- Entende-se por ser senciente todo o ser que tenha a senciência como uma das suas características, ou seja, a capacidade de experienciar o sofrimento (seja a nível físico, seja a nível psíquico).


3*** - O nascimento propriamente dito teria ocorrido não na cidade real de Kapilavastu, mas num bosque de Lumbini, quando a mãe de Buda, Mahamaya, foi visitar a familia.


4**** - Tudo o que se sabe do nascimento de Buda provém de lendas registradas alguns séculos depois dele próprio ter morrido. O seu nome próprio e o de família viriam a ser Siddhartha Gautama e o seu nascimento, fruto da união da rainha Mahamaya e do rei Suddhodana. Conta-se que a rainha sonhou que nasceria dela uma alma imensa. Em seu sonho ela fora transportada pelos espíritos para um grande planalto, onde deitou-se debaixo de uma árvore, onde um elefante real descreveu três círculos à sua volta e penetrou no seu ventre. Sacerdotes da corte interpretaram esse sonho como sendo o futuro nascimento de um herói. Conta a lenda que o nascimento do menino não foi na cidade de Kapilavastu, mas em um bosque de Lumbini quando a mesma, grávida, teria ido visitar sua família. Sentindo que o bebê estava prestes a nascer ela aproximou-se de uma enorme árvore e segurou em um ramo, e agarrada a esse ramo a rainha deu à luz de pé. A lenda continua dizendo que Buda nasceu consciente e dando sete passos, dirigiu-se a cada um dos quatro cantos do mundoe exclamou: “eu nasci para a iluminação, e este é o meu último nascimento no mundo dos fenômenos”.


5 ***** - As quatro verdades:

I - A existência implica a dor, o sofrimento -- O nascimento, o desenvolvimento, a idade (envelhecimento), a tristeza, a doença, a angústia, a separação, a morte e os desejos são sofrimentos.

II - A origem da dor, do sofrimento é o desejo e o afeto -- As pessoas buscam prazeres sensuais que não duram muito tempo a busca de cobiça e pelo prazer, a busca do prazer aqui e ali, i.e., a busca pelos desejos sensuais o desejo por ser por existir o desejo por não ser não existir.

III - O fim ou a cessação da dor, do sofrimento -- só é possível com o fim do desejo, i.e., o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios daquele mesmo desejo, o abandono e renúncia a ele, a libertação dele, a independência dele

IV - A Quarta Verdade -- se prega que a superação da dor só pode ser alcançada através de oito passos, o Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, meditação correta, concentração correta

6****** - O nirvana era encarado pelos primeiros budistas como a única verdadeira fuga ao samsara (do sânscrito: errância perpétua). A palavra significa: “uma luz que se extingue” como se fosse uma chama, e, embora conste das escrituras hindus, começou por ser um termo budista. O objetivo do santo hindu ou brâmane era purificar a alma do seu karma até que ela ou o eu (atman) se sentissem identificados com o espírito do universo (brahman) e ambos pudessem unir-se. Buda ensinou uma doutrina diferente, a da “não alma” ou do “não eu” (anatta) e deste modo o nirvana era um estado atingido apenas por alguém que tivesse eliminado o eu e qualquer noção do eu.

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