terça-feira, 26 de janeiro de 2010

FIGURES AT THE BEACH

Da imagem humana #1
A imagem humana, ao meu ver esta relacionada, e focalizada no prazer. O prazer de uma vida sem dor e em equilíbrio. A busca do prazer em todas as coisas do cotidiano e em todas as atividades da existência. Claro que ficamos chocados ao ver um semelhante sofrendo, passando privações de todo tipo; e por isso nos mobilizamos para ajudar o outro. O nome Hedonismo deriva da palavra grega (ἡδονισμός) para prazer, deleite, gozo; (ἡδονισμός = hēdonismos, de ἡδονή = hēdonē "prazer" (hedoné = doce + o sufixo ισμός = ismo). Hedonismo é também uma doutrina filosófica derivada do materialismo atomista ensinada por Democritus de Abdera e Leucippus de Miletus (sec. V a.C.) e por Aristippus de Cyrene (aluno de Sócrates, mas que adotou um forma diferente de pensar a existência humana) e que foi além, ensinando que o único bem seria o prazer. Isso significa não somente a inexistência da dor e do sofrimento (e do seu evitamento) mas da busca de sensações positivamente prazeirosas. Eles entretanto, aceitavam a existência das obrigações e dos deveres para com a pátria, para com a sociedade e para com os semelhantes. Defendiam a idéia que o prazer poderia advir também do altruismo. Para os Epicuristas que os seguiram, o mais profundo prazer ou seja a tranquilididade e a ausência do medo (i.e., o afastamento de qualquer tipo de medo, estar livre do medo) pode ser obtido pelo CONHECIMENTO. Por seu materialismo atavavam a ideia da superstição e da intervenção divina. Assim, eles defendiam que os sacerdotes eram mentirosos sobre o sofrimento humano e sobre a existencia de deuses, que não haveria um pós-vida (there is no afterlife) e que o prazer deve ser o propósito do viver. Não ha nada errado com a nossa busca natural do prazer. Essa filosfia pode ser traçada até nossos dias e é ainda ensinada. William B. Provine anteviu cinco asserções as quais escreveu em minha dissertação de mestrado quando eu pedi para que ele me explicasse os fundamentos de seu pensamento sobre o porque tendemos a ver algum objetivo na natureza. Ele então pegou minha caneta e escreveu na última folha da minha dissertação de mestrado que tratava do Polimorfismo enzimático em populações naturais de Dryas iulia alcionea (Fabr. 1775) as seguintes deduções:
1) Argument from design.
(Look at adaptations, than deduce the existence of an inteligent designer.)
2) No life after death.
3) No ultimate foundation for ethics.
4) No free will.
5) No ultimate meaning in life.
O que eu interpreto como sendo de um naturalismo, determinista e materialista. O que em nenhum momento tira seu merito ou seu alcance filosófico. Somos seres biológicos e como individuos com memória e história, portanto com juízo de valores, devemos aceitar nossa finitude e nos desfazer de nossos egoismos (dentre os quais eu cito nossa idéia ou desejo de sermos eternos). Não existe outra maneira de existir nesse planeta a não ser buscar aqui e agora a satisfação de nossos impulsos e dos nossos semelhantes. Trabalhando para o bem comum e para que todos alcancem os seus objetivos. É isso que eu entendo por hedonismo, isto é a busca do bem comum, onde todos possam se desenvolver de acordo com sua idéia e seu desejo.

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