quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CONHECIMENTO GEOMÉTRICO

"Eis porque é preciso que o pensamento se eleve das coisas sensíveis às coisas conjeturais, das coisas conjeturais às coisas cognoscíveis, das coisas cognoscíveis às coisas inteligíveis; e aquele que quer conhecer a verdade sobre esses objetos, deve reunir num conjunto harmonioso todos esses meios e os objetos do conhecimento. (...) ...[os gêometras] empregam as coisas sensíveis como imagens, mas tais coisas não são nem objeto nem o fim que se propõem em suas buscas e seus raciocínios, pois não buscam senão o diâmetro e o quadrado em si. (...) A segunda seção é a do inteligível, obejto da dialética; ela não constrói verdadeiramente hipóteses: ela coloca princípios de onde se eleva para alcançar até o incondicionado, até o princípio universal: e, depois, por um movimento inverso, prendendo-se a esse princípio, ela desce até o termo do raciocínio, sem empregar um objeto sensível e servindo-se unicamente de idéias puras."
(Fragmento 5 de Arquitas de Tarento (428 a.C. - 374 a.C.)

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